<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-19768511</id><updated>2011-12-22T11:22:47.460-08:00</updated><title type='text'>Michelson Entrevistas</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://www.entrevistas.criacionismo.com.br/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.entrevistas.criacionismo.com.br/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>74</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19768511.post-5318919378654330558</id><published>2011-12-07T16:03:00.000-08:00</published><updated>2011-12-07T16:03:27.896-08:00</updated><title type='text'>Na direção de Jesus</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-7aXdaJUTJYc/Tt_8iuw6gdI/AAAAAAAAPXw/aUTlo0AL8Ac/s1600/1.JPG" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="143" src="http://2.bp.blogspot.com/-7aXdaJUTJYc/Tt_8iuw6gdI/AAAAAAAAPXw/aUTlo0AL8Ac/s200/1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;A história da corredora e modelo que abandonou a carreira para servir a Deus&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Fábia Siqueira da Silva nasceu em fevereiro de 1985, em Campo Grande, MS. Cursou Publicidade e Propaganda no Unasp, campus Engenheiro Coelho, gosta de ler e praticar esportes. Atualmente, é secretária do Departamento de Publicações da Associação Catarinense da Igreja Adventista do Sétimo Dia, em São José, SC. Membro da Igreja Adventista do Estreito, em Florianópolis, Fábia trabalhou na agência Zoom, no Unasp, e como colportora por dois anos. Mas o que muitos hoje não sabem é que a moça foi campeã de corridas automobilísticas, sendo a única mulher na categoria, modelo e apresentadora de TV. Juntamente com o pai, Gernival, a mãe, Ione, e os irmãos, Phillip e Flávia, Fábia viveu uma experiência amarga que somente neste ano teve seu desfecho. Leia a entrevista abaixo, concedida ao jornalista Michelson Borges, para saber mais detalhes dessa história de fé, sofrimento, vitória e superação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fale um pouco sobre sua infância.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu tinha quatro anos de idade, meus pais abandonaram a Igreja Adventista, porém, continuei estudando no colégio adventista, o que me fazia frequentar ocasionalmente a igreja, isso até os meus 11 anos. Meu pai tinha uma das maiores revendas de veículos usados do Mato Grosso do Sul. Ele idealizou o primeiro “feirão de veículos” com transmissão em programas de rádio e televisão, o que fez a família ficar ainda mais conhecida no Estado. Sempre fui muito apegada a ele e cresci nesse universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como foi seu ingresso nas corridas de automóvel e que títulos conquistou?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei no automobilismo aos 16 anos. Em minha primeira corrida, conquistei o segundo lugar no pódio. A partir daí, comecei a disputar provas e campeonatos na categoria Hot Fusca (corrida na terra). Em 2003, disputei provas na categoria Fórmula Fusca, em Campo Grande, e Pick-up Racing (categoria nacional). Disputei provas no Paraná e no Rio Grande do Sul. Em 2004, Montei um fusca cor-de-rosa e deixei o &lt;i&gt;cockpit &lt;/i&gt;do outro fusca para meu irmão. Disputamos o campeonato de 2004, juntamente com outros 15 pilotos. Na penúltima etapa, recebi o título de campeã, e na última corrida, Phillip (meu irmão) foi vice-campeão do campeonato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o nome bem evidente na mídia e a experiência de vida já adquirida, recebi uma proposta para me candidatar a vereadora. Aceitei, porém, depois de uma semana de campanha nas ruas, descobri que o partido ao qual eu estava filiada estava “jogando sujo” comigo e decidi parar com a campanha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2005, encerraram-se as disputas de fusca em Campo Grande. Por conta disso, deixei o automobilismo e dividi meu trabalho entre a empresa do meu pai, a carreira de apresentadora de TV (com quadros sobre automobilismo) e apresentadora de &lt;i&gt;shows &lt;/i&gt;de artistas famosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Qual foi a corrida mais marcante da sua carreira?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2004, no ano em que fui campeã, participei de uma corrida muito emocionante. Larguei na frente e meu irmão largou em último, porque estava com um problema no carro. Um piloto quis me tirar da corrida logo na largada e bateu no meu carro. Na primeira curva, rodei na pista. Fiquei ali parada e todos os carros começaram a vir em minha direção. Tive a sensação de que iam bater em cheio na minha porta. Logo atrás, vinha meu irmão e temi que ele batesse em mim. Seria o fim da corrida para os dois. Assim que me viu parada, ele freou e jogou o carro de lado, parando bem do meu lado, na contramão. Olhamos bem no fundo do olho um do outro e fizemos o sinal de positivo: “Vamos acelerar.” Pisamos fundo e fomos conquistando posições. Naquela corrida, meu irmão terminou em primeiro lugar e eu, em segundo. Foi espetacular!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como foi a experiência de correr num meio dominado por homens?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando entrei no automobilismo, passei a ouvir piadas como “mulher no volante, perigo constante”, que todo mundo já está com os ouvidos calejados de tanto ouvir. Mas, a partir do momento em que comecei a demonstrar meu lado profissional no automobilismo, as coisas mudaram e conquistei o respeito das pessoas. Sempre levei numa boa os gracejos. Nunca desrespeitei nenhum piloto por causa disso, pois todos ali são profissionais.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Você também atuou como modelo. Como foi isso?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 13 anos, entrei em uma agência de modelos; fazia &lt;i&gt;books&lt;/i&gt;, desfilava para algumas grifes e participava de alguns comerciais em Campo Grande. O meio artístico me chamava a atenção. Meu pai tinha um programa de rádio e de televisão voltado para a empresa, e eu atuava como repórter-mirim. Com a fama e as corridas, os convites foram mais frequentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Depois disso, você ainda voltou às pistas?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2007, recebi uma proposta de assessoramento de uma empresa de marketing esportivo do Paraná para voltar a correr em uma categoria nacional. Pensava em ingressar na Stockcar Light, Pick-up Racing ou a Copa Clio. E, para conseguir finalizar esse projeto, fui até São Paulo, para uma reunião com o editor da revista &lt;i&gt;Playboy&lt;/i&gt;, a fim de conseguir uma possível matéria. Essa reportagem me renderia grandes patrocinadores para o projeto. Porém, o diretor de redação disse que eu precisava voltar a correr para conseguir “soltar” a matéria. E quando eu voltasse a correr era necessário que fossem veiculadas reportagens em mídias nacionais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceitei a proposta, voltei para o hotel e liguei o computador para passar o tempo. Como meu irmão e minha mãe tinham acabado de ser batizados, ele havia apagado do computador todas as músicas “mundanas” e gravou só hinos. Então, comecei a escutar os hinos da igreja mesmo. E me lembrei dos meus 10, 11 anos, de quando eu ia à igreja. As músicas e aquelas lembranças mexeram comigo e comecei a chorar. Chorei desesperadamente ali no quarto do hotel sem saber o que estava se passando. Perguntei para Deus o que Ele queria de mim e se o que eu estava fazendo era correto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei em Campo Grande e continuei meu projeto. Consegui patrocinadores locais para comprar o kart e logo saíram as matérias nacionais que o diretor de redação pediu; inclusive uma delas foi capa do portal Terra. Até ali minha carreira estava como eu queria: decolando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fale sobre a crise que sua família enfrentou e sobre a decisão difícil que você teve que tomar.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise financeira mundial de 2008 fez com que a empresa do meu pai entrasse em dificuldades. Eu acreditava que minha carreira no automobilismo decolando seria uma das soluções para a crise na empresa. Pedi uma resposta para Deus. Estava na minha sala, ajoelhada e chorando, e clamei a Ele. A loja do meu pai estava indo à falência e eu precisava de uma resposta. E ela veio. É como se eu tivesse escutado uma voz dizendo: “Venda o kart.” Ai eu disse para Deus: “Vou anunciar meu kart; se vender, eu paro com as corridas; se não vender, eu continuo com o projeto.” Liguei para o meu preparador e disse que eu queria vender o kart. Ele usou de várias objeções para impedir. Fiquei em minha sala orando, quando, depois de 30 minutos, ele me retornou a ligação: “Está vendido. Passe à noite no kartódromo para pegar o dinheiro.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-sSHUW3-8MvQ/Tt_-QxF1uWI/AAAAAAAAPYs/c5n9F7WrpM0/s1600/11.jpg" imageanchor="1" style="clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="180" src="http://2.bp.blogspot.com/-sSHUW3-8MvQ/Tt_-QxF1uWI/AAAAAAAAPYs/c5n9F7WrpM0/s200/11.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Vendi o Kart, parei com o projeto e fui batizada em setembro de 2008. Meu pai foi rebatizado em seguida. Enfrentamos juntos toda a dificuldade financeira da loja, até novembro daquele ano, quando tivemos que encerrar as atividades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por que as corridas e alguns outros esportes não são compatíveis com o estilo de vida adventista?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A forma como eu estava me envolvendo nas corridas não estava certa. Como eu não tinha muitos recursos, usei outras estratégias de &lt;i&gt;marketing&lt;/i&gt;. No automobilismo, ou você tem dinheiro para entrar, ou um bom padrinho, ou vai “na raça”; eu fui “na raça”. Os treinos também eram aos sábados. Além disso, por ser mulher e bem-sucedida nas corridas, a mídia passou a me dar muito destaque; fiquei famosa, e isso me “subiu à cabeça”. Dinheiro e fama constituem um caminho perigoso; tem que saber administrar bem isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Que rumo você deu à sua vida depois de abandonar a carreira no automobilismo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pastor da minha igreja me indicou a colportagem [venda livros religiosos, de saúde e de educação familiar] e me falou do Unasp. Em dezembro de 2008, fui colportar e, em 2009, fui para o Unasp, em Engenheiro Coelho, SP, juntamente com meu irmão. Esta foi minha boa rotina a partir dali: estudar e colportar para pagar os estudos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Mas a vida da sua família sofreu uma reviravolta em 2010.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que reviravolta! Com a quebra da empresa do meu pai, alguns clientes mal intencionados quiseram nos prejudicar. Em março daquele ano, o delegado de Campo Grande foi até o Unasp com um mandato de prisão para mim, alegando que eu seria uma “isca” para eles encontrarem meu pai. Já pensou nisso? Fui de Engenheiro Coelho até Campo Grande em uma viatura com o delegado, uma investigadora e um policial! Pelo menos, dentro da viatura eu falei do amor de Jesus, li &lt;i&gt;O Grande Conflito&lt;/i&gt;, a Bíblia e pedi para o policial ouvir os hinos que eu colocava no meu iPod. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando em Campo Grande, o delegado disse que estava me levando porque eu era o “xodó” do meu pai, e me informou que no mesmo instante em que fui presa, minha família também foi presa em Campo Grande. Fiquei cinco dias na cadeia. Minha irmã ficou 11 dias; meu pai12 e minha mãe 18. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois desse episódio constrangedor, fui colportar em Santa Catarina, em julho de 2010. Minha família foi com meu pai para uma fazenda, no interior do Estado, onde ele começou a trabalhar para nosso ex-contator.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colportei três férias seguidas, e quando estava trabalhando, as coisas pioraram para meu pai. No mês de novembro, ele soube que a prisão dele havia sido revogada pelo Ministério Público, apesar de ele ter informado que a nova residência da família era na fazenda onde ele estava trabalhando como empregado. Quando o oficial de justiça esteve lá, o capataz ficou com medo e informou que meu pai não morava lá e que não sabia onde ele estava, o que resultou na revogação da liberdade provisória dele. Ele ficou refugiado na fazenda até que minha irmã desse à luz seu bebê. No mês de janeiro de 2011, meu pai, minha mãe e minha irmã mudaram novamente para Campo Grande. Ela deu à luz no dia 7 de janeiro. No dia 25, meu pai se apresentou para ser preso e foi encaminhado para o Centro de Triagem Anísio Lima, na Capital, onde permaneceu até o dia 19 de novembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Qual foi a acusação contra seu pai e contra você?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondemos processos por estelionato e formação de quadrilha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Em que condições seu pai ficou preso?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início da minha prisão, ele ficou em uma cela que media 3m x 3m, com 21 detentos, pessoas tremendamente revoltadas e dependentes de drogas. Meu pai aproveitava o banho de sol de uma hora para correr e respirar ar puro. Muitos debochavam dele, porque aproveitava todo o tempo para ler a Bíblia. Após 21 dias nessa situação, ele foi transferido para outra cela. Ali ele tinha tempo livre das 8h às 14h e começou a dar estudos bíblicos para um detento que havia tentado o suicídio. Depois, meu pai continuou o trabalho com mais 16 homens. Após realizar vários estudos bíblicos no pátio, diariamente, a direção do Centro de Triagem lhe cedeu uma sala para ele continuar ministrando os estudos bíblicos. De forma direta, meu pai levou a mensagem do evangelho para quase 40 pessoas, e de forma indireta, para toda a comunidade carcerária, já que acabou recebendo a responsabilidade de ser o capelão da cadeia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele trabalho de evangelismo resultou em algo que meu pai julgava impossível: converter para Jesus o chefão dos presos e o maior usuário de drogas dali, Valdeir Rezende. Resumindo a história: esse homem hoje ministra as aulas bíblicas em lugar do meu pai! Hoje Valdeir se prepara para ser batizado juntamente com a esposa, que o visita todos os domingos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que aconteceu depois, com você e sua família?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em junho de 2011, fui chamada para trabalhar como secretária do Departamento de Publicações da Associação Catarinense da Igreja Adventista, onde estou até hoje. E para minha felicidade e da minha família, no dia 19 de novembro de 2011, tivemos a alegre notícia de que minha família e eu fomos absolvidas de todos dos 25 processos que estávamos respondendo por estelionato e formação de quadrilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Você experimentou a fama e a humilhação. Depois de passar por tudo isso, qual é a sua avaliação?&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo lá fora é muito atrativo e mascarado: festa, &lt;i&gt;glamour&lt;/i&gt;, gente famosa, pessoas bonitas. A mídia prega isso. Hoje em dia, tem gente que paga para estar em evidência. Depois, essas pessoas vão se tornando avarentas, arrogantes e gananciosas, sem saber que fama e dinheiro não duram para sempre. É por isso que existem vários casos de famosos que, quando saem da mídia, se suicidam; é porque ficam no esquecimento. São pessoas vazias por dentro e sem esperança; não sabem de onde vieram, para onde vão, nem mesmo sabem por que vivem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando perdemos tudo, ficam as experiências e as lembranças, mas temos que cuidar para não olhar muito para trás e cair. Minha mãe sofria de depressão. Depois que a loja quebrou, meu pai também começou a enfrentar esse mal. Os dois estiveram à beira da morte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava acostumada a chegar nas melhores festas de Campo Grande, encostar meu Audi A3 e ficar na roda dos “bacanas”, bebendo meu champanhe ou uísque. Se não fosse a falência da empresa, acho que jamais meu pai e eu teríamos nos aproximado de Deus. Nossa vida era muito boa e cômoda. Mas a partir das dificuldades nos colocamos nas mãos de Cristo e procuramos aceitar toda provação, entendendo que seria importante para o nosso crescimento e transformação. Foi aí que, nas dificuldades e adversidades, criamos oportunidades para pregar esperança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de passar por tudo isso, aprendi que o mais importante é Deus e minha família. Abro mão de tudo para tê-los por perto. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quais são seus projetos de vida atualmente?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloco-me todos os dias nas mãos de Deus e deixo que Ele pilote para mim. Minha família e eu nos preparamos diariamente para a volta de Jesus; queremos pregar o evangelho. A comunicação faz parte de nós, e agora vamos usá-la para Jesus. Além disso, não queremos pagar com mal o mal que nos fizeram; queremos, em nome de Jesus, poder pagar todo o prejuízo sofrido por nossos antigos clientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-D4lTTPG9BOA/Tt_9tJfch-I/AAAAAAAAPX8/m-_H68EijTo/s1600/001.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="291" width="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-D4lTTPG9BOA/Tt_9tJfch-I/AAAAAAAAPX8/m-_H68EijTo/s400/001.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-lJx_gpEb61g/Tt_9ys2vcrI/AAAAAAAAPYI/HWuUeTevohw/s1600/3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="290" width="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-lJx_gpEb61g/Tt_9ys2vcrI/AAAAAAAAPYI/HWuUeTevohw/s400/3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-CgfikzLurLw/Tt_96gKttDI/AAAAAAAAPYU/IvQbNs9FB-g/s1600/4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="319" width="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-CgfikzLurLw/Tt_96gKttDI/AAAAAAAAPYU/IvQbNs9FB-g/s400/4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-agAAL-GDkdQ/Tt_-BRagYsI/AAAAAAAAPYg/FPcQzG9BLuI/s1600/10.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="300" width="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-agAAL-GDkdQ/Tt_-BRagYsI/AAAAAAAAPYg/FPcQzG9BLuI/s400/10.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19768511-5318919378654330558?l=www.entrevistas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/5318919378654330558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/5318919378654330558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.entrevistas.criacionismo.com.br/2011/12/na-direcao-de-jesus.html' title='Na direção de Jesus'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-7aXdaJUTJYc/Tt_8iuw6gdI/AAAAAAAAPXw/aUTlo0AL8Ac/s72-c/1.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19768511.post-5533391063436221556</id><published>2011-12-02T15:01:00.000-08:00</published><updated>2011-12-03T17:12:38.985-08:00</updated><title type='text'>Comprometido com Cristo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-mwnb4KvGXcM/TtlNs1lIzWI/AAAAAAAAPVs/ZzYJ-8vpSts/s1600/entrevista%2B-%2Bdr.%2Bvanderlei%2B%2528foto%2Bmichelson%2529.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="186" src="http://3.bp.blogspot.com/-mwnb4KvGXcM/TtlNs1lIzWI/AAAAAAAAPVs/ZzYJ-8vpSts/s200/entrevista%2B-%2Bdr.%2Bvanderlei%2B%2528foto%2Bmichelson%2529.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Juiz fala de sua conversão e de como utiliza sua influência para falar da verdadeira liberdade&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Vanderlei de Oliveira Silva, 40 anos, é juiz de Direito do Juizado Especial de Belém, PA. Casado com Wanderly de Oliveira Alencar, tem dois filhos, Mayara e Matheus. Depois de convertido, ele estabeleceu o firme propósito de usar sua influência para evangelizar e levar a mensagem de salvação aos detentos, ajudando-os a ser reintegrados ao convívio social. O Dr. Vanderley começou atuando no município de Chaves, na Ilha de Marajó. Depois foi transferido para Itaituba, no extremo sul do Pará. Em seguida, foi para Itupiranga, de onde foi chamado para Viseu, a 350 km de Belém, permanecendo lá por nove anos. Agora ele reside e atua na capital do Pará, onde foi promovido a juiz de terceira entrância, cargo final na magistratura. Nesta entrevista, concedida ao jornalista Michelson Borges, durante um congresso de jovens em Belém, o Dr. Vanderley partilha um pouco de sua experiência e suas lutas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Na juventude, o senhor acabou se afastando de Deus. O que o trouxe de volta?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive o privilégio de ter tido uma educação cristã muito saudável, embora vivendo numa situação de pobreza e humildade. Mas com o tempo acabei me afastando de Deus. Quando nasceu minha primeira filha, fiquei preocupado com a formação dela, já que eu estava fora da Igreja. Que futuro e base moral eu poderia dar a ela? Tive então que me afastar dos amigos com os quais bebia e ia a festas. Alguns debocharam da minha decisão, dizendo ser ilógica para um jovem juiz que deveria “aproveitar a vida”. Graças a Deus, hoje os colegas me chamam mais de “pastor” do que de juiz, e os deboches cessaram. Muitos me procuram para pedir orientação e até mesmo literatura cristã. Isso porque minha postura no trabalho é a mesma que tenho na igreja: sou um missionário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Que conselho o senhor dá ao profissional que quer testemunhar em seu ambiente de trabalho e conquistar credibilidade?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo se resume nas palavras &lt;i&gt;compromisso &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;perseverança&lt;/i&gt;. Num primeiro momento, os “torpedos” vêm de todos os lados. Passei por situações não somente de escárnio, mas até mesmo de ameaça de morte. Implantamos igrejas em algumas comunidades, com a ajuda de presos que já haviam sido batizados. Isso contrariou outras religiões, já que o juiz da Comarca era agora um “pastor” que estava evangelizando, usando inclusive o fórum como “palco” de evangelismo. Eu tinha menos de um ano de batizado quando fiz esse evangelismo em Vizeu. O principal jornal da cidade denunciou meu trabalho, alegando que eu estava utilizando os detentos para construir igrejas para mim, com objetivo mercenário. Isso foi parar no Tribunal e gerou processos e representação na Procuradoria da República. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Satanás utilizou vários instrumentos para me fazer desistir. Certa ocasião, uma multidão chegou a cercar o fórum; quebraram vidros e gritaram que eu devia morrer. Era ano eleitoral no município e alguns conseguiram dar conotação política à situação. Chamaram-me de “juiz corrupto”, “pastor ladrão”. Meu nome foi ridicularizado na TV e nos jornais. Movi alguns processos criminais e de indenização por danos morais, mas não chegaram a lugar algum. Prescreveram pelo tempo que se passou. Contratei três advogados, mas entendi que Deus tinha uma vitória muito maior para mim. Uma das pessoas que me atacaram, uma advogada, anos depois se retratou publicamente e, durante um seminário de que participávamos, entregou-me uma carta escrita a mão, pedindo-me perdão, dizendo que a carga que carregava era muito grande. Eu disse a ela que já a havia perdoado antes de ela me pedir. Os olhos dela se encheram de lágrimas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vitórias que o Senhor me concedeu foram concretizadas com centenas de pessoas tomando a decisão pelo evangelho. Dois municípios puderam ser alcançados e muitas autoridades do Executivo e do Legislativo tiveram oportunidade de conhecer a mensagem cristã de forma direta e clara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha promoção teve que ver com esse meu comprometimento social e com a justiça. O presidente do Tribunal disse que eu era um “referencial de exemplo na magistratura paraense” e que “a magistratura se sente honrada pela minha presença entre eles”. Quando fui transferido para a capital, houve uma comoção diferente em Viseu. As pessoas não queriam mais que eu saísse. Deus foi honrado e tenho profunda gratidão a Ele. E essa gratidão se expressa num compromisso cada vez maior com a obra de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como o senhor aplica os princípios do evangelho em sua profissão?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, como falar de sugurança pública – grande problema atual – sem falar da segurança maior que encontramos em Jesus? Certa vez, apresentei palestra para um grupo de 300 delegados de polícia e falei sobre a conexão entre o Poder Judiciário e a Polícia. Disse que Deus é a única pessoa que encarna estas duas figuras: a figura do delegado, como agente de investigação do fato, do crime; e a figura do juiz, enquanto consumador da justiça. Nessas duas visões, Deus nos transmite algo sublime, extraordinário, que delegados e juízes precisam compreender: a visão de que a investigação e a aplicação da justiça têm como finalidade principal a redenção, a restauração do indivíduo. Para Deus não existe o que na linguagem policial é conhecido como “pirão perdido”. Para o Criador, nenhum caso é perdido. Se juízes, promotores e policiais encararem as coisas dessa maneira, essa visão vai impregnar de tal forma os discursos, a abordagem nas audiências ou nas investigações, até mesmo no momento de lavrar a sentença, que isso vai fazer toda a diferença no trato com as graves questões sociais que vivenciamos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de manter minha postura cristã aberta, tenho tido oportunidade de distribuir Bíblias e livros como o &lt;i&gt;Vida de Jesus &lt;/i&gt;para muitos magistrados. Deixo claro para eles que o &lt;i&gt;Código Penal &lt;/i&gt;é importante, mas que acredito que a Bíblia deveria ser o livro de cabeceira de todo juiz. Graças a Deus, tem havido muitas conversões devido a essa minha postura de comprometimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Voltando à questão da sua conversão, compare sua vida antes e depois de retornar para Jesus.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora tivesse consquistado posição social, estabilidade financeira, uma boa família, a casa dos meus sonhos e privilégios e vantagens da profissão, nada disso me satisfazia, já que o problema estava dentro de mim. Eu sentia angústia, sofrimento de alma, e o que havia conquistado não trazia sentido à minha vida. Houve sufocamento do meu ser, miséria em meu lar e estrangulamento da vida conjugal. Quando me converti e voltei para a igreja, meu casamento melhorou significativamente. O comprometimento com Cristo afeta todas as áreas da vida, inclusive a profissional. Deus me levou a galgar novos horizontes e me sinto um profissional plenamente realizado agora. Posso ajudar as partes conflituosas num processo levando o enfoque espiritual e tenho conseguido inúmeras reconciliações e acordos, pois toco na “ferida”, mostrando a origem dos problemas, fazendo a pessoa repensar sua existência. No caso de separação e divórcio, tem sido possível conseguir algumas reconciliações com esse enfoque. Uso as audiências para mostrar que o evangelho é a solução definitiva para os problemas humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que diz respeito à minha vida financeira, assumi um pacto com Deus de fidelidade nos dízimos e ofertas. É impressionante que o dinheiro que eu utilizava integralmente para as minhas necessidades pessoais absolutamente não daria para o que faço hoje. Certa vez, um promotor amigo meu esteve em minha casa e perguntou qual era a fonte da minha prosperidade (ele pensava em uma fonte clandestina desonesta). Disse para ele que a fonte era Deus e contei meu testemunho. Ele ficou ainda mais impressionado quando lhe disse que faço a declaração de Imposto de Renda corretamente, sem usar de subterfúgios para receber maior restituição. E completei dizendo que aparentemente a desonestidade pode nos trazer vantagens, mas no fim das contas é uma maldição terrível que coloca abaixo os principais valores da vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fale sobre seu trabalho de evangelização de detentos.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo teve início a partir da vontade de fazer algo verdadeiramente eficaz quanto ao resgate da cidadania dos marginalizados. Sobretudo, diante da falência do sistema penitenciário, que não consegue reeducar e muito menos ressocializar homens e mulheres encarcerados. Inicialmente, promovemos uma classe de estudos bíblicos na Delegacia de Polícia de Viseu, envolvendo jovens desbravadores. Na ocasião, mais de vinte detentos foram evangelizados e muitos deles foram batizados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo de seis anos de trabalho missionário, somente naquela cadeia pública, mais de 50 presos tomaram a decisão de seguir a Jesus e foram batizados. Os primeiros detentos convertidos empenharam-se voluntariamente na construção do primeiro templo da Igreja Adventista na cidade de Viseu. Ao cabo de quatro meses de intenso trabalho, concluímos a construção da igreja com capacidade para 300 pessoas. A influência desse trabalho tem motivado outros irmãos a se empenharem na evangelização de presidiários em outras penitenciárias, presídios, cadeias e centros de recuperação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Conte duas histórias marcantes desse trabalho.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira se refere a G. F. S., que se envolveu em um crime hediondo, tendo assassinado o próprio cunhado com mais de trinta golpes de facão. Quando estava preso, ele conheceu o evangelho e ali na cadeia foi batizado, tendo tomado a decisão de que quando fosse libertado se dedicaria a levar pessoas a Jesus. Em seu julgamento no Tribunal do Júri da Comarca, a igreja permaneceu 18 horas (tempo que durou a sessão) em oração intercessória. Um milagre aconteceu: os jurados consideraram G. F. S. culpado apenas por crime de homicídio culposo (não intencional), e por força dessa decisão ele recebeu pena de três anos de prisão. Pouco tempo depois, foi beneficiado com livramento condicional, tendo reconquistado a família através do evangelho, levando todos a Jesus. Atualmente, ele exerce atividades missionárias na igreja e trabalha na comunidade em que vive, procurando resgatar outras pessoas escravizadas pelo pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda história é a do jovem A. S. P., praticante de bruxaria, magia negra e macumba, que tinha um terreiro onde se empenhava no “tratamento” de pessoas enfermas, por meio de rituais satânicos. Ele foi preso em razão de ter se envolvido em crime contra o respeito aos mortos, já que mandou desenterrar um bebê recém-nascido do cemitério público da cidade de Viseu e, em seguida, o colocou em um buraco aberto no centro do terreiro onde já havia cobra e urubu envoltos em sangue de boi e mel, pois pretendia obter mais “poder” em suas atividades espirituais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na prisão, o jovem, que também mantinha relações homossexuais no terreiro, era rejeitado por todos, inclusive por algumas pessoas que se diziam evangélicas e que visitavam frequentemente a delegacia, as quais se referiam a ele como sendo um “verme humano; alguém tão vil que nem mesmo Deus poderia perdoar”. Quando A. S. P. conheceu Jesus graças ao trabalho missionário desenvolvido pelos jovens da Igreja Adventista, ele se convenceu de que Deus o amava e ainda havia solução para o seu caso. Tomou a decisão, foi batizado e quando recebeu liberdade, constituiu família. Hoje ele vive para testemunhar do grande amor de Deus manifestado na transformação de sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como deve ser feito esse trabalho com encarcerados e que cuidados se deve tomar?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve ser feito com muito zelo e seriedade, consciente de que aquelas pessoas são, sobretudo, vítimas da saga assassina do diabo contra os seres humanos. Como primeiro passo, procure cadastrar na Superintendência do Sistema Penal uma equipe de, no máximo, cinco pessoas comprometidas com o evangelho, para cada presídio ou penitenciária, cuidando para que as mulheres tenham contato tão somente com as presidiárias, exatamente para evitar assédios que são frequentes nesse tipo de ambiente poluído por toda sorte de promiscuidade. Sejam assíduos nas reuniões. É preciso adotar alguns cuidados, tais como: (1) procure não se envolver sentimentalmente com o detento; (2) se você não for advogado, não se envolva com a questão processual do preso; (3) seja criterioso com relação a servir como “pombo-correio”. E tenha plena certeza de que ao se dispor a trabalhar nessa grandiosa missão, o Espírito Santo o capacitará e lhe concederá grandes vitórias em sua vida pessoal, em sua família e também na experiência da libertação espiritual de homens e mulheres escravizados pelo pecado e pelo crime.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19768511-5533391063436221556?l=www.entrevistas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/5533391063436221556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/5533391063436221556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.entrevistas.criacionismo.com.br/2011/12/comprometido-com-cristo.html' title='Comprometido com Cristo'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-mwnb4KvGXcM/TtlNs1lIzWI/AAAAAAAAPVs/ZzYJ-8vpSts/s72-c/entrevista%2B-%2Bdr.%2Bvanderlei%2B%2528foto%2Bmichelson%2529.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19768511.post-3112862272225273147</id><published>2011-10-11T16:48:00.000-07:00</published><updated>2011-10-11T16:48:45.700-07:00</updated><title type='text'>Perdido dentro da Igreja</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-AuXZ10SBIdk/TpTUWSqhIGI/AAAAAAAAO58/WPhkyVwIdzg/s1600/marcos.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="172" src="http://1.bp.blogspot.com/-AuXZ10SBIdk/TpTUWSqhIGI/AAAAAAAAO58/WPhkyVwIdzg/s200/marcos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Pastor e conselheiro familiar fala sobre o que o levou a se afastar de Deus na juventude, a influência do rock e da televisão, e como ocorreu sua conversão&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Marcos Faiock Bomfim nasceu em Taquara, RS, em 1963, como o mais velho de uma família de três irmãos. Viveu praticamente toda a infância e juventude em São Paulo, onde se formou em Teologia, em 1985, no então IAE, hoje Unasp. Concluiu o mestrado em Teologia em 1998, no Unasp, campus Engenheiro Coelho, e fez pós graduação em Terapia Familiar, em Porto Alegre. Ainda durante o bacharelado em Teologia, foi professor de Musicalização Infantil e maestro de corais em escolas adventistas de São Paulo. Enquanto estudava Trompa, na Escola Municipal de Música de São Paulo, participou em orquestras, bandas sinfônicas e conjuntos de câmara. Com o Coral Acasp e a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, participou de cantatas, oratórios e outras peças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de formado em Teologia, trabalhou como pastor distrital durante nove anos, na Grande São Paulo. Por vários anos liderou os departamentos de Mordomia Cristã e Ministérios da Família em Associações da União Sul-Brasileira e na própria União, de onde, em 2011, foi chamado para liderar o mesmo departamento em nível sul-americano. Bomfim também é o apresentador do programa diário “Novo Tempo em Família”, da Rede Novo Tempo de Rádio.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É casado com a pedagoga Mariluz da Silva Bomfim e tem duas filhas, Luana e Alana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta entrevista, concedida a Michelson Borges, ele fala das lutas pelas quais passou na juventude e de como se converteu, após um período de afastamento de Deus.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Mesmo tendo nascido em lar adventista, o senhor esteve um tempo afastado de Deus. Como isso aconteceu?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes acontece que filhos criados em lares ativamente empenhados na nutrição espiritual dos seus membros se afastem de Deus. Mas não são felizes longe dEle. O Espírito Santo fica trabalhando na consciência e o prazer do pecado acaba deixando certo “amargo na boca”. No meu caso, havia uma inconstância muito grande em minha vida espiritual. Ora deixava me influenciar pelo lar, pelo colégio (IAE) e pela igreja; ora pelos amigos ou companheiros. Tentando me tornar aceito pelo grupo de amigos, acabei fazendo concessões e comprometendo princípios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que o atraía no “mundo”?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo nascido na igreja, nunca estive, por assim dizer, “no mundo”. Nunca saí ostensivamente da igreja, nem bebi ou fumei, ou coisas do gênero. Para falar a verdade, o “mundo” nem me atraía tanto assim. No fundo, queria estar em paz com Deus, e por isso também não queria me afastar da igreja. E nem se quisesse poderia, porque meus pais faziam “marcação cerrada”! &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como era essa “marcação cerrada”?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou dar um exemplo. Na adolescência, comecei a imaginar que a exigência de levantar me cedo todos os dias para o culto familiar não passava de um capricho da parte dos meus pais. Também queria frequentar uma igreja vizinha, em lugar de ir à igreja com meus pais. Na verdade, eu queria mesmo era ficar do lado de fora, encostado nos carros dos amigos conversando e paquerando, longe de qualquer vigilância. Sabedor disso, meu pai certa vez me procurou, em um sábado pela manhã, e disse: “Você nos foi dado por Deus, como um empréstimo, pelo tempo em que ficar nesta casa. Gostamos muito que você fique aqui, e gostaríamos de poder sustentá-lo enquanto precisar. Mas como esta casa é regida pelos princípios de Deus, enquanto estiver aqui (e queremos que fique) você precisa se submeter a esses princípios. Esta também é sua casa, mas os princípios que a regem foram escolhidos por mim e sua mãe, quando nos casamos. Hoje você já está definindo os seus princípios, que um dia poderão ser diferentes dos nossos. Mas, por causa da responsabilidade que temos diante de Deus em relação a você, estou lhe pedindo para ir à igreja conosco e levantar se para os cultos da manhã. Peço que faça isso por nossa causa, porque, como pais, temos que responder diante de Deus por nossas atitudes em relação a você. Agora, se você vai à igreja para adorar a Deus ou não, isso já é com você. É você quem presta contas disso diante dEle.” E, estendendo a mão, com voz pacificadora, meu pai prometeu: “Depois que você sair de casa e se sustentar a si mesmo, prometo que nunca mais lhe falo de Deus, da Bíblia, de cultos ou da igreja.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Forçado por esse “abuso do poder econômico”, senti me obrigado a estender a mão. Sei que Deus utilizou essa experiência para me manter perto dEle e um pouco mais longe das distrações dos meus companheiros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como você acabou se interessando pelo estilo de música &lt;i&gt;rock&lt;/i&gt;?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, contra a vontade de meu pai, fui acampar por cerca de quatro dias com um grupo de jovens. Todos cantávamos em um dos corais da igreja, mas como o acampamento era independente (sem a supervisão de líderes da igreja), praticamente não havia adultos com coragem para se posicionar e que se responsabilizassem pela manutenção dos princípios espirituais. Meu pai me havia deixado ir, depois de muita insistência de minha parte, porque não sabia de toda a verdade acerca do acampamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante todo o tempo, dia e noite, música &lt;i&gt;rock &lt;/i&gt;era tocada em volume muito alto. Não tenho lembranças de serviços espirituais ou de culto. No primeiro dia, quase não pude suportar a experiência de ouvir aquela música, já que em casa estava habituado apenas à música cristã ou clássica. No fim do segundo dia, minha mente já estava mais acostumada com a batida, e ao terceiro dia já encontrava verdadeiro prazer naquilo que antes me causava repulsa. Desse modo, o &lt;i&gt;rock &lt;/i&gt;foi para mim a porta de entrada para a música popular. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Qual o problema com esse tipo de música?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;i&gt;rock&lt;/i&gt;, bem como outros tipos de música muito ritmada, tende a levar o indivíduo a estados pré hipnóticos, por causa da batida cadenciada. Se isso ocorrer, dependendo do volume do som e do grau de envolvimento, o indivíduo acaba sendo prejudicado em sua capacidade decisória, no juízo crítico e no raciocínio lógico. É nessa hora que os impulsos mais baixos tomam as rédeas e isso é a senha para que espíritos satânicos assumam completamente a direção. Já o Espírito de Deus trabalha de modo diferente. Sua atuação ocorre de modo mais eficaz quando a mente está na sua melhor sensibilidade perceptiva, livre de influências que diminuam a capacidade de raciocínio lógico do indivíduo. É por isso que, além de não escutar esse tipo de música, o cristão também não deveria utilizar drogas, álcool, nicotina ou cafeinados, porque tudo isso prejudica a clareza mental. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, voltando à música, além da pré hipnose, a letra da maioria dessas músicas, o estilo de vida dos artistas e suas crenças são uma mal disfarçada tentativa de impor os valores do império das trevas. Alguns desses músicos inclusive já confessaram que compunham diretamente sob inspiração satânica, e este fato é fartamente comprovado em literatura sobre o assunto. Outros, infelizmente, ignoram o poder que os move, mas quem estuda a Bíblia não precisa ficar ignorante: “Pelos seus frutos os conhecereis”, disse Jesus.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;E as demais músicas populares? Também são assim tão nocivas?