quinta-feira, dezembro 10, 2009

Sonhos e desafios de um jovem editor adventista

Marcos Gabriel Blanco nasceu em Mendoza, Argentina, em 1975. Casado com Claudia Elizabeth Blath de Blanco, tem um casal de filhos: Gabriel, de cinco anos, e Julieta, de quatro. Formado em Teologia, estudou comunicação e atuou como revisor, tendo se especializado em textos jornalísticos. Mestrando em Teologia (falta-lhe apenas defender a dissertação), publicou o livro Jesús Extremo (em fase de preparo para publicação também em língua portuguesa, pela Casa Publicadora Brasileira). Seu passatempo preferido são os esportes ao ar livre, como corrida, mountain bike e alpinismo (esteve no Aconcágua).

Recentemente eleito para chefiar o departamento de Redação da Associación Casa Editora Sudamericana (Aces), a editora adventista da Argentina, concedeu esta entrevista ao jornalista Michelson Borges:

Como recebeu a notícia da sua escolha para chefiar a Redação da Aces?

Foi uma grande surpresa. Não esperava tal responsabilidade nesta etapa da minha vida. É um desafio muito grande, no entanto, entendo que Deus pode nos capacitar a cumprir com a tarefa para a qual nos chama. Abrimos uma oportunidade a Deus quando nos sentimos pequenos para a tarefa que temos diante de nós, porque vamos a Ele em busca da sabedoria necessária.

Por outro lado, amo o ministério da página impressa, e agradeço a Deus por dar-me esta oportunidade de trabalhar com as publicações. Este ministério desempenha um papel muito importante na pregação do evangelho e é um privilégio servir com esse objetivo em mente.

Como você encara o papel de um editor adventista?

As publicações têm o objetivo de preparar um povo para a vinda de Jesus. Sob esse ponto de vista, o editor adventista prepara materiais para proclamar as boas-novas do evangelho, de um lado, e para ajudar no crescimento espiritual daqueles que já fazem parte do povo de Deus, de outro. Isso exige que o editor compreenda muito bem a mentalidade secular e, ao mesmo tempo, conheça a realidade da igreja.

Atualmente, as publicações são o meio que chega a maior quantidade de adventistas e, nesse sentido, estabelece a pauta teológica, vela por manter a identidade de nossa mensagem. Ademais, o editor deve compreender que as editoras são servas da igreja e que, portanto, devem acompanhar o movimento e a missão da igreja.

Fale um pouco sobre a Aces e o trabalho que você vinha desenvolvendo aí.

A Aces serve aos sete países de fala hispana da Divisão Sul-Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Tem uma longa trajetória editorial (neste ano, comemorou 105 anos de existência) e, em certo sentido, tem sido uma referência para as publicações em espanhol em todo o continente e também na Espanha. Até o momento de ser designado chefe da Redação, eu desempenhava as funções de editor da revista Vida Feliz (semelhante à revista Vida e Saúde), editor da revista Ministerio, editor associado da Revista Adventista, editor da revista Ação Jovem, editor da Lição da Escola Sabatina dos juvenis e editor ocasional de livros.

O que muda em sua rotina daqui para frente?

Até agora, se bem que já trabalhava em equipe, minha tarefa consistia fundamentalmente na preparação e edição de materiais. Agora, a isso se soma a grande responsabilidade de liderar todo o grupo de redatores e editores. Isso significa estabelecer a linha editorial e motivar todo o grupo para cumprir os objetivos da Redação. Também inclui resolver as dificuldades que surgem no dia a dia de uma editora que possui parque gráfico. A dinâmica de trabalho de uma publicação é vertiginosa, desde sua redação e edição, até a impressão, e isso implica levar em conta grande quantidade de detalhes em uma editora que imprime centenas de materiais continuamente.

Você foi escolhido para um cargo de grande responsabilidade com “apenas” 34 anos. O jovem adventista deve estar preparado para assumir grandes responsabilidades? O que envolve esse preparo?

Há um grande movimento ultimamente na Igreja Adventista em geral e, particularmente, na Divisão Sul-Americana, pelo qual estão sendo abertas grandes oportunidades aos jovens. Cada dia há mais jovens ocupando cargos de liderança. Porém, o jovem necessita estar preparado para assumir as responsabilidades que isso envolve. O primeiro requisito indispensável é a comunhão com Deus. Sem um contato diário com Deus, por meio do estudo da Bíblia e da oração, dificilmente alguém pode estar preparado para enfrentar os desafios de assumir grandes responsabilidades na igreja. A segunda condição é o desejo de servir a Deus e cumprir a missão que Ele nos confiou, sem importar o que devemos deixar para trás a fim de realizar essa tarefa. Finalmente, a obra necessita de pessoas preparadas, pelo que é necessário capacitar-se o melhor possível, especializar-se com o fim de apresentar um serviço qualificado.

Quais os seus maiores desafios como redator chefe e seus sonhos para a imprensa adventista na Argentina?

Temos o grande desafio de lidar com as demandas da igreja na América do Sul, que está crescendo com rapidez e, ao mesmo tempo, tem uma ampla variedade de ministérios e programas. Como equipe de Redação da Aces, devemos estar preparados para atender as necessidades que a igreja tem nos sete países aos quais atendemos.

Há o desafio de capacitar o grupo de editores e redatores. É necessária sólida formação teológica. O adestramento no manejo do idioma e a atividade jornalística também são importantes.

Temos também uma dívida com os jovens: poder compreendê-los e oferecer-lhes materiais que sejam atrativos para eles e que, ao mesmo tempo, os ajudem a crescer em sua relação com Deus.

Meu maior sonho como chefe da Redação é ver a igreja preparada para a segunda vinda de Cristo e comprometida com a missão de pregar essa mensagem. As publicações desempenharão papel importantíssimo na terminação da obra, e anelo ser testemunha ativa nessa proclamação.

Você publicou recentemente o livro Jesús Extremo. Fale um pouco sobre ele.

É um livro destinado aos jovens, embora possa ser aproveitado por todas as faixas etárias. Parte do livro é um testemunho, no qual descrevo meu afastamento de Deus e o que me levou a voltar para Ele. O livro trabalha com a ideia das contradições da vida cristã: morrer para nascer, ser o último para chegar a ser o primeiro, perder a vida para ganhá-la, etc. São ensinos do Evangelho que ajudaram em minha caminhada cristã, e que quis compartilhar com os leitores, com a certeza de que poderão ajudá-los também.

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