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estenderia o mesmo raciocínio para boa parte da música popular. Existem pessoas que recuariam horrorizadas diante de um &lt;i&gt;rock &lt;/i&gt;pesado, mas passam horas e horas escutando inocentemente música popular. Ouvem sem prestar atenção, imaginando que não há perigo algum nisso. Mas se esquecem de que Satanás é um ser real, muito inteligente, e que nunca perde tempo. Ele sabe que música é algo que mexe profundamente com os sentimentos do ser humano; sabe que tipos diferentes de acordes, dispostos em sequências e ritmos diferentes, podem produzir sentimentos que influenciam a mente para aceitar o pecado ou para se afastar de Deus; sabe que esses sentimentos, se repetidos, fixam padrões de conduta ou resposta. Assim, é importante saber que o que entra no cérebro humano pelos sentidos influenciará de algum modo, para o bem ou para o mal. O conceito teológico do Grande Conflito nos revela que neste mundo simplesmente não existe coisa alguma absolutamente neutra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, existe o fato de que essas músicas são compostas e apresentadas por pessoas que não têm o menor compromisso com Cristo. Por isso, a grande maioria das letras não apenas desconhece a Deus, mas de maneira sutil (utilizando às vezes processos subliminares) ou mesmo aberta, introduzem na mente dos ouvintes o sistema de vida do inimigo de Deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando comecei a me voltar para Deus, todas essas ideias me levaram a abandonar o rock, mas continuei apreciando a música popular (brasileira e internacional). Ouvia na casa dos meus amigos ou em lojas especializadas, porque, como disse anteriormente, meus pais não permitiam que as escutasse em casa. Eu achava isso uma exigência exagerada da parte deles. Mas, com o passar do tempo, percebi claramente que esse tipo de música, apesar de não ser aparentemente tão agressivo quanto o &lt;i&gt;rock&lt;/i&gt;, tirava me quase que completamente o gosto pelas coisas de Deus, e diminuía muito minha resistência contra o pecado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;E o que dizer das músicas sacras com estilo &lt;i&gt;pop&lt;/i&gt;?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abandonar a música popular representou para mim uma luta muito grande. Talvez seja por esse motivo que tenho hoje sérias dificuldades para adorar a Deus quando ouço na igreja música tipicamente popular, com letra sagrada. A música popular, por suas próprias características musicais, tende a privilegiar mais o movimento corporal, o prazer sensorial e os instintos mais baixos em detrimento da introspecção, da razão e do raciocínio lógico, essenciais para a comunhão com Deus. Não podemos nos esquecer de que, depois da queda, nossos instintos passaram a estar sob influência da natureza pecaminosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a verdadeira música sacra apela aos instintos mais nobres, como o da busca do espiritual, por exemplo, e isto requer introspecção, paz. Esse tipo de música, talvez por estar em oposição à nossa tendência pecaminosa, acaba sendo naturalmente muito menos atrativo à pessoa que não possui discernimento espiritual. A confusão acontece quando existe a mistura dos dois elementos – música popular com letra sagrada. Acontece então uma falta de integridade, uma inconsistência entre a letra e a música. A música “fala” uma coisa e a letra, outra. O cérebro percebe essa incoerência, que pode ser transferida também para a vida espiritual. O próprio Espírito Santo não pode trabalhar e, então, como diz Ellen White, as mesmas verdades que deveriam converter, podem acabar endurecendo (cf. &lt;i&gt;Testemunhos Seletos&lt;/i&gt;, v. 2, p. 291). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por experiência descobri que não pode haver harmonia entre a luz e as trevas. “Não toqueis em coisas impuras; e Eu vos receberei, serei vosso Pai, e vós sereis para Mim filhos e filhas, diz o Senhor todo poderoso” (2 Coríntios 6:17, 18).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Você também gostava muito de televisão. Como a televisão prejudica a espiritualidade do cristão?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe um princípio básico que rege o funcionamento da mente humana, que afirma que ela simplesmente não consegue resistir à repetição. Tente, por exemplo, não pensar no resto da frase que eu vou começar: “Água mole em pedra dura...” O simples fato de você provavelmente ter completado mentalmente esse provérbio popular é uma demonstração de que a repetição da frase já marcou seu cérebro, e você não pode mais tirar essa informação de lá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é um princípio que pode ser utilizado tanto por Deus quanto pelo inimigo. Sobre esse princípio apoiam se todos os sistemas de lavagem cerebral, como as mensagens subliminares, por exemplo. Você pode escolher conscientemente o que vai influenciar sua mente, mas depois de estar exposto a essa influência, sua capacidade de resistir a ela fica muito reduzida. Satanás, que é um profundo estudioso da mente humana, serve se da TV e outras mídias para criar emoções e prender a atenção, prejudicando a capacidade de escolha. É por isso que muita gente acaba se sujeitando a ver coisas com as quais não concorda. Parece que não conseguem desligar a TV ou sair de um site. Tudo que emociona ou choca, sejam novelas, filmes, seriados, jornais ou até programas esportivos, acabará, por assim dizer, fortalecendo as sinapses (ligações entre os neurônios) correspondentes, que finalmente se tornarão no caminho mais fácil e natural para um dado impulso nervoso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que o pecado se torna mais automático e natural que a santidade. Dessa maneira, martelando sua ideologia na mente dos incautos, Satanás consegue vendê la ao preço que quiser. E acaba custando muito caro. Às vezes a família; outras vezes a honra, a saúde ou mesmo a salvação. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Conte como foi a sua conversão.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia, quando, de namoro a estudos, nada estava dando certo em minha vida, entre brincadeiras e conversas dentro da igreja, ouvi um pregador que tentava provar à congregação que a Bíblia era mesmo um livro de origem divina. Já que intimamente também punha em dúvida a origem da Bíblia, a ousadia do pregador despertou me a atenção, e escutei, talvez para que depois pudesse ridicularizar seu raciocínio. Depois de falar do cumprimento das profecias que envolvem o fator tempo, desafiou: “Se sua vida vai mal (era o meu caso) e você quer descobrir se a Bíblia é mesmo o livro de Deus, faça um teste: comece a lê-la todos os dias e procure obedecer a tudo o que Deus lhe mandar. Se sua vida continuar a mesma ou piorar, então desista da Bíblia e de Deus. Mas se a vida começar a melhorar depois disso, não será uma evidência da existência do poder que lhe deu origem?” Eu pensei: “Por mais que, com minhas próprias forças, eu queira fazer minha vida melhorar, ela piora cada vez mais.” Naquele momento, percebi que minha vida só poderia melhorar com auxílio sobrenatural. O pastor também desafiou todos a orarem secretamente e a esperar por respostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo aquilo me fez refletir, e resolvi começar a ler a Bíblia por mim mesmo. Comecei por Gênesis e encontrei profundo prazer na leitura, tentando descobrir toda e qualquer ordem de Deus para que então pudesse obedecer. Comecei também a orar e a fazer pedidos a Deus. Fazia tudo secretamente, porque não queria despertar expectativas ou possíveis cobranças por parte das outras pessoas. Mas muito rapidamente constatei minha fraqueza e incapacidade para cumprir aquilo que descobria ser a vontade de Deus, e fiquei muito desanimado. Minha vontade não estava em harmonia com a do Céu. Sabia o que Deus queria que eu fizesse, mas não encontrava prazer em obedecer. Imaginei que, como era muito fraco, as coisas espirituais não eram mesmo para mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que ouvi também um sermão do pastor Alejandro Bullón, dizendo que ninguém precisa esconder de Deus suas fraquezas, e que a gente pode até dizer para Deus que está gostando do pecado, porque Ele sabe de tudo e nos ama mesmo assim. É Ele, pelo Seu poder, “quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade” (Filipenses 2:13). O pastor falou também que o ramo, em lugar de se esforçar para produzir o fruto, concentra esforços em permanecer ligado à videira. Assim, descobri o grande segredo, e parei de ficar olhando apenas para os meus pecados e fraquezas, tentando me tornar santo pela minha própria obediência, e comecei a olhar para o Senhor, para a santidade dEle, diariamente, pela manhã, e “em primeiro lugar” (Mateus 6:33).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19768511-3112862272225273147?l=www.entrevistas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/3112862272225273147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/3112862272225273147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.entrevistas.criacionismo.com.br/2011/10/perdido-dentro-da-igreja.html' title='Perdido dentro da Igreja'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-AuXZ10SBIdk/TpTUWSqhIGI/AAAAAAAAO58/WPhkyVwIdzg/s72-c/marcos.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19768511.post-9027182122979703490</id><published>2011-09-02T06:18:00.000-07:00</published><updated>2011-09-02T06:18:02.306-07:00</updated><title type='text'>Na mira da verdade</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-6K9Zkyru3MM/TmDXeohOh7I/AAAAAAAAOvc/JQdpGAZehqQ/s1600/leandro.JPG" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="198" width="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-6K9Zkyru3MM/TmDXeohOh7I/AAAAAAAAOvc/JQdpGAZehqQ/s200/leandro.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Leandro Soares de Quadros nasceu em Palmeira das Missões, RS, em 16 de junho de 1979. Formado em Comunicação Social, pós-graduado em Jornalismo Científico, atualmente ele cursa o mestrando em Teologia na Argentina. Leandro foi instrutor bíblico durante oito meses, em 1999. Depois foi para a rede Novo Tempo de comunicação, onde atuou como consultor bíblico, conselheiro espiritual, produtor e apresentador de TV e rádio. A esposa se chama Nayara e eles têm uma filhinha que completa um ano neste mês, a Yasmin. “O prazer de minha vida é estar com minha esposa, filhinha e dar boas risadas com meus irmãos, pais, avós e cunhados”, diz ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O apresentador do programa “Na Mira da Verdade”, um dos mais apreciados da TV Novo Tempo, gosta de jogar futebol, mas a leitura é sua atividade preferida. “Estou sempre sublinhando uma Bíblia nova (estou na quinta Bíblia) para memorizar novos textos e fazer novas cadeias de textos para estudo. Dá-me grande paz ao coração ler os escritos de Ellen White, nos quais posso aprender novas referências bíblicas para estudar as verdades divinas e conhecer mais sobre mim mesmo, para saber lidar com minhas emoções”, diz. Seu livro preferido é a Bíblia e, mesmo lendo outros materiais excelentes, ele nunca deixa de priorizar a Palavra de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Aprecio livros apologéticos e uma boa teologia sistemática. Um livro que me ajudou muito em meu trabalho foi o Questões Sobre Doutrina, da Casa Publicadora Brasileira. Os que transformaram minha vida foram: &lt;i&gt;Vida de Jesus&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Caminho a Cristo&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Mente, Caráter e Personalidade &lt;/i&gt;(v. 1 e 2), &lt;i&gt;Parábolas de Jesus &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;O Desejado de Todas as Nações&lt;/i&gt;, todos de Ellen White.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta entrevista, concedida ao jornalista Michelson Borges, Leandro Quadros fala um pouco mais de sua vida e atividades:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Você não nasceu em lar adventista. Conte como foi sua conversão.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou de família adventista, porém, hoje meu pai é batizado (meu irmão é adventista desde 1996, assim como eu) e minha mãe, irmã e avós estão com o coração mais sensível ao evangelho. O que fez com que me convertesse foi uma experiência sobrenatural que tive com Deus (a conversão não necessita de uma experiência incomum para ocorrer). Em 1996, eu voltava de um treino de futebol quando, ao parar na frente da Igreja Adventista, senti uma vontade enorme de entrar. Pensei: &lt;i&gt;Não posso ir a essa igreja do jeito que estou – de bermuda, chuteira, camiseta e cabelo comprido na altura do ombro. Vou embora.&lt;/i&gt; Ao dar dois passos (lembro-me como se fosse hoje), ouvi uma voz em minha mente dizendo: “Se você não entrar na igreja hoje se arrependerá depois.” Isso me assustou e decidi ser obediente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui muito bem recebido e me sentei no penúltimo banco da igreja em Palmeira das Missões, RS. Ao ouvir o pastor falar sobre o batismo de Jesus, senti um forte desejo de ser batizado e de expressar publicamente minha fé nEle. Por incrível que pareça, mesmo tendo uma baixa autoestima tal que me impedia de levantar o braço numa sala de aula para fazer perguntas, fui até a frente do jeito que estava e aceitei a Cristo como meu Salvador pessoal. Estudei a Bíblia durante três meses, fui batizado e hoje estou aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me de que, no início daquele “primeiro amor”, estudei a Bíblia por 20 horas seguidas, ao ponto de minha mãe pensar que eu estava virando um fanático. Hoje ela e eu sabemos que Deus estava dando início ao meu preparo para o tipo de trabalho que realizo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha vida sofreu uma transformação drástica. Um indivíduo que só pensava em futebol e que não conseguia conversar com a própria mãe sobre os problemas pessoais hoje se dedica à pesquisa e apresenta um programa ao vivo. A religião me tornou mais culto e deu um sentido real à minha vida. Fez-me amar mais as pessoas e a valorizar minha família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que mais lhe chamou a atenção na mensagem adventista?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O embasamento que essa mensagem tem na Bíblia. Fiquei impressionado com o respeito que a Igreja Adventista tem para com o texto bíblico a ponto de usar vários deles para entender um único assunto. O estudo sistemático da Bíblia como é feito na Igreja Adventista chamou-me muito a atenção. Além disso, a forma como as pessoas me receberam na igreja mostrou-me que a maioria dos adventistas vive aquilo que prega, ou seja: pregam o amor de Cristo e amam as pessoas do jeito que elas são (Jo 13:35).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;E seu gosto pela apologética, como começou?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aos poucos. Logo que me tornei adventista, passei a dar estudos bíblicos de casa em casa e também no presídio de minha cidade natal. Quatro anos após minha conversão, fui trabalhar na Escola Bíblica, departamento que atende os interessados dos programas da TV Novo Tempo. Ali, ao responder dúvidas bíblicas por correspondência, e-mails e por telefone, fui me deparando com as mais diversas objeções à fé cristã e ao adventismo. Isso me levou a estudar mais ainda a Bíblia; a ir atrás de boas fontes e, no decorrer das respostas e debates, ao ver que minha fé era solidificada ainda mais ao comprovar biblicamente minhas convicções, peguei gosto pela apologética e hoje faço dela parte de meu ministério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fale sobre seu chamado para trabalhar na Novo Tempo e o começo do programa “Na Mira da Verdade”.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “Na Mira da Verdade” nasceu da vontade de meu amigo Tito Rocha ter na grade de programação da Novo Tempo (NT) um programa de estudo da Bíblia. Logo que o pastor Odailson Fonseca chegou à NT, ele também tinha o desejo de colocar algo novo na programação e, ao ver-me citar de memória algumas referências bíblicas em um culto matinal na NT, convidou-me para encarar o desafio de apresentar ao vivo um programa de respostas a dúvidas bíblicas. Aceitei e, pela graça de Deus, no dia 25 de março de 2009, o programa foi ao ar pela primeira vez e hoje é um dos que têm maior audiência na TV Novo Tempo, apesar da “pouca idade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com pouco mais de dois anos de existência, o “Na Mira” matriculou 38.452 novos alunos para estudar a Bíblia (nos seis primeiros meses deste ano de 2011, foram matriculados 10.645 estudantes). Atualmente, é o programa que mais traz pedidos de cursos bíblicos para a Escola Bíblica da Rede Novo Tempo, com uma média de 1.800 por mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso blog tem uma média de 34 mil visitas por mês (com 90 mil páginas visitadas) e, desde janeiro deste ano até início de julho, os vídeos disponíveis na página novotempo.com/videos/namiradaverdade tiveram 119 mil acessos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tito e eu nos damos muito bem e sentimos que Deus tem atuado em nossa vida para que tenhamos aquele “sincronismo”. Ele tem sido fundamental para o êxito do “Na Mira”, pois, graças a ele, nunca começamos um programa sem antes fazer um breve culto de reflexão e orarmos pela equipe e pelas pessoas que manterão contato com a Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fica claro que você tem ótima memória e o dom de concatenar textos bíblicos. Sempre foi assim? Ou foi um presente de Deus?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu era uma pessoa limitada devido aos problemas emocionais que tive por ter crescido em um lar desestruturado, mesmo com pais e avós maravilhosos. Lembro-me de que no ensino médio já não tirava boas notas como no primário e perdi totalmente o gosto pelos estudos. Minha vida se resumia em jogar futebol, escutar &lt;i&gt;heavy metal&lt;/i&gt; (o que prejudicava ainda mais meu sistema nervoso) e tomar café. Porém, quando aceitei a Jesus como meu salvador e Senhor, senti uma vontade enorme de dar estudos bíblicos. Foi aí que fiz uma oração ao Espírito Santo, pedindo: “Deus, ajude-me a memorizar os textos bíblicos para que eu possa ensinar Sua Palavra às pessoas.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daquela oração, minha mente passou a memorizar os textos bíblicos com facilidade. Não decoro nada, apenas memorizo, entendo e reflito sobre o assunto para argumentar. Deus atendeu-me a oração e hoje posso dizer que a memória que tenho não é minha, mas um presente dado por Ele!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Que outros milagres Deus tem operado em sua vida?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus tem efetuado grandes transformações em mim e me conscientizado de falhas em minha vida para as quais necessito de mudança. Hoje tenho uma visão maior de quem sou e do que eu preciso (Jesus Cristo). Sinto mais paz no coração e confiança de que Deus é maior que meus pecados e imperfeições. Ele me deu uma esposa maravilhosa e uma filha que é um pedacinho do Céu. Agora, Ele me abriu as portas para a publicação de um livro que, mesmo ainda não estando impresso, já conta com muitos interessados em adquiri-lo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro milagre é ver minha mãe, a cada dia, entregando-se mais a Deus, como meu pai já o fez. Ela tinha um coração mais “duro”, mas, hoje, mesmo sem ser batizada, ajuda as pessoas pelo Orkut, dando-lhes conselhos baseados na Bíblia. Isso me deixa superfeliz e, ao mesmo tempo, assombrado com o poder de Deus em mudar o ser humano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O “Na Mira” tem tido boa aceitação do público. Acha que isso revela a carência da igreja de uma apologética mais popular e o interesse do público em geral por temas bíblicos?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua pergunta revela sua sensibilidade para detectar alguns dos reais problemas que enfrentamos. O público se interessa por temas bíblicos porque quer ter suas dúvidas esclarecidas. As pessoas têm sede de entender a Bíblia. Ao mesmo tempo, nossa igreja está carente na área apologética. Saímos de um extremo (apologética agressiva) para outro (quase zero de apologética) e isso tem se refletido negativamente em nossas igrejas. Vemos membros que não sabem defender os pilares da fé e muito menos as doutrinas distintivas do adventismo (santuário e juízo investigativo, imortalidade condicional do ser humano, dom profético manifestado na pessoa de Ellen White e reforma de saúde).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio na importância de materiais devocionais para animar os membros na fé. Porém, a ênfase exagerada no devocional – que não leva ao estudo sério da Bíblia – está produzindo adventistas “anêmicos” espiritualmente e despreparados para enfrentam os duros ataques doutrinários que ainda virão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Conte-nos algumas experiências marcantes relacionadas com seu trabalho na Novo Tempo.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos tido muitas histórias de conversões e de pessoas aceitando as verdades bíblicas defendidas pelos adventistas. As histórias mais recentes são a da Dra. Ana Periotto, médica cardiologista que, por intermédio do programa e dos artigos apologéticos do blog, abandonou o pentecostalismo e hoje é adventista do sétimo dia na cidade de Santos, SP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algumas semanas, o amigo Matheus Amaral foi batizado em São José dos Campos, SP, por influência direta do programa. Ela era seminarista e decidiu-se pelo adventismo depois de ter sido confrontado com a Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pastora pentecostal que mora em Barreiras, BA, após assistir a uma explicação que dei sobre o dom de línguas, decidiu reler Atos 2 – texto sobre o qual ela havia pregado tantas vezes – e, depois de relutar bastante, deixou de lado o falso dom de línguas e hoje é uma líder fervorosa na Igreja Adventista do Sétimo Dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há ateus que acompanham o “Na Mira” e inclusive estão estudando a Bíblia conosco. Um deles me disse: “Olha, não creio em Deus e não gosto de religião alguma. Porém, no horário do programa não recebo nem visitas em minha casa.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já recebi contato de três pessoas que abandonaram a maçonaria por intermédio do programa. Conheço a história de dois ex-mórmons e vários ex-pastores e ex-testemunhas de Jeová, entre eles a de um professor de História que, mesmo tendo lido a Bíblia 11 vezes, disse-me por e-mail que agora, sim, conhecia a verdade e que está se tornando adventista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me de uma vez ter chegado a uma igreja em que uma senhora me abordou, dizendo: “Leandro, eu tinha uma raiva enorme do seu programa, pois eu era testemunha de Jeová. Porém, graças ao ‘Na Mira’, hoje estou aqui como membro da Igreja Adventista.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitas outras histórias. Tenho divulgado essas histórias maravilhosas na newsletter da Novo Tempo, publicada mensalmente. No blog (www.namiradaverdade.com.br) há muitos depoimentos de pessoas que têm aceitado as verdades bíblicas e tido outra visão sobre o adventismo por causa do trabalho apologético que fazemos também pela internet. Por meio dos artigos do blog, várias pessoas foram batizadas (entre elas, a Dra. Ana Periotto), o que me leva a crer que o problema não está na mensagem apologética e apocalíptica que apresentados, e sim na maneira pela qual tornamos nossa mensagem acessível às pessoas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo evidência disso também no número de alunos que matriculamos para estudar a Bíblia por correspondência (como dito anteriormente, pouco menos de 39 mil alunos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ao longo dos anos, você tem mantido contato direto com muitos opositores da fé adventista. Quais são as maiores objeções e qual a sua avaliação de tudo isso?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As maiores objeções que tenho enfrentado dizem respeito às doutrinas fundamentais do adventismo. Os críticos atacam esses pilares porque, se conseguirem derrubá-los, acabam com nossa razão de ser adventistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dom profético manifestado na pessoa de Ellen White tem sido seriamente questionado e creio que precisaremos de mais livros na língua portuguesa para enfrentar o que vem por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo que Apocalipse 12:17 está se cumprindo com maior intensidade. O texto diz que o “dragão” (diabo) está irado contra a “mulher” (igreja) e isso tem se manifestado nos ataques que temos recebido. Hoje existe até mesmo uma Bíblia de Estudo para “refutar os adventistas”, e a minha pergunta é: Nossos irmãos estão preparados para refutar os mais de 80 textos “reexplicados” por essa Bíblia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Você já participou de debates teológicos em outras emissoras de TV, como a RIT. O que pode nos contar sobre isso?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participei de dois debates na RIT TV (Rede Internacional de Televisão), que pertence ao missionário R. R. Soares. No primeiro deles, pude dialogar com o Dr. Carlos Caldas, da Universidade Mackenzie, sobre a imortalidade da alma. Após isso, mantivemos alguns contatos. Dei dos livros de presente para ele a respeito do assunto (um deles foi o &lt;i&gt;Imortalidade ou Ressurreição?&lt;/i&gt;, de Samuel Bacchiocchi), mas, infelizmente, não tivemos mais contato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo debate foi em agosto de 2011 e o tema foi alimentação saudável na Bíblia. De um lado, eu defendia que comer errado é pecado, pois, ao 1 João 3:4 dizer que “pecado é a transgressão da lei”, está se referindo também à desobediência às leis de saúde. Do outro lado, o pastor Othoniel Rodrigues, palestrante do Instituto Cristão de Pesquisas (ICP), defendeu a ideia de que comer mal não é pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pastor Rodrigues e eu trocamos alguns e-mails bem amigáveis e pretendemos, noutra ocasião, nos encontrar para bater um papo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus está abrindo portas para a igreja mostrar sua doutrina bíblica em emissoras de irmãos evangélicos. Por isso, temos que obedecer ao que Deus nos pede em Colossenses 4:5: “Portai-vos com sabedoria para com os que são de fora; aproveitai as oportunidades.” E não precisamos temer “porque o Espírito Santo vos ensinará, naquela mesma hora, as coisas que deveis dizer” (Lc 12:12).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Você esteve recentemente nos Estados Unidos, visitando locais significativos para a Igreja Adventista. Fale um pouco sobre isso e sobre o que mais o impressionou lá.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecer de perto os lugares históricos no país que foi o berço do adventismo deu-me um senso de missão impressionante. Ao conhecer o esforço de nossos pioneiros para levar a mensagem adventista, senti-me motivado a cumprir minha parte na expansão desse movimento. Fiquei impressionado com a história da vida de Ellen White. Quando estive na casa dela, em Santa Helena, Califórnia, soube que em algumas noites, quando ela recebia visões de Deus, os vizinhos enxergavam uma forte luz pela janela do quarto dela. Estive lá e a sensação foi incrível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por que resolveu cursar jornalismo científico e o que está achando do mestrado na Argentina?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cursei jornalismo científico porque creio não haver dicotomia entre boa ciência e religião. Durante a graduação, percebi que poderia ser um religioso e, ao mesmo tempo, divulgar a ciência e a tecnologia (função do jornalismo científico). Além disso, as técnicas de comunicação do jornalismo científico são muito úteis na hora de comunicarmos. Como sou um comunicador no rádio e na TV (bem como na web), percebo que técnicas aprendidas na pós-graduação podem ser perfeitamente usadas para comunicarmos a mensagem da Bíblia, que trará esperança ao nosso mundo em crise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mestrado na Argentina (em Teologia) é de excelente nível. Além de poder me familiarizar com o idioma, estou tendo a oportunidade de aprender com grandes mestres, além de poder ser orientado em minha dissertação por um dos maiores teólogos que temos no mundo, o Dr. Alberto R. Timm. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O título do meu trabalho é “Críticas aos adventistas na literatura não adventista brasileira”. Vou apontar as distorções históricas, doutrinárias e aquelas feitas sobre nosso estilo de vida adventista. Creio que será um trabalho útil para a igreja e, ao mesmo tempo, uma grande oportunidade para o público protestante ver o grande número de “bolas foras” que os apologistas brasileiros dão quando o assunto é adventismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quais seus planos futuros.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero contribuir para aumentar a área de atuação do programa “Na Mira da Verdade” e do “Lições da Bíblia”, que apresento no rádio. Além disso, tenho um grande sonho de continuar publicando meus livros apologéticos e de cursar um doutorado (se assim Deus o permitir). &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19768511-9027182122979703490?l=www.entrevistas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/9027182122979703490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/9027182122979703490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.entrevistas.criacionismo.com.br/2011/09/na-mira-da-verdade.html' title='Na mira da verdade'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-6K9Zkyru3MM/TmDXeohOh7I/AAAAAAAAOvc/JQdpGAZehqQ/s72-c/leandro.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19768511.post-6969516801948815610</id><published>2011-05-24T12:38:00.000-07:00</published><updated>2011-05-24T19:30:31.709-07:00</updated><title type='text'>Cientista criacionista publica artigo na Science</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-rrZQCG7eZ5o/TdwJ2oAdGfI/AAAAAAAAN_0/yYlAHfR3ZKE/s1600/rodrigo%2Bmendes%2BBerkeley%2BJan2010.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="186" width="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-rrZQCG7eZ5o/TdwJ2oAdGfI/AAAAAAAAN_0/yYlAHfR3ZKE/s200/rodrigo%2Bmendes%2BBerkeley%2BJan2010.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Rodrigo Mendes nasceu em junho de 1979, em Limeira, SP. A irmã dele é professora de Português no Unasp e o irmão é biólogo, cursando doutorado na USP. Casado há cinco anos com Ana Paula (professora de Língua Portuguesa), Rodrigo é pai do Guilherme, de um ano de idade. Após a graduação em Engenharia Agronômica (USP), com especialização em Biotecnologia, Dr. Rodrigo obteve o doutorado na mesma instituição, com período de um ano na Universidade de Wageningen, Holanda. Antes de cursar o pós-doutorado, ele trabalhou como melhorista genético na multinacional americana Monsanto, para então retornar à Universidade de Wageningen, a fim de trabalhar como pesquisador associado de pós-doutorado, com períodos de trabalho na Universidade de Lausanne e Universidade da Califórnia, Berkeley (foto acima). Após dois anos, retornou ao Brasil para assumir a função de pesquisador A na Embrapa, nas áreas de ecologia microbiana e genética molecular. Seus &lt;i&gt;hobbies &lt;/i&gt;incluem coleções, leitura, fotografia, futebol com os amigos e música cristã contemporânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta entrevista, concedida ao jornalista Michelson Borges, o Dr. Rodrigo (que teve um artigo recentemente aprovado para publicação na prestigiada revista &lt;i&gt;Science&lt;/i&gt;) fala sobre suas pesquisas e sua visão de mundo relacionada ao criacionismo e ao design inteligente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Descreva em linhas gerais sua pesquisa.&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo revelou que da mesma forma que humanos hospedam micro-organismos para evitar infecções, as plantas dependem de uma complexa comunidade de micro-organismos do solo para se defenderem de patógenos. O conhecimento detalhado da interação entre as plantas e essas comunidades permitirá sua exploração para benefícios na agricultura, como, por exemplo, o desenvolvimento de técnicas sofisticadas de controle de doenças. [Para mais detalhes sobre a pesquisa, confira &lt;a href="http://www.sciencemag.org/content/early/2011/05/04/science.1203980"target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.sciencenewsline.com/biology/2011050613240000.html"target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;E a publicação na &lt;i&gt;Science&lt;/i&gt;, como foi?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo envolveu a participação de onze cientistas das universidades de Wageningen, Utrecht e Berkeley, ao longo de seis anos. Fui o responsável pela maior parte dos experimentos, análise dos dados e contextualização do impacto da pesquisa na ciência atual. A redação foi realizada principalmente por mim e pelo líder da pesquisa (último autor), mas com constantes revisões dos demais autores. Quando finalizamos a versão a ser submetida, enviamos o trabalho a um cientista de renome (e geralmente editor de importantes revistas) para uma leitura crítica. Com isso, tínhamos o texto pronto para ser submetido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto segue pelo fluxo &lt;i&gt;the peer review &lt;/i&gt;[revisão por pares], que, no caso da Science, tem como primeiro filtro o editor, que normalmente consulta mais dois ou três colegas do corpo editorial, em 48 horas. Em caso de consenso, o texto é enviado para outros três cientistas especialistas no campo de pesquisa escolhidos pelo editor para uma avaliação profunda e crítica do mérito do trabalho. Em caso de aprovação, devido à sua importância, alguns trabalhos ainda são selecionados para serem publicados &lt;i&gt;on line ahead-of-print &lt;/i&gt;na &lt;i&gt;Science Express&lt;/i&gt;, como foi o caso do nosso. Posteriormente, é publicada a versão impressa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;i&gt;Science &lt;/i&gt;publica apenas trabalhos de forte influência na ciência mundial atual, e com a condição de representar um significativo avanço no entendimento científico. O trabalho deve ter o mérito reconhecido pela comunidade científica e também pelo público geral. Por causa disso, as chances de publicar na &lt;i&gt;Science &lt;/i&gt;são extremamente remotas. Mesmo trabalhos excelentes são rejeitados e os autores devem encaminhar a revistas especializadas. Como consequência de tudo isso, os autores que publicam trabalhos na &lt;i&gt;Science &lt;/i&gt;têm um prestígio muito grande e são considerados como parte da elite da comunidade científica mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Você tem doutorado e pós-doutorado na área de genética. Ao se deparar com a complexidade do genoma humano, o próprio diretor do Projeto Genoma, Francis Collins, deixou de ser ateu. O que você pode dizer dessa área em relação ao &lt;i&gt;design &lt;/i&gt;inteligente e à origem da informação complexa e específica?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Dr. Collins teve uma experiência extraordinária, na qual encontrou Deus através do conhecimento da natureza. Nesse sentido, sinto-me privilegiado em ter encontrado Deus antes. Isso permitiu que meu conhecimento da natureza fosse acompanhado pelo crescimento do entendimento de Deus. Tenho experiência em genomas bacterianos, os quais, apesar de serem muito menores que o genoma humano, não deixam de ser tão complexos quanto. Mesmo nos seres mais “simples” e unicelulares, existem fortes evidências de que os mecanismos complexos tiveram origem repentina. Pesquisas recentes têm revelado que o genoma humano e mesmo o das plantas (estudo da &lt;i&gt;Science&lt;/i&gt;) não funcionam sozinhos; dependem de e estão associados aos milhares de outros genomas de microrganismos que vivem em íntima relação com seu hospedeiro. Nesse contexto, podemos dizer que os humanos possuem um segundo genoma chamado de &lt;i&gt;microbioma&lt;/i&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quais você acha são as maiores fragilidades da teoria da evolução e do modelo criacionista?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No contexto da metodologia científica, ambos têm suas limitações. Na teoria da evolução, não podemos provar a existência de um ancestral universal – que é a base da teoria; e no modelo criacionista, não podemos provar a existência do Criador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por queexiste tanto preconceito no meio acadêmico e na mídia secular contra pesquisadores criacionistas?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O preconceito parece ainda ser um reflexo desencadeado pelo Iluminismo. Aparentemente, no meio acadêmico, o criacionismo está fortemente associado às ideias medievais de um período em que o conhecimento foi monopolizado pela igreja cristã da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por ser criacionista, você enfrentou algum tipo de preconceito durante seu tempo de estudos?&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O método científico (naturalismo metodológico) é uma boa ferramenta humana. Mas o que dizer do naturalismo filosófico que muitas vezes “contamina” as pesquisas científicas?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse pensamento é fruto da falta de reconhecimento das limitações humanas. O fato de não termos ferramentas para acessar e entender algo, não quer dizer que ele não exista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Há quem diga que o criacionista não pode ser um bom cientista. O que você diz disso?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser cientista não significa ser evolucionista. Um cientista legítimo mantém a mente aberta e reconhece as limitações do método científico. Essa é uma postura de humildade diante da natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como foram as bases da sua educação?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudei na escola adventista do 5º ao 8º ano do ensino fundamental. Os demais anos do ensino fundamental, médio e superior foram cursados no sistema público de educação. Nasci em família adventista e, durante minha infância, estive envolvido com todas as atividades proporcionadas pela igreja, como clube de desbravadores, conjuntos e corais. Como tive o privilégio de pertencer a uma igreja jovem e vibrante (a Igreja Adventista Central de Limeira), servi em várias funções de liderança, incluindo diretoria da Escola Sabatina, do coral jovem, do Ministério Jovem e ancionato.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como você avalia a controvérsia entre o criacionismo e o evolucionismo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguns anos, assisti a um debate sobre evolucionismo e criacionismo realizado no campus da Unesp, em Rio Claro. De um lado, alguns professores da Unesp, e de outro, os Drs. Rui Vieira, Nahor Neves de Souza Jr. e outros. Esse, assim como outros debates, tomou rapidamente o rumo das discussões pessoais e filosóficas. Infelizmente, a postura das pessoas que participam desses fóruns é extremamente defensiva e não permite uma discussão sincera no campo da ciência. Como adventistas, deveríamos ter toda a tranquilidade em expor nosso modelo e reconhecer suas falhas. Um exemplo dessa postura é a agressividade de Richard Dawkins, no livro &lt;i&gt;Deus um Delírio&lt;/i&gt;, mas ela não é tão diferente do tom irônico e também agressivo de alguns criacionistas, que tratam de um assunto muito interessante, mas num discurso não tão seguro. Até aqui, tenho concluído que a melhor maneira de lidar com esse assunto consiste em expor com segurança nossos pensamentos, mas sem ataques gratuitos aos evolucionistas; que a crítica seja dirigida ao evolucionismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que você tem a dizer sobre o blog www.criacionismo.com.br, levando em conta que ele é mantido por um jornalista interessado, mas leigo em ciências?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é por acaso que o blog tem cerca de três mil visitas por dia. Você tem realizado um trabalho excelente que tem servido de referência não apenas no meio adventista. Os pontos fortes são a atualização e a seleção dos tópicos. Desejo que Deus continue lhe inspirando nesse trabalho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19768511-6969516801948815610?l=www.entrevistas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/6969516801948815610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/6969516801948815610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.entrevistas.criacionismo.com.br/2011/05/cientista-criacionista-brasileiro.html' title='Cientista criacionista publica artigo na Science'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-rrZQCG7eZ5o/TdwJ2oAdGfI/AAAAAAAAN_0/yYlAHfR3ZKE/s72-c/rodrigo%2Bmendes%2BBerkeley%2BJan2010.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19768511.post-6908485035937263576</id><published>2011-04-22T18:51:00.000-07:00</published><updated>2011-04-22T18:51:42.445-07:00</updated><title type='text'>Terra de Esperança</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-b_bQQ7IORE4/TbIvyKZf_CI/AAAAAAAANvw/64x9jVNbcHY/s1600/floyd%2Bgreenleaf.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="137" src="http://4.bp.blogspot.com/-b_bQQ7IORE4/TbIvyKZf_CI/AAAAAAAANvw/64x9jVNbcHY/s200/floyd%2Bgreenleaf.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Floyd Greenleaf nasceu em setembro de 1931, em Braintree, Vermont, Estados Unidos. Estudou no Southern Missionary College, onde se formou em História e Religião. É mestre em ciência com ênfase em história e Ph.D em história latino-americana. Lecionou por vários anos, desde o ensino fundamental, passando pelos ensinos médio e superior, tendo sido também vice-presidente acadêmico do Southern College of Seventh-day Adventists, de 1987 a 1996. Autor de inúmeros artigos publicados em diferentes periódicos, escreveu também os livros &lt;i&gt;Light Bearers: A History of the Seventh-day Adventist Church&lt;/i&gt;, em coautoria com Richard Schwarz (publicado em português pela Unaspress com o título &lt;i&gt;Portadores de Luz&lt;/i&gt;); &lt;i&gt;In Passion for the World: A History of Seventh-day Adventist Education&lt;/i&gt;; entre outros. Casado com Betty June Wallace, tem três filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta entrevista, concedida ao jornalista Michelson Borges, o Dr. Greenleaf fala sobre o livro &lt;i&gt;Terra de Esperança&lt;/i&gt;, que a Casa Publicadora Brasileira lança no mês de maio, e sobre os primórdios do adventismo no continente sul-americano:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como surgiu a ideia de escrever um livro sobre a história do adventismo na América do Sul?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei dizer a hora ou o lugar, mas, em algum momento, durante meus estudos do doutorado em história da América Latina, surgiu a ideia de que eu deveria conhecer mais sobre o Adventismo nos países os quais eu estava estudando. Em benefício dos alunos que se matricularam na aula de História da América Latina, na qual lecionei, planejei escrever apenas um breve relato do desenvolvimento de nossa igreja. O projeto cresceu muito mais do que eu havia previsto no princípio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O livro do pastor pioneiro Frank Westphal, no qual ele narra o trabalho que realizou neste continente, tem como título &lt;i&gt;Pioneering the Neglected Continent &lt;/i&gt;(&lt;i&gt;Desbravando o Continente Negligenciado&lt;/i&gt;). Por que o senhor acha que ele deu esse título ao livro? O senhor concorda que este tenha sido um “continente negligenciado”?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frank Westphal não foi o primeiro ou o último a empregar o termo “continente negligenciado” para a América do Sul. Foi uma expressão popular entre os estudiosos e escritores no fim do século 19 e ainda no século 20. Provavelmente, expressava o fato de que muitos falharam em valorizar a importância da América do Sul e o papel que iria exercer em questões mundiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Que fontes o senhor pesquisou para escrever &lt;i&gt;Terra de Esperança&lt;/i&gt;?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história geral sobre a América Latina estabeleceu um contexto para o lugar que o Adventismo preencheu na América do Sul. Minha fonte mais rica foram correspondências nos arquivos da Associação Geral. Eu li milhares de cartas de missionários e obreiros sul-americanos. Centenas de artigos de revistas argentinas, brasileiras e norte-americanas proveram muitas informações, assim como artigos do &lt;i&gt;South American Bulletin&lt;/i&gt;. Também li muitos relatos pessoais que missionários e obreiros sul-americanos escreveram. Dependi de sul-americanos que finalizaram estudos do adventismo em sua região. Também realizei entrevistas com líderes da igreja; alguns deles sul-americanos. Fiz uma pesquisa limitada nos arquivos nacionais dos Estados Unidos, em Washington.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;De tudo o que o senhor pesquisou e leu para produzir sua obra, mencione alguma situação que mais o marcou.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha pesquisa ampliou e enriqueceu minha compreensão sobre nossa igreja, o que tem sido de valor inestimável para mim. Desenvolvi maior admiração pela maneira como nossa denominação trabalha. Uma das maiores satisfações foi ver quantos sul-americanos estudaram sua própria região e o papel que eles desempenham na organização adventista global. Lendo o que os sul-americanos escreveram e vendo o que eles fizeram, isso me ajudou a ver o crescimento do adventismo sob um ponto de vista favorável. Uma das mais memoráveis experiências aconteceu em 1977, quando minha esposa e eu passamos um mês visitando a América do Sul. Começamos essa viagem no Peru e terminamos com a visita à Brasília e um passeio pela nova sede da Divisão Sul-americana – para ver com meus próprios olhos alguns dos lugares com interesse histórico e denominacional na América do Sul. Foi uma experiência inesquecível, que não apenas me deu uma noção do continente, mas também foi muito inspiradora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O adventismo alcançou o Brasil por meio das publicações. Graças à leitura de livros e revistas que aqui chegaram antes dos missionários de carne e osso, muitas pessoas já haviam abraçado a mensagem adventista antes de terem contato com os primeiros evangelistas e pastores. Como o senhor avalia o papel da página impressa no trabalho de evangelismo no continente sul-americano, ontem e hoje?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós nunca deveríamos subestimar o impacto da literatura no desenvolvimento do adventismo na América do Sul ou em qualquer outro lugar. As histórias dos começos do adventismo são todas parecidas: alguém leu um artigo ou um livro que levantou dúvidas e a busca pela verdade bíblica começou. É o cumprimento da visão de Ellen White em 1848, quando ela viu materiais publicados circulando a terra como torrentes de luz. Nós temos muitas maneiras eletrônicas de comunicação hoje, mas, apesar do quão eficiente nossa tecnologia possa ser, nunca devemos minimizar a importância do material impresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Nos primórdios do adventismo no Brasil, a literatura foi espalhada pela região de Brusque, SC, por meio de mercadorias embrulhadas em páginas de revistas adventistas e até mesmo graças a um bêbado que trocava as publicações por cachaça (&lt;a href="http://www.adventismo.blogspot.com/"target="_blank"&gt;confira aqui&lt;/a&gt;). Que outras situações inusitadas que revelam a ampla atuação de Deus o senhor encontrou em suas pesquisas?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma experiência semelhante ocorreu quando as famílias Peverini e Dupertuis, na Argentina, à parte uma da outra, leram o relato de um batismo adventista na Europa, no qual o autor fazia comentários jocosos. Em vez de convencer essas duas famílias de que o adventismo era uma tolice, o artigo despertou interesse nos leitores a ponto de procurarem mais informações sobre o assunto. No fim, eles se tornaram os primeiros crentes adventistas na América do Sul. Veja que benção essas famílias foram para nossa igreja! Dificuldades extremas frequentemente produzem uma fé mais forte e comprometimento, em vez de uma atitude de derrotismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Além da literatura, que outros meios de evangelismo tiveram grande sucesso na disseminação do adventismo na América do Sul?&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob meu ponto de vista, os sul-americanos estão na vanguarda do evangelismo público transformador, tornando a verdade bíblica relevante socialmente, bem como espiritualmente atrativa. E, é claro, a tecnologia contemporânea tornou viável para evangelistas alcançar milhares de ouvintes muito mais facilmente do que antes. No entanto, por mais surpreendente que essas técnicas sejam, a participação de tantos sul-americanos na conquista de pessoas me impressionou como uma distintiva característica do evangelismo sul-americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Inicialmente, o adventismo teve maior penetração nas colônias alemãs, especialmente no Brasil, onde, até 1904, a pregação estava praticamente restrita a esses grupos. Por que foi assim?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é uma história interessante. Durante o século 19, muitos alemães deixaram seus lares na Europa para procurar condições mais adequadas de vida em outro lugar. Alguns se estabeleceram nos Estados Unidos. Aproximadamente na mesma época, muitos colonos alemães que tinham vivido por anos na região do rio Volga e do Mar Negro tiveram problemas e migraram para a América do Sul e para os Estados Unidos. Conflitos religiosos foram grande parte da causa dessa migração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos Estados Unidos, um número relativamente grande de imigrantes alemães se tornou adventista. Durante a década de 1890, na Alemanha, uma grande comunidade adventista emergiu nas proximidades da nossa casa publicadora em Hamburgo. Outra comunidade adventista se desenvolveu em Friedensau, onde uma nova escola gerou muitos missionários. O adventismo se desenvolveu muito bem entre os falantes de língua alemã e se espalhou de pessoa para pessoa, de país para país, por membros da família e amigos que escreveram um para o outro sobre isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nas colônias alemãs na América do Sul que primeiramente surgiu o impulso mais forte do adventismo. Como os obreiros falantes da língua alemã estavam disponíveis, eles responderam ao chamado para ajudar. Foi necessário mais tempo para o adventismo gerar semelhante impulso entre as populações de fala espanhola e portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Em sua opinião, por que é importante que os membros da igreja conheçam nossa história denominacional?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se nós não entendermos nossas origens e onde estivemos, será muito difícil saber para onde estamos indo, por que estamos indo e como devemos chegar lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que o leitor encontrará em seu livro? Por que lê-lo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu enfatizei os começos do adventismo na América do Sul e segui falando sobre o crescimento das instituições. Após a 2ª Guerra Mundial, o evangelismo se tornou o mais poderoso tema no adventismo da América do Sul. Meu livro é bastante extenso e detalhado, mas eu tentei incluir suficientes histórias e pontos de interesse humano para tornar a leitura vantajosa. Espero que os leitores não apenas obtenham uma compreensão do adventismo na América do Sul, mas que experimentem a inspiração espiritual que a história representa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-4usQhSMNNrI/TbIwWHSCKwI/AAAAAAAANv4/_j-9bskhAaU/s1600/terradeesperanca.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="263" width="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-4usQhSMNNrI/TbIwWHSCKwI/AAAAAAAANv4/_j-9bskhAaU/s400/terradeesperanca.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19768511-6908485035937263576?l=www.entrevistas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/6908485035937263576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/6908485035937263576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.entrevistas.criacionismo.com.br/2011/04/terra-de-esperanca.html' title='Terra de Esperança'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-b_bQQ7IORE4/TbIvyKZf_CI/AAAAAAAANvw/64x9jVNbcHY/s72-c/floyd%2Bgreenleaf.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19768511.post-795644846368552015</id><published>2011-03-02T19:04:00.000-08:00</published><updated>2011-03-02T19:04:24.100-08:00</updated><title type='text'>"Quando e por que me tornei vegetariano"</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-kkJxUsVXWtY/TW8FEkX2rMI/AAAAAAAANXY/K9OUWFxsCtM/s1600/vegetarianismo.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="182" width="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-kkJxUsVXWtY/TW8FEkX2rMI/AAAAAAAANXY/K9OUWFxsCtM/s200/vegetarianismo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Michelson, qual a sua experiência com o vegetarianismo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu era recém-convertido quando comecei meu curso de jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis, em 1992. Na pensão em que eu morava, havia alguns jovens estudantes adventistas; um deles cursava engenharia de alimentos e o outro, processamento de dados. Os dois eram vegetarianos. Nos tornamos amigos e eles viviam lendo para mim trechos dos livros &lt;i&gt;A Ciência do Bom Viver &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;Conselhos Sobre o Regime Alimentar&lt;/i&gt;, de Ellen White. Aos poucos, fui me convencendo de que o estilo de vida orientado por Deus promove não apenas a saúde física, mas também a saúde mental e espiritual. Entendi que nossa mente (a “antena” de comunicação com o Céu) pode se tornar muito mais clara quando vivemos de acordo com as orientações divinas e nos alimentamos o mais corretamente possível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de orar e pensar bastante, tomei a decisão de abandonar a dieta cárnea. Tornei-me, então, ovo-lacto-vegetariano. Mas não foi fácil. Não apenas porque o cheiro de churrasco e do peru que minha mãe sempre preparava na noite de Natal me eram tentadores, mas porque na universidade foi difícil obter uma dieta apropriada e a um preço razoável. Como tinha pouco dinheiro, eu costumava almoçar no restaurante universitário, que servia refeições a preços baixos. Como eu não mais consumia alimentos impuros, como a carne de porco, bacon, etc., praticamente não podia comer o feijão servido ali, quase sempre acompanhado de bacon ou toucinho. Comia arroz branco, carne bovina ou frango e salada. Quando deixei de comer carne, sobraram o arroz e a salada. Comecei a ficar magro e mal nutrido. Deixei o assunto com Deus e disse-Lhe: “Senhor, Tu me convidaste a uma reforma alimentar, agora Te peço que resolvas minha situação.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela mesma semana em que orei, meus dois amigos vegetarianos e eu descobrimos que havia sido inaugurado um restaurante vegetariano no mesmo bairro em que estava localizada nossa pensão. O preço das refeições era um pouco alto para estudantes sem dinheiro. Mas contornamos a situação da seguinte maneira: cada dia um de nós ia ao restaurante, enchia uma marmita grande e depois, em casa, a repartíamos em três porções. Era o suficiente para cada um de nós, o alimento era delicioso e melhor: ficava quase ao mesmo preço do almoço no restaurante universitário! Naquela época, aprendi que, quando queremos fazer a vontade de Deus, ele abre as portas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, sim, com o tempo, o cheiro do churrasco e do peru não mais me atraíam. Deus mudou meus gostos. Sem contar que também me convenci de que não é justo, num país com abundância de alimentos vegetais, como o nosso, permitir que animais sejam mortos simplesmente para satisfazer meu apetite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Você acha importante a mudança na alimentação? Por quê?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou responder diretamente a essa pergunta. Deixarei que a autora que motivou minha decisão o faça: “Satanás... sabe que as pessoas que têm hábitos errôneos e corpo doente, não podem servir a Deus tão resoluta, perseverante e puramente como se fossem sãos. Um corpo doente afeta o cérebro. Com a mente servimos ao Senhor. A cabeça é a capital do corpo” (Ellen White, &lt;i&gt;Spiritual Gifts&lt;/i&gt;, v. 4, p. 146).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Satanás está constantemente alerta, para submeter a humanidade inteiramente ao seu controle. Seu mais forte poder sobre o homem exerce-se através do apetite, e este procura ele estimular de todos os modos possíveis” (&lt;i&gt;Conselhos Sobre o Regime Alimentar&lt;/i&gt;, p. 150).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mediante a satisfação do paladar, o sistema nervoso torna-se irritado e debilita-se o poder do cérebro, tornando impossível pensar calma e racionalmente. Desequilibra-se a mente” (&lt;i&gt;Conselhos Sobre o Regime Alimentar&lt;/i&gt;, p. 151).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O Redentor do mundo sabia que a condescendência com o apetite traria debilidade física, adormecendo órgãos perceptivos de maneira que se não discerniriam as coisas sagradas e eternas” (&lt;i&gt;Conselhos Sobre o Regime Alimentar&lt;/i&gt;, p. 54).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Muitos, por sua condescendência com o apetite, separam-se de Deus” (&lt;i&gt;Conselhos Sobre o Regime Alimentar&lt;/i&gt;, p. 159).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Com a mente servimos ao Senhor” (&lt;i&gt;Temperança&lt;/i&gt;, p. 14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Repetidamente tem-se-me mostrado que Deus está trazendo de volta o Seu povo ao Seu desígnio original, isto é, que ele não dependa da carne de animais mortos. Ele gostaria que ensinássemos ao povo um caminho melhor. [...] Se a carne for abandonada, se o gosto não for estimulado nessa direção, se a apreciação por frutas e cereais for encorajada, logo será como Deus no início desejou que fosse. Nenhuma carne será usada por Seu povo” (&lt;i&gt;Conselhos Sobre o Regime Alimentar&lt;/i&gt;, p. 82).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais eu poderia dizer? Só me resta assinar embaixo e pedir forças a Deus para continuar buscando um “caminho melhor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quais as dificuldades que você encontra na alimentação da família, principalmente das crianças?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha esposa também se tornou ovo-lacto-vegetariana mais ou menos na mesma época em que eu tomei essa mesma decisão, quando ainda nem nos conhecíamos. Ambos desfrutamos de mais saúde a partir de então. Meus filhos nunca comeram carne e espero que nunca o façam. Para eles, tudo é mais fácil, pois já nasceram nesse contexto. Eles consideram os animais como amigos, não comida. Atualmente, consumimos ovos caipiras, de vez em quando, e procuramos usar tanto quanto possível o leite de soja. Consumimos frutas e castanhas e bebemos sucos em lugar de cevada e refrigerantes (que minhas filhas odeiam, graças a Deus). Ainda temos muito para melhorar no que diz respeito ao estilo de vida saudável, que tem que ver não apenas com alimentação. Mas, com paciência, determinação, equilíbrio e, mais importante, com a ajuda de Deus, tudo é possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quais os benefícios encontrados por você na alimentação natural e no estilo de vida saudável?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo basicamente dois benefícios: o mais óbvio deles é a saúde de modo geral. E quando estamos fisicamente bem, a mente funciona melhor e podemos ser mais úteis a Deus e ao semelhante. Em segundo lugar, o estilo de vida saudável e o vegetarianismo mudam nossa maneira de encarar a vida. Quando abandonamos a dieta cárnea, nos tornamos mais sensíveis em relação à natureza. Passamos a ver os animais como “companheiros de planeta”, dignos e merecedores da vida. O que não podemos é ir a extremos a ponto de valorizar mais a vida dos animais do que a vida humana, ou de fazer da dieta nosso único assunto (a ponto de nos tornarmos &lt;i&gt;vegechatos&lt;/i&gt;). Também não podemos ser intolerantes com as pessoas que vivem de maneira diferente. Temos que respeitar e amar as pessoas, e influenciá-las pelo exemplo de uma vida mansa, saudável e equilibrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Qual o conselho que você daria para as pessoas que gostariam de mudar a alimentação e ainda não conseguiram?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que entreguem o caso a Deus (o maior interessado na saúde delas, de acordo com 3 João 2) e façam esforços decididos nessa direção. Comecem mudando um hábito de cada vez e progridam nessas mudanças. O importante é não desconsiderar o assunto como se fosse de menor importância, nem tampouco estacionar na reforma da vida. Devemos aprender e crescer sempre. Há pessoas que dedicam horas e horas para aprender como funciona um carro ou um computador. Leem manuais e buscam informações. Quanto mais vale o nosso corpo? Não deveríamos muito mais ler e estudar sobre o funcionamento do organismo a fim de mantê-lo nas melhores condições possíveis?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Entrevista concedida pelo jornalista Michelson Borges ao blog &lt;a href="http://portal.tudoparavegetarianos.com.br/2011/02/entrevista-michelson-borges-e-o.html"target="_blank"&gt;Tudo Para Vegetarianos&lt;/a&gt;)&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19768511-795644846368552015?l=www.entrevistas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/795644846368552015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/795644846368552015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.entrevistas.criacionismo.com.br/2011/03/quando-e-por-que-me-tornei-vegetariano.html' title='&quot;Quando e por que me tornei vegetariano&quot;'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-kkJxUsVXWtY/TW8FEkX2rMI/AAAAAAAANXY/K9OUWFxsCtM/s72-c/vegetarianismo.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19768511.post-4682644226499025396</id><published>2011-02-11T08:05:00.000-08:00</published><updated>2011-02-11T08:06:20.100-08:00</updated><title type='text'>Um jeito novo de viver</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-u87SwRPDvSg/TVVdZXYs6FI/AAAAAAAANKw/3WsvFNC8v7E/s1600/Ana.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="150" src="http://1.bp.blogspot.com/-u87SwRPDvSg/TVVdZXYs6FI/AAAAAAAANKw/3WsvFNC8v7E/s200/Ana.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Ela deixou a fama de lado para encontrar a verdadeira felicidade&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Ana Caram nasceu em Presidente Prudente, interior de São Paulo, em 1958. Aos 13 anos de idade já gravava &lt;i&gt;jingles &lt;/i&gt;e ganhou vários prêmios interpretando canções próprias em festivais. Fez estudos de composição e regência na Unicamp, cantou em casas noturnas e viajou pelo mundo apresentando a música popular brasileira em países como Estados Unidos, Japão, Alemanha e em lugares da Europa e África. Reconhecida por publicações importantes como o jornal &lt;i&gt;New York Times&lt;/i&gt;, Ana foi citada por uma revista especializada entre os duzentos maiores cantores de jazz do mundo. Seu primeiro CD contou com a participação dos músicos Tom Jobim e Paquito D’Rivera e ajudou a difundir a bossa nova pelo mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo no alto da fama e com uma carreira promissora, Ana afirma que nunca havia sentido paz e verdadeira realização, até que um dia encontrou esperança nas páginas da Bíblia Sagrada. Ana superou o preconceito que tinha contra o cristianismo, estudou as Escrituras e, finalmente, descobriu novo sentido para a vida. Ou seria a verdadeira “bossa nova”? A palavra “bossa” era um termo da gíria carioca que, no fim dos anos cinquenta, significava “jeito”, “maneira”, “modo”. Quando alguém fazia algo de modo diferente, original, de maneira fácil e simples, dizia-se que essa pessoa tinha “bossa”. Graças a Jesus, Ana descobriu um novo jeito de viver – o único que traz verdadeira paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Batizada em 2005 na Igreja Adventista do Sétimo Dia, desde então vem usando seu talento para honrar o nome de Deus. Nesta entrevista concedida a Michelson Borges, ela conta mais detalhes dessa bonita história de conversão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fale um pouco sobre sua infância numa família de músicos.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui criada num ambiente extremamente musical. Meu pai, Jamil Caram, grande músico de seresta e chorinho, toca violão, cavaquinho e bandolim. Somos cinco filhos, duas mulheres e três homens. Todos tocam e cantam. Os fins de semana sempre foram marcados por muita música e amigos em casa. Comecei a cantar em festinhas na escola e encontros em família. Compus minha primeira música aos dez anos de idade. Aos treze anos, gravei meu primeiro &lt;i&gt;jingle&lt;/i&gt;. Cantei em festivais e sempre ganhei em primeiro e segundo lugar, e recebi também prêmios de melhor intérprete.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como foi o início de sua carreira musical profissional e que decepções enfrentou nesse meio?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a cantar na noite em São Paulo e fiz isso por alguns anos. Um dia resolvi mudar para o Rio de Janeiro com o propósito de ser famosa; esse era o meu maior sonho. O Rio sempre foi a capital dos sonhos da fama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecendo pessoas do meio artístico, pude perceber que era impossível ter sucesso sem ceder meus princípios. O sentimento que eu tinha era de inadequação ao mundo e isso me deixava bem triste, pois queria alcançar o sucesso apenas com o meu talento, o meu trabalho. Sentia no coração um vazio e atribuía isso à falta de reconhecimento do meu trabalho musical. Desencadeou-se um processo de depressão muito forte. Eu chegava a passar dias num quarto fechado, sem comer, tomar banho; não queria ver ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então fui buscar ajuda primeiramente em terapias e, depois, em seitas, religiões, centros espíritas de varias linhas, e nada de saciar minha sede e preencher meu vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia fui convidada por um grande músico saxofonista norte-americano, o Paquito D’Rivera, para ir à Finlândia com ele e realizar &lt;i&gt;shows &lt;/i&gt;em festivais de jazz. Aceitei o convite e foi um sucesso total. Então pensei: “Agora minha vida vai dar certo e adeus tristezas.” Depois fui para Nova York com o Paquito. Ele me convidou para cantar com a banda dele no Carnegie Hall, no maior festival de &lt;i&gt;jazz &lt;/i&gt;do mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Nessa noite, depois da apresentação, você chorou no camarim. Por quê?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu achava que tudo iria mudar e que eu finalmente seria feliz. Mas, quando cheguei ao camarim, senti uma solidão enorme, embora houvesse um monte de pessoas querendo conversar comigo. Foi um sentimento dúbio. Depois daquele &lt;i&gt;show&lt;/i&gt;, assinei contrato com uma gravadora e fiquei morando nos Estados Unidos. Gravei nove CDs pela Chesky Records. O primeiro teve participação de Tom Jobim e do próprio Paquito. Então comecei a viajar muito. Fui citada nos maiores jornais e revistas do mundo do jazz. Mas minha vida continuava na mesma solidão e o vazio profundo persistia no coração. Em meio a essas viagens, eu continuava buscando com afinco alguma coisa que explicasse esse sentimento. Em cada hotel em que ficava, depois dos &lt;i&gt;shows &lt;/i&gt;e entrevistas, eu chorava de solidão e desespero. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Você também buscou orientação na astrologia e nos conselhos de uma “guru”. Isso ajudou?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajudava momentaneamente, porém pouco. O astrólogo sempre falava quase a mesma coisa. Às vezes, me atrapalhava e muito, pois ficava esperando que o que ele dizia iria dar certo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Você também experimentou o culto do Daime. Como foi isso?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O culto do Daime foi uma das piores coisas que fiz. Tomei um líquido horrível pensando que iria sair dali com a paz que eu sempre busquei. Acredito que as pessoas que estavam ali comigo também buscavam o mesmo que eu. Saí dali razoavelmente bem, mas dois dias depois a queda foi pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Esse tipo de sentimento é comum no meio artístico?&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas no meio artístico estão sempre procurando engrandecer o ego. O artista geralmente é egocêntrico. Ele busca a fama custe o que custar e quando a alcança vê que ela não preenche o vazio que ele sente. Então continua suas buscas em relações, bebidas, aventuras. E isso não tem fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que você pensava a respeito de Deus, de religião e dos religiosos, nessa época?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acreditava que Deus era uma “força maior”, uma energia. Achava que Deus era bom, mas que, às vezes, castigava. Sempre tive preconceito com relação aos crentes, aos que andavam com a Bíblia embaixo do braço. Pensava que eram pessoas ignorantes, fanáticas e que achavam que tudo que era bom era proibido. Na verdade, eu mal sabia que muitas coisas consideradas boas para o “mundo” são más e nos levam cada vez mais para longe dEle.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por que resolveu voltar ao Brasil?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A família e os amigos para mim são preciosos e eu sentia muita falta de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como foi seu primeiro contato com a mensagem bíblica?&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia, um amigo do meu esposo, o Kiko Cardoso, esteve em nossa casa pela primeira vez e senti algo diferente nele. Depois soube que ele era crente. Ele nos convidou para irmos ao estudo bíblico na casa da irmã dele, a Aline. Achei o convite meio esquisito, pois não tinha vontade de ler a Bíblia, por puro preconceito. Mas a Aline foi à nossa casa e no primeiro contato gostamos muito dela. Então aceitamos o convite e fomos ao estudo. Meu esposo, o Marcelo, havia perdido o pai fazia pouco tempo. Ele estava muito triste e o estudo da Bíblia o confortou. Deu-lhe esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Nessa época, vocês já tinham um filho. A paternidade influenciou de alguma forma essa busca de Deus?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, influenciou também, pois meu esposo e eu não queríamos criar nosso filho num mundo tão cheio de maldade, sem uma religião. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de começar a estudar a Bíblia, o que mudou em sua vida? Por que a Bíblia, diferentemente de outras “filosofias de vida” que você tentou seguir, fez sentido para você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando comecei a estudar a Bíblia, conheci a pessoa de Jesus e me encantei com os ensinamentos dEle: o amor verdadeiro e o perdão. Entendi que existe vida eterna e, por conseguinte, a perfeição. Aprendi que Jesus me ama tanto a ponto de dar a vida por mim. Essa é a verdade que encontrei e que me trouxe paz, a paz que tanto busquei por quase trinta anos. Era bom demais saber que o Criador do Universo Se preocupa comigo e me oferece a vida eterna em plena perfeição ao lado dEle! Eu só poderia dizer humildemente: “Obrigada, Senhor!” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de tudo o que vivi, eu sei e posso dizer que encontrei finalmente a Verdade, porque toda essa vivência que eu tive antes não me trouxe a paz que sinto hoje. Agora posso dizer: “Sou livre em Jesus Cristo! A verdade me trouxe paz e liberdade. Me sinto feliz em ser diferente do mundo e em estar no caminho oposto ao do mundo, e quero contar a todos que Jesus Cristo me salvou!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como seus amigos, colegas de profissão e familiares encararam sua mudança?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo, minha família ficava fazendo chacota por causa das mudanças de hábito, principalmente no que diz respeito à alimentação. Quanto aos amigos, a maioria foi se afastando aos poucos. Pouquíssimos estão ainda por perto e manifestam algum interesse. Mantive um grupo de estudos bíblicos em minha casa, em São Paulo, durante quatro anos, e muitos amigos passaram por lá. Foi uma bênção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Você foi batizada em 2005. A partir de então, você começou a usar seu talento e conhecimentos para louvar a Deus. Mas o que mudou em sua música?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudou a maneira de cantar, pois hoje eu canto o que vivo. Cantar e falar do amor de Deus é o mais sublime sentimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Em sua opinião, qual a música ideal para adorar a Deus?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que a música ideal para adorar a Deus seja aquela calma, mas ao mesmo tempo alegre, pois é uma forma de oração e deve refletir nossa gratidão a Deus por tudo o que Ele é e tem feito por nós. Quando louvamos, nosso coração deve sentir paz; isso quer dizer que o Espírito de Deus está presente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Suas canções são caracterizadas pela tranquilidade e simplicidade. Como encara o atual predomínio de instrumentos percussivos e de certos “malabarismos” vocais que mais parecem chamar atenção para o cantor do que para Deus?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada cantor tem sua maneira de louvar a Deus. Resta saber se, depois de uma mensagem musical, todos os que estavam ouvindo sentiram a presença do Espírito Santo de Deus e se o próprio cantor saiu repleto de paz.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Você deixou de lado dinheiro, fama e prestígio. O que lhe traz felicidade atualmente?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o que mais me deixa feliz é poder, do púlpito, compartilhar o amor do nosso maravilhoso e misericordioso Deus; esse Deus que mudou minha vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Qual sua motivação para cantar e testemunhar?&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É saber que, por meio do canto e do testemunho, Deus pode me usar para ajudar uma pessoa a tomar a decisão ao lado dEle. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Deixe uma mensagem para o leitor.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querido irmão de fé, já ouço os passos de Jesus voltando para nos buscar. Por favor, reavivemos nossa vida, nosso coração com muita comunhão. Somente assim poderemos pregar o evangelho por meio de nossas atitudes, afeto e vida, para que as pessoas sintam que, na essência, somos diferentes, porém, felizes. Deus nos abençoe. Amém!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19768511-4682644226499025396?l=www.entrevistas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/4682644226499025396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/4682644226499025396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.entrevistas.criacionismo.com.br/2011/02/um-jeito-novo-de-viver.html' title='Um jeito novo de viver'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-u87SwRPDvSg/TVVdZXYs6FI/AAAAAAAANKw/3WsvFNC8v7E/s72-c/Ana.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19768511.post-985172495066976366</id><published>2011-01-19T13:51:00.000-08:00</published><updated>2011-01-19T13:51:10.957-08:00</updated><title type='text'>A mais urgente de nossas necessidades</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TTdbgohYE2I/AAAAAAAAM8o/JWIBT7QyX70/s1600/man-studying-bible.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="166" src="http://4.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TTdbgohYE2I/AAAAAAAAM8o/JWIBT7QyX70/s200/man-studying-bible.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Michelson, qual sua impressão sobre a iniciativa do Pr. Ted Wilson em direcionar a igreja mundial para os temas do Reavivamento e da Reforma?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo com muito bons olhos essa iniciativa. Precisamos admitir que, a despeito dos grandes esforços evangelísticos que temos feito, o desafio – levar o evangelho a todo o mundo – extrapola nossa capacidade humana. Além disso, quando focamos demais na obra, corremos o risco de esquecer o Senhor da obra e, muitas vezes, até negligenciamos nossa vida espiritual. De que vale evangelizar multidões e nos sentirmos vazios, sem o poder do alto? Como oferecer o que não temos? Contagiar com o que não sentimos? Quando isso acontece, a obra se torna negócio. Fica insípida, técnica e perde o sentido. Entretanto, quando amamos Jesus de todo o coração e mantemos comunhão íntima com Ele, o trabalho se torna prazeroso. Na verdade, é muito mais que trabalho: passamos a encarar a pregação do evangelho como nossa missão de vida; passamos a “exalar” esperança por onde passamos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meios de comunicação e a tecnologia são ferramentas imprescindíveis para a pregação, mas é bom lembrar que os primeiros discípulos de Jesus contavam apenas com as mãos, os pés e a voz, e levaram a mensagem ao mundo conhecido deles. Fizeram isso com eficiência porque dependeram da capacitação do Santo Espírito. Agora imagine os recursos que Deus nos coloca à disposição – editoras, TV, rádio, internet, etc. –, tudo isso dirigido pelo Espírito e manejado por pessoas verdadeiramente convertidas e reavivadas! Certamente poderemos sonhar em ver Jesus voltar ainda em nossa geração. Por isso, repito, fico muito feliz em ver a ênfase que nosso líder mundial está dando na maior e mais urgente necessidade da igreja (&lt;i&gt;Eventos Finais&lt;/i&gt;, p. 189): reavivamento e reforma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Lideres adventistas anteriores também tentaram promover o reavivamento e a reforma da igreja, no passado. Existe algo no presente que pode servir de diferencial?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como escreveu o Dr. George Knight, o maior problema teológico da Igreja Adventista do Sétimo Dia, atualmente, sobrepuja qualquer discussão sobre a Trindade, cristologia ou perfeccionismo, por exemplo. O maior “problema” está em nosso nome denominacional mesmo: somos adventistas, mas o advento ainda não ocorreu, e estamos em pleno século 21! É 2011 e ainda estamos aqui neste mundo desgastado pelas guerras, catástrofes e maldades. Ainda contemplamos crimes sendo cometidos todos os dias; pessoas morrendo de fome; injustiças sendo cometidas... Somente uma pessoa muito insensível não se sentiria comovida com essa situação toda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que o pastor Ted Wilson poderá ter êxito neste momento justamente porque não aguentamos mais esperar. Porque já está mais do que claro para nós que se não tomarmos uma decisão séria ao lado de Jesus, poderemos ficar por mais tempo aqui deste lado escuro da eternidade. Não é possível que tenhamos nos acostumado tanto à escuridão que nossos olhos não mais anseiem pela luz! Além de tudo isso, os sinais proféticos estão aí para mostrar que a volta de Jesus está às portas. Ele tem pressa de voltar e tudo o que não queremos é recebê-Lo sem ser justificados e sem ter passado pelo reavivamento e a reforma que nos habilitarão para morar para sempre com os salvos, os santos anjos e o bom Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Esses assuntos são geralmente circundados de muita polêmica. Que dica você daria a um irmão leigo para que ele tenha em sua vida o verdadeiro reavivamento e a verdadeira reforma, e não seja enganado por ventos de doutrinas?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se alguém quiser fazer a vontade dEle, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo por mim mesmo” (João 7:17). Acredito que o crente que quiser de todo o coração fazer a vontade de Deus e buscar conhecimento sem preconceitos ou más intenções, vai encontrar o que procura e será orientado pelo Espírito Santo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos estudar a Bíblia com dedicação e devoção, buscando a vontade de Deus em cada linha e pedindo forças dEle para colocar tudo em prática. Precisamos orar mais do que oramos. Temos que estar presentes às reuniões em que o povo de Deus O busca. Enfim, devemos aproveitar cada momento, cada oportunidade de introjetar os princípios do reino de Deus, para que Ele opere em nós o querer e o realizar e para que, com o tempo, desenvolvamos a mente de Cristo, pensemos mais nas coisas do alto e tenhamos em nós o mesmo sentimento que havia nEle. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio sinceramente que Deus está guiando Sua igreja, apesar dos erros e problemas que há no seio dela. E isso ocorre porque o joio e o trigo crescerão juntos até a ceifa. Mas é bom lembrarmos sempre que, “embora existam males na igreja, e tenham de existir até ao fim do mundo, a igreja destes últimos dias há de ser a luz do mundo poluído e desmoralizado pelo pecado. A igreja, débil e defeituosa, precisando ser repreendida, advertida e aconselhada, é o único objeto na Terra ao qual Cristo confere Sua suprema consideração” (Ellen White, &lt;i&gt;Testemunhos Para Ministros&lt;/i&gt;, p. 49). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Um dos grandes problemas que circundam os temas sobre reavivamento e reforma são as desavenças entre irmãos que supostamente abraçam a mensagem e irmãos que supostamente não dão ouvidos a ela. Se eu entendo que aceitei a mensagem e tenho buscado profundamente a renovação de Deus para minha vida espiritual, qual a melhor forma de fazer com que outros tenham experiência semelhante e sejamos finalmente reavivados individualmente e como povo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos livros de Ellen White que mais aprecio é o &lt;i&gt;Santificação&lt;/i&gt;. Nele, a Sra. White diz que a pessoa saudável não se dá conta disso. Apenas os doentes ou que estão sentindo alguma dor é que percebem a falta que a saúde faz. De modo semelhante, os que estão sinceramente buscando a santificação não se darão conta da própria santidade, muito pelo contrário, quanto mais próximos de Jesus, mais claramente veremos nossa pecaminosidade e carência da graça divina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sem Mim, nada podeis fazer”, disse o Mestre. Precisamos dEle para tudo: para ser justificados, santificados e glorificados. Um dos principais objetivos do diabo é nos levar ao desequilíbrio, aos extremos. Alguns de nós ele leva para o extremo do fanatismo, de achar que podemos alcançar a perfeição pelas obras, a santificação pela simples mudança de aspectos exteriores. Ele faz com que essas pessoas centralizem as atenções na dieta e julguem aqueles que não vivem como elas. Ocasiona uma cegueira tal que torna as pessoas críticas e condenadoras ao passo que se consideram santas porque não comem queijo ou chocolate. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outro extremo, há aqueles que não dão importância para a reforma, que pensam que, independentemente de como vivem, do que vestem ou comem, a graça de Deus os alcançará e serão salvos. Ambos os extremos são perigosos. O fanático perfeccionista vive uma religião castradora, opressora e que o distancia das pessoas. Pior ainda é quando ele finalmente percebe que seu padrão de conduta é tão elevado que nem ele mesmo consegue alcançar. Aí vêm o desânimo e o desespero. O liberal vive no mundo de faz-de-conta, como se Deus lhe passasse a mão na cabeça e não Se importasse com a indiferença e o descaso para com Suas leis e conselhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O equilíbrio consiste em fazer as coisas certas pelos motivos certos. Ser temperante e buscar a perfeição em nossa esfera não para ser salvos ou conquistar o favor de Deus, mas como resposta ao amor do Criador que aponta o melhor caminho para nós e que deixou mais do que claro que nos ama, entregando a vida na cruz. Cristo pagou grande preço por mim. Confio plenamente nEle e, por isso, quero cumprir a vontade dEle, que é a melhor para mim. Fui salvo por Jesus e quero alimentar essa experiência cada dia, sendo santificado a cada passo e buscando o perdão quando caio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a experiência de cada um é intransferível, devemos ter muita paciência uns com os outros. Quanto tempo levamos para descobrir e colocar em prática muitas coisas? Por que, então, exigir que os novos na fé caminhem com nossas passadas? Temos que amar ao semelhante e procurar, por nosso exemplo equilibrado, influenciá-lo para o bem.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Deixe duas mensagens sobre a importância de participar dessa corrente de ação em busca da bênção do Santo Espírito. Uma para pastores e líderes, outra para membros leigos.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, a mensagem é para ambos os grupos, porque, no fim das contas, somos um só. Claro que os líderes têm maior responsabilidade diante de Deus, porque estão à frente do povo e devem servir de modelo. Então, para esses, digo que é necessária vigilância constante e grande dose de autonegação. É preciso maturidade para saber o que convém e o que não convém fazer como líderes. É preciso ter a consciência de que, mais do que mandar ou administrar, é necessário influenciar, e a influência é conquistada com amor e firmeza; com palavras sábias e exemplo coerente. O líder servidor chegará ao coração dos liderados e terá grande poder de influência. Tenho certeza de que se a maior parte da liderança buscar sinceramente o reavivamento e a reforma, isso terá efeito multiplicador; será como uma reação em cadeia na igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os liderados precisam nutrir amor e respeito pelos líderes que Deus constituiu. Devem orar por eles e apoiá-los quando servem ao Senhor com sinceridade. Ser liderado não significa anular minhas opiniões em detrimento das do líder, mas significa, sim, dar as mãos, colocar as diferenças inconsequentes de lado e usar meus talentos para a terminação da obra. Jamais devo usar minhas energias para simplesmente criticar os que estão tentando fazer o trabalho de Deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos nos esquecer das palavras de Jesus: “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se vos amardes uns aos outros” (Jo 13:35).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Entrevista concedida por Michelson Borges ao blog &lt;a href="http://reavivamentoereforma.com/entrevista-michelson-borges-%e2%80%93-reavivamento-e-reforma/"target="_blank"&gt;Reavivamento e Reforma&lt;/a&gt;)&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19768511-985172495066976366?l=www.entrevistas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/985172495066976366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/985172495066976366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.entrevistas.criacionismo.com.br/2011/01/mais-urgente-de-nossas-necessidades.html' title='A mais urgente de nossas necessidades'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TTdbgohYE2I/AAAAAAAAM8o/JWIBT7QyX70/s72-c/man-studying-bible.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19768511.post-8477934851667288524</id><published>2010-12-17T09:29:00.000-08:00</published><updated>2010-12-17T09:29:15.744-08:00</updated><title type='text'>As redes sociais e o evangelho viral</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TQudhREAaTI/AAAAAAAAMzw/_CDgQH92XGY/s1600/viral.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="191" n4="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TQudhREAaTI/AAAAAAAAMzw/_CDgQH92XGY/s200/viral.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Concedi a entrevista abaixo ao jornalista Wagner Cantori, do Curso de Comunicação do Unasp, campus Engenheiro Coelho, SP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Michelson, o blog, que é um site pessoal na internet, trouxe mais oportunidade para o internauta mostrar seus gostos e opiniões?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os blogs representaram, em certa medida, a quebra do monopólio da transmissão de informações que caracterizou as mídias anteriores ao advento da internet. Com a utilização da web pelas “pessoas comuns”, conceitos como interatividade e comunicação de mão dupla despontaram com força. O internauta, além de consumir informação, pode também gerar e partilhar informação. Claro que há riscos nesse processo, como a banalização de conteúdos e a falta de apuração e de confiabilidade. Isso demanda mais pesquisa e ceticismo de quem lê, ouve ou vê. Mas, por outro lado, democratiza o acesso aos meios de informação e mostra que a notícia tem seus caminhos – muitas vezes tortuosos – até chegar ao consumidor da informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Geralmente, o conteúdo postado em seu blog é criado por você, ou você também posta artigos de outras pessoas? Você se considera um gerador de conteúdo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu blog é uma mescla das duas coisas, mas sempre com teor opinativo. Publico artigos que eu mesmo escrevo ou então adiciono notas sob textos republicados (sempre com a fonte, evidentemente). De uma forma ou de outra, considero-me, sim, um gerador de conteúdo, uma vez que sempre me posiciono criticamente em relação aos conteúdos que divulgo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Criar e manter um blog é algo fácil? Precisa de outra pessoa para abastecer de conteúdo ou não? &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Plataformas como o Blogger ou o Wordpress fornecem modelos prontos com sugestões de &lt;em&gt;templates&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;designs&lt;/em&gt;, de modo que criar um blog é algo bem simples quando se usa essas ferramentas. Agora, se a pessoa quiser personalizar o blog ou criar algo totalmente novo, isso vai exigir um pouco mais de conhecimento. No meu caso, aproveitei um &lt;em&gt;template&lt;/em&gt; do Blogger e o alterei completamente, adicionando &lt;em&gt;banners&lt;/em&gt; que fiz no Photoshop. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para abastecer de conteúdo o blog, é possível fazer isso sozinho ou mesmo contar com uma equipe. Como sempre estou lendo e pesquisando sobre os assuntos que posto, o que faço é simplesmente partilhar o resultado dessas pesquisas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como a web vem sendo um dos fortes braços na comunicação da mensagem do advento?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por meio da internet, está sendo possível alcançar de forma simples e barata pessoas espalhadas pelos quatro cantos da Terra. O desafio é transmitir a mensagem numa linguagem universal e relevante, a fim de que interesse a todos os públicos. Muitas pessoas que dificilmente aceitariam um convite para assistir a uma série de palestras ou a um culto na igreja podem se interessar por um vídeo no YouTube ou um texto atrativo publicado num blog ou site. Deus tem operado maravilhas na vida de pessoas que se escondem atrás da tela de um computador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A igreja pode se utilizar das redes sociais virtuais para o seu trabalho? Como?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho interessante a associação que pode ser feita entre o imperativo bíblico de pescar homens e as redes sociais. Por meio dessas redes, podemos alcançar as pessoas nos “mares” em que elas navegam. Fico feliz em ver que a igreja está utilizando cada vez mais esses recursos tecnológicos, pois entende que dificilmente poderemos levar o evangelho a todo o mundo se não nos valermos de todos os meios possíveis para realizar essa obra, sob a direção do Espírito Santo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Twitter pode ser usado para divulgar &lt;em&gt;links&lt;/em&gt; interessantes que apontem para conteúdos em sites e blogs. Também se podem criar comunidades no Orkut para interagir com os internautas (ainda mais sabendo que o Orkut é a rede social mais apreciada pelos brasileiros). Enfim, é só usar a criatividade e pedir sabedoria a Deus para disseminar o evangelho viralmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Para você, qual é a utilidade do Twitter?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do uso evangelístico, faço do Twitter uma fonte rápida de informações. Seguindo o Twitter de sites noticiosos escolhidos a dedo e de pessoas que geram conteúdo relevante, fico por dentro das novidades em poucos caracteres. Isso me poupa tempo e me dá a liberdade de acessar somente aqueles conteúdos que realmente me interessam. É diferente quando assisto a um telejornal ou acesso um site de notícias, por exemplo. Nesses casos, sou obrigado a ter contato com informações que não me interessam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que você fala no Twitter?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publico muito pouca informação de cunho pessoal. Gosto de tuitar pensamentos, impressões sobre livros que estou lendo e opiniões especialmente relacionadas com ciência e religião. Mas, sem dúvida, o principal objetivo do meu Twitter é levar os seguidores a ter contato com as novidades do blog. Meus seguidores sempre são as primeiras pessoas a saber o que publico no www.criacionismo.com.br, já que uso um recurso que “joga” automaticamente no Twitter aquilo que acabei de postar no blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por que as pessoas te seguem no Twitter?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que é porque têm interesse nos conteúdos que costumo publicar no blog e porque consideram, de alguma forma, relevantes as informações que disponibilizo ali. Meus seguidores e leitores sabem que me esforço para fornecer as últimas informações sobre ciência e religião e que, lendo meu blog, poderão ter contato com opiniões de alguém que lê o mundo com as lentes criacionistas. Resumindo, acredito que o que as pessoas mais procuram, não apenas no meu Twitter, é informação e credibilidade. Isso é uma tremenda responsabilidade para quem se dispõe a comunicar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19768511-8477934851667288524?l=www.entrevistas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/8477934851667288524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/8477934851667288524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.entrevistas.criacionismo.com.br/2010/12/as-redes-sociais-e-o-evangelho-viral.html' title='As redes sociais e o evangelho viral'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TQudhREAaTI/AAAAAAAAMzw/_CDgQH92XGY/s72-c/viral.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19768511.post-4089868222055076117</id><published>2010-11-30T02:12:00.001-08:00</published><updated>2010-11-30T02:12:28.015-08:00</updated><title type='text'>A natureza humana de Jesus</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TM18pU8UZLI/AAAAAAAAMkI/gojUOyUm8ew/s1600/amin.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" nx="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TM18pU8UZLI/AAAAAAAAMkI/gojUOyUm8ew/s200/amin.jpg" width="187" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A natureza da humanidade de Cristo é um dos assuntos mais debatidos entre os adventistas do sétimo dia. Era Ele semelhante a Adão antes ou depois da Queda? Para responder a essa pergunta, o pastor Amin A. Rodor, doutor em Teologia Sistemática, concedeu esta entrevista. Formado em teologia no antigo Instituto Adventista de Ensino (IAE), São Paulo, o pastor Rodor iniciou seu ministério em 1970, na União Este-Brasileira, onde atuou como distrital e líder de jovens. Após seus estudos de mestrado em divindade e doutorado por um período de oito anos na Andrews University (EUA), atuou como professor de teologia no ENA, IAENE e no programa de mestrado da Divisão Sul-Americana (DSA). Serviu ainda, por dez anos, como pastor nos Estados Unidos e Canadá. Professor de Teologia, dirigiu o Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia no Campus Engenheiro Coelho, SP. Casado com a enfermeira Rita, tem três filhos: Dianne, Luccas e Michel. Esta entrevista, concedida à &lt;i&gt;Revista Adventista&lt;/i&gt;, tem o objetivo de ajudar na compreensão do livro &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.cpb.com.br/produto-572-ellen+white+e+a+humanidade+de+cristo.html" target="_blank"&gt;Ellen White e a Humanidade de Cristo&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, da Casa Publicadora Brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Basicamente, em que consiste a posição pós-queda (pós-lapsariana) em relação à natureza humana de Jesus?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pós-lapsariana significa depois do lapso, depois da queda, da entrada do pecado, registrada em Gênesis 3. Fundamentalmente os defensores da teoria pós-lapsariana insistem que, na encarnação, Jesus assumiu a natureza humana, tanto &lt;i&gt;física &lt;/i&gt;como &lt;i&gt;moral &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;espiritual&lt;/i&gt;, com todas as características da &lt;i&gt;humanidade caída&lt;/i&gt;. Assim, nesta formulação, Jesus, em termos de forma e essência, foi exatamente como qualquer um de nós – cem por cento igual. Absolutamente em nada diferente de qualquer outra criatura nascida no planeta Terra. A. T. Jones, um dos pioneiros desta noção, escreveu: “Em Sua natureza humana, não há uma partícula de diferença entre Ele [Jesus] e vós” (&lt;i&gt;General Conference Bulletin&lt;/i&gt;, 1895, p. 231, 233, 436, citado em G. Knight, &lt;i&gt;From 1888 to Apostasy&lt;/i&gt;, p. 136.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, contudo, temos que parar para refletir. A Bíblia trata a condição natural do homem sob o pecado em termos nada elogiosos (ver Jr 17:9; Sl 51:5; Rm 7:14). Para Ellen White, depois da queda, “no seu âmago, a natureza humana foi corrompida. Desde então, o pecado alcançou todas as mentes” (&lt;i&gt;Review and Herald&lt;/i&gt;, 16/04/1901). “Com relação ao primeiro Adão, os homens nada receberam dele senão a culpa e a sentença de morte” (&lt;i&gt;Orientação da Criança&lt;/i&gt;, p. 475). Ainda, segundo Ellen White, o egoísmo, profundamente arraigado em nosso ser, “nos veio por herança” (&lt;i&gt;Historical Sketches&lt;/i&gt;, p. 138 e139). Embora Jesus não fosse um pecador, como corretamente entendido pelo pós-lapsarianismo, teria Ele sido, realmente, participante da natureza humana corrompida, com tendências, propensões para o pecado e inclinada para o mal? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Os defensores dessa idéia dizem que, uma vez que Jesus foi vitorioso tendo uma natureza como a nossa, também nós podemos ter vitória perfeita sobre o pecado. Quais as implicações disso?&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das consequências mais graves, embora isto nem sempre seja percebido ou admitido, é que Cristo deixa de ser primariamente o nosso &lt;i&gt;divino substituto&lt;/i&gt;, para Se tornar o nosso &lt;i&gt;modelo &lt;/i&gt;de perfeição. Daí para um retorno à confusão entre justificação e santificação, é apenas um passo. Outro desdobramento direto é o perfeccionismo. O raciocínio é precisamente este: “Jesus foi como nós, nós podemos e devemos ser como Ele.” Ainda nesta conexão, como afirmado por M. L. Andreasen e outros defensores do pós-lapsarianismo, enquanto a igreja não aceitar esta mensagem e alcançar &lt;i&gt;um estágio de absoluta perfeição&lt;/i&gt;, sua missão não será cumprida e Cristo não virá. Para Andreasen, o segundo advento ainda não ocorreu porque a igreja remanescente tem falhado em alcançar um estágio de absoluta impecabilidade (M. L. Andreasen, &lt;i&gt;The Book of Hebrews&lt;/i&gt;, p. 466, 467).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O potencial de confusão aqui é enorme e os resultados negativos de tal teoria na consciência cristã são inevitáveis: complexo de superioridade espiritual, espírito acusador e mentalidade dada à dissensão na Igreja surgirão fatalmente. Sem qualquer dúvida, a santificação é um ideal bíblico para os discípulos de Cristo (Hb 12:4), mas devemos entender o significado bíblico de santificação e perfeição. Para Ellen White, “nós nunca poderemos igualar o Modelo” (&lt;i&gt;Review and Herald&lt;/i&gt;, 5/02/1895, p. 81); e ainda, em análise final, “ninguém é perfeito como Jesus” (&lt;i&gt;Manuscrito &lt;/i&gt;24, 1892, citado em G. Knight, em &lt;i&gt;The Pharisee’s Guide to Perfect Holiness&lt;/i&gt;, p. 174). Segundo Ellen White, aqueles que realmente estão no caminho da santificação, serão os últimos a alardearem isso (&lt;i&gt;Santificação&lt;/i&gt;, p. 7-11). E isso precisamente porque cada vez que nos aproximamos, o ideal se reprojeta para mais distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A posição pós-queda tem base bíblica? E o que diz o Espírito de Profecia?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida, a ênfase na humanidade de Cristo é ensino bíblico. Contudo, a Bíblia indica ao mesmo tempo que Ele foi radicalmente diferente de todos os outros homens. Seu nascimento virginal, Sua vida de absoluta “impecaminosidade” e Sua ressurreição vitoriosa deveriam servir-nos de alerta de que em Cristo estamos diante de Alguém exclusivo, único, em todo o reino da humanidade. Ele é o &lt;i&gt;monogenes &lt;/i&gt;de Deus, isto é, o único do Seu tipo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Textos como Hebreus 2:17, Romanos 8:3 e Filipenses 2:7 indicam que, na encarnação, Cristo veio em “&lt;i&gt;semelhança &lt;/i&gt;da carne do pecado”. Contudo, devemos ter em mente que a palavra “semelhante”, nesses textos, foi cuidadosamente escolhida, para indicar exatamente isto – “semelhança,” não absoluta igualdade. Além desses, outros textos sobre este assunto são de clareza incontestável. Por exemplo, Hebreus 7:26: “Nos convinha tal sumo sacerdote, &lt;i&gt;santo&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;inocente&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;imaculado&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;separado dos pecadores&lt;/i&gt;...” O que é dito aqui não é apenas que Jesus não cometeu atos pecaminosos (os sintomas do pecado), mas que Ele veio em condição de absoluta “impecaminosidade” em Sua natureza essencial. Em João 8:46, Jesus afirma: “Quem dentre vós Me convence de pecado?” 1 João 3:5 acrescenta: “NEle não há pecado.” Devemos neste ponto rejeitar qualquer noção superficial de pecado. Para Jesus, pecado mais que o ato, é uma condição, um estado, uma inclinação da natureza humana para o mal (Mt 5:21, 22; 15:19), da qual Ele não partilhou. Ao afirmar que ninguém pode convencê-Lo de pecado, isto, portanto, deve ser entendido à luz de Sua própria definição de pecado. Em João 14:30, Jesus faz para Si uma reivindicação absoluta: “Porque se aproxima o príncipe deste mundo e nada tem em Mim.” De qual dos homens isso poderia ser dito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ellen White concorre com a mesma ênfase bíblica em relação à natureza incontaminada de Cristo. As citações são inúmeras, mas basta-nos mencionar apenas alguns textos de clareza absoluta: “Ele... é um irmão em nossas fraquezas, &lt;i&gt;mas não em possuir idênticas paixões&lt;/i&gt;” (&lt;i&gt;Testemunhos Para a Igreja&lt;/i&gt;, v. 2, p. 202). Quando confrontado com esta citação, na Assembléia da Associação Geral de 1895, A. T. Jones procurou esquivar-se tentando estabelecer uma diferença entre a carne de Cristo e Sua mente. De acordo com Jones, Jesus “foi feito semelhante à carne pecaminosa; &lt;i&gt;não em semelhança de mente pecaminosa&lt;/i&gt;... Sua carne foi como a nossa carne, mas a mente foi a mente de Cristo Jesus” (&lt;i&gt;General Conference Bulletim &lt;/i&gt;1895, p. 312, 327; veja G. Knight, em &lt;i&gt;From 1888 to Apostasy&lt;/i&gt;, p. 138). A questão aqui é muito simples: como afirmar então que Cristo era absolutamente como nós, “&lt;i&gt;sem uma partícula de diferença&lt;/i&gt;”, e ao mesmo tempo dizer que a Sua mente era diferente da nossa? Não é a nossa mente parte de nossa natureza pecaminosa, e precisamente o campo onde se trava a batalha contra o pecado? Além da incrível semelhança com o nestorianismo (heresia cristológica do quinto século, segundo a qual a Palavra tomou o lugar da mente, em Jesus Cristo), tal posição não faz qualquer sentido teológico e destrói todo o discurso de que Cristo é cem por cento como nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda da voz profética aos adventistas lemos que Cristo “deveria assumir a posição como cabeça da humanidade, por tomar a natureza &lt;i&gt;mas não a pecaminosidade do homem&lt;/i&gt;” (&lt;i&gt;SDABC&lt;/i&gt;, Ellen G. White Comments, v. 7, p. 925). E, provavelmente, a mais famosa de todas as citações de Ellen White, conhecida por qualquer estudante da cristologia: “Sede cuidadosos, extremamente cuidadosos, quando tratais com o tema da natureza humana de Cristo; &lt;i&gt;não O representeis perante as pessoas como um homem com propensões para o pecado&lt;/i&gt;”(&lt;i&gt;SDABC&lt;/i&gt;, v. 5., p. 1.113). Ainda no mesmo contexto, ela adverte: “&lt;i&gt;Nunca, de forma alguma, deixeis a mais leve impressão sobre as mentes humanas de que a mancha ou a inclinação para a corrupção permaneceram sobre Cristo, ou que Ele de algum modo tenha cedido à corrupção&lt;/i&gt;” (Ibidem, p. 1.128, 1.129).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que enfatizam os defensores da posição pré-queda (pré-lapsariana)?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A posição pré-queda afirma que, enquanto seja claro que Jesus partilhou uma íntima afinidade conosco, as evidências bíblicas também indicam que Ele foi, ao mesmo tempo, radicalmente diferente de nós. Assim, por um lado, Ele sujeitou-Se às leis da hereditariedade, encarnando as “fraquezas inocentes” desta condição: Ele sentiu fome, sede, ficou cansado, frustrado e, às vezes, deprimido e triste. Tomou todas as limitações físicas dos descendentes de Adão. Por outro lado, em Sua natureza moral e espiritual, era como Adão antes da queda. Absolutamente puro, incontaminado de qualquer mancha. Do ponto de vista moral, Ele Se ergue como o nosso perfeito substituto. Sobre Sua encarnação miraculosa, Gabriel informa à virgem: “Descerá sobre ti o Espirito Santo. [...] Por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus” (Lc 1:35).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nossa natureza existe uma afinidade natural com o pecado. Comentando a profecia da inimizade entre a mulher, sua descendência e o seu descendente (Gn 3:15), Ellen White enfatiza que, em nós, &lt;i&gt;essa inimizade não é natural&lt;/i&gt;, de fato: “Não existe, por natureza, nenhuma inimizade entre o homem pecador e o originador do pecado” (&lt;i&gt;O Grande Conflito&lt;/i&gt;, p. 505). Em relação a Jesus, contudo, Ellen White declara: “Com Cristo a inimizade era em certo sentido natural; em outro sentido foi sobrenatural, visto combinarem-se [nEle] humanidade e divindade. E nunca se desenvolveu a inimizade a ponto tão notável como quando Cristo Se tornou habitante da Terra” (&lt;i&gt;Mensagens Escolhidas&lt;/i&gt;, v. 1, p. 254). Portanto, “não devemos ter dúvidas acerca da perfeita ausência de pecado na natureza humana de Cristo” (Ibidem, v. 1, p. 256). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Poderia citar mais um argumento em favor dessa interpretação?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro forte argumento derivado do princípio de interpretação bíblica, conhecido como “analogia da fé”, consiste no fato de que as Escrituras não podem contradizer-se. Poderíamos, à luz do ensino bíblico quanto à nossa necessidade de um Salvador absolutamente incontaminado pelo pecado, insistir que Cristo possuiu uma natureza desorganizada e corrupta, sob a depravação do pecado? Poderíamos defender que Sua natureza moral foi imersa no egoísmo que infectou toda a raça humana? Egoísmo “entretecido em nosso ser” e que “nos veio por herança” (Ellen White, &lt;i&gt;Historical Sketches&lt;/i&gt;, p. 138, 139)? Poderia Jesus Cristo ser realmente como nós em Sua natureza moral, e ainda assim estar qualificado para ser o nosso advogado, intercessor e substituto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Cristo foi “infectado” ou “afetado” pelo pecado?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, &lt;i&gt;afetado&lt;/i&gt;, mas não faria qualquer sentido exigir que Ele tivesse sido ao mesmo tempo &lt;i&gt;infectado &lt;/i&gt;pela doença sistêmica do pecado, que nos envolve a todos, e que é precisamente a base da nossa necessidade de redenção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos creem que Jesus tinha que ser exatamente como nós, ter as mesmas propensões pecaminosas inerentes, para poder nos ajudar. É procedente esse tipo de raciocínio? Em última análise, essa é outra má compreensão. Em primeiro lugar, porque era &lt;i&gt;impossível &lt;/i&gt;Jesus suportar cada tentação que sobrevém aos diferentes tipos de pessoas. Se Ele, por exemplo, era homem, solteiro e pobre, como poderia “ser tocado pelos sentimentos” das mulheres, dos casados e dos ricos? Uma pessoa não é tentada em termos daquilo que ela não é. Em segundo lugar, além de impossível, seria &lt;i&gt;inútil &lt;/i&gt;que Jesus experimentasse cada tentação que cada pessoa enfrenta. A tentação tem significado apenas quando ela é adequada a uma pessoa em particular. O diabo tentou Jesus com apelos que se constituíram em tentação para Ele. O uso da Sua divindade em benefício próprio, por exemplo. Finalmente, além de impossível e inútil, seria &lt;i&gt;desnecessário &lt;/i&gt;para Jesus lutar com cada tentação que sobrevém a cada pessoa. Cristo necessitou apenas vencer onde Adão falhou, sem necessitar ter as propensões para o pecado. A acusação de Satanás não era que seres pecaminosos não poderiam guardar a lei de Deus, mas que Adão, antes da queda, não podia fazê-lo. Jesus desfez o engano, assumindo a humanidade, não como qualquer descendente de Adão, mas como o segundo Adão (Rm 5:12-21; 1Co 15:45-47), ainda que, do ponto de vista físico, em condição de extrema desvantagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Então, onde está a identificação de Cristo conosco, em nossas tentações?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Sua vitória sobre a essência do pecado! Em sua base, toda tentação tem um elemento comum: levar-nos a viver de forma independente de Deus; levar-nos a romper com a lealdade a Ele, por prazer, honra, posição ou vantagem. Jesus venceu a causa básica do pecado, afirmando Sua completa dependência de Deus e Sua lealdade absoluta a Ele. Aí Ele esmagou a cabeça da serpente, e em Sua vitória está assegurada a nossa vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Jesus, portanto, estava plenamente qualificado para ser a nossa oferta.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como poderia Jesus ser realmente nosso substituto, a oferta vicária pelo pecado, se Ele fosse exatamente como nós, em Sua natureza moral e espiritual? Neste caso, Ele próprio estaria em necessidade de um redentor, e assim não passaria no teste de qualificação para ser a nossa oferta. No antigo santuário, uma das exigências cruciais para as ofertas que tipificavam o Redentor futuro era que “nenhuma coisa em que haja defeito oferecereis, porque não seria aceita a vosso favor” (Lv 22:20). Não é de surpreender, portanto, que para Ellen White, “o homem não pode fazer expiação pelo homem”, uma vez que “sua condição caída constituiria uma oferta imperfeita” (&lt;i&gt;Review and Herald&lt;/i&gt;, 17/12/1872, citado por W. Whidden, &lt;i&gt;Ellen White e a Humanidade de Cristo&lt;/i&gt;, p. 38). Assim, ela afirma: “Por um lado, Cristo é um representante perfeito de Deus; por outro, Ele é um espécime perfeito da humanidade sem pecado” (&lt;i&gt;SDABC&lt;/i&gt;, v. 7, p. 907). A conclusão lógica é inevitável e reveladora: “Ele não necessitou de expiação” (&lt;i&gt;Review and Herald&lt;/i&gt;, 09/21/1886). Foi o nosso perfeito, imaculado, puro e todo-suficiente Redentor!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19768511-4089868222055076117?l=www.entrevistas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/4089868222055076117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/4089868222055076117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.entrevistas.criacionismo.com.br/2010/11/natureza-humana-de-jesus.html' title='A natureza humana de Jesus'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TM18pU8UZLI/AAAAAAAAMkI/gojUOyUm8ew/s72-c/amin.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19768511.post-1390814354941203141</id><published>2010-11-23T14:38:00.000-08:00</published><updated>2010-11-23T14:38:45.010-08:00</updated><title type='text'>De olho no darwinismo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TOxCVYvDUWI/AAAAAAAAMtY/DjWLIVwWlJQ/s1600/macaco.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="191" ox="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TOxCVYvDUWI/AAAAAAAAMtY/DjWLIVwWlJQ/s200/macaco.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Sérgio Miguel P. Mats mora em Caxias, perto de Oeiras, a mais ou menos dez quilômetros de Lisboa, Portugal. Ele é técnico em informática e trabalha há cerca de dez anos na área de instalação de sistemas informáticos. Nas horas livres, mantém o ótimo blog &lt;a href="http://darwinismo.wordpress.com/" target="_blank"&gt;Darwinismo&lt;/a&gt;, no qual tece críticas à teoria da evolução e aborda outros assuntos de seu interesse. Nesta entrevista, concedida ao jornalista Michelson Borges, Sérgio fala um pouco desse seu &lt;i&gt;hobby &lt;/i&gt;internético:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quando e por que resolveu criar um blog de crítica ao darwinismo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a pôr textos neste &lt;a href="http://genesiscontradarwin.blogspot.com/2005/12/o-criacionismo-em-portugal.html" target="_blank"&gt;blog&lt;/a&gt; há cerca de cinco anos. Se bem me lembro, na época eu lia muito o &lt;a href="http://www.uncommondescent.com/" target="_blank"&gt;blog do Bill Dembski&lt;/a&gt; e uma das coisas que ele fazia era mostrar os vários blogs sobre &lt;i&gt;Design &lt;/i&gt;Inteligente (DI) que iam surgindo por todo o mundo. Comecei aquele blog com a intenção de publicar lá artigos sobre o &lt;i&gt;design &lt;/i&gt;inteligente e enviar os posts aos jovens da igreja. No entanto, em 2005 e no ano seguinte, não pus no blog muita coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2007, decidi me dedicar mais ao criacionismo (e não só ao DI) e &lt;a href="http://genesiscontradarwin.blogspot.com/2007/04/o-paradigma-naturalista-por-dr-jnatas.html" target="_blank"&gt;recomecei&lt;/a&gt; a pôr no blog informação relacionada. Em fevereiro de 2008, achei boa ideia abrir também um blog com a mesma temática no &lt;a href="http://darwinismo.wordpress.com/2008/02/05/e-a-teoria-da-evolucao-fundamental-para-a-ciencia/" target="_blank"&gt;Wordpress&lt;/a&gt;, como forma de atingir mais pessoas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi também nesse ano que um dos &lt;a href="http://sites.google.com/site/hugoalexpinto02" target="_blank"&gt;antigos pastores da igreja&lt;/a&gt; me deu a excelente ideia de traduzir os textos para o português em vez de enviá-los em inglês para as pessoas da igreja. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;E por que nomeá-lo de “Darwinismo”?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque queria um nome que pudesse ser facilmente relacionável com a temática dele. Darwinismo pareceu uma boa ideia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua área de atuação é a informática. E seu interesse por ciência e religião, de onde vem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O interesse por Deus vem desde que eu era criança, uma vez que a religião faz parte da cultura da minha família. Meu pai foi educado como sacristão e minha mãe é filha de um catequista. Desde criança sempre soube que Deus existe, portanto, o interesse por religião sempre esteve presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim do século passado (em 1999, para ser mais exato), comecei a entrar em canais de discussão muçulmanos e, como consequência, comecei a me envolver em debates teológicos. Durante os dois anos seguintes tive vários e longos (bem longos) debates com muçulmanos de todo o mundo, e isso foi bom na medida em que Deus me ensinou muito sobre a historicidade e confiabilidade da Bíblia. Aprendi o quão firmes são as evidências que suportam a ressurreição do Senhor e aprendi muitos e bons argumentos para a defesa da fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto duas coisas mudaram um pouco minha forma de debater: (1) o 11 de Setembro e (2) o fato de um muçulmano ter violado minha conta do Yahoo (a que eu usava para debater com eles. Por isso - e não só - é que tento não revelar muito de mim na internet). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando reparei na forma como os muçulmanos defendiam os muçulmanos que mataram mais de três mil americanos inocentes, afastei-me um pouco deles. O fato de minha conta ter sido quebrada também me deixou um pouco apreensivo, uma vez que suspeito que quem fez isso era alguém com algum poder dentro da Yahoo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, o “bichinho” do debate ficou em mim e provavelmente por isso comecei a entrar em canais de discussão ateus. Quando os ateus começaram a reparar que eu defendia o que os cristãos sempre defenderam, pressionaram-me para dizer se eu também acreditava que o mundo tinha sido feito em seis dias, há cerca de seis mil anos. Na época, eu não sabia quase nada do criacionismo, uma vez que a organização religiosa em que eu havia crescido raramente aborda esse tema. Eu acreditava nos mitológicos “milhões de anos”, mas não estava muito à vontade em defender Adão e Eva como figuras históricas. No entanto, não discutia muito sobre esse tema porque não tinha muitos argumentos para defender a historicidade de Gênesis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas acabei chegando a um ponto além do qual não tinha mais para onde recuar: ou aceitava o que Deus diz ou negava o que Ele diz. Não havia meio termo. Tomando uma posição de fé, resolvi dizer isto a Deus: “Deus, eu não sei como, nem sei quando, mas se a Tua Palavra diz que Tu criaste o universo em seis dias, e que a Terra é recente, então eu vou acreditar até que alguém me mostre que isso é falso.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa espantosa começou a acontecer: depois de eu ter tomado essa posição de fé, Deus começou a Se mover e a colocar na minha vida pessoas e cientistas (&lt;a href="http://www.matsati.com/" target="_blank"&gt;como este meu irmão&lt;/a&gt;) que demonstravam como a Bíblia e a ciência estão em perfeito acordo. Não há nenhuma observação científica que contradiga os seis dias da criação nem a Terra “jovem”, e isso me foi mostrado várias vezes por várias pessoas em todo o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa que fica disto para mim é: sem fé não só é impossível agradar a Deus, como é impossível entender a Bíblia. Deus só nos abre o entendimento da Sua Palavra quando nós abrimos o coração para ser ensinados. Se nos determinarmos a não aceitar o que Deus diz, Sua Palavra vai ser sempre um “mistério” para nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Um dos grandes pontos fracos do darwinismo diz respeito à impossibilidade de surgimento da informação complexa e específica necessária para a existência da vida. Como profissional que lida com informação, o que você diz sobre isso?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse, sem dúvida, é dos argumentos mais fortes contra a mitologia da evolução. Pessoas que lidam com sistemas em que basta haver uma pequena falha para danificar o conjunto integral são menos susceptíveis de aceitar a proposição de que a informação codificada presente na biosfera teria origem não inteligente. Mesmo pessoas que não lidam com informática sabem que basta uma palavra ou uma letra fora do lugar para mudar por inteiro o significado de uma frase (ou mesmo destruir todo e qualquer significado que a frase possa ter).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, postular que os variados sistemas de informação presentes atualmente no mundo possuem causas aleatórias é esticar a credulidade para áreas que vão para além da astrologia ou cartomancia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informação tem sempre uma causa inteligente, e como há informação nas formas de vida, então, Alguém as criou. Não há alternativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Em sua opinião, que outras fragilidades podem ser apontadas no darwinismo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basicamente, aquelas que muitos outros já mostraram: a falta de um mecanismo capaz de transformar, por exemplo, um réptil em uma ave, ou um animal terrestre numa baleia; a falta de uma linhagem clara no registro fóssil; e o total fracasso dos modelos naturalistas para a origem da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essencialmente, a origem de informação é o maior problema para o evolucionismo. Todo o resto gira à volta disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A que você atribui o crescimento de iniciativas e campanhas dirigidas pelos neoateus ou ateus militantes, como Richard Dawkins?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o ateísmo é uma religião reacionária (só existe como forma de responder às alegações do cristianismo), acho que os neoateus têm-se tornado mais declarados pelo fato de estar havendo um ressurgimento do cristianismo no mundo. As vozes cristãs estão invadindo áreas que os militantes ateus consideravam suas e isso os deixa preocupados. Daí sua ferocidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Para você, quais os pontos fortes e fracos do criacionismo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pontos fortes são, sem dúvida, a origem da informação genética e o registro fóssil. A área em que nós cristãos temos que nos debruçar mais é na cosmologia. Hoje em dia, temos excelentes cientistas cristãos que são totalmente antievolucionistas, mas que, no entanto, ainda subscrevem aos mitológicos “milhões de anos” sem se aperceberem de que foram esses “milhões de anos” que serviram de base para o evolucionismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Aos poucos, mais e mais blogs de crítica ao darwinismo vão surgindo. A que você atribui esse fenômeno recente?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fracasso científico dos modelos naturalistas e talvez a alguma aversão ao dogmatismo evolucionista. Os evolucionistas têm esticado as respostas evolutivas para áreas que vão para além da ciência e isso pode levar alguns cientistas não cristãos a se insurgirem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Que livros você estudou para fundamentar sua cosmovisão e os quais você indicaria para os interessados na controvérsia entre criacionismo e evolucionismo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois bons livros são: &lt;i&gt;The Biotic Message&lt;/i&gt;, de Walter ReMine, e &lt;i&gt;Evolution: A Theory in Crisis&lt;/i&gt;, de Michael Denton.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um excelente artigo que practicamente resume os argumentos mais fortes contra o mito darwinista é este: &lt;a href="http://www.trueorigin.org/theobald1a.asp" target="_blank"&gt;“Evidences for macroevolution”&lt;/a&gt;. Este também é bom: &lt;a href="http://www.trueorigin.org/isakrbtl.asp" target="_blank"&gt;“Five major evolutionist misconceptions about evolution”&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19768511-1390814354941203141?l=www.entrevistas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/1390814354941203141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/1390814354941203141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.entrevistas.criacionismo.com.br/2010/11/de-olho-no-darwinismo.html' title='De olho no darwinismo'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TOxCVYvDUWI/AAAAAAAAMtY/DjWLIVwWlJQ/s72-c/macaco.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19768511.post-2364834769095178604</id><published>2010-11-19T13:35:00.000-08:00</published><updated>2011-08-09T05:01:44.511-07:00</updated><title type='text'>Apologética cristã: uma necessidade presente</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-OpclaGBc1X8/TkEhmg0U16I/AAAAAAAAOkI/thsXW20HP5o/s1600/marina%2Bblog.JPG" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="194" src="http://2.bp.blogspot.com/-OpclaGBc1X8/TkEhmg0U16I/AAAAAAAAOkI/thsXW20HP5o/s200/marina%2Bblog.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Marina Garner Assis mora atualmente em Caxias do Sul, RS, mas nasceu bem longe de lá, em Hong Kong, na China, quando o território ainda era colônia inglesa. Por isso, ela aprendeu inglês como primeira língua. Nascida em 1986, começou a cursar Nutrição, mas abandonou a faculdade para estudar Teologia no Unasp, campus Engenheiro Coelho, onde se formou em 2009. Atualmente, ela trabalha como professora de Ensino Religioso, Inglês e Educação Para a Vida na Escola Adventista de Caxias do Sul. Hobbies? Passar tempo com o marido, o pastor Luiz Gustavo Assis, jogar basquete, mergulhar nas férias, viajar e, é claro, estudar apologética, que é o tema principal desta entrevista concedida ao jornalista Michelson Borges.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que é apologética cristã e desde quando você teve o interesse despertado para essa área?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome dessa área de estudos vem da palavra grega &lt;i&gt;apologia&lt;/i&gt;, que significa “defesa”. Era o que se fazia quando o réu de um tribunal queria se defender diante das alegações feitas contra ele. A apologética cristã, portanto, é a defesa do cristianismo. Ela se divide em diversas ramificações, como a histórica, filosófica, arqueológica e científica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoalmente comecei a me interessar por essa área no primeiro ano da faculdade de Teologia e recentemente me peguei perguntando por quê. Cresci numa família sem religião, apesar de minha mãe ser católica, na época a influência maior era do meu pai que mantinha a filosofia ateia. Na adolescência, encontrei a igreja e me identifiquei muito com as crenças bíblicas. Não podia imaginar o que me esperava depois da minha entrega total a Deus e de depositar confiança irrestrita em Seu Livro. Fui repetidamente bombardeada com perguntas científicas, sobre a historicidade da Bíblia, sobre a existência de Deus, sobre a confiabilidade dos manuscritos bíblicos e questões filosóficas. Tudo isso para uma adolescente de 14 anos! Fiquei confusa e frustrada por não poder dar respostas à altura para minha família. Foi então que, com todo o acesso que eu tinha a materiais na biblioteca da faculdade, comecei a pesquisar tudo o que não sabia até então. E desde lá, a apologética se tornou minha paixão. Comecei a perceber que tudo o que eu queria escrever, ler e pesquisar estava na área da apologética. Completei dois TCCs nessa área e dois trabalhos apresentados na faculdade, além de pesquisas menores. E agora formada, continuo empenhada em aprender mais e deixar meus familiares com mais questionamentos do que eles me faziam!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Hoje, mais do que nunca, parece que essa disciplina volta a ser necessária. Você concorda? Por quê?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que desde o Renascimento, período em que as dúvidas começaram a surgir na mente até do povo mais religioso, a apologética tem sido cada vez mais necessária. Porém, nunca se viu surgimento tão grande de ateus ativistas quanto nesses últimos cinco anos. Portanto, sim, essa disciplina precisa estar na mente de todos aqueles que se dizem cristãos. O motivo? Primeiramente (e simplesmente), porque é bíblico! Pedro, o discípulo que provavelmente tinha muita dificuldade com assuntos mais intelectuais, escreveu em 1 Pedro 3:15: “Antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós.” Deus nos pede para amá-Lo com todo o nosso coração, mas também nos pede para amá-Lo com toda a nossa &lt;i&gt;mente&lt;/i&gt;. Isso é muito sério! Quer dizer que não adianta sabermos versos de memória e irmos para a igreja; significa que precisamos pesquisar as razões pelos quais acreditamos nisso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Apesar de haver muitos céticos que questionam aspectos da religião e da Bíblia, há também multidões de pós-modernos para quem tanto faz como tanto fez. Em sua opinião, como os cristãos podem tornar relevante essa discussão sobre evidências tanto para céticos quanto para pós-modernos e/ou secularizados?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo dizer que, por experiência própria, é mais difícil chamar a atenção de um pós-moderno do que de um ateu. Eles não veem relevância naquilo que dizemos e não veem necessidade para a vida deles. Primeiro, a forma mais eficaz de ter essa discussão é mostrar na &lt;i&gt;sua &lt;/i&gt;vida como isso é relevante. Eu creio plenamente que se nossa vida está de acordo com o Deus em quem cremos, isso falará mais alto que qualquer debate. O que mais mexe com essa classe de pessoas são os problemas. Se eles tiverem um problema no casamento e virem que o casamento dos “crentes” é maravilhoso, isso chama a atenção. Se eles não conseguem criar os filhos com disciplina e amor, e virem isso acontecendo em nossa vida, isso chama atenção. Então eu diria que esta é a parte mais importante: o testemunho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, em segundo lugar, precisamos convencê-los de que os fatos têm um lugar extremamente importante em como vivemos a vida. Você não pode, por exemplo, mergulhar (algo que eu gosto muito de fazer) a 30 metros de profundidade, ver que o ar do seu tanque está acabando e simplesmente ignorar esse fato. Só porque não quero que o ar esteja terminando para eu poder ficar mais um pouco debaixo d’água, isso não vai mudar o fato de que o ar está terminando. A verdade vai continuar sendo verdade, quer eu acredite nela ou não. A opção de segui-la ou não é nossa. Mas se a Bíblia e os ensinamentos dela forem verdade mesmo, há sérias consequências em escolher não viver de acordo com elas. O pós-moderno precisa entender isso, e a partir de então, as evidências que a apologética cristã apresenta serão cruciais para a aceitação dessa verdade. Se você simplesmente pregar a Bíblia para um pós-moderno ou secularizado, dificilmente haverá a resposta esperada. Agora, quando o assunto é história, arqueologia, ciência, esses são assuntos que os atraem e que podem trazer resultados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Para você, quais são os melhores argumentos para a existência de Deus?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fosse apresentar todos aqui, ocuparia bastante espaço desta entrevista. Mas deixe-me resumir meus preferidos para você:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Argumento da moralidade:&lt;/i&gt; é meu argumento número um porque até hoje nenhum cético conseguiu me responder devidamente. O princípio é básico: existe o mal? Sim! Se existe o mal, então existe o bem. Se sabemos a diferença entre o certo e o errado, o bem e o mal, deve existir uma espécie de lei que separa um do outro (por exemplo, sei que matar é errado e sei que doar alimentos para os pobres é certo). Se existe essa “lei moral” implícita em cada ser humano, alguém tem que ter criado essa lei. Portanto, alguém foi o “doador” dessa lei para nós. A única explicação é um Deus maior que “colocou essa lei no coração humano”. Soa familiar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Argumento histórico:&lt;/i&gt; nunca houve uma sociedade que não cresse num ser divino; somente isso já é uma demonstração de que a noção desse “ser” está em nós desde que nascemos e desde que há humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Argumento da origem:&lt;/i&gt; nada vem do nada, todos cremos nisso e até mesmo os que defendem a teoria do Big Bang entendem que nada pode ser criado sem um material anterior para fornecer essa possibilidade. Se tudo vem de alguma coisa, algo ou alguém tem de ser eterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Argumento teleológico:&lt;/i&gt; os planetas, os sistemas, as estrelas, &lt;i&gt;tudo &lt;/i&gt;está em perfeita ordem. Como? De acordo com a Segunda Lei de Newton, todo o tipo de matéria vai da ordem para a desordem. Se realmente o mundo e tudo que existe no universo veio de uma explosão, nada deveria ser tão “organizado” assim. Somente com a explicação de um Ser inteligente por trás da criação é que podemos entender tanta perfeição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;E os melhores argumentos para convencer alguém de que a Bíblia é singular e confiável?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Profecias:&lt;/i&gt; não creio que exista argumento melhor do que esse. Como alguém pode escrever o que aconteceria nos mais perfeitos detalhes cem ou mil anos antes de acontecer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Os manuscritos:&lt;/i&gt; nenhum documento histórico tem tantas cópias e fundamentos do que a Bíblia. Só o Novo Testamento possui mais de 5 mil cópias e 99,9% do conteúdo é extremamente confiável, em comparação uma com a outra. A proximidade dos manuscritos encontrados em relação ao tempo do acontecimento que eles relatam é muito grande. Tome por exemplo o livro de Marcos, escrito mais ou menos apenas 30 anos após a morte de Jesus! Isso não acontece com qualquer outro documento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Arqueologia:&lt;/i&gt; apesar de a arqueologia ser limitada por não poder provar a existência de Deus ou a divindade de Jesus, ela tem confirmado diversos eventos, pessoas e locais que estão descritos na Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Os perdedores:&lt;/i&gt; normalmente se acredita que os “vencedores” são aqueles que escrevem a história, e sempre a seu favor. Percebe-se a originalidade da Bíblia no sentido que ela não “conta vantagem”: foram os mártires, os perseguidos, os crucificados, os odiados e os pobres que a escrevem. Por quê? Para manter a verdade em pé!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Transformação:&lt;/i&gt; talvez na atualidade o melhor argumento que a maioria dos cristãos daria, e que não deixa de ser real e confiável, é a transformação que a Bíblia opera na vida de milhões de pessoas. Qual a primeira coisa que você faz antes de comprar um produto pela internet? Você verifica a opinião daqueles que já compraram. Se existe alto índice de desaprovação, provavelmente você irá atrás de outro produto ou outra marca. Mas se a aprovação é geral, você saberá que o produto é confiável. Ao ver tantas pessoas relatando mudanças de vida, coisas que provavelmente elas nunca conseguiriam sozinhas, constatamos que esse Livro, que essa mensagem tem muito poder!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;As pessoas devem aceitar Deus e se relacionar com Ele pela fé ou pela razão? Ou ambas?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu disse anteriormente, Deus pede para nós O amarmos com as duas coisas. Deus não nos deu um cérebro para pesarmos 1,5 kg a mais na balança. Ele nos deu o cérebro com a finalidade principal de vermos as provas e evidências que Ele nos deixou de Sua existência. Tanto por meio da grandeza do universo e das belezas naturais, quanto de fatos históricos e filosóficos que nos levam a ter certeza de que não existe outra saída a não ser confiar nossa vida e nosso futuro nas mãos dEle. A fé tem seu lugar, um importantíssimo lugar, diga-se. Existe um ponto que a razão não ultrapassa. Aquele ponto que os crentes e os descrentes não conseguem entender. Coisas que a razão não pode perscrutar, como a divindade de Cristo, a confiança nos planos de Deus, o Céu. Como será o Céu? A Bíblia diz que nem olhos viram nem ouvidos ouviram o que Deus tem preparado para nós. Existem coisas que só uma fé bem embasada pode compreender. Mas isso não é desculpa para não exercitarmos a razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O ateísmo militante vem ganhando força. A que você atribui esse fenômeno?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que o principal motivo seja o pseudo-intelectualismo que a mídia tem nos trazido. É só passar alguns minutos na internet, ler revistas como a &lt;i&gt;Superinteressante &lt;/i&gt;ou assistir ao Discovery Channel para entender de onde vêm essas ideias extremamente mal fundamentadas. As pessoas querem acreditar em tudo o que puderem para se livrar do compromisso e da vida disciplinada. Se elas encontram “base” para sua vida embalada a álcool, drogas, sexo ilimitado e irresponsável, mentiras e traições, não abrirão mão disso nem que um anjo apareça na frente delas. Não digo que esses ateus são pessoas más; alguns realmente acreditam que inventaram a roda – meu pai mesmo é uma das melhores pessoas que eu conheço –, mas preferem saber apenas sobre um lado da “moeda”, sem ver que existe um exército de advogados e boas evidências do lado do cristianismo também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Qual a melhor maneira de um cristão dialogar com um ateu?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, tem que haver muita paciência. A vontade é de sair falando “um monte” e muitas vezes de “aumentar” as evidências onde elas não existem. Já vi muitas pessoas usarem, por exemplo, a “prova” da arca de Noé lá no Ararate para defender a Bíblia, ou o e-mail dos “gigantes” encontrados. Não é por aí. Se você falar essas coisas pata um ateu culto, estará prestando um grande desfavor para a apologética! Estude e pesquise muito antes de entrar em uma discussão, pois muitas vezes sua própria fé pode ser abalada. Não encare esse tipo de coisa como evangelismo; é muito mais sério e muito mais difícil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem que haver respeito, de ambas as partes. Se o ateu é daqueles arrogantes e blasfemadores, minha dica é que deixe o tempo cuidar dessa pessoa, ou espere momento mais apropriado para falar. Dificilmente conseguiremos convencer alguém assim de alguma coisa. Porém, se for um ateu de mente aberta, faça mais perguntas do que dê respostas. Ateus são muito bons em perguntar, mas péssimos em responder. O método de Jesus continua sendo o melhor de todos: responda uma pergunta com outra pergunta. As brechas históricas e filosóficas do ateísmo são enormes; aproveite-se disso. Não faça referências a sites não oficiais, programas de TV, e muito menos a seu pastor para responder às perguntas. Faça referências a cientistas cristãos, ou até mesmo a ateus famosos que admitiram em certo ponto alguma crença teísta, e também a cientistas e historiadores não cristãos, mas que deram “corda” para o cristianismo. Lembre-se sempre de ir acompanhado com a presença do Espírito Santo; não pense que esse é um trabalho que você pode fazer sozinho. Você precisará das palavras certas e do conhecimento que só Ele pode dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Que livros você recomendaria para quem quer fazer uma defesa racional e consistente da fé cristã?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, o estoque de livros em português disponíveis na área da apologética é extremamente restrito. Se você lê inglês ficará muito mais fácil. Mas aqui vão algumas sugestões: &lt;i&gt;Em Defesa da Fé &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;Em defesa de Cristo&lt;/i&gt;, ambos do jornalista ex-ateu Lee Strobel; &lt;i&gt;O Delírio de Dawkins&lt;/i&gt;, de Alister McGrath e Joanna McGrath; &lt;i&gt;Por Que Jesus é Diferente?&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Pode o Homem Viver Sem Deus?&lt;/i&gt;, de Ravi Zacharias; &lt;i&gt;Ortodoxia &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;O Homem Eterno&lt;/i&gt;, de G. K. Chesterton; &lt;i&gt;Ele Andou Entre Nós&lt;/i&gt;, de Josh McDowell; &lt;i&gt;Não Tenho Fé Suficiente Para Ser Ateu&lt;/i&gt;, de Norman Geisler e Frank Turek; &lt;i&gt;Ensaios Apologéticos&lt;/i&gt;, de Francis Beckwith, William Craig e J. P. Moreland.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19768511-2364834769095178604?l=www.entrevistas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/2364834769095178604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/2364834769095178604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.entrevistas.criacionismo.com.br/2010/11/apologetica-crista-uma-necessidade.html' title='Apologética cristã: uma necessidade presente'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-OpclaGBc1X8/TkEhmg0U16I/AAAAAAAAOkI/thsXW20HP5o/s72-c/marina%2Bblog.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19768511.post-1181370408019976338</id><published>2010-11-15T03:04:00.003-08:00</published><updated>2010-11-15T03:05:50.645-08:00</updated><title type='text'>No vale da sombra da morte</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TLHjNavYOFI/AAAAAAAAMfE/d3mz8C-INTQ/s1600/fernando.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ex="true" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TLHjNavYOFI/AAAAAAAAMfE/d3mz8C-INTQ/s200/fernando.jpg" width="158" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Fernando Brasil nasceu em Curitiba, PR, no dia 25 de julho de 1986, e está concluindo o curso de Teologia no Unasp, campus Engenheiro Coelho, SP. Suas maiores paixões são pregar e cantar. Como muitos jovens de sua idade, ele gosta de esportes, fazer amizades e viajar. Casado havia apenas três anos com Valéria, ambos tinham muitos sonhos em comum. Mas uma tragédia se abateu sobre eles. Nesta entrevista, concedida a Michelson Borges, ele conta um pouco dessa experiência amarga e de como Deus o tem ajudado a enfrentá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Você nasceu numa família espírita. Sua mãe era médium. Como você se tornou adventista?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 12 anos de idade, comecei a estudar na escola adventista. Por meio das amizades e dos momentos de reflexão que tínhamos ali, conheci a Igreja Adventista e o que muito me encantou foi a música sacra. O professor de religião, ao ver esse meu interesse, me levava em todas as suas pregações e pedia para que eu cantasse. Assim fui me familiarizando e sendo tocado a cada sermão. Depois de algum tempo, me afastei um pouco dos amigos da igreja, até que meu avô paterno foi diagnosticado com câncer, algo que mexeu muito comigo e me fez correr de vez para os braços de Jesus. Ao tomar essa decisão, encontrei certa resistência por parte de alguns familiares e isso me fez adiar um pouco mais a entrega total. Chegou o momento em que pensei: &lt;i&gt;Não importa se alguns familiares estão contra, o que importa é fazer a vontade de Deus&lt;/i&gt;, e então fui batizado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Valéria foi sua primeira namorada. Quando a conheceu e como foi o começo do namoro?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como fazíamos parte do mesmo distrito pastoral, algumas vezes nos víamos de longe. Eu tinha vontade de falar com ela, mas ela era muito bonita e eu tinha receio de que ela não quisesse nada comigo. Minha surpresa foi que fomos estudar na mesma sala na escola adventista, cada um vindo de uma escola diferente. Quando a vi, pensei: &lt;i&gt;Deus a colocou na minha sala!&lt;/i&gt; Alguns dias depois do começo das aulas, pedi-a em namoro e, pra minha surpresa – e para a dela também, já que nunca tinha namorado –, ela aceitou. Eu tinha 17 anos e ela, 16. Logo conversei com os pais dela e me transferi para a igreja que ele frequentava, para ajudar lá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fale sobre a decisão que tomaram de estudar no Unasp. Que desafios enfrentaram? Já pensavam em casamento na época?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o princípio do namoro, eu falava para ela sobre a vontade de estudar Teologia, e ela tinha o sonho de estudar em um colégio interno, mas parecia algo meio distante. Fomos desafiados a ir para a colportagem, mas encontramos muitas dificuldades, o que fez com que eu desistisse da faculdade de Jornalismo (que apenas havia começado) e me dedicasse exclusivamente ao ministério da página impressa. O namoro sempre foi muito sério e planejávamos o casamento. Não passei no vestibular para Teologia, na primeira vez que o fiz. Ficamos abalados, mas continuamos firmes, colportando mais um ano sem parar e depois fomos para o Unasp: eu comecei Teologia e ela, Pedagogia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por que você quis cursar Teologia?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por dois motivos: chamado e vocação. O chamado foi fortalecido com experiências espirituais marcantes e o desejo no coração de servir a Deus, levando a mensagem às pessoas. A vocação despertou no contato com os pastores e na admiração pelo trabalho deles. Ao realizar atividades pastorais ao lado de pastores amigos, isso me fez crer que tenho vocação para essa missão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quando descobriram que sua esposa tinha leucemia? Como receberam a notícia?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos casamos no dia 17 de agosto de 2008. Foi a cerimônia dos sonhos. Depois de um ano e oito meses, no fim do mês de abril, ela começou a se sentir fraca, com sensações de desmaio, e fomos ao médico. Depois de um exame de sangue, logo a transferiram ao hospital da região. Quando percebi a gravidade do caso, parecia que o mundo estava desabando na minha cabeça. Sozinhos, longe dos familiares, o que poderíamos fazer? O quadro era grave e os médicos diagnosticaram leucemia. Ela ficou decepcionada, mas confiante na cura. No momento do diagnostico, liguei para um pastor amigo meu cuja esposa estava com câncer. Ele me aconselhou a agradecer a Deus e louvá-Lo por tudo, inclusive, pela dificuldade. Então fui ao banheiro do hospital, me ajoelhei ali e orei a Deus pedindo para que Ele desse tempo para o tratamento e para que pudéssemos louvá-Lo em meio à dificuldade. Depois me dirigi à enfermaria onde a Valéria estava, abri a Bíblia em Lucas 8:43-48 e disse para ela que basta termos fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fale sobre o período do tratamento. Vocês esperavam a cura, não? O que mais lhe confortou nessa época?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O medico me abordou e disse que ela teria uma semana de vida se não começasse o tratamento imediatamente, e que eu deveria estar pronto porque seria difícil, mas não impossível. O tratamento foi muito intenso e desgastante; os furos de agulhas foram muitos; as veias ficaram todas machucadas, e as reações de cinco dias de quimioterapia de 24 horas sem parar foram muito fortes. Seriam três sessões. Durante o tratamento, li a Bíblia com ela e cantava várias musicas. Ela estava muito confiante e eu também, porque, apesar das dificuldades, os médicos estavam admirados com a recuperação. Ela sentia Deus muito perto e cuidando dela, e me dizia: “Deus até pensou na lição da Escola Sabatina por mim!” O tema era fé e cura. Ela também leu o livro &lt;i&gt;Uma Nova Chance&lt;/i&gt;, da CPB, sobre a cura de um câncer. Nessa época, muitas pessoas ajudaram. Fiquei ao lado dela o tempo todo. Sofremos juntos. Perdi quase oito quilos. A dor foi muito intensa, mas mantínhamos a confiança, porque Deus Se preocupa conosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A notícia da morte da sua esposa em algum momento abalou sua fé?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando pensamos que não conseguiremos mais continuar, Deus nos dá uma força tremenda, para mim inexplicável. Quando recebi a noticia, lembrei de como estava o relacionamento dela com Deus e fiquei confortado na certeza de que ela estará no Céu. Mas, da minha parte, pensei ter chegado a hora de mostrar o que é fé para mim e para os outros; louvar a Deus, apesar das dificuldades; sentir na pele a diferença entre a teoria e a prática. Minha fé não foi abalada, e sim fortalecida. Porque, sem fé, para onde vou correr? A saudade é a pior dor do mundo, mas a esperança é o melhor remédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Você diz que Deus Se aproximou mais e falou com você nesses momentos de dor.&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, de formas incontáveis. Ele me preparava para a dor por intermédio de pessoas e situações. Eu vi o cuidado dEle comigo e com ela. Toda vez que eu achava que não iria conseguir mais, Ele me fortalecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como você concilia a dor com o texto de 1ª João 4:8, que diz que Deus é amor?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos em um mundo cheio de dificuldades em decorrência do pecado, mas Deus nos reserva uma eternidade de paz. Deus é amor e Seu propósito sempre é o de nos salvar. O que são os anos na Terra comparados à eternidade no Céu? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Há quem diga que, geralmente, quem se revolta contra Deus é aquele que apenas “filosofa” sobre a dor, não o que a sente. Você concorda?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, de maneira bem racional, no momento de dor, não há para onde correr se não for para Deus. Somos impotentes, incapacitados e necessitamos do conforto e do auxilio de um Ser superior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TLHixFfOFkI/AAAAAAAAMfA/g6vUN9U8sUI/s1600/fernando+valeria.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ex="true" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TLHixFfOFkI/AAAAAAAAMfA/g6vUN9U8sUI/s200/fernando+valeria.jpg" width="169" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;O que mudou em sua experiência religiosa?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pude, de maneira prática, conhecer o Deus consolador. A teoria e a prática, quando falamos de sofrimento, estão em realidades bem distantes. Somente quem já sofreu conhece realmente a dor, e quem já foi consolado consegue falar de consolo. Tenho consolado muitas pessoas porque posso me compadecer do sofrimento delas por eu ter vivido o meu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que diria para alguém que está sofrendo a perda de uma pessoa amada?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Romanos 8:16 é meu texto preferido; leio-o constantemente. Deus não quer o sofrimento de ninguém. Isso é consequência do pecado. Mas os sofrimentos deste mundo não podem ser comparados com a glória do porvir. Deus tem um lugar melhor para todos nós e logo estaremos lá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19768511-1181370408019976338?l=www.entrevistas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/1181370408019976338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/1181370408019976338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.entrevistas.criacionismo.com.br/2010/11/no-vale-da-sombra-da-morte.html' title='No vale da sombra da morte'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TLHjNavYOFI/AAAAAAAAMfE/d3mz8C-INTQ/s72-c/fernando.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19768511.post-5992029543687457715</id><published>2010-11-11T17:03:00.000-08:00</published><updated>2010-11-11T17:24:38.830-08:00</updated><title type='text'>Jornalismo, teologia e ciência</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TNyPqxj-EPI/AAAAAAAAMos/_MWsiSpxvWI/s1600/michelson+borges.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" px="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TNyPqxj-EPI/AAAAAAAAMos/_MWsiSpxvWI/s200/michelson+borges.jpg" width="195" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Michelson, fale um pouco sobre sua infância e a influência que a religião teve sobre ela?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venho de uma família católica. Minha mãe sempre foi muito devota e nos levava à missa desde pequenos. Por outro lado, tínhamos livros de ciência em casa; enciclopédias interessantes e ilustradas que meu pai havia adquirido anos antes de eu nascer, e que despertaram meu gosto pela ciência (meu nome vem de um desses livros, que traz uma reportagem sobre o físico &lt;a href="http://criacionista.blogspot.com/2008/05/nos-passos-de-michelson.html" target="_blank"&gt;Albert Abraham Michelson&lt;/a&gt;). Agradeço aos meus pais por essa herança religiosa e científica que me ajudou a buscar em Deus e no conhecimento as respostas para muitos dilemas que enfrentei na adolescência e juventude [na foto acima, estou com meu presente de aniversário de oito anos: um microscópio]. Foi nessa busca que acabei encontrando o adventismo e o criacionismo e completando minha formação religiosa/filosófica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como foi que você escolheu fazer jornalismo? E teologia? Foi difícil conciliar as duas carreiras?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TNyXR3wl-yI/AAAAAAAAMow/mu7dznd6h1U/s1600/to+sabendo.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" px="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TNyXR3wl-yI/AAAAAAAAMow/mu7dznd6h1U/s200/to+sabendo.jpg" width="138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Fui batizado na Igreja Adventista na mesma época em que passei no vestibular para Jornalismo na UFSC. Sempre gostei de escrever e pesquisar assuntos diversos. No ensino médio (cursei química), criei um jornal para o colégio e era muito prazeroso escrever e editá-lo. Isso me ajudou a definir a escolha por Comunicação Social. Depois de formado e trabalhando na editora da igreja, cursei o mestrado em Teologia no Unasp, um sonho que estava acalentando fazia tempo. Se é possível conciliar as duas áreas? Para mim, que trabalho na imprensa da igreja, é bem mais fácil, sem dúvida. A comunicação pode e deve ser usada para transmitir valores e mensagens de esperança. Se trabalhasse na imprensa secular, seria um pouco mais difícil essa conciliação, mas não impossível, evidentemente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quando você começou a defender a bandeira do criacionismo? E como foi a concepção do blog Criacionismo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu era evolucionista teísta antes de conhecer o criacionismo. Naquele tempo, havia pouca literatura sobre o assunto e pouquíssimas pessoas sabiam o que é criacionismo (hoje, muitos já ouviram falar, mas de forma preconceituosa, infelizmente). Quando descobri que havia uma teoria que procura harmonizar coerentemente o conhecimento teológico com o conhecimento científico, fiquei fascinado e comecei a me aprofundar no assunto. Anos depois, resolvi disponibilizar em linguagem acessível todo o resultado dessa pesquisa. Nasceu o blog www.criacionismo.com.br.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;É aparentemente difícil que grandes intelectuais interajam com ideais religiosos e criacionistas, mas você vai na contramão deles. Por quê?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, a profundidade em ciência e filosofia nos aproxima de Deus. Bons exemplos disso são os grandes cientistas fundadores do método científico, como Galileu Galilei, Isaac Newton, Copérnico, Van Helmont e outros. Eram homens de ciência e de fé. Poderia citar ainda Blaise Pascal, Antony Flew e os brasileiros César Lattes e Marcos Eberlin. Portanto, considero-me em muito boa companhia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Segundo o professor do curso de jornalismo do Unasp, Allan Novaes, todo ser humano passa pelo menos uma vez na vida por uma situação extremamente difícil. Situação essa que o obrigará a sair de sua “zona de conforto”. O resultado disso seria uma fé definida, e com raízes mais fortes, em nosso Criador, ou a ausência dessa fé. Você já passou por essa experiência? Se sim, pode compartilhar conosco?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conversão ao adventismo, no fim da década de 1980, foi um momento crucial em minha vida. Tive que repensar muitos conceitos e Deus precisou permitir que algumas situações marcantes ocorressem para que eu percebesse a necessidade de mudança. Minha esposa e eu estamos relatando essas experiências no livro “Deus Nos Uniu”, cujos capítulos (ainda em construção) estão disponíveis num &lt;a href="http://www.michelsonebook.blogspot.com/" target="_blank"&gt;link em meu blog&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que o faz levantar cada dia neste mundo, e mesmo em meio a tanta maldade, acreditar que haja um Deus que Se preocupa com você? Por que acreditar que esse Deus irá voltar aqui?&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da maldade e dos problemas do mundo, quando contemplo a harmonia fina das leis que regem o universo e a complexidade integrada e irredutível dos processos biológicos, não posso pensar em outra coisa senão em louvar a Deus. Os problemas nessa criação mostram que houve algo de errado na história passada que ainda afeta nosso planeta, mas não que não haja um Deus Criador. Esse Deus Se revelou na Bíblia e esse livro me diz que Ele me ama e materializou esse amor na vida e na morte de Jesus. Tudo o que as profecias bíblicas anunciaram tem se cumprido à risca. Por que vou duvidar de que a última profecia dela vá se cumprir? Creio de todo o coração e mente que Jesus voltará, pois não faria sentido ter morrido para nos redimir e nos deixar abandonados neste mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O blog A Arte de Pensar tem discordado fortemente, às vezes até de forma ofensiva, dos criacionistas, adventistas e, mais especificamente, do blog Criacionismo e de você como autor. Por que você acha que isso acontece? Em sua opinião, seria possível uma sociedade em que criacionistas e evolucionistas vivessem em perfeito respeito de opiniões?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que não conheço esse blog, mas conheço pessoas que discordam de mim e do criacionismo. Já li muitos livros desse tipo. Isso é bom. O contraditório é importante para que o conhecimento seja ampliado e erros, corrigidos. Analisando o assunto mais a fundo, percebe-se que as discordâncias têm que ver com o aspecto filosófico das cosmovisões. Naturalistas e teístas/criacionistas nunca vão concordar no que diz respeito à existência ou não de Deus, pois assumem sua posição &lt;i&gt;a priori&lt;/i&gt;, de maneira filosófica. Poderia haver acordo se ambos se despissem da filosofia e tratassem apenas da ciência experimental. Daquilo que pode ser verificado em laboratório, como a microevolução, por exemplo. A indisposição dos evolucionistas de conhecer melhor as pressuposições criacionistas tem atrapalhado e muito o diálogo. Mas também há criacionistas que mal conhecem a ciência e o pensamento darwinista e que atrapalham igualmente a aproximação entre os dois grupos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O escritor cristão C. S. Lewis em seu livro &lt;i&gt;Cristianismo Puro e Simples &lt;/i&gt;diz que pode haver muitos que seguem crenças erradas mais perto de Cristo do que alguns que seguem as crenças corretas. Isso vale para evolucionistas também, que conhecem o criacionismo e, mesmo assim, ignoram a existência de Deus?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso pode acontecer, sem dúvida, pois sinceridade nem sempre tem que ver com conhecimento doutrinário/científico. Mas também creio que somos responsáveis pelo conhecimento que está à nossa disposição e que conscientemente negligenciamos conhecer. Se Deus existe e eu o nego, posso estar descartando a maior revelação do universo e que vai determinar minha vida eterna. Isso é muito sério para ser tratado com desprezo. Se a Bíblia é de fato a palavra desse Deus e eu a descarto por puro preconceito, sem estudá-la, dando-lhe o “benefício da dúvida”, minha perda pode ser igualmente eterna e de consequências drásticas. Se a pessoa é realmente sincera, vai procurar conhecer o que está por trás das discussões e finalmente encontrará a verdade. Assim creio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Stephen Hawking, uma das grandes mentes da atualidade, disse certa vez: “Há uma diferença fundamental na religião, que se baseia na autoridade, e na ciência, que se baseia na observação e na razão.” Essa afirmação é verdadeira? Por quê? Podemos basear a religião na razão também?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A própria afirmação de Hawking contradiz o que ele afirma. Devo aceitar a opinião dele só por que vem da &lt;i&gt;autoridade &lt;/i&gt;dele? Na ciência também há muito de autoridade e metafísica; nem tudo é só “observação e razão”. Tente criticar Darwin ou o darwinismo em público e você verá como isso é verdade. Creio que tanto na ciência quanto na religião as pessoas deveriam buscar a verdade por si mesmas, aliando fé e razão. A verdadeira religião é experimental (relação com Deus) e racional (a apologética que o diga).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Stephen Hawking passou por experiências ruins que o levaram ao ateísmo. Uma delas foi que em sua infância, ao questionar uma autoridade religiosa local sobre a certeza de um Criador, foi duramente repreendido. Outro grande pensador, Darwin, parece ter criado a teoria da evolução a partir de uma “rixa” que teve com Deus. Você acha que o ateísmo deriva de observações concretas ou da raiva que eles têm de Deus?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ateísmo pode ter muitas razões. Pode ser a influência de família ou mesmo a transferência para Deus de mágoas de infância contra o pai, como bem explica o livro &lt;i&gt;Deus em Questão&lt;/i&gt;, de Armand Nicholi Jr. Outro que teve experiências ruins na infância foi Richard Dawkins. Ele admite que sofreu abuso num colégio religioso na Inglaterra. Com certeza, isso fez com que ele desenvolvesse resistência à religião e a Deus. Hoje Dawkins procura argumentos racionais para manter uma posição que, em seu cerne, é emocional. O autor de &lt;i&gt;O Código Da Vinci&lt;/i&gt;, &lt;a href="http://criacionista.blogspot.com/2009/10/como-dan-brown-perdeu-fe.html" target="_blank"&gt;Dan Brown&lt;/a&gt;, também se decepcionou na infância com religiosos. De ateu acabou se tornando esotérico. E Darwin, quanto se saiba, nunca foi ateu. Foi agnóstico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Gostaria de mandar um recado aos amigos ou adversários evolucionistas e/ou ateus?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Analisai tudo, retende o que é bom” (1 Tessalonicenses 5:21).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que você diria para um futuro jornalista?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procure obter uma formação eclética, lendo tudo o que puder de várias áreas do conhecimento. Mantenha a mente aberta, mas sem abrir mão de seus valores pessoais. Desenvolva seu senso ético e seja sempre honesto consigo mesmo e com a verdade dos fatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(&lt;a href="http://poquepena.blogspot.com/2010/11/entrevista-michelson-borges.html" target="_blank"&gt;Um Docinho em Forma de Ogro&lt;/a&gt;)&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19768511-5992029543687457715?l=www.entrevistas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/5992029543687457715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/5992029543687457715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.entrevistas.criacionismo.com.br/2010/11/jornalismo-teologia-e-ciencia.html' title='Jornalismo, teologia e ciência'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TNyPqxj-EPI/AAAAAAAAMos/_MWsiSpxvWI/s72-c/michelson+borges.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19768511.post-5491277408529326746</id><published>2010-10-30T18:06:00.000-07:00</published><updated>2010-11-02T06:16:32.347-07:00</updated><title type='text'>Trabalho com arte</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TNAPGQshWBI/AAAAAAAAMk0/OdaStz9Gzrw/s1600/andrei.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" nx="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TNAPGQshWBI/AAAAAAAAMk0/OdaStz9Gzrw/s200/andrei.jpg" width="183" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O talentoso desenhista Andrei Gonçalves Vieira nasceu em São Paulo, em 29 de março de 1974. Casado há sete anos com a dentista Evelin Manfrim de Oliveira Vieira, ele é formado em Publicidade e Marketing pela ESPM. Trabalha como ilustrador para a Casa Publicadora Brasileira desde 1988, intermitentemente, e desde 1992, continuamente. Em 1993, participou na criação da Gi e do Mindinho, personagens da revista &lt;i&gt;Nosso Amiguinho&lt;/i&gt;. Com a revista, de forma regular, trabalha desde 1994. Após a reformulação da revista, em 2000, ficou ainda mais envolvido com ela. Nas (poucas) horas vagas, Andrei gosta de cultivar plantas curiosas, aprender línguas, ouvir música clássica e ler. Além de livros religiosos, entre seus livros preferidos estão biografias, livros sobre história e relatos de aventuras com reflexões. Ele também gosta muito de viajar para lugares culturalmente diferentes e/ou de natureza exuberante. Entre seus trabalhos publicados, está o livro infantil &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.cpb.com.br/produto-428-se+deus+fez...+se+deus+nao+fez....html" target="_blank"&gt;Se Deus Fez, Se Deus Não Fez&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, de autoria do jornalista Michelson Borges, para quem Andrei concedeu esta entrevista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Desde quando você teve o interesse despertado para o desenho? Como foi isso?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado relembrar agora, mas após tantos anos, acho que o meu interesse pelo desenho se manifestou quando, na minha infância, minha mãe estudava comigo a Lição da Escola Sabatina. Não sei como é agora, mas antigamente o texto vinha com alguns desenhos para a criança pintar, na lateral da página, ou com espaços para ela desenhar. Minha mãe, que gostava muito de me ensinar as histórias da Bíblia, gostava também de desenhar. As duas coisas se uniam nessa atividade. Minha mãe desenhava bonito. Eu queria fazer igual. Gostava muito. Tanto que até hoje estou comprometido em trabalhar para Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quem foram e são suas referências?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TMy-5xA4KPI/AAAAAAAAMjg/CLyYTdxcIE4/s1600/capa+na0208.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" nx="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TMy-5xA4KPI/AAAAAAAAMjg/CLyYTdxcIE4/s200/capa+na0208.jpg" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O Heber Pintos foi, sem dúvida, meu mestre. O João Luís, que tão generosamente dedicou tempo e reservou um espaço em sua sala, ao seu lado, para que eu aprendesse com ele quando era garoto, também foi fundamental. Os originais a guache das capas da revista &lt;i&gt;Nosso Amiguinho &lt;/i&gt;da década de 80, feitas pelo Osney, também me causam assombro ainda hoje. Fora eles, sempre me maravilhei com o trabalho do Harry Anderson. Há alguma coisa de solene e significativo em seus retratos de Jesus. Seria um sonho realizado ver um quadro original dele na minha frente. Ele era a referência do Heber. Herdei isso dele também. Gosto também da técnica e da inteligência de artistas como Norman Rockwell, Peter de Sève, Carter Goodrich e outros mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Se a pessoa tem aptidão para a arte, o que ela deve fazer para desenvolver o talento? O que você fez?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tive a sorte de conviver desde novo com pessoas extremamente talentosas e que me concederam generosamente parte de seu tempo. Creio que precisamos colocar alvos elevados e persegui-los com disciplina. E precisamos manter sempre viva nossa capacidade de admirar o que é belo, o que é inteligente, o que é atemporal. Se mirar num alvo baixo, você vai acertar mais embaixo ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma sugestão para quem quer aprender a desenhar de verdade é sair por aí com um caderno e material de desenho portátil desenhando o que lhe interessar. Principalmente pessoas nas ruas, praças, metrô, etc.; em diversas posições, e respeitando as proporções. Essa é uma fonte de conhecimento inestimável que você nunca vai esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa: ler muito e ter fome de conhecimento também é fundamental. Não só assuntos relacionados com a arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Que tipo de coisas e temas você mais gosta de desenhar? Por quê?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre gostei de fazer &lt;i&gt;cartoon&lt;/i&gt;. Ilustração infantil. Me sinto mais livre para transmitir minha criatividade. Gosto de desenhar animais, também. Eles são fascinantes. Também gosto daquelas ilustrações conceituais corporativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Qual o trabalho que mais lhe deu prazer ilustrar?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ilustrações para a saudosa revista &lt;i&gt;Sinais dos Tempos &lt;/i&gt;e para a parte interna da Lição da Escola Sabatina dos Adultos. Gosto de participar com alguma coisa que faça o leitor pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TMy_QEuXFVI/AAAAAAAAMjk/65mTWcQVpTI/s1600/Conceituais+1+Sinasi+dos+Tempos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" nx="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TMy_QEuXFVI/AAAAAAAAMjk/65mTWcQVpTI/s400/Conceituais+1+Sinasi+dos+Tempos.jpg" width="337" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O uso do computador pode limitar a criatividade? Como usar essa ferramenta de modo equilibrado?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O computador pode ser uma tentação para nos contentarmos com o caminho mais fácil usando “efeitos” prontos. Quem cai nessa armadilha acaba perdendo a personalidade do seu trabalho e não se arrisca a ser mais criativo. Conheço artistas que migraram da antiga técnica de trabalho analógico para o digital mantendo o mesmo estilo e até o aperfeiçoando, encontrando novas e melhores maneiras de se expressar, com um ganho enorme em economia de material e tempo. O segredo é não permitir que seu trabalho fique com “cara de computador”, e tirar proveito do “control+z” para ousar cada vez mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Que tipo de cultura um bom desenhista deve ter?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TMy_hbooYmI/AAAAAAAAMjo/OmKIhDE4DTE/s1600/Capa+Milagres+de+Cristo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" nx="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TMy_hbooYmI/AAAAAAAAMjo/OmKIhDE4DTE/s200/Capa+Milagres+de+Cristo.jpg" width="149" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A mais ampla possível. Isso transparece demais no trabalho. Todas as áreas do conhecimento podem contribuir. Desde a física das cores até o conhecimento da maneira como as pessoas se vestiam em determinada época. Passando até pela matemática. Existem, por exemplo, proporções matemáticas na natureza que, se reproduzidas na arte, a tornam bela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou dizendo que o ilustrador precisa ser uma enciclopédia, mas precisa ao menos saber que essas coisas existem e ter curiosidade para aprender. Definitivamente, um ilustrador, no mais completo sentido da palavra, faz parte daqueles que amam aprender coisas novas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Voltando a falar em referências, muitos desenhistas acabam lendo e pesquisando fontes duvidosas com o objetivo de “aprimorar a técnica”. Você vê algum perigo nisso? Qual o ponto de equilíbrio nessa questão?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é perigoso, sim. Acaba sendo apenas uma desculpa para dar rédeas soltas à curiosidade imprópria. Pelo contemplar somos transformados. Esse princípio se aplica muito bem ao artista. Se escolhemos contemplar o que não convém, sem dúvida nosso trabalho refletirá isso, porque nossa mente é uma “esponja”. O artista cristão consciente vai se preocupar com que mensagem seu trabalho está transmitindo e, portanto, cuidará da qualidade das suas fontes de inspiração. Alguém que se rende a Deus e permite que Jesus viva nele não ficará desamparado na hora de saber que material usar para sua inspiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TMzCfEYrz2I/AAAAAAAAMj8/6QORhpPFsrc/s1600/capa+na1207.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" nx="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TMzCfEYrz2I/AAAAAAAAMj8/6QORhpPFsrc/s200/capa+na1207.jpg" width="149" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Como a arte pode contribuir para a edificação do caráter e a pregação do evangelho?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ilustração pode transmitir uma mensagem profundamente espiritual de forma instantânea, à primeira vista, e continuar enriquecendo a mensagem à medida que o observador for analisando o cenário, os personagens figurantes, a narrativa de fundo, etc. É um meio poderoso de comunicar. Especialmente para crianças. Mas para adultos também. Gosto muito do quadro de um artista dinamarquês chamado Carl Bloch em que Jesus está mostrando uma criança ao Seu lado. Aquilo pra mim é um sermão sem palavras. A expressão facial fala muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para que você comunique a mensagem do evangelho fielmente, não há outra maneira de ter sucesso a não ser que Cristo esteja vivendo em você. Buscar ter a mente de Cristo. Isso não é só verdade para o pregador do evangelho, mas para todos os artistas em todas as artes. Que Ele apareça. Não a arte e nem o artista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Na Bíblia, especialmente na construção do santuário, vemos que Deus deu orientações claras quanto às pessoas que deveriam trabalhar com a “arte”. Você acha que Deus ainda requer esse cuidado dos artistas de hoje?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa pergunta, Michelson. Sim, sem dúvida. A Bíblia fala que Deus encheu o artista de sabedoria para fazer toda sorte de trabalhos artísticos. Acho que isso nos dá a lição de que tudo o que aprendemos a fazer é um dom de Deus. Isso nos mantêm humildes e devedores dEle. Uma atitude de gratidão nos colocará em posição de receber cada vez mais sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TMy_w-EkDWI/AAAAAAAAMjs/3Ozkapd-LuQ/s1600/8+-+Fidelidade+b.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="155" nx="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TMy_w-EkDWI/AAAAAAAAMjs/3Ozkapd-LuQ/s400/8+-+Fidelidade+b.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Qual o “caminho das pedras” para quem deseja empregar seu talento artístico na obra de Deus?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encha-se do conhecimento de Deus. Beba da fonte que é a Palavra dEle. Tanto na Bíblia como no Espírito de Profecia, encontramos abundantes retratos do amor de Deus por nós. E deixe esse conhecimento fluir em sua obra, com a ajuda do Espírito Santo. A técnica, embora fundamental, é só um meio de transmitir a mensagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Você enfrentou um sério problema de saúde recentemente. Isso o fez ver de modo diferente seu trabalho e sua vida? O que mudou?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Embora o problema tenha sido superado, ainda estou aprendendo com isso. Posso dizer que tirou meu foco de muitas coisas que hoje classifico como vaidades. Cuido mais da minha saúde, com exercícios e alimentação saudável. Também estou mais temperante com o que permito passar pela minha cabeça. Como isso faz diferença!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TMzAkjIlSUI/AAAAAAAAMj4/_mq-hHgfiPw/s1600/Rahabs+Promise+12-13.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="306" nx="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TMzAkjIlSUI/AAAAAAAAMj4/_mq-hHgfiPw/s400/Rahabs+Promise+12-13.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19768511-5491277408529326746?l=www.entrevistas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/5491277408529326746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/5491277408529326746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.entrevistas.criacionismo.com.br/2010/10/trabalho-com-arte.html' title='Trabalho com arte'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TNAPGQshWBI/AAAAAAAAMk0/OdaStz9Gzrw/s72-c/andrei.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19768511.post-7030703442920240474</id><published>2010-10-03T08:29:00.000-07:00</published><updated>2010-12-07T19:09:44.542-08:00</updated><title type='text'>Darwinismo com humor</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TP727-c_R6I/AAAAAAAAMx8/MzHWoJXM7Pw/s1600/iba.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" ox="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TP727-c_R6I/AAAAAAAAMx8/MzHWoJXM7Pw/s200/iba.jpg" width="184" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Iba Mendes é criador e mantenedor do blog Humor Darwinista (www.humordarwinista.blogspot.com). Formado pela USP e sem filiação religiosa, ele simplesmente se define “como alguém que evita se contaminar por ideologias coletivistas, seja qual for sua esfera”. Nesta entrevista, concedida ao jornalista Michelson Borges, Iba fala sobre seu blog e manifesta sua opinião sobre o darwinismo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Há quanto tempo existe o Humor Darwinista e por que resolveu criá-lo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente, desejo deixar claro que não partilho dos ideais criacionistas, e que meu antagonismo à ideologia darwinista não está fundamentado em qualquer que seja a crença religiosa ou livro considerado sagrado. Não obstante isso, porém, acredito que é perfeitamente possível e necessário manter sempre uma atitude de diálogo com ambos os pontos de vista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, quanto à pergunta, a ideia de um blog direcionado à questão surgiu em meados do ano passado, como reação à impostura e o deslumbramento dos devotos de Darwin em se fazerem os únicos donos da verdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;De onde vem esse seu interesse pela controvérsia relacionada com o darwinismo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde meus tempos de faculdade, sempre fui acompanhado pelo desconforto da imposição quase que compulsória da Teoria da Evolução como um fato consumado. Se por um lado muitos religiosos se opõem a Darwin por puro medo de estar desagradando a seu deus, por outro, muitos intelectuais se agarram aos ditames darwinistas apenas por receio de ser rotulados como contrários à razão. Tenho séria dificuldade em seguir pelos atalhos ideológicos que se impõem como “politicamente corretos”, como é o caso do darwinismo, que nasceu no seio do liberalismo econômico e na linhagem do empiricismo britânico, e que hoje é ensinado como um paradigma, apesar de sua ineficácia em fundamentar suas teses pelo próprio empirismo. O darwinismo subsiste, não por seus méritos científicos, mas pelo seu compromisso com uma ideologia que jamais poderá ser testada em tubos de ensaio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Em sua opinião, a imprensa, de modo geral, tem contribuído para uma saudável discussão do assunto?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comprometimento da imprensa para com Darwin é simplesmente escandaloso. Lamentavelmente, a liberdade de opinião, neste âmbito específico, simplesmente não existe. O problema é que historicamente o darwinismo fez-se passar de tal maneira como “ciência” que qualquer outra explicação logo passa a ser etiquetada como anticientífica e, portanto, contrária à razão. O jornalista se vê, assim, quase que na “obrigação” de louvaminhar servilmente o naturalista inglês. E o mais grave é que justificam toda essa bajulação pelo viés da ciência, quando, na verdade, o fazem por mera necessidade ideológica ou por acreditar que estão disseminando a verdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Acha que é por isso que está havendo uma proliferação de blogs (“imprensa alternativa”) que se propõem discutir a validade do darwinismo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De certa forma, sim. O &lt;a href="http://www.pos-darwinista.blogspot.com/" target="_blank"&gt;blog do Enézio de Almeida&lt;/a&gt; é um ótimo exemplo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Qual a sua intenção ao usar o humor como crítica? Não acha que isso pode atrapalhar a discussão? Como vê o papel do humor, nesse caso?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto em relação à Etimologia quanto no que diz respeito à História, o vocábulo “humor” sempre esteve associado de algum modo às ciências (fisiologia, anatomia e história natural, por exemplo). Vem do latim &lt;i&gt;humor&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;humoris&lt;/i&gt;, que significa “líquido”, “umidade”, especialmente no que concerne à água e à terra (&lt;i&gt;humus&lt;/i&gt;). A antiga medicina romana traduziu esta palavra grega por &lt;i&gt;umores &lt;/i&gt;ou &lt;i&gt;humores&lt;/i&gt;: sangue (ar), bílis amarela (fogo), bílis negra (terra) e fleuma (água). O prestigiado médico romano Galeno, nascido em Pérgamo, acrescentou um quinto “humor”, que era representado pelo &lt;i&gt;spiritus &lt;/i&gt;(sopro), e que foi chamado de &lt;i&gt;pneuma&lt;/i&gt;. Na Idade Média (e em boa parte da Idade Moderna), a medicina se baseou igualmente nesses princípios dos quatro humores (ou líquidos). Assim, embora tal termo esteja sempre ligado à disposição de espírito, no blog ele assume também, digamos, esse sentido linguisticamente não-convencional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ademais, historicamente não é possível dissociar o bom ou o mau humor dos debates que se travaram em torno da Teoria da Evolução. Não há melhor exemplo do que o célebre e controvertido caso envolvendo Thomas Huxley e o bispo Samuel Wilberforce. No meu blog, portanto, o “humor” serve apenas como “pano de fundo” para uma crítica que vai muito além da sátira e da mera galhofa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Muito do que você publica provém de fontes darwinistas, o que pressupõe que você lê muito material produzido por darwinistas. Acha que o mesmo ocorre com eles? Será que os darwinistas leem bons livros de criacionistas ou de teóricos do design inteligente?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente leio muito, mas muito mesmo. Nessa área específica, raramente leio um livro que não seja de autores darwinistas. Darwin, Huxley, Dawkins, Gould, Bizzo, Leakey são alguns exemplos. Quanto ao tipo de leitura dos darwinistas, a conclusão a que cheguei é que são poucos aqueles que leram, por exemplo, o livro &lt;i&gt;A Origem das Espécies&lt;/i&gt;, de Darwin. A nova geração darwinista parece optar mais pelo conteúdo divulgado na web, daí a constante menção à Wikipédia como referência em debates na internet relacionados ao assunto, o que é lamentável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Em sua opinião, quais são as maiores fragilidades do darwinismo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por especularem com uma variedade enorme de enunciados, os darwinistas sequer conseguem organizar uma confrontação verdadeiramente definitiva com os diversos “dados” em questão (“dados” decorrentes da classificação, da paleontologia, da anatomia comparada, da genética, da embriologia, da biogeografia, etc.), daí o epistemólogo Karl Popper ter contestado que essa teoria seja experimentalmente “refutável”. Portanto, penso que a grande dificuldade do darwinismo diz respeito a sua incapacidade em se fazer funcionar experimentalmente. Não que eu entenda ciência apenas como retortas e tubos de ensaio; mas, já que ostentam essa obstinada presunção, cabe a eles provar que a Teoria da Evolução vai muito além de moscas-das-frutas, cascos de cavalos, mariposas, bactérias e tentilhões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que poderia ser feito para melhorar a relação e o diálogo entre darwinistas e proponentes do design inteligente ou mesmo criacionistas?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que tudo gira em torno das aspirações ideológicas de cada uma dessas vertentes. Há muitos interesses envolvidos na questão, o que por enquanto torna esse diálogo, penso eu, numa jibóica utopia. A maior dificuldade parece residir na questão das origens. Ness aspecto, “deus” (espiritualismo) e o “acaso” (materialismo) sintetizam toda a celeuma. Segundo Rémy Chauvin, o que é preciso fazer é estudar, procurar compreender e abandonar o orgulho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Você mantém contato com darwinistas? O que tem aprendido dessas discussões?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O suficiente para concluir que estou lidando com ardorosos defensores de uma religião às avessas. Os neodarwinistas, com as boas exceções, é claro, comportam-se como aquele crente que não arreda uma só vírgula “daquilo que seu mestre falou”. Para muitos deles, é mais fácil sobreviver sem oxigênio do que viver sem Darwin. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como você define sua posição em relação ao assunto das origens?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Defino-me como “tedeísta” (de Tedeísmo), que é um neologismo criado a partir da sigla TDI (Teoria do Desenho Inteligente), que pode ser sintetizado no seguinte postulado: a vida na Terra, em seu nível mais fundamental, em seus componentes mais importantes, é produto de atividade inteligente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19768511-7030703442920240474?l=www.entrevistas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/7030703442920240474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/7030703442920240474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.entrevistas.criacionismo.com.br/2010/10/darwinismo-com-humor.html' title='Darwinismo com humor'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TP727-c_R6I/AAAAAAAAMx8/MzHWoJXM7Pw/s72-c/iba.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19768511.post-5918195481179872844</id><published>2010-08-18T16:42:00.000-07:00</published><updated>2010-08-18T16:48:18.562-07:00</updated><title type='text'>Ele buscou a carreira e encontrou muito mais</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TGxxOm3FoxI/AAAAAAAAML8/Z6KvmReAVB8/s1600/kiama.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 139px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TGxxOm3FoxI/AAAAAAAAML8/Z6KvmReAVB8/s200/kiama.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5506900940130984722" /&gt;&lt;/a&gt;Emanuel Lusevikueno Pedro Dundão tem 23 anos, nasceu em Angola, na província de Luanda, e adotou o pseudônimo Kiama. Estudou Filosofia no Seminário Maior de Cristo Rei – Huambo, mas não teve o privilégio de terminar o curso por “questões vocacionais”. É graduando em Direito e Administração de Empresas no Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp, campus Engenheiro Coelho) e membro da Academia Nogueirense de Letras (ANL). Kiama tem participações em várias antologias poéticas pela Editora In House: &lt;em&gt;Um Mundo Melhor &lt;/em&gt;(2008), &lt;em&gt;As Nossas Mulheres 3&lt;/em&gt; (2009), &lt;em&gt;Para a Minha Mãe 2&lt;/em&gt; (2009) e &lt;em&gt;Introspecção &lt;/em&gt;(2010). Trabalhou como auxiliar administrativo na Brigada Especial de Limpeza da Casa Militar de Angola (2006). Desempenhando serviço voluntário, foi secretário executivo (2008/2009) e tesoureiro da Associação IDS-Estudantes, Projeto de Formação de Quadros Angolanos. Nesta entrevista concedida ao jornalista Michelson Borges, Kiama, que lança seu primeiro livro (&lt;em&gt;Ecos d’Angola&lt;/em&gt;) na 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, fala um pouco de sua experiência no Brasil:  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fale sobre como surgiu a oportunidade de estudar no Unasp.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui seminarista da Congregação do Espírito Santo (CSSP) durante seis anos. No fim de 2005, solicitei ao reitor do Seminário que me concedesse um tempo para refletir sobre minha real vocação, solicitação essa que foi atendida. Nesse período, abandonei a província do Huambo e parti para Luanda, capital de Angola, onde comecei a trabalhar e a estudar Direito na Universidade Católica de Angola (UCAN), de modo a não ficar na ociosidade. Posso dizer que a minha vocação sempre foi alternativa, quer dizer, ser sacerdote ou homem da Lei, formado no exterior do país. Aproveitando o momento de reflexão, fiz solicitação de bolsa de estudo a várias instituições angolanas e, dessa forma, fui contemplado com uma bolsa de estudo no Unasp, por meio da Fundação Eduardo dos Santos (FESA), que muito tem contribuído para a formação intelectual e cultural de jovens angolanos. Portanto, é dessa forma que tive  a oportunidade de vir estudar no Unasp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você já conhecia o Brasil? O que está achando da experiência de morar aqui?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conhecia o Brasil até julho de 2006, período em que vinha fazer o vestibular do Unasp para cursar Direito. Morar no Brasil, posso assim dizer, está sendo uma experiência ímpar, pois, apesar de haver algumas coisas em comum com meu país, ainda há aspectos que só são do Brasil e isso, necessariamente, vai me conceder uma forma distinta de enxergar o mundo que não sei se a assimilaria caso não vivesse aqui por algum tempo. Gosto muito do Brasil, que é um país aberto para diálogos e inovações, e do seu povo, que, por sinal, é muito amigo e acolhedor.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que achava da Igreja Adventista antes de estudar no Unasp? Essa concepção mudou?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil dizer assertivamente o que eu achava sobre a Igreja Adventista como instituição, antes de estudar no Unasp, porque nunca havia tido contato com essa denominação religiosa. Porém, permita-me dizer que tive dois colegas adventistas, os quais, de alguma forma, faziam-me tirar ilações sobre a Igreja Adventista. Um deles só dizia que não se deve fazer avaliação alguma no dia de sábado e o outro, igualmente, alegava que não podia comer carne suína. Nenhum dos dois dava explicações convincentes e plausíveis sobre os reais motivos de tais posturas. Assim, parecia que pertenciam mais a uma denominação de proibições do que de princípios. Entendo ser fundamental, aqui, saber a distinção entre proibição (posturas negativas que são adotadas, independentemente de serem benéficas ou maléficas ao homem, de forma particular, e à sociedade, de forma geral) e princípios (estilo de vida que deve ser estudado, vivido e propagado, pelo que faz bem ao homem, de forma particular, e à sociedade, de forma geral).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando ao Unasp e estudando um pouco mais a Bíblia,  as crenças e convicções adventistas – as quais, por sinal, são bíblicas –, passei a entender melhor a Igreja Adventista. Vejo, portanto, que se trata de uma denominação que apregoa a mensagem bíblica, saudável e alegre, razão por que não deve ser propagada em forma de proibições, mas sim em forma de princípios.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você diz que agora vive de acordo com os princípios adventistas. O que motivou essa decisão?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde menino, meus pais me ensinaram a obedecer rigidamente às suas regras que me davam prazer cumprir, pois entendia que eles só queriam o meu bem e eu acreditava que, obedecendo-as, seria benéfico para mim, já que todos os pais almejam o bem para os filhos. Do que estudei e tenho estudado sobre a Igreja Adventista, tenho tido a convicção de que sua teologia é muito lógica e racional. Demonstra que Deus nos ama e que todos os princípios que estipula para os seguirmos têm como fim nosso próprio bem, melhorando, assim, nosso relacionamento com Ele. Por isso, entendo serem tais princípios verdadeiros ou estarem muito próximos da verdade. Sendo assim, não seria ético nem cristão ter algo como verdadeiro e não vivê-lo ou, ao menos, esforçar-se para segui-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondendo sua pergunta, pode-se mesmo construir o seguinte raciocínio: todo aquele que deseja ter bom relacionamento com Deus deve obedecer aos princípios bíblicos. Ora, os princípios da Igreja Adventista são bíblicos. Então, todo aquele que deseja ter bom relacionamento com Deus pode (ou deve) viver como adventista. É isso que me motivou a tomar essa decisão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como ex-seminarista, quais são as indagações histórico-bíblicas que você entende que todo seminarista deveria fazer?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há várias indagações histórico-bíblicas que considero interessantes e que, penso, devem ser estudadas, não só por seminaristas, mas também por todo cristão que almeja entender um pouco mais sobre os desígnios de Deus. Entretanto, em termos de prioridade, penso que se deva indagar o seguinte: (1) O dilúvio realmente ocorreu? Se não, o que nos mostra a Geologia sobre a provável existência de tal acontecimento? (2) Quais são as razões históricas e implicações proféticas do fato de algumas Bíblias terem mais livros do que em outras? (3) Quais são as razões históricas e implicações proféticas da mudança de adoração a Deus do sábado para o domingo? (4) Os Dez Mandamentos foram abolidos? Se sim, quantos tipos de leis se aborda na Bíblia e quais leis foram abolidas? (5) Como entender melhor a Lei e a Graça? Uma substituiu a outra? (6) Aonde o ser humano vai após a morte e qual é o embasamento bíblico para tal resposta? (7) Haverá sinais que antecederão o Segundo Advento de Cristo? Se sim, quais são esses sinais? (8) O que as profecias de Daniel e Apocalipse nos revelam sobre isso? Entendo serem temas que merecem muito estudo e, inclusive, estudo comparado para se formar raciocínio correto e coeso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quais os seus planos para depois da formatura?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como o general romano Júlio Cesar, discursando sobre uma de suas grandes vitórias, pretendo, primeiro, retornar a Angola e dizer: “Vim, vi, venci” (&lt;em&gt;Veni, vidi, vici&lt;/em&gt;). Será uma forma de demonstrar que cumpri as ordens da instituição que me concedeu a bolsa de estudo. Seguidamente, vou agradecer aos meus familiares e a todos os que me apoiaram direta ou indiretamente para que conquistasse a graduação e, depois, vou me doar para participar da reconstrução do país que viveu um período de vinte e sete anos de guerra civil. Entretanto, se houver a possibilidade de fazer alguma pós-graduação, não declinarei a oportunidade, já que a assimilação de saber é uma mais-valia para a edificação de coisas nobres. E como fazer parte da edificação de uma nova Angola é coisa nobre, quero aproveitar a eventual oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você vai lançar um livro na Bienal do Livro deste ano (2010). De que trata a obra?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro que lançarei na 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no dia 22 de agosto, às 13h, intitula-se &lt;em&gt;Ecos d'Angola&lt;/em&gt;. Trata-se de uma compilação de 63 poesias, as quais aparecem subdividas em sete capítulos ou temas. Em poucas palavras, &lt;em&gt;Ecos d’Angola &lt;/em&gt;é uma obra de poesia que traz à tona alguns marcos significativos de Angola do passado, de Angola do presente e da nova Angola que já começou a ser reerguida: uma Angola de paz, de solidariedade e de unidade nacional. É por isso que decidi doar 50% do lucro dessa obra a um orfanato de crianças angolanas, pois também acredito em uma nova Angola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vê-se na capa do livro a bandeira de Angola e do Brasil, e na orelha da contracapa uma mulher vestida com traje típico angolano, mas com óculos modernos. O que isso quer dizer?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, na capa do &lt;em&gt;Ecos d’Angola &lt;/em&gt;vê-se ambas as bandeiras. É uma tentativa de demonstrar todo o amor e carinho que eu, em particular, e Angola, em geral, nutrimos pelo Brasil. Este país é um grande amigo e irmão de Angola, irmandade essa que não se esgota simplesmente pelo fato de terem a mesma língua oficial: a língua portuguesa. Mas também porque o Brasil foi o primeiro país do mundo a reconhecer a emancipação política de Angola. Esse gesto tem grande significado para um país que foi vítima de muitos anos de colonização. Ainda para solidificar essa amizade entre os dois países, pode-se falar que tem havido muito acordo e intercâmbio nas áreas da economia, saúde, cultura e educação. E se não houvesse intercâmbio na área da educação, talvez eu não estivesse hoje aqui me preparando para lançar o &lt;em&gt;Ecos d’Angola&lt;/em&gt;. Portanto, penso que funciona como um imperativo ético demonstrar essa gratidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à ilustração da mulher, na orelha da contracapa, vestida de bessangana, traje típico das mamãs de Luanda, e com óculos modernos, é para demonstrar que, com o fenômeno da globalização, a cultura de Angola, como de vários países, tem perdido paulatinamente sua originalidade. É por isso que &lt;em&gt;Ecos d’Angola &lt;/em&gt;apela aos angolanos, num linguajar poético, a não se deixarem embriagar pela aculturação por destruição, de modo a perderem suas raízes, mas sim pela aculturação por reintegração, sem ferir os hábitos e costumes da angolanidade.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por que decidiu destinar parte do lucro das vendas do livro para ajudar crianças órfãs?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Angola é um país que conquistou sua emancipação política em 11 de novembro de 1975, após prolongado período de colonização portuguesa. Depois da independência, o país foi vítima de um conflito armado que durou 27 anos, tendo seu fim em 2002, com a assinatura do Acordo de Lwena, município da província do Moxico, cuja ratificação se deu em 4 de abril de 2002, em Luanda, capital do país. Como consequência da prolongada guerra civil, quase toda a estrutura do país ficou deteriorada. Agora, com a chegada da paz, penso que, além de se olhar em todo país, é necessário olhar de forma especial para as crianças, como está fazendo o governo, mormente aquelas que não têm mais pai ou mãe, entes nos quais deveriam se espelhar para ter um futuro promissor.        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendo funcionar como um imperativo categórico minha participação na reconstrução da nossa nobre Nação. Embora eu ainda não esteja formado, vejo que nada me impede de já participar dessa reconstrução por meio dos lucros da arte da poesia. Portanto, vou contribuir doando 50% dos lucros do &lt;em&gt;Ecos d‘Angola &lt;/em&gt;àquelas crianças que, potencialmente, têm mais necessidades, pois, assim, do ponto de vista jurídico, estarei exercendo a cidadania, e do ponto de vista ético-cristão, estarei exercendo a solidariedade para com as crianças, já que Cristo diz, em Mateus 25:45, que quando deixamos de prestá-la a uma criança, a Ele deixamos de fazê-lo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você já escolheu a instituição que será beneficiada? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou a Angola há quatro anos. Muita coisa mudou e já não tenho uma noção acurada de como as coisas funcionam. Entretanto, com o intuito de ter dados da instituição que receberá a doação, enviei uma carta ao Instituto Nacional da Criança (INAC) de Angola, com a finalidade de descobrir qual o orfanato mais carente e que tem recebido menos doações. Outra informação que solicitei na carta é que o orfanato tenha certificação de Utilidade Pública, de tal forma que a doação seja isenta de tributos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De que forma será feita a doação?&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A princípio, quando terminei o projeto do &lt;em&gt;Ecos d’Angola&lt;/em&gt;, isso em 2008, pensei em fazer uma doação em valor. Seria muito mais fácil e tudo estaria resolvido em pouco tempo, penso. Mas, posteriormente, no fim de um dos encontros do Programa Palavra Aberta, do Unasp, conversei com o músico Filipe Tonasso e falamos sobre os dons. Ele me convidou a fazer poesias para o blog do projeto Geração 148, que seria colocado no ar brevemente, e, em seguida, continuamos a falar da importância da utilização dos dons para propagar a Palavra de Deus. A partir daí, veio-me a ideia de fazer a doação para as crianças da Angola não em dinheiro, mas sim em bens de primeira necessidade: brinquedos e uma Bíblia infantil para cada criança, para fazer com que elas conheçam Jesus e a religião dos princípios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19768511-5918195481179872844?l=www.entrevistas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/5918195481179872844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/5918195481179872844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.entrevistas.criacionismo.com.br/2010/08/ele-buscou-carreira-e-encontrou-muito.html' title='Ele buscou a carreira e encontrou muito mais'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TGxxOm3FoxI/AAAAAAAAML8/Z6KvmReAVB8/s72-c/kiama.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19768511.post-74036583792090782</id><published>2010-05-12T09:34:00.000-07:00</published><updated>2010-05-12T09:44:32.503-07:00</updated><title type='text'>A precisão das profecias bíblicas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/S-ra47Bg35I/AAAAAAAALcg/W7rkb8PDugw/s1600/rosangela.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 168px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/S-ra47Bg35I/AAAAAAAALcg/W7rkb8PDugw/s200/rosangela.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5470425368846458770" /&gt;&lt;/a&gt;Rosangela Lira nasceu no dia 23 de dezembro de 1958, em São Paulo. Formou-se no curso de Teologia no antigo Instituto Adventista de Ensino (IAE, hoje Unasp), em 1981. Após a formatura, trabalhou três anos no Centro de Pesquisas Ellen G. White. Em seguida, trabalhou três anos na sede sul-americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia, em Brasília. Desde 1996, tem-se dedicado à tradução da Lição da Escola Sabatina dos Jovens. Sua primeira tradução para a Casa Publicadora Brasileira foi a do livro &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Projeto Sunlight&lt;/span&gt;, e sua mais recente tradução foi a de uma obra de Marvin Moore, sobre as profecias de Apocalipse 13, a ser lançada em breve. Casada com o pastor Elizeu Lira, Rosangela tem um filho de 20 anos chamado Everton. Nesta entrevista, concedida a Michelson Borges, ela fala de uma de suas paixões: as profecias de Daniel:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Por que as profecias de Daniel e, especificamente, as de Daniel 8:14 e 9:24-27 são importantes para os adventistas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque essas profecias tiveram papel importante, não só no movimento milerita da década de 1840, como no surgimento da Igreja Adventista. Elas formam a base da doutrina distintiva da igreja sobre a purificação do santuário celestial.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Você ajudou na preparação do manuscrito do livro &lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/document/JrAqtuae/Cronological_Studies_Daniel_9.html "target="_blank"&gt;Chronological Studies Related to Daniel 8:14 and 9:24-27&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;, de Juarez Rodrigues de Oliveira, publicado em inglês pelo Unasp. Fale resumidamente sobre o conteúdo desse estudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo de Juarez parte do pressuposto de que Daniel 8 e Daniel 9 estão correlacionados e que as profecias de ambos os capítulos se iniciam no mesmo ponto – assunto esse já exaustivamente abordado por vários autores no passado. A partir daí, ele prossegue, demonstrando que as datas tradicionalmente sustentadas pela Igreja Adventista como sendo o cumprimento de Daniel 8:14 e 9:24-27 (457 a.C., 31 d.C., 1844 d.C.) têm apoio bíblico, cronológico e astronômico. Ao mesmo tempo, o estudo visa a chamar a atenção para algumas declarações inconsistentes com relação a esses períodos, feitas por alguns autores denominacionais, que tornam a posição da igreja vulnerável a ataques por parte de críticos tanto internos quanto externos.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;De que forma a Matemática e a História confirmam a exatidão dessa profecia?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A História, tanto secular quanto bíblica, nos fornece detalhes importantes que nos ajudam no estabelecimento das datas da profecia. Já a matemática nos ajuda a calcular os períodos proféticos com precisão, partindo do meio da septuagésima semana de Daniel 9 – o dia da morte de Cristo – para a fixação das datas (dia, mês e ano) de início e fim dos 2.300 anos. Ou seja, quando se parte da morte de Cristo (o dia da ceia pascoal, isto é, o 15º dia do primeiro mês lunar judaico no ano 31 d.C.), e se volta 69,5 semanas proféticas no passado (486,5 anos ou 177.690,33 dias), chega-se, interessantemente, ao Dia da Expiação, ou o décimo dia do sétimo mês lunar judaico, no ano 457 a.C.; a partir daí, avançam-se 2.300 anos solares, e se chega exatamente ao Dia da Expiação, o décimo dia do sétimo mês lunar judaico, em 1844 d.C. Somente é possível se partir de um Dia da Expiação, que é uma data no mês lunar, se avançar o tempo em anos solares, e se chegar novamente a um Dia da Expiação no mês lunar, porque o período de 2.300 anos é um ciclo astronomicamente perfeito, tendo um número exato de 28.447 lunações (meses lunares).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Então a Astronomia ajuda bastante na elucidação da cronologia profética de Daniel 8 e 9.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida. A astronomia nos ajuda principalmente no estabelecimento preciso das datas do calendário hebreu lunissolar relacionadas aos fatos da profecia. Uma vez que nesse calendário o primeiro dia de cada mês é estabelecido pelo aparecimento do crescente lunar no céu vespertino, a astronomia nos ajuda a calcular o dia mais provável para a visualização desse fenômeno. Para estabelecermos, por exemplo, a data da morte de Cristo em nosso calendário solar, precisamos saber qual foi o primeiro dia do mês lunar judaico, a fim de calcularmos o décimo quarto e o décimo quinto dias desse mês. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Por que podemos dizer que o adventismo surgiu num momento profético?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque a base do surgimento desse movimento foi uma profecia – a profecia de Daniel 8:14.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Há quem considere que a Igreja Adventista do Sétimo Dia nasceu no dia 23 de outubro de 1844, quando o pioneiro Hiran Edson caminhava num milharal em Nova York. Você concorda?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, pois o discernimento que Edson obteve naquele dia levou à adoção da posição teológica que serviu de base para o surgimento da IASD – a de que o santuário a ser purificado em Daniel 8:14 era o santuário celestial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Costumeiramente se diz que Edson havia compreendido os acontecimentos do dia anterior a 23 de outubro. Mas há quem considere que ele teve a visão em “tempo real”. É possível provar isso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não diria que é possível provar isso, mas que há indícios que apontam para isso. As palavras de Edson parecem apontar para mais do que um simples discernimento ou compreensão. Ao orar, ele tem a certeza de que receberia luz: “Continuamos em fervorosa oração até que foi dado o testemunho do Espírito de que nossas orações foram aceitas, e de que luz seria dada – nosso desapontamento explicado, esclarecido e resolvido.” Ele assim descreve sua experiência ao sair para fortalecer os irmãos: “Saímos, e ao passarmos através de um grande campo, fui parado mais ou menos na metade do campo. O Céu pareceu se abrir diante de meus olhos...” É interessante que ele não diz: “parei”, mas “fui parado”. Edson não nos diz a que horas teve esse discernimento, ou visão, no dia 23 de outubro; apenas nos diz que foi “após o desjejum.” Porém, é interessante notar que o horário de 7h da manhã, em Port Gibson, onde Edson estava, equivale a 15h em Jerusalém, ou seja, o momento do sacrifício da tarde, com o qual se encerrava o cerimonial do Dia da Expiação. Devemos ter em mente que o término do período profético de 2.300 anos deve ser considerado com base na cidade de Jerusalém, pois o início do período profético também está relacionado a esse local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Por que Deus estabeleceu os tempos proféticos e tantos detalhes que exigem estudos aprofundados?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que Deus deu as profecias para nos ajudar no preparo para os importantes eventos preditos por elas, e que cada detalhe cumprido fortalece nossa fé na veracidade da Sua Palavra. Cristo insistiu com os discípulos na importância do estudo profético. Referindo-Se a uma das profecias de Daniel, Ele disse: “Quem lê, entenda” (Mt 24:15). Podemos ter certeza de que o estudo das profecias terá a bênção de Deus e será ricamente recompensado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Quais os principais fatos que confirmam a veracidade dos anos 457 a.C. e 1844 d.C., no contexto da profecia das 2.300 tardes e manhãs?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É com base na fixação da data da morte de Cristo que estabelecemos essas datas, pois ainda permanecem algumas incertezas históricas quanto ao ano de 457 a.C. para a viagem de Esdras. Já o ano de 1844 d.C. é resultante da data inicial da profecia.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Daniel informa que o ministério e a morte de Jesus se constituem no “selo” da visão das 2.300 tardes e manhãs. Como provar, então, que o batismo e a morte de Jesus ocorreram respectivamente nos anos 27 e 31?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do período possível para a crucifixão (durante o governo de Pilatos, de 26 d.C. a 36 d.C.), a morte de Jesus no dia do sacrifício pascoal (14º dia do mês de Nisã) ou da ceia pascoal (15º dia do mês de Nisã) só poderia ter caído numa sexta-feira nos anos 30, 31 ou 33 d.C. As evidências históricas disponíveis apontam para os anos 26 ou 27 d.C. para o início do ministério de Cristo e para os anos 30 ou 31 d.C. para Sua morte. Astronomicamente, 30 d.C. admite uma sexta-feira como 14 de Nisã, e 31 d.C. admite uma sexta-feira como 15 de Nisã. Uma vez que, segundo os evangelhos sinóticos, Cristo participou da ceia pascoal, a qual ocorria logo após o pôr do sol que marcava o início do dia 15 de Nisã, pode-se concluir, portanto, que Cristo teria morrido pouco antes do pôr do sol que marcava o fim do 15 de Nisã. Há, porém, algumas declarações problemáticas no Evangelho de João. Se, no entanto, buscarmos uma harmonia entre os sinóticos e João, veremos que os problemas existentes no quarto evangelho podem ser satisfatoriamente resolvidos. E se Cristo morreu num dia 15 de Nisã, o único ano possível para Sua morte é 31 d.C.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Por que você acha importante estudar as profecias?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que o estudo das profecias confirma nossa fé. Assim como a parte inicial do período profético das 2.300 tardes e manhãs – as 70 semanas que culminavam com o primeiro advento (Dn 9:24-27) – se cumpriram no tempo preciso, a última parte desse período profético – a purificação do santuário que culminará com o segundo advento – também teve seu cumprimento no tempo certo. Como ao fim da purificação do santuário terrestre o sumo sacerdote saía e abençoava o povo, podemos ter a certeza de que muito em breve, ao fim da purificação do santuário celestial, Cristo virá para abençoar Seu povo com a vida eterna. “Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração” (2Pd 1:19).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19768511-74036583792090782?l=www.entrevistas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/74036583792090782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/74036583792090782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.entrevistas.criacionismo.com.br/2010/05/precisao-das-profecias-biblicas.html' title='A precisão das profecias bíblicas'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/S-ra47Bg35I/AAAAAAAALcg/W7rkb8PDugw/s72-c/rosangela.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19768511.post-7895073216127823635</id><published>2010-05-06T04:34:00.000-07:00</published><updated>2010-05-06T18:05:01.709-07:00</updated><title type='text'>Professor da Unicamp defende design inteligente</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/S-Kqq4ctEoI/AAAAAAAALao/V08HyX0YejA/s1600/eberlin2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 196px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/S-Kqq4ctEoI/AAAAAAAALao/V08HyX0YejA/s200/eberlin2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468120551265211010" /&gt;&lt;/a&gt;O Dr. Marcos Eberlin é presidente da Sociedade Internacional de Espectrometria de Massas e membro da Academia Brasileira de Ciências. Professor do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), é comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico e autor de mais de 300 artigos científicos com mais de três mil citações. Realizou pós-doutorado na Purdue University, Estados Unidos, e orientou diversos mestres, doutores e pós-doutores. Nesta entrevista concedida ao jornalista Michelson Borges, o Dr. Eberlin procura desfazer alguns mal-entendidos sobre a Teoria do Design Inteligente, que ele defende:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O que é exatamente a teoria do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;design &lt;/span&gt;inteligente (TDI)?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A TDI é uma teoria científica, defendida por uma comunidade crescente de cientistas gabaritados do mundo todo e de várias áreas, e que procura estabelecer metodologia científica robusta capaz de detectar sinais de inteligência na vida e no universo. Através desses métodos, a TDI reinterpreta todo o arsenal de dados riquíssimos e com detalhamento altíssimo disponíveis hoje sobre o funcionamento da vida e do universo. E a partir dessa análise cuidadosa, sem pré-conceitos, desapaixonada e racional, feita dentro de todo o rigor da metodologia científica que rege as ciências históricas, a TDI conclui, procurando seguir os dados aonde quer que eles levem, que esses dados apontam com muita segurança para uma mente inteligente e consciente como a única causa conhecida, necessária e suficiente para a vida e o universo. Ou seja, o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;design &lt;/span&gt;detectado no universo e na vida não é aparente ou ilusório, mas real e inteligente.      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Alguns dizem que a TDI é um tipo de criacionismo. O que o senhor diz?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O criacionismo tem várias vertentes, mas a principal é aquela que assume que um Ser todo-poderoso projetou e criou o universo e a vida. O criacionismo bíblico vai muito mais longe e dá nome e endereço ao Criador; descreve Sua intenção e Seus métodos, e faz muitas outras afirmações que estão muito além da capacidade da Ciência de investigá-las, devido às muitas limitações da metodologia científica. Ou seja, o criacionismo parte de pressuposições filosóficas e teológicas, fecha com essas pressuposições e confere a elas racionalidade quando encontra na natureza e, eventualmente, na Ciência suporte às suas teses. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A TDI, porém, não tem absolutamente nada a ver com teses criacionistas, de qualquer vertente. Nelas não se inspira e não se apoia. A TDI busca, pura e simplesmente, da forma mais honesta possível, escrutinar os dados científicos brutos e interpretá-los corretamente, sem absolutamente nenhum pressuposto, nenhuma predefinição de como ou qual seria a nossa conclusão. Concluímos por uma mente inteligente como causa primeira da vida e do universo pela obrigação que todos os cientistas têm de seguir sempre as evidencias, as informações fornecidas pelas caixas-pretas da vida e do universo, deixando ao máximo nossa subjetividade, naturalista ou teísta, de lado. “Escutamos” o que as moléculas que sustentam a vida têm a nos dizer, o que os “ecos moleculares” ecoam, e nada mais! Os dados, as evidências, as interpretações desapaixonadas, esses são os líderes da TDI, sua regra de prática, sem fé! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dados, felizmente para os criacionistas e infelizmente para os naturalistas, aqueles obtidos de forma independente e despreconceituosa, coincidem com o cerne da visão criacionista. Isso é inquestionável. Por causa dessa coincidência, casual, alguns desinformados e outros mal-intencionados, por não gostarem da consequência da conclusão da TDI, tentam “colar” na TDI o rótulo de religião, para assim poder classificá-la (e não refutá-la) como pseudociência, tentando tirar o mérito da TDI não pela força dos argumentos, mas pela semântica subjetiva e efêmera de uma pseudoclassificação. Mas contra fatos não há pseudoargumentação ou gosto que resista! E o reconhecimento da TDI como teoria científica sólida é hoje crescente e inevitável.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O biólogo Henrique Paprocki disse recentemente que “o principal problema do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Design &lt;/span&gt;Inteligente é montar sua teoria em cima de falhas na Teoria da Evolução”. O que você acha dessa declaração?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Henrique, eu sei, conhece pouco sobre as teses e fundamentos da TDI, e por isso fez essa afirmação equivocada. Mas estou certo de que o que ele viu e ouviu durante o 3º Simpósio Darwinismo Hoje, no Mackenzie, o fará rever sua afirmação. A TDI se baseia em argumentos que, independentemente da existência de teorias concorrentes, apontam para uma mente inteligente como a única causa conhecida, necessária e suficiente da vida e do universo. Ou seja, é pelo nosso conhecimento, hoje muitíssimo amplo, de como a vida e o universo funcionam, que concluímos que a TDI é a melhor teoria sobre nossas origens. Porém, como há uma teoria alternativa, a teoria da evolução, temos por obrigação, e não opção, de examinar a fundo suas teses. E quando essa análise obrigatória é feita, sem o filtro naturalista, vemos claramente não somente falhas, mas sim a absoluta impossibilidade de que a vida e o universo possam ter sido fruto de processos naturais não guiados. Não são lacunas, falhas, mas sim, na realidade, verdadeiros “abismos” nos quais não há explicação convincente. É como dizer que chegamos à Lua pedalando, que lançamos o primeiro astronauta dentro de um barril (e que ele sobreviveu para contar os problemas enfrentados). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na evolução química, por exemplo, elo fundamental do modelo evolucionista, percebemos a absoluta impossibilidade, chance zero mesmo, do acaso, da pré-destinação, da pseudo-seleção natural pré-biótica, ou da necessidade, ou qualquer combinação desses fatores, de ter criado o L.U.C.A., a primeira forma de vida, com todos os requisitos necessários para a manutenção e reprodução desse “ser nada rudimentar”. Ou seja, na comparação de duas alternativas, vemos uma coleção enorme de dados seguros e inquestionáveis apontando para a ação de uma mente inteligente e consciente. Por outro lado, vemos uma coleção enorme e crescente de “abismos” de impossibilidades e de uma fé cega na geração espontânea e na elaboração de explicações futuras que simplesmente teimam em não aparecer, enquanto os abismos se avolumam e se expandem.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Há quem argumente que a seleção natural favorece certos organismos, pois, na presença de antibióticos, as bactérias resistentes tendem a ser favorecidas. O que dizer disso? Isso prova a evolução?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resistência de bactérias e vírus às drogas tem sido propagada com muito alarde pelos evolucionistas como prova da evolução. “Evolution in action”, dizem, em alta voz! Mas será que o discurso tem correspondido aos fatos? Será que é mais propaganda do que produto? Gato por lebre? A vida tem, sim, a capacidade de se diversificar, ninguém nega isso, este é o ponto que nos une. Mas tudo indica que essa capacidade de diversificação já está programada em nossos genes e outros registros de informação. E quando isso acontece, informação é gasta, diminui. Ou seja, na vida também “não há lanche grátis”! Vírus ou bactérias, quando adquirem resistência às drogas, o fazem à custa de informação, à custa de perda de informação genética. Geralmente desativam proteínas ou os mecanismos pelos quais as drogas os estavam atacando. Estratégia de guerra, e guerra de trincheira! Nenhuma nova proteína, nenhuma síntese “de novo” é produzida. Nenhum novo ciclo, nenhuma nova máquina molecular. A vida é, sim, flexível, adaptável, mas como sabemos, há sempre um preço a ser pago, e a moeda da vida é a informação.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Paprocki também disse que “Design Inteligente é ter fé, é crer. Ciência é evidência”. É assim mesmo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A TDI é racionalidade pura, e emana do conhecimento e de fatos, de argumentos lógicos, suportados pela matemática, pela física, química, bioquímica e biologia, pela cosmologia, pela Ciência como um todo. Conheço muito bem a TDI, e nunca encontrei na teoria sequer um único vestígio de fé. Nenhum postulado que assuma qualquer princípio que não sejam aqueles sustentados no que conhecemos, em causas necessárias e suficientes para a complexidade irredutível, para a informação aperiódica funcional e para a antevidência genial que observamos em milhares e milhares de exemplos fornecidos pela vida e pelo universo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ciência é evidência, sim, e a TDI é Ciência em sua essência. Mas a ciência naturalista que apoia e defende a evolução cega e não guiada, produto do tempo e mutações refinadas pela seleção natural, e que defende essa tese dentro das amarras do naturalismo filosófico, e com seus pré-conceitos que dizem quais as conclusões a que devemos chegar, esta, sim, precisa ter fé, e muita. Fé no tempo, fé na geração espontânea do L.U.C.A., fé em “lanche grátis”; fé na infusão extraordinária e “repentina” de informação na Explosão Cambriana; fé em que um dia os elos perdidos serão encontrados; fé no “mundo do RNA”; fé que as suas próprias equações matemáticas que mostram a inviabilidade de seus processos estejam elas mesmas erradas; fé que um dia explicações possam surgir, mesmo quando elas simplesmente parecem não existir. Fé, e um tipo de fé muito ruim, do tipo que eu me nego a ter! Fé sem fundamentos firmes; fé sem provas nas explicações que estão por vir.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A química, sua área de estudos, revela o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;design &lt;/span&gt;inteligente?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos usam comparações morfológicas, comparam bicos de passarinhos, ossos, embriões, cores de asas de mariposas. Mas é através da química, em nível molecular, que entendemos mesmo como a vida e o universo funcionam. É através da Química que aprendemos a “língua” das moléculas e podemos assim traduzir corretamente os ecos moleculares, os quais transmitem os segredos de nossa existência. É através da Química que percebemos que a vida não é coisa de amador, não! Vida é coisa de profissional! E profissional gabaritado, especializado! Que orquestrou os diversos códigos e a informação zipada, encriptada e compartimentalizada do DNA, tipo &lt;span style="font-style:italic;"&gt;hard-disk&lt;/span&gt;. A arquitetura &lt;span style="font-style:italic;"&gt;top-down&lt;/span&gt; algorítmica da vida, sua lógica estonteante e hiperotimizada. E elaborou o código de especialização celular das histonas, baseado em reações químicas ultrassincronizadas e ajustadas. E elaborou os planos corporais que nem sequer sabemos onde e como estão armazenados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li uma vez que a “evolução espera que não saibamos química”.  Mas por quê? Porque as moléculas falam e não mentem! E as moléculas da vida transmitem uma informação clara que derruba qualquer discurso fundamentado em oratória ou comparações superficiais, em sínteses alfabéticas de letras mitológicas tipo C → B → A catalisadas por cat1 e cat2. É quando perguntamos quem seriam A e B e os tais cat1 e cat2, que a explicação se desvanece. Porque em nível molecular a evolução simplesmente não fecha as contas, se mostra inviável, e é ao nível molecular que observamos, ainda mais claramente, as assinaturas da mente inteligente e consciente que, como causa primeira, orquestrou a vida e o universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Leia também:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://michelsonentrevistas.blogspot.com/2008/04/assinatura-qumica-do-criador.html"target="_blank"&gt;“Assinatura química do Criador”&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19768511-7895073216127823635?l=www.entrevistas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/7895073216127823635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/7895073216127823635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.entrevistas.criacionismo.com.br/2010/05/professor-da-unicamp-defende-design.html' title='Professor da Unicamp defende design inteligente'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/S-Kqq4ctEoI/AAAAAAAALao/V08HyX0YejA/s72-c/eberlin2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19768511.post-778883282939961372</id><published>2010-05-05T07:32:00.000-07:00</published><updated>2010-05-05T07:37:08.993-07:00</updated><title type='text'>Amor à Bíblia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/S-GBo8_UnhI/AAAAAAAALaI/hvqNsSHM4os/s1600/erlo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 192px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/S-GBo8_UnhI/AAAAAAAALaI/hvqNsSHM4os/s200/erlo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467793963170962962" /&gt;&lt;/a&gt;Erlo Germano Köhler nasceu na cidade de Taquara, RS, em 17 de abril de 1945. Formado em Teologia pelo IAE (hoje Unasp), trabalhou com artes gráficas e fotografia na Casa Publicadora Brasileira. Aposentado, ele pode se dedicar ainda mais a dois de seus passatempos preferidos: montar pipas sofisticadas e colecionar Bíblias. O interesse pela Bíblia vem da infância – assim que aprendeu a ler, Erlo ganhou um exemplar de capa preta das Escrituras Sagradas. Ele leu a Bíblia toda pelo menos sete vezes, em português, e em alemão (com letras góticas) duas vezes. Seu texto bíblico predileto é Jó 42:5: “Eu Te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos Te veem.” Casado com Ester de Castro Lobo Köhler, tem uma filha chamada Adriana. Nesta entrevista, concedida a Michelson Borges, Erlo fala mais de sua paixão pelo Livro Sagrado e do que tem feito para divulgar a Palavra de Deus: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O que mais o surpreende na Palavra de Deus?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais leio a Bíblia, mais a compreendo. Textos que já se conhece há muito tempo tornam-se mais claros com a leitura frequente. Mas, o que realmente me surpreende, é o poder transformador da Palavra de Deus. Pessoa alguma que leia a Bíblia, sem reservas, será a mesma depois. Ela será melhor. Isso é um milagre divino que só esse Livro é capaz de realizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mencione algum benefício adicional da leitura da Bíblia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você lê a Bíblia e permite que o Espírito de Deus aja em você, seu orgulho, egoísmo, altivez, mesquinhez serão quebrados e o caráter de Deus será refletido em sua vida. Se você não lê a Bíblia, sua vida refletirá toda maldade normal do ser humano. Em resumo: ler a Bíblia nos aproxima de Deus e do próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Pode mencionar também algum exemplo de transformação pela leitura do Livro Sagrado?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história que vou contar aconteceu com Doneshor Tripura, no sudeste de Blangadesh. Doneshor apascentava a manada de búfalos de seu pai às margens do rio Chengui. Era um dia muito quente, por isso, ele resolveu dar um mergulho no rio. Ao chegar ao meio do rio, notou algo curioso que flutuava em sua direção. Ao chegar mais perto, viu que era um livro. Examinando melhor, no dorso do livro, estava escrito &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Pobitro Baibel&lt;/span&gt; (Bíblia Sagrada). Em sua casa, todos eram seguidores do hinduísmo. Todas as manhãs e tardes, a família se reunia para rezar e colocar oferendas de alimento no altar, e duas vezes por mês jejuava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doneshor já tinha ouvido falar do livro sagrado dos cristãos, embora jamais tivesse visto um. Seus pais sempre lhe infundiram profundo respeito ao sagrado. Assim, ao retirar a Bíblia da água, cuidadosamente a colocou para secar durante três dias. Depois começou a lê-la. As primeiras páginas lhe falaram de um Deus Criador. No Guita, um dos livros sagrados do hinduísmo, também é apresentado esse conceito. Depois ele leu sobre a criação de Adão e Eva. O Guita fala dos primeiros seres humanos, que provavelmente se tratavam dos mesmos indivíduos, mas com outros nomes. Leu ainda nas páginas do Gênesis sobre o início do pecado entre os seres humanos e o desejo de Deus em perdoá-los. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante um ano, Doneshor tentou comparar o Guita com a Bíblia, mas interrompeu a tarefa porque acabou descobrindo que esses livros não podem ser comparados. Ele finalmente compreendeu que algum dia deveria entrar para uma religião cristã. Saiu de casa para estudar na universidade e se esqueceu da Bíblia durante cinco anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formado, voltou para sua vila de origem. Certo dia, Doneshor estava fazendo compras no supermercado local e encontrou um antigo colega de colégio, que havia se tornado cristão. Isso o deixou muito feliz e curioso. Ele contou ao colega sobre a Bíblia que havia achado no rio anos antes. Depois de conversarem um pouco, o amigo cristão convidou Doneshor para assistir a reuniões na Igreja Adventista do Sétimo Dia, a 50 quilômetros de distância. Doneshor foi e gostou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doneshor estava tão feliz com o conhecimento da Bíblia que começou a contar para seus amigos da vila o que Cristo estava fazendo em sua vida. Eles também foram assistir as reuniões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado um ano, Doneshor pediu ao pastor que o batizasse. Como não havia tanque batismal na igreja, o batismo seria no rio Chengui. Isso o emocionou muito porque ele selaria seu pacto com Deus no mesmo rio que lhe trouxe a Bíblia e onde tudo começou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doneshor foi batizado no dia 13 de novembro de 2002, ele e mais sete companheiros da aldeia que ele havia convidado para estudar a Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Por que a Bíblia é o livro mais difundido e lido do mundo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque é o livro dos milagres! O milagre da sua formação – são 66 livros, 40 autores de profissões diferentes, escrito num período de 1.600 anos. Mas há na Bíblia um só plano, uma só unidade e um só autor divino guiando os humanos. O milagre da sobrevivência – tudo foi escrito sobre papiro e pergaminho, materiais frágeis. O milagre das traduções – num mundo com mais de 6 mil línguas e dialetos, podemos afirmar que 99% da população mundial pode ler a Bíblia em sua própria língua. O milagre do interesse – a Bíblia e sua mensagem são facilmente entendidas pelas pessoas de qualquer idade e nível intelectual. A Bíblia fascina as pessoas. O milagre da idade – já se passaram mais de 3.500 anos desde que Moisés e os demais autores escreveram. Nenhum outro livro foi tão picado, fatiado, peneirado, devassado, investigado, criticado e perseguido durante séculos, mas sobreviveu. A Bíblia continua amada e estudada e lida por milhões de pessoas. O milagre de vendas – é o livro mais traduzido, mais impresso, mais vendido e mais lido. O milagre da transformação – a principal razão porque creio que a Bíblia é a Palavra de Deus é por causa do seu poder transformador. Ela analisa nossas características pessoais e dá a convicção do pecado. Não importa quantas evidências da credibilidade da Bíblia sejam acumuladas, ainda assim, Cristo deve ser aceito pela fé, que é a porta para a vida eterna. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Como começou sua coleção de Bíblias?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre gostei de colecionar coisas. Um dia cheguei à conclusão de que deveria colecionar algo que pudesse dividir com os outros, então veio a ideia de colecionar Bíblias. Isso foi em 1972. Assim que tivesse certo número, faria a primeira exposição, incentivando as pessoas a lerem a Bíblia e a confiarem no Deus da Bíblia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje tenho 1.603 Bíblias em meu acervo. A mais antiga é do ano 1669. A mais curiosa é uma Bíblia chamada de “Siga a Bíblia”, de sete quilos, que tem 46 centímetros de comprimento e 32 de largura. Cada livro da Bíblia está traduzido em uma língua diferente. Portanto, é uma Bíblia em 66 línguas diferentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra Bíblia de importância é a “Bíblia Citações”, ilustrada com 979 pinturas, por Carlos Araújo. Esse trabalho foi iniciado em 1992 e concluído em 2007. A Bíblia pesa nove quilos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma porção da Bíblia que mede 3,5 x 3,5 mm, impressa em sistema tipográfico. Cada página tem um “Pai Nosso” em uma língua diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Você também coleciona Bíblias de personagens de destaque da Igreja Adventista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sim. Esses personagens mantiveram comunhão com Deus por meio da leitura da Bíblia e se prepararam para servir ao próximo. Espero que ao serem vistas em exposições, essas Bíblia sirvam como incentivo de leitura, à exemplo do que os pioneiros fizeram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho a Bíblia do Pr. Emanuel Kümpel, do Dr. Galdino Nunes Vieira, Pr. Hermínio Sarli, Pr. Jerônimo Garcia, Pr. Alcides Campolongo, Pr. Wilson Sarli, Pr. Leo Ranzolin, Carlos Trezza, Heber Pintos, Pr. Rubens Lessa, Pr. José Bessa, Pr. Ivo Souza, e tantos outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/S-GCEVFaSYI/AAAAAAAALaQ/Mc55BSkBVog/s1600/erlo2.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/S-GCEVFaSYI/AAAAAAAALaQ/Mc55BSkBVog/s320/erlo2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467794433495419266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Como funcionam as exposições?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazemos três tipos de exposições em relação ao volume de material exposto: &lt;br /&gt;pequenas – são aquelas que montamos de forma rápida, fazemos uma palestra ou entrevista com uso de PowerPoint, e alguma interação com o público com duração de uma hora a uma hora e meia. Após a reunião o público visita a exposição que está dentro do mesmo recinto. Médias – são aquelas montadas em escolas fundamentais e de ensino médio. Nesse caso, a visitação geralmente é feita por classe e as explicações podem ser mais detalhadas, os alunos podem participar mais. Grandes – são exposições para grandes eventos, nos quais o número de visitantes ultrapassa quatro a cinco mil pessoas. Por exemplo: em universidades, camporis de desbravadores, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todas as exposições, dispomos o material sobre mesas em forma de blocos definidos por assuntos. É feita uma separação visual e cada bloco recebe um título. Hoje dividimos todo o material em 33 assuntos diferentes. Por exemplo: Bíblias em Línguas Diferentes, Bíblias Antigas, Bíblias Para Deficientes Visuais, Bíblias Infantis, Bíblias Para Jovens, Bíblias Para Adolescentes, Curiosidades Bíblicas, Bíblias de Luxo, Perfumes Citados na Bíblia (são 15 que podem ser cheirados), etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas exposições grandes, levamos o material completo e ainda 12 painéis com 24 faces, nos quais contamos, por meio de documentos, a história da escrita; a história de Moisés, que começou a escrever a Bíblia; reprodução de documentos de como era feita a cópia manual da Bíblia através dos séculos, até chegar em 1450 d.C., com o uso da imprensa por Gutenberg e como isso se desenvolveu depois com as traduções. Também nesses painéis apresentamos, entre outras coisas, em forma de fotos, as ruínas das sete cidades do Apocalipse e fotos da Palestina bíblica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Qual a reação das pessoas que visitam as exposições?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria expressa sentimentos favoráveis com o que vê. Cada um vê e reage de formas diferentes ao ver uma mesma coisa. Mas é unanimidade a reação de admiração com o número de línguas em que a Bíblia esta traduzida e que todos podem ler a Bíblia em sua própria língua, a existência de uma Bíblia para cada gosto e o acesso fácil para quem quiser adquirir uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Um conselho para quem tem e quem não tem vontade de ler a Bíblia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único conselho que posso dar para quem não costuma ler a Bíblia é &lt;span style="font-style:italic;"&gt;leia a Bíblia&lt;/span&gt;. Mesmo que tenha preconceito contra a Palavra de Deus, mesmo que nunca a tenha lido, mesmo que não tenha vontade de fazê-lo, leia a Bíblia e verá o que vai acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem tem vontade, mas não consegue, peça a Deus que o ajude e Ele irá atendê-lo. Comece lendo apenas cinco minutos diários, tendo como meta chegar a 15. Comece a leitura pelos Evangelhos e Salmos. Escolha a melhor hora do dia. Escolha aqueles momentos do dia em que a mente está descansada e que ninguém o interrompa. O prazer da leitura da Bíblia virá com o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/S-GCaQCOfTI/AAAAAAAALaY/sYUJFn5-vHg/s1600/erlo3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/S-GCaQCOfTI/AAAAAAAALaY/sYUJFn5-vHg/s400/erlo3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467794810097007922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Contato para exposições e doações:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erlo Germano Köhler e Ester de Castro Lobo Köhler&lt;br /&gt;Fones (15) 3251-5596 e (15) 9789-0631&lt;br /&gt;kohlers@ig.com.br&lt;br /&gt;Caixa Postal 257 – Tatuí, SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você tiver uma Bíblia em casa, que não esteja usando, e que seja diferente, como por exemplo: numa língua não comum, uma Bíblia antiga, um formato ou tamanho fora do comum, etc., faça contato conosco. Sua Bíblia ainda poderá ser útil e ajudar a despertar muitas pessoas para a leitura da Palavra de Deus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19768511-778883282939961372?l=www.entrevistas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/778883282939961372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/778883282939961372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.entrevistas.criacionismo.com.br/2010/05/amor-biblia.html' title='Amor à Bíblia'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/S-GBo8_UnhI/AAAAAAAALaI/hvqNsSHM4os/s72-c/erlo.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19768511.post-3242932230079298694</id><published>2010-04-15T18:44:00.000-07:00</published><updated>2010-04-15T19:13:12.086-07:00</updated><title type='text'>Sobre as origens</title><content type='html'>A origem da vida é a maior incógnita que o homem busca desvendar. A ciência tenta em vão provar suas teorias, que estão repletas de lacunas. As religiões também têm muito a opinar sobre o assunto e conquistam aqueles que possuem fé. Mas ainda não se pode afirmar nada de concreto. Em entrevista à revista teológica do Unasp, &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.kerygma.unasp-ec.edu.br/entrevista12.asp"target="_blank"&gt;Kerygm@&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, Michelson Borges aborda questões fundamentais sobre o assunto, entre as quais se encontram: a posição da igreja católica em relação ao evolucionismo, as contradições entre as pesquisas científicas e as afirmações bíblicas e também a origem dos dinossauros. Michelson Borges é editor da Casa Publicadora Brasileira, membro da Sociedade Criacionista Brasileira, e tem feito palestras em diversos lugares no Brasil sobre as questões referentes ao evolucionismo e o criacionismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Kerygm@ -&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Qual a sua opinião sobre a posição da igreja católica ao afirmar que a criação e a evolução não são incompatíveis? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Michelson Borges -&lt;/strong&gt; Essa posição católica se deve à postura liberal dela em relação à Bíblia. Se tida como a Palavra inspirada de Deus, que não se contradiz, a Bíblia não pode concordar com os postulados fundamentais do darwinismo. Se antes de ter havido seres humanos sobre a Terra já havia organismos com ciclo de vida, isso significa que a morte também já existia e, portanto, não foi fruto do pecado. Se a morte é inerente à criação, logo a história do pecado (em decorrência do qual a morte passou a existir) também passa a ser ficção. Consequentemente, a redenção também tem seu sentido esvaziado. Essa postura liberal me parece mais uma tentativa de evitar o debate; é um discurso convenientemente conciliatório. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O papa João Paulo II certa ocasião afirmou que a teoria da evolução é mais do que uma hipótese, pois tem bases científicas. Quais são essas bases? Elas realmente excluem a teoria da evolução do patamar das hipóteses?&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande contribuição de Darwin foi fornecer uma explicação científica para a diferenciação observada em organismos: a seleção natural. Isso, sim, é científico. Mas a seleção natural, diferentemente do que querem os darwinistas, dá conta apenas da chamada microevolução, ou seja, mudanças limitadas entre tipos de seres vivos em níveis taxonômicos [a palavra deriva de Taxonomia que é a ciência da identificação] também limitados. Já a extrapolação para o passado, como se todos os organismos tivessem derivado de um único ser, é pura especulação, sem base científica. Isso seria a macroevolução. A seleção natural explica bem como os seres vivos sobrevivem nos diversos ambientes, mas não explica como esses seres vivos vieram à existência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quais são os métodos que os cientistas usam para determinar a idade da Terra? Eles são confiáveis?&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O método mais utilizado é o do decaimento radioativo, com um elemento "pai" e um "filho". Conhecendo-se a taxa/velocidade de decaimento e a quantidade dos elementos "pai" e "filho" na amostra, teoricamente seria possível datar as rochas, por exemplo. Esse é um assunto muito controverso, que exige discussões mais técnicas. Mas, de passagem, o que se pode dizer é que esse processo de decaimento não é assim tão preciso quanto parece. Certos fatores podem acelerar ou retardar esse "relógio". Além disso, pode haver contaminações nas amostras, o que ocasiona discrepâncias significativas no resultado final das datações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que se pode afirmar, do ponto de vista criacionista, sobre os fósseis com características de humanos e de macacos? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volta e meia surge uma notícia dando conta de que a "árvore da evolução humana" foi reestruturada, com certos "hominídeos" sendo rebaixados à condição de macacos, ou promovidos ao &lt;em&gt;status &lt;/em&gt;de ancestral humano. Essa é outra área bastante especulativa. Via de regra, ou esses fósseis, geralmente muito incompletos, são simplesmente símios ou se tratam de seres humanos com algum tipo de deformidade física. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E quanto aos homens gigantes que viviam antes do dilúvio, como explicar a ausência de fósseis? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simplesmente porque estão sendo procurados nos lugares errados. A Bíblia diz que os cadáveres dos antediluvianos foram levados por forte vento, possivelmente até as encostas de montanhas, onde devem ter sido soterrados. Portanto, esses fósseis dificilmente serão encontrados nos desertos da África, onde se concentram as pesquisas. Pena que os paleontólogos, motivados pela visão naturalista e pela teoria de que os seres humanos vieram da África, estejam procurando apenas nessas planícies. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os dinossauros foram criação divina ou dos antediluvianos?&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida, Deus criou os dinossauros "originais", que eram herbívoros e pacíficos, só Deus é Criador. Mas, após o pecado, houve um processo que ocasionou alterações em alguns animais como os dinossauros, os tubarões e os leões, para citar apenas três exemplos; mesmo assim, a maioria dos dinos era herbívora. Creio que, assim como o ser humano faz hoje com os cães, deve ter havido algum tipo de experiência realizada pelos antediluvianos, ou até mesmo pelos anjos caídos, que acabou por ressaltar certas características dos grandes répteis. Impróprios para o mundo pós-diluviano, esses grandes animais acabaram, em sua maioria, sendo extintos pela catástrofe do dilúvio. E a enorme quantidade de fósseis de dinossauros é perfeitamente explicada por esse acontecimento descrito na Bíblia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas se havia um pecado acima de outros que exigia a destruição da raça pelo dilúvio, era o nefando crime de amalgamação de homem e animal, que desfigurava a imagem de Deus, e causava confusão por toda parte. Era propósito de Deus destruir por um dilúvio aquela poderosa de longeva raça que havia corrompido seus caminhos diante do Senhor." Muitos afirmam que essa declaração de Ellen White sugere que os homens e animais cruzaram gerando outras raças. Essa interpretação está correta? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na seção "Perguntas", em meu blog (www.criacionismo.com.br), publiquei um extenso estudo sobre "amalgamação". É um texto bastante polêmico. Um grupo defende que a amalgamação era entre animais e animais. Outro diz que poderia ser entre seres humanos e animais. Com os recursos tecnológicos atuais, isso parece até ser possível. Se era naquela época? Não sabemos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A revista &lt;em&gt;Veja &lt;/em&gt;publicou uma matéria sobre a educação adventista, com o título "Graças a Deus e não a Darwin". Algumas das críticas contidas na reportagem diziam que "Falta ainda a essas escolas, no entanto, entender que o criacionismo foi superado pela ciência há mais de um século". Qual sua opinião sobre esta declaração?&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A matéria em si me pareceu bastante contraditória num ponto: ao passo que elogia a educação adventista por sua excelência acadêmica, a critica por ensinar o criacionismo. A crítica seria válida se a educação adventista apenas ensinasse o criacionismo, mas não é isso o que ocorre. Ambos os modelos são ensinados ali. Dizer que a ciência superou o criacionismo há mais de um século é quase como dizer que a ciência provou que Deus não existe. Como ferramenta humana, a ciência tem seus limites e é incapaz de afirmar algo sobre o transcendente. O argumento mais básico do criacionismo é filosófico/teológico: Deus criou o Universo. E, como tal, não pode ser provado ou refutado empiricamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19768511-3242932230079298694?l=www.entrevistas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/3242932230079298694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/3242932230079298694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.entrevistas.criacionismo.com.br/2010/04/sobre-as-origens.html' title='Sobre as origens'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19768511.post-5972769478500325030</id><published>2010-03-07T03:38:00.001-08:00</published><updated>2010-03-07T03:52:23.698-08:00</updated><title type='text'>Folha de S. Paulo entrevista Michelson Borges</title><content type='html'>No dia 4 de março de 2010, Reinaldo José Lopes, repórter da &lt;em&gt;Folha de S. Paulo&lt;/em&gt;, procurou o jornalista Michelson Borges, propondo uma entrevista sobre criacionismo e ambientalismo. A matéria (&lt;a href="http://criacionista.blogspot.com/2010/03/folha-ve-relacao-entre-criacionismo-e.html"target="_blank"&gt;clique aqui para lê-la&lt;/a&gt;) e a entrevista foram publicadas no caderno Mais! da &lt;em&gt;Folha&lt;/em&gt; do dia 7 de março. Leia aqui na íntegra a entrevista concedida por Michelson:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Reinaldo: Você me disse que concordava que havia uma aproximação entre as duas posições – a favor do criacionismo e contra a tese da mudança climática antropogênica. Por que você acha que essa convergência está ocorrendo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Michelson:&lt;/strong&gt; A convergência se dá simplesmente pelo fato de que os criacionistas, no esforço por se pautarem por pesquisas fidedignas e dados concretos, se deram conta, já há algum tempo, de que estava havendo certo exagero na questão do aquecimento antropogenicamente causado. Na verdade, entendo ser esse o exercício do bom ceticismo: não aceitar certos consensos até que haja evidências seguras. No entanto, é bom que fique claro que os criacionistas não negam a mudança climática, e nem tampouco a parcela de contribuição humana nisso. Contudo, os que têm estudado o assunto perceberam que o aquecimento global não é totalmente provocado pelo ser humano. Trata-se de um fenômeno natural para o qual a ciência ainda não tem um modelo que possa ser corroborado pelas evidências ou não. Recentemente, parece que certos veículos da grande imprensa também estão se dando conta disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O fato de que essas posições estão ganhando voz é um sintoma de uma crise de confiança generalizada em relação à ciência, em sua opinião?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não creio que isso conduzirá a uma crise de confiança na ciência. E nem deveria. A ciência avança assim mesmo: com hipóteses, teorias e revisões de dados que podem levar a conclusões totalmente diferentes das hipóteses propostas inicialmente. É preciso haver abertura para essas revoluções científicas (como diria Thomas Kuhn), a fim de que se evitem os “dogmas” e se impeça que certas teorias acabem blindadas e protegidas das discussões. Além disso, não seria justo jogar por terra os benefícios trazidos à humanidade em decorrência do desenvolvimento científico. Mas fica o alerta de que não devemos aceitar qualquer tipo de consenso apenas porque existe certa unanimidade científica, popular ou por parte da mídia. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma impressão que eu gostaria de saber se é verdadeira: parece que os meios cristãos (não-católicos) brasileiros acompanham muito de perto as tendências e os temas de debate que nascem nos EUA. No caso dos adventistas, talvez isso seja natural porque se trata de uma igreja com raízes nos EUA. De qualquer maneira, se a minha impressão estiver correta, não lhe parece algo problemático que os adventistas e demais cristãos brasileiros aceitem um discurso que talvez tenha a ver com necessidades sociais e econômicas americanas (como o &lt;em&gt;lobby &lt;/em&gt;do carvão e do petróleo), e não tanto com realidades religiosas?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso específico da Igreja Adventista do Sétimo Dia, embora ela tenha, de fato, raízes norte-americanas, hoje se trata de uma igreja mundial, presente em praticamente todos os países e tendo como presidente um pastor norueguês. Por sinal, a maior presença adventista hoje está no Brasil, com cerca de 1,5 milhão de membros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os criacionistas do Brasil reconhecem que a controvérsia entre darwinistas e criacionistas nos Estados Unidos tem certo tom político, uma vez que muitos que defendem o criacionismo por lá fazem parte da chamada nova direita cristã, fortemente envolvida na vida política do país. Mas não podemos inferir disso que todos os criacionistas estão preocupados em impor suas ideias por via política e/ou jurídica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente, esse não é o caso no Brasil. Prova disso é a posição da Sociedade Criacionista Brasileira (www.scb.org.br) com relação ao ensino do criacionismo nas escolas públicas: somos contra. Isso porque a entidade reconhece que vivemos num Estado laico e que o criacionismo bíblico tem um componente religioso, e entende que não há profissionais devidamente qualificados para o ensino do criacionismo, uma vez que esse tema ainda não é devidamente discutido nas faculdades, onde prevalece a visão darwinista naturalista. O que os criacionistas esperam é que se ensine um darwinismo crítico, apontando seus pontos fortes, mas sem deixar de lado suas insuficiências epistêmicas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual a sua opinião, do ponto de vista teológico mesmo, sobre como se concilia a desconfiança que vocês mostram em relação ao ambientalismo e o papel de “jardineiro” da Terra que o homem recebe em Gênesis 1 e 2. Consideremos a hipótese de que os defensores do aquecimento antropocêntrico estejam corretos. Não seria dever de todo cristão mitigar os efeitos dele?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconfiar do exagero quanto à culpa humana no aquecimento e das intenções por trás de quem está orquestrando o assunto não tira de nós a responsabilidade de cuidar do meio ambiente. Para comparar: ao afirmarmos que certos interesses políticos foram levados adiante graças aos atentados terroristas do 11 de Setembro, não estamos dizendo, com isso, que o terrorismo não deva ser combatido em todas as suas formas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, os cristãos entendem que foram incumbidos por Deus de administrar a criação, não por motivações políticas ou movidos por algum tipo de crença pagã de que a Terra seria uma divindade. A motivação ecológica do cristão tem que ver com obediência ao Criador e respeito ao próximo, que passa pelo respeito ao meio ambiente, que é a “casa de todos”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, de fato, órgãos como o Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas da ONU “maquiaram” informações sobre o aquecimento global supervalorizando a responsabilidade humana nesse fenômeno (lembre-se dos e-mails hackeados contendo evidências inequívocas de manipulação e do mea culpa de algumas autoridades em climatologia que recuaram publicamente de suas posições favoráveis ao aquecimento), a pergunta deve ser: Por que fizeram isso? Não quero dar a impressão de que estou lidando com teorias conspiratórias – que geralmente se alimentam não do que se sabe, mas do que apenas se suspeita, se insinua –, mas é sabido que a engenharia social é utilizada há um bom tempo como poderoso recurso de manipulação das massas, criando consensos artificiais e aprovando leis de interesse dos detentores do poder. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por meio de matérias alarmistas veiculadas com insistência nos meios de comunicação, o medo de que a Terra estaria com seus dias contados foi alimentado. Aos poucos, vimos um fenômeno se desenvolvendo: o ambientalismo se tornando uma religião urbana de alcance mundial, tanto que alguns estudiosos do assunto passaram a chamar isso de ecomenismo, ou seja, um movimento aglutinador ainda mais poderoso que o ecumenismo religioso promovido especialmente pela Igreja Católica. De uma hora para outra, católicos, evangélicos, espiritualistas, ateus e cientistas estavam empunhando juntos a bandeira verde, pensando em propostas para salvar o planeta da destruição – uma dessas propostas, inclusive, tem que ver com o descanso dominical, endossado até mesmo pelo jornal &lt;em&gt;The Guardian&lt;/em&gt;, com a campanha “slow Sunday”.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fale sobre os aspectos escatológicos que os adventistas enxergam no movimento ambientalista. Em linhas gerais, por que os adventistas propõem um elo entre o ambientalismo e as expectativas escatológicas da igreja?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O movimento ambientalista atual tem "sabor" de neopaganismo, cujo &lt;em&gt;slogan &lt;/em&gt;é "salvar a mãe Terra". A pauta ambiental, ao que tudo indica, deve gerar uma mobilização interdenominacional em torno do domingo como dia de observância religiosa, tendo em vista que esse dia é tido como especial ou sagrado para a maioria dos cristãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como lhe disse, os adventistas também têm um compromisso ambiental, mas baseado no amor ao próximo e na missão de, tanto quanto depender de nós, manter a "casa" em ordem até que Jesus venha realizar a remodelação completa do planeta, o que ocorrerá após a segunda vinda dEle. Ao contrário do que alguns possam pensar, ser adventista não significa aguardar o segundo advento de braços cruzados. Muito pelo contrário, seguindo as instruções de Jesus, devemos ser atuantes até o fim, ajudando a minorar o sofrimento das pessoas e as mazelas sociais. Para os adventistas criacionistas, a preservação do meio ambiente está inserida nesse contexto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19768511-5972769478500325030?l=www.entrevistas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/5972769478500325030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/5972769478500325030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.entrevistas.criacionismo.com.br/2010/03/folha-de-s-paulo-entrevista-michelson.html' title='&lt;em&gt;Folha de S. Paulo&lt;/em&gt; entrevista Michelson Borges'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19768511.post-4462496081132834724</id><published>2009-12-10T01:58:00.000-08:00</published><updated>2009-12-11T05:54:05.184-08:00</updated><title type='text'>Sonhos e desafios de um jovem editor adventista</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/SyDHgFjhSQI/AAAAAAAAKiE/IkDKyG0S_H0/s1600-h/blanco3.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 188px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/SyDHgFjhSQI/AAAAAAAAKiE/IkDKyG0S_H0/s200/blanco3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413546106160236802" /&gt;&lt;/a&gt;Marcos Gabriel Blanco nasceu em Mendoza, Argentina, em 1975. Casado com Claudia Elizabeth Blath de Blanco, tem um casal de filhos: Gabriel, de cinco anos, e Julieta, de quatro. Formado em Teologia, estudou comunicação e atuou como revisor, tendo se especializado em textos jornalísticos. Mestrando em Teologia (falta-lhe apenas defender a dissertação), publicou o livro &lt;em&gt;Jesús Extremo &lt;/em&gt;(em fase de preparo para publicação também em língua portuguesa, pela Casa Publicadora Brasileira). Seu passatempo preferido são os esportes ao ar livre, como corrida, &lt;em&gt;mountain bike &lt;/em&gt;e alpinismo (esteve no Aconcágua).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente eleito para chefiar o departamento de Redação da Associación Casa Editora Sudamericana (Aces), a editora adventista da Argentina, concedeu esta entrevista ao jornalista Michelson Borges:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como recebeu a notícia da sua escolha para chefiar a Redação da Aces?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma grande surpresa. Não esperava tal responsabilidade nesta etapa da minha vida. É um desafio muito grande, no entanto, entendo que Deus pode nos capacitar a cumprir com a tarefa para a qual nos chama. Abrimos uma oportunidade a Deus quando nos sentimos pequenos para a tarefa que temos diante de nós, porque vamos a Ele em busca da sabedoria necessária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, amo o ministério da página impressa, e agradeço a Deus por dar-me esta oportunidade de trabalhar com as publicações. Este ministério desempenha um papel muito importante na pregação do evangelho e é um privilégio servir com esse objetivo em mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como você encara o papel de um editor adventista?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As publicações têm o objetivo de preparar um povo para a vinda de Jesus. Sob esse ponto de vista, o editor adventista prepara materiais para proclamar as boas-novas do evangelho, de um lado, e para ajudar no crescimento espiritual daqueles que já fazem parte do povo de Deus, de outro. Isso exige que o editor compreenda muito bem a mentalidade secular e, ao mesmo tempo, conheça a realidade da igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, as publicações são o meio que chega a maior quantidade de adventistas e, nesse sentido, estabelece a pauta teológica, vela por manter a identidade de nossa mensagem. Ademais, o editor deve compreender que as editoras são servas da igreja e que, portanto, devem acompanhar o movimento e a missão da igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fale um pouco sobre a Aces e o trabalho que você vinha desenvolvendo aí.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A Aces serve aos sete países de fala hispana da Divisão Sul-Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Tem uma longa trajetória editorial (neste ano, comemorou 105 anos de existência) e, em certo sentido, tem sido uma referência para as publicações em espanhol em todo o continente e também na Espanha. Até o momento de ser designado chefe da Redação, eu desempenhava as funções de editor da revista &lt;em&gt;Vida Feliz&lt;/em&gt; (semelhante à revista &lt;em&gt;Vida e Saúde&lt;/em&gt;), editor da revista &lt;em&gt;Ministerio&lt;/em&gt;, editor associado da &lt;em&gt;Revista Adventista&lt;/em&gt;, editor da revista &lt;em&gt;Ação Jovem&lt;/em&gt;, editor da Lição da Escola Sabatina dos juvenis e editor ocasional de livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que muda em sua rotina daqui para frente?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Até agora, se bem que já trabalhava em equipe, minha tarefa consistia fundamentalmente na preparação e edição de materiais. Agora, a isso se soma a grande responsabilidade de liderar todo o grupo de redatores e editores. Isso significa estabelecer a linha editorial e motivar todo o grupo para cumprir os objetivos da Redação. Também inclui resolver as dificuldades que surgem no dia a dia de uma editora que possui parque gráfico. A dinâmica de trabalho de uma publicação é vertiginosa, desde sua redação e edição, até a impressão, e isso implica levar em conta grande quantidade de detalhes em uma editora que imprime centenas de materiais continuamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você foi escolhido para um cargo de grande responsabilidade com “apenas” 34 anos. O jovem adventista deve estar preparado para assumir grandes responsabilidades? O que envolve esse preparo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Há um grande movimento ultimamente na Igreja Adventista em geral e, particularmente, na Divisão Sul-Americana, pelo qual estão sendo abertas grandes oportunidades aos jovens. Cada dia há mais jovens ocupando cargos de liderança. Porém, o jovem necessita estar preparado para assumir as responsabilidades que isso envolve. O primeiro requisito indispensável é a comunhão com Deus. Sem um contato diário com Deus, por meio do estudo da Bíblia e da oração, dificilmente alguém pode estar preparado para enfrentar os desafios de assumir grandes responsabilidades na igreja. A segunda condição é o desejo de servir a Deus e cumprir a missão que Ele nos confiou, sem importar o que devemos deixar para trás a fim de realizar essa tarefa. Finalmente, a obra necessita de pessoas preparadas, pelo que é necessário capacitar-se o melhor possível, especializar-se com o fim de apresentar um serviço qualificado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quais os seus maiores desafios como redator chefe e seus sonhos para a imprensa adventista na Argentina?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos o grande desafio de lidar com as demandas da igreja na América do Sul, que está crescendo com rapidez e, ao mesmo tempo, tem uma ampla variedade de ministérios e programas. Como equipe de Redação da Aces, devemos estar preparados para atender as necessidades que a igreja tem nos sete países aos quais atendemos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há o desafio de capacitar o grupo de editores e redatores. É necessária sólida formação teológica. O adestramento no manejo do idioma e a atividade jornalística também são importantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos também uma dívida com os jovens: poder compreendê-los e oferecer-lhes materiais que sejam atrativos para eles e que, ao mesmo tempo, os ajudem a crescer em sua relação com Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu maior sonho como chefe da Redação é ver a igreja preparada para a segunda vinda de Cristo e comprometida com a missão de pregar essa mensagem. As publicações desempenharão papel importantíssimo na terminação da obra, e anelo ser testemunha ativa nessa proclamação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você publicou recentemente o livro &lt;em&gt;Jesús Extremo&lt;/em&gt;. Fale um pouco sobre ele.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;É um livro destinado aos jovens, embora possa ser aproveitado por todas as faixas etárias. Parte do livro é um testemunho, no qual descrevo meu afastamento de Deus e o que me levou a voltar para Ele. O livro trabalha com a ideia das contradições da vida cristã: morrer para nascer, ser o último para chegar a ser o primeiro, perder a vida para ganhá-la, etc. São ensinos do Evangelho que ajudaram em minha caminhada cristã, e que quis compartilhar com os leitores, com a certeza de que poderão ajudá-los também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19768511-4462496081132834724?l=www.entrevistas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/4462496081132834724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/4462496081132834724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.entrevistas.criacionismo.com.br/2009/12/sonhor-e-desafios-de-um-jovem-editor.html' title='Sonhos e desafios de um jovem editor adventista'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/SyDHgFjhSQI/AAAAAAAAKiE/IkDKyG0S_H0/s72-c/blanco3.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19768511.post-7274060534319338450</id><published>2009-11-09T16:12:00.000-08:00</published><updated>2009-11-11T18:03:17.804-08:00</updated><title type='text'>A lógica do Sabino</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/Svtr7RnfQUI/AAAAAAAAKN8/U8QLM-BIMnM/s1600-h/Sabino.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 196px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/Svtr7RnfQUI/AAAAAAAAKN8/U8QLM-BIMnM/s200/Sabino.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403030844046524738" /&gt;&lt;/a&gt;Marcos André Sabino Ferreira nasceu em 18 de agosto de 1986, na cidade de Vila Nova de Gaia, Portugal. Membro da Igreja Evangélica de Belomonte, na cidade do Porto, gosta de jogar futebol, tocar guitarra, ler e passear pela blogosfera. Licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade do Minho, em Braga, está a poucos meses de concluir o Mestrado em Informação e Jornalismo. Atualmente, trabalha como gestor de comunicação numa empresa e mantém o blog &lt;a href="http://alogicadosabino.wordpress.com/"target="_blank"&gt;A Lógica do Sabino&lt;/a&gt;. Nesta entrevista concedida a Michelson Borges, ele fala sobre seu interesse pelo criacionismo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Desde quando surgiu seu interesse pelo criacionismo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu interesse pelo criacionismo é bem recente. Surgiu há coisa de dois anos. Na época, entrei num debate sobre a existência de Deus, no blog de um amigo do meu curso, e a partir daí senti necessidade de me aprofundar mais nesse tema.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que tipo de leituras e estudos fez a fim de se capacitar para essas discussões?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Eu costumo dizer que comecei pelo lado oposto. Primeiro, li livros que eram contra o Cristianismo, nomeadamente &lt;em&gt;A Desilusão de Deus&lt;/em&gt;, do Richard Dawkins [&lt;em&gt;Deus Um Delírio&lt;/em&gt;], e o livro &lt;em&gt;Evolução e Criacionismo: uma relação impossível&lt;/em&gt;, de quatro evolucionistas portugueses. A ideia era saber quais os argumentos usados por eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só depois comecei a ler coisas sobre criacionismo. Conheci sites como o Creation Ministries International e o Institute for Creation Research, mandei vir alguns livros e todos os dias lia umas duas horas. Tive a felicidade de conhecer o blog Génesis contra Darwin, um blog criacionista português e, mais tarde, seu autor. Ele já conhecia as falácias evolucionistas e foi uma grande ajuda quando dos meus primeiros passos no criacionismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por que resolveu também criar um blog para defender a visão teísta/criacionista?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criei o blog primeiro para responder ao meu amigo de curso. Depois o blog foi ficando com mais conteúdo e o objetivo aí era dar argumentos a outros cristãos que não sabiam muito bem como encaixar os dados “científicos” na história bíblica, à semelhança das dificuldades que eu também tinha sentido anteriormente. &lt;br /&gt;Atualmente, dois anos depois, o propósito do blog é expor as mentiras evolucionistas ensinadas como se fossem ciência objetiva e anunciar a verdadeira origem das espécies e as suas implicações.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quais os maiores desafios para manter um blog dessa natureza?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a maior dificuldade seja ter em mente que estou escrevendo tanto para pessoas que entendem do assunto, como para pessoas que apenas o conhecem superficialmente. Isso por vezes é complicado porque há postagens que escrevo pensando que todos os que as vão ler têm o mesmo conhecimento que eu tenho e isso pode constituir um obstáculo à compreensão do assunto abordado. É algo que eu tenho aprendido a trabalhar com o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arranjar tempo para o blog não é um desafio pois é algo que faço com gosto e faz parte do dia a dia.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E as maiores alegrias proporcionadas por esse trabalho?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é fácil. Sem dúvida que as maiores alegrias proporcionadas por esse trabalho são as palavras que ouço/leio de pessoas que eu nunca sequer vi na minha vida. Ao longo destes dois anos de blog, já falei com pessoas (1) que não estão seguras quanto à existência de Deus, mas que gostam de acompanhar o blog porque lhes dá a conhecer outras perspectivas que elas não imaginavam existir; (2) que estavam na dúvida quanto à existência de Deus e à veracidade da Bíblia, mas que fortaleceram a fé; (3) que não sabiam como debater certos assuntos com os amigos, mas que agora sabem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom quando recebemos comentários ou e-mails desse gênero. É aqui que vemos que nosso trabalho não está sendo em vão (também sinto a sua alegria sempre que você publica o “E-mails que nos alegram”). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, pensamos que nossa mensagem não está sendo dada, apenas por aquilo que dizem os ateus que comentam no blog. No entanto, temos que lembrar que o número de pessoas que apenas acompanha as postagens e os comentários é muito maior do que o daquelas que comentam. É para essas que é importante continuar a escrever.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como você encara a responsabilidade do jornalista/comunicador criacionista?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho muita experiência nisso. Atualmente não desempenho funções jornalísticas. A única experiência que tive com isso foi quando estagiei na TV Ciência. Tive que fazer alguns artigos que tinham noções evolucionistas (ex: Terra com bilhões de anos), mas não muito mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em sua opinião, quais os argumentos mais fortes em favor do criacionismo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos mais fortes é, sem dúvida, o design presente em todas as formas de vida. A natureza está cheia de &lt;em&gt;design &lt;/em&gt;por todo o lado. São os ateus evolucionistas que têm que se esforçar por explicar o porquê de o &lt;em&gt;design &lt;/em&gt;não ter designer, se nós sabemos que &lt;em&gt;design &lt;/em&gt;tem sempre um designer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo que me fascinou foi quando eu estava na TV Ciência e assisti a uma conferência de robótica. A certa altura, o diretor de uma das empresas lá representadas disse que só o simples movimento do braço de um robô é extremamente complexo e que demorará alguns anos até podermos sonhar com empregadas como a dos Jetsons. Isso me fascinou porque nós executamos milhares de movimentos simultâneos por segundo. Isso é um nível de &lt;em&gt;design &lt;/em&gt;fora de série. O cientista que conseguir colocar um robô para executar um “moonwalk” será considerado um gênio. Pois bem, o gênio de Deus já fez isso. São coisas que damos por garantido e que nem pensamos nelas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E as maiores fragilidades ou pontos em que se deve aprofundar a pesquisa?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho curioso você falar em “aprofundar a pesquisa”, uma vez que muita gente (evolucionistas) pensa que os criacionistas não conduzem nenhum tipo de investigação, quando isso está longe de ser verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os criacionistas têm feito um bom trabalho relativamente à área da datação radiométrica. O grupo RATE, constituído por cientistas doutorados em áreas como Geologia e Física, reuniu evidências de como o decaimento radioativo já foi mais acelerado no passado. Claro que isso é visto pelos evolucionistas como sendo “má pesquisa” ou “pesquisa enviesada”, porque não lhes dá jeito admitir que os métodos de datação se assentam em pressupostos errados. No entanto, é curioso que são os próprios evolucionistas que têm constatado que o decaimento radioativo talvez tenha sido acelerado no passado (confira &lt;a href="http://www.newscientist.com/article/mg20227141.400-solar-ghosts-may-haunt-earths-radioactive-atoms.html?page=1"target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que a pesquisa criacionista deveria se concentrar nesse assunto. É fulcral. Se se colocar em dúvida os bilhões de anos atribuídos à Terra, toda a teoria evolucionista cai por terra (aliás, como já caiu, quando se encontraram tecidos moles em fósseis de dinossauros. Se eles realmente tivessem milhões de anos, esse tipo de material já não estaria ali à espera de ser encontrado).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fale sobre como andam as discussões sobre as origens em seu país.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui o debate público Criacionismo vs. Evolucionismo é praticamente nulo. A discussão ocorre mais ao nível da blogosfera. Mas espero que isso mude, a médio prazo. Atualmente, o grande defensor do criacionismo é o Jónatas Machado, professor de Direito na Universidade de Coimbra. Estou à espera de que Deus também me use para espalhar a verdade bíblica por terras lusitanas. Tenho procurado encorajar outros criacionistas jovens a se envolverem mais nessa área (meu amigo do http://samdizque.wordpress.com e a minha amiga virtual do http://portal-cristao.blogspot.com).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fala-se que a Europa está muito secularizada. O que os cristãos podem e devem fazer para lidar com esse quadro?&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Acho que os cristãos deveriam ser mais ativos na defesa do Cristianismo. Cada vez mais os valores morais se afastam dos valores de Deus. Aqui em Portugal, depois da legalização do aborto, agora a discussão é sobre a legalização do casamento homossexual. Sei que muitos vão achar que sou retrógrado ou coisa do gênero, mas a verdade é esta: se não querem que os valores bíblicos imperem, depois não perguntem por que é que “Deus permite” coisas como a fome e guerras. Se o ser humano não quer que Deus reine, Ele, gentilmente, fará a nossa vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encorajo todos os cristãos que acompanham o blog a criarem seu próprio espaço. Cada um de nós pode chegar a pessoas às quais outros jamais chegarão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você tem tido bastante contato com brasileiros. Quais as semelhanças e diferenças entre o trabalho feito por criacionistas aqui e em Portugal?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu noto é que a discussão desse assunto é muito mais forte no Brasil do que em Portugal. Espero que daqui a alguns anos se discuta, em Portugal, metade do que se discute aí no Brasil a respeito desse tema.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que sites e blogs brasileiros você costuma acompanhar e por quê?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanho diariamente o seu [Criacionismo.com.br], assim como o blog do &lt;a href="http://ceticismodafe.blogspot.com/"target="_blank"&gt;Cético&lt;/a&gt; – o cara é muito maneiro (para usar uma expressão brasileira, eheh). Também acompanho o &lt;a href="http://artureduardo.blogspot.com/"target="_blank"&gt;Fatos em Foco&lt;/a&gt;, do pastor Artur Eduardo. São blogs parecidos com o meu, que se debruçam sobre os mesmos assuntos. Desejo que continuem atingido mais pessoas com as palavras da Verdade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que diria a um jovem que enfrenta oposição e críticas na universidade pelo fato de ser criacionista? Como ele deve lidar com isso?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Tenho amigos que se encontram nessa posição. Estudam em áreas como Biotecnologia, Medicina e Biologia Marinha, e certamente vão levar com muita evolução em cima. A pessoas que se encontram nessa situação diria para não se deixarem intimidar com aquilo que vão ouvir como sendo verdades científicas. Uma coisa que o tempo nos tem mostrado é que as especulações evolucionistas acabam sempre por cair e aquilo que foi ensinado ontem como verdade, hoje já está completamente ultrapassado e foi substituído por outro tipo de mentiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Suas últimas palavras.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém uma vez disse: “Um pouco de ciência nos afasta de Deus, muita nos aproxima”. Gosto da frase porque ilustra bem o que se passa. Se realmente ficarmos com as evidências “científicas” selecionadas pelos evolucionistas, aí é normal acharmos que Deus não existe. Mas se aprofundarmos nosso conhecimento científico, conseguiremos ver que é impossível não haver um Criador, já que a natureza vive mostrando as obras dEle (Romanos 1:20).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19768511-7274060534319338450?l=www.entrevistas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/7274060534319338450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/7274060534319338450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.entrevistas.criacionismo.com.br/2009/11/logica-do-sabino.html' title='A lógica do Sabino'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/Svtr7RnfQUI/AAAAAAAAKN8/U8QLM-BIMnM/s72-c/Sabino.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19768511.post-1211611116806229750</id><published>2009-09-27T12:41:00.000-07:00</published><updated>2009-09-27T14:33:19.631-07:00</updated><title type='text'>“Ele não me abandonou”</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/Sr_JTsagWMI/AAAAAAAAJ8k/rSUcuhi-1dY/s1600-h/michelson+vanderlei.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 193px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/Sr_JTsagWMI/AAAAAAAAJ8k/rSUcuhi-1dY/s200/michelson+vanderlei.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386245019535431874" /&gt;&lt;/a&gt;No fim da década de 1980, um jovem adventista não mediu esforços para compartilhar o evangelho com um amigo relutante. Por mais de dois anos, o criciumense Vanderlei Ricken orou e trabalhou por seu conterrâneo e colega de escola. Valeu a pena o esforço. Depois de muito estudo da Bíblia, apelos e lágrimas, Michelson Borges aceitou a Jesus e a verdade revelada nas Escrituras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O blog www.amissão.com entrevistou os dois amigos que hoje moram a mais de mil quilômetros um do outro (Vanderlei é bibliotecário do Instituto Adventista Cruzeiro do Sul, em Taquara, RS; Michelson é editor na Casa Publicadora Brasileira, em Tatuí, SP). Conheça a seguir alguns lances dessa história de amizade, perseverança, amor e fé:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vanderlei, conte um pouco da história da sua conversão e de como conheceu o Michelson.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vim para a Igreja Adventista em 1981-1982 (meu batismo foi realizado no dia 31 de janeiro de 1982). Eu estava com 12 anos de idade. Meu irmão, o Volnei Ricken (atualmente tesoureiro do Colégio Adventista de Porto Alegre), foi o primeiro adventista na família. Ele usava drogas, fumava, bebia e fazia outras coisas terríveis. Deus escolheu o caso mais difícil da família para impressionar os demais em favor do evangelho. Ele ainda não era batizado e dava muitos estudos bíblicos, inclusive para mim. Decidi-me por Cristo quando, nas primeiras lições, li a Lei de Deus na Bíblia, contrastada com a lei que tinha aprendido no catecismo. Para mim, isso foi determinante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando comecei a frequentar os cultos na igreja de Criciúma, havia lá um adolescente muito fiel a Deus, o Aguinaldo Carvalho da Silva. Com ele eu saia todos os sábados à tarde para entregar folhetos e depois começamos a estudar a Bíblia com algumas pessoas. Quando esse meu amigo foi para o colégio interno, fiquei sozinho, numa igreja pequena, com poucos jovens e a maioria deles afastada de Deus, apesar de frequentarem a igreja. No meio dessa situação desanimadora, fiz uma oração: “Senhor, preciso de um amigo da igreja com quem eu possa compartilhar as dificuldades e crescermos juntos na fé.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus, como sempre, conduziu tudo. Eu havia parado de estudar assim que terminei o ensino fundamental. Quando voltei a estudar, escolhi o curso técnico em química. Fiz o primeiro ano e, no ano seguinte, tive que parar para servir ao Exército. Aquele foi um ano de muito preparo espiritual, pois as circunstâncias eram extremamente desfavoráveis para um cristão. Peguei detenções e outras punições por ser fiel a Deus, especialmente em relação à guarda do sábado. Mas Deus operou grandes livramentos nesse particular, e deixei um grande testemunho dentro do Exército, tanto para companheiros como para os oficiais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei no ano seguinte a fazer o curso de química. Nessa turma, eu cheguei com todo “gás espiritual”. E justamente naquela turma estudava o Michelson. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sempre gostei de estudar a Bíblia e de dar estudos bíblicos, pedi licença à professora, no início de uma aula, para dar um recado à turma. Ela permitiu e ofereci diferentes estudos bíblicos para toda a turma (Família Feliz, Encontro com a Vida, e outros). Praticamente todos aceitaram fazer algum tipo de estudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nossa turma havia uma testemunha de Jeová, um presbiteriano e um adventista, além de católicos. Com o Michelson, formamos um quarteto e mantínhamos o jornal da escola, o &lt;em&gt;Tô Sabendo&lt;/em&gt;. O jornal tinha sido ideia do Michelson. Toda a turma participava do jornal, mas nós participávamos um pouco mais. Um dia, estávamos nós quatro conversando e o Paulinho (a testemunha de Jeová) começou a falar contra Maria, mãe de Jesus. Foi o momento que tive para defender o católico Michelson, dizendo que José poderia muito bem ser viúvo ao casar com Maria e já ter tido outros filhos, sem ter sido necessariamente com Maria, pois os textos bíblicos dão margem para essa compreensão. A intenção era justamente me aproximar do Michelson. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noutro momento, disse algo assim: “Michelson, vejo que você é um cara inteligente. Você não tem curiosidade em relação ao livro do Apocalipse?” Não deu outra: ele “mordeu a isca”. Ofereci o estudo, ele aceitou e fiquei dando as lições para ele. Depois de respondê-las, ele me devolvia, e assim foi.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a ir à casa dele, e sempre esperava ele puxar alguma conversa religiosa. Frequentemente, ele tocava no assunto quando já era muito tarde, mas, mesmo assim, não me preocupava com o tempo e muitas e muitas vezes saí da casa dele de madrugada, depois de muitos estudos da Bíblia e explicações de textos e outros questionamentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Michelson, como você venceu o preconceito e acabou se tornando amigo do Vanderlei?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é realmente interessante, já que eu alimentava certo preconceito contra os “crentes”. Eu era católico praticante. Tinha feito estágio num seminário teológico em Tubarão, SC, e era líder de jovens. O sonho de minha mãe era ver-me padre. Quando conheci o Vanderlei, o que mais me chamou a atenção nele foram duas coisas: (1) o espírito brincalhão, que o tornava uma pessoa agradável e bem quista de todos, e (2) a ousadia com que falava de suas convicções. Eu podia discordar dele em assuntos de fé, mas uma coisa não podia deixar de admitir: ele tinha mesmo convicção no que cria. De vez em quando, ele deixava uns folhetos sobre as carteiras na sala de aula. Ao mesmo tempo em que me sentia meio afrontado com aquilo, meu respeito crescia por aquele “crente” cujo testemunho era coerente com a mensagem que espalhava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como você encarou o desafio para estudar o Apocalipse?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um misto de surpresa e curiosidade. Quando o Vanderlei me convidou para fazer os estudos, deixei bem claro de início que eu os faria sozinho, em casa, com minha Bíblia Edições Paulinas, com Imprimatur do papa. Na verdade, quando ele me desafiou a estudar o Apocalipse, lembrei da minha adolescência, quando tentei estudar esse livro sem entender muita coisa. Sempre tive vontade de estudar as profecias bíblicas e aquela poderia ser uma oportunidade, inclusive, de mostrar para o Vanderlei que ele, e não eu, estava errado em sua interpretação do livro profético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E o que aconteceu?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem preciso dizer quem caiu do cavalo, não é? Além das lições, o Vanderlei me entregava vários materiais adicionais, livros, apostilas, e me incentivava a ler várias passagens bíblicas. Lembro-me de ter lido o Novo Testamento em poucos dias. Cada vez mais a Palavra de Deus me fascinava e constatei que as doutrinas adventistas estão fortemente embasadas na revelação bíblica. Eu sublinhava tudo em minha Bíblia e tentava explicar para os meus amigos do grupo de jovens e para os padres que eu conhecia. Eles não compreendiam ou não aceitavam. De líder respeitado, passei a ser incompreendido e até considerado “cabeça fraca”. Isso doeu muito. Mas a dor maior que senti veio quando sugeriram que me retirasse do grupo de jovens, pois “minhas” ideias estavam causando desconforto. E não é pra menos: o último sermão que apresentei como católico, aos 17 anos, numa celebração, tratava da ressurreição de Lázaro e do sono da morte, e as últimas três reuniões que dirigi no grupo de jovens abordaram os temas volta de Jesus, estado do ser humano na morte e a vigência da lei moral e do sábado bíblico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como sua família viu essa sua mudança?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai não deu muita importância. Achava que era coisa de adolescente que “passaria” quando eu fosse para a faculdade. Mas minha mãe acabou tornando minha vida num verdadeiro inferno, por algum tempo. Todas as manhãs, ela me acordava para eu ir para a escola e fazia todo tipo de chantagem emocional, dizendo que eu estava acabando com a vida dela. Até que a convidei a estudar a Bíblia para saber por que eu estava pensando diferente. Como ela odiava o Vanderlei, aceitou os estudos, desde que fosse comigo. Resultado: um ano depois do meu batismo, para a honra de Deus, ela e minha irmã mais nova também foram batizadas - as duas primeiras pessoas a quem tive o privilégio de levar o conhecimento da verdade bíblica e que aceitaram o batismo.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vanderlei, desde quando você tem esse interesse em dar estudos bíblicos? Por que você considera importante fazer isso?&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que me tornei adventista, me envolvi na entrega de folhetos e, depois, na ministração de estudos bíblicos. Um dia, ouvi a história de uma mulher que queria sair da igreja. O pastor a desafiou a dar um estudo bíblico, e, depois, sim, poderia sair sem problema algum. No fim desse estudo, ela se animou tanto que desistiu da intenção de abandonar a fé. Nas palavras de Paulo: para que, pregando a outros, ele mesmo não fosse de alguma forma reprovado. Dar estudos bíblicos anima profundamente nossa própria fé. Se estiver desanimado, é só pregar que anima.   &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mais de dois anos se passaram até que o Michelson tomasse a decisão final ao lado da verdade bíblica. A que você atribui essa relutância por parte dele?&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Michelson participava num programa de rádio chamado “Missa no Rádio”, era líder do grupo de jovens da igreja matriz da cidade, até pensava em ser padre, fazia a celebração numa igreja católica em que o padre pouco aparecia, ajudava num jornalzinho da igreja, tinha amizade com toda a liderança... Tudo isso pesava fortemente para acentuar a relutância dele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Michelson...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, eu não gostava da ideia de perder minha influência e os amigos que tanto amava (e amo). Pra piorar a situação, pouco antes de tomar a decisão final de me tornar adventista, eu estava cursando o pré-vestibular. Como estava desempregado, era o meu pai quem pagava as mensalidades. Quando decidi não mais estudar aos sábados, fiquei preocupado. Se não fosse aprovado no vestibular e meu pai soubesse que eu havia perdido todas as aulas de sexta-feira à noite e de sábado à tarde, o que ele iria dizer? Mas Deus me ajudou, fiz a minha parte estudando bastante, e, no início de 1992, mudei-me para Florianópolis. Havia sido aprovado para o curso de Jornalismo da UFSC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vanderlei, você também orou intercessoriamente pelo Michelson. Você acha que essas orações foram determinantes? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orei muito por ele. Eu olhava para ele e pensava assim: “Já pensou um cara desse na Igreja Adventista?” Eu pedia muito e muito a Deus para me dar sabedoria ao apresentar os assuntos para ele e ao Espírito Santo para tocar sempre o coração dele. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual a maior resposta a uma oração que Deus já lhe concedeu?&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que o Michelson na Igreja Adventista foi a maior resposta a uma oração minha. Deus me deu um grande amigo e irmão... Um irmão mesmo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Michelson, como você via a dedicação do Vanderlei em lhe transmitir a Palavra de Deus?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso dizer que isso foi o que mais me impressionou. Mesmo eu tendo relutado por mais de dois anos, Deus nunca desistiu de mim. Nem o Vanderlei. Ele pedalava alguns quilômetros para me visitar toda sexta-feira à noite, chovesse ou não, fizesse frio ou não. Ficávamos durante horas estudando a Bíblia. Eu apreciava muito aqueles momentos. Sentia que o Vanderlei era um amigo verdadeiro. A paciência que ele teve comigo foi uma prova de que ele verdadeiramente se interessava em minha salvação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que esses estudos bíblicos e essas orações fizeram por você, Vanderlei?&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha igreja não existia um plano de discipulado que ensinasse os adolescentes a dar estudos bíblicos, visitar, etc. Aprendi isso pelo método de tentativa e erro. Muitos erros, inclusive. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Deus vai capacitando quem se coloca à disposição dEle. Eu era muito tímido, tinha vergonha, mas muita vergonha mesmo de até fazer uma oração em público. Eu chegava a sair de dentro da igreja nos momentos em que escolhiam alguém para orar. Falar em público era uma tortura para mim. Deus foi trabalhando em minha vida e hoje alguns podem dizer ou achar: “Ah, para ele foi fácil. Ele tem facilidade de se expressar.” Ledo engano. Só por Deus mesmo. “Não digas: Eu sou uma criança, porque a todos a quem Eu te enviar irás e tudo quanto Eu te mandar falarás. Não temas diante deles, porque Eu sou contigo para te livrar, diz o Senhor” (Jr 1:7, 8). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como foi o dia do batismo do seu amigo? O que sentiu quando viu o Michelson, finalmente, no tanque batismal?&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe felicidade maior do que você ver o batismo de alguém que você conduziu a Cristo. Como é importante participarmos da salvação de outras pessoas. Como cuidamos desses recém-nascidos. Como nos preocupamos com eles. Hoje, precisamos muito desse envolvimento com os que são batizados. Se fizéssemos isso, fecharíamos a “porta dos fundos” das nossas igrejas.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Antes de o Michelson ser batizado, você o convidou a participar de projetos evangelísticos e até mesmo o incentivou a ministrar estudos bíblicos com você. Qual era o seu objetivo com isso? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Michelson teve tudo o que eu não tive ao entrar na igreja. Fiz questão de ensinar a ele tudo o que eu sabia, na teoria e na prática. Ele foi comigo discutir com pessoas de outras religiões, fazer visitas, dar estudos bíblicos, até para pregar eu o coloquei, numa Semana do Calvário que fizemos num acampamento dos desbravadores. Ele não era batizado, ainda, e o clube de desbravadores foi também uma grande força para ajudá-lo a superar a separação do grupo de jovens da Igreja Católica. Eu também participava de muitas coisas com ele no grupo de jovens. Estava “em todas”. O pessoal do grupo de jovens ficava me olhando com cara feia, desconfiados... Fui até em procissão com ele; ele foi o Cristo e eu, o fotógrafo (risos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que história é essa Michelson?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma encenação de Via Sacra. Eu fiz o papel de Jesus e me senti honrado. Graças ao Vanderlei, tenho fotos desse momento. Ele participou de algumas reuniões do grupo de jovens também, e isso me mostrou que, diferentemente de mim, ele não tinha preconceitos. Posso dizer que verdadeiramente o Vanderlei se fez de gentio para ganhar um gentio (cf. 1Co 9:19-23). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você gostava de acompanhar o Vanderlei nas atividades missionárias? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como! Eu tinha uma motoneta mobilete que apelidamos de “evangelista”. Com ela, o Vanderlei e eu íamos a bairros distantes dar estudos bíblicos. Na época, eu não compreendia, mas hoje vejo que meu “pai na fé” fez exatamente o que Jesus fez com os discípulos dEle: primeiro, ele me mostrou como se prega; depois, foi comigo; em seguida, me enviou. Essa experiência de partilhar o evangelho com outras pessoas solidificou minha fé e meus conhecimentos doutrinários. Pregar o evangelho é um dos maiores privilégios que podemos ter neste mundo. Ainda hoje, mesmo envolvido nas atividades da instituição adventista (obra), procuro sempre dar estudos bíblicos acompanhado de minha esposa e filhas. Ajudando a salvar o próximo, também colaboramos para a nossa própria salvação, na medida em que precisamos manter viva nossa comunhão com o Salvador.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A igreja possui hoje o Plano de Discipulado. O objetivo é que o instrutor bíblico não seja apenas o “professor” das doutrinas, mas um discipulador que ensine o novo membro a viver o estilo de vida adventista e a pregar o evangelho. Vanderlei, você crê que isso é importante? Por quê? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu pratiquei exatamente isso. Podemos dizer que o Michelson é fruto do Plano de Discipulado. Isso é fundamental para a vida cristã. Afinal, “todo verdadeiro discípulo de Cristo nasce no Reino de Deus como um missionário”, nas palavras de Ellen White.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quando estudava a Bíblia com o Michelson, num dos últimos apelos que fez a ele, antes do batismo, você disse que esperava que ele fosse um “Paulo moderno”.&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Michelson tinha todo o conhecimento que me foi possível passar a ele. Ele estava quase salvo, mas ainda estava totalmente perdido. Eu apelei ao coração dele para ele não ser um rei Agripa (“por pouco me persuades...”) e sim um Paulo moderno. Ele quase rejeitou o convite divino, mas, graças a Deus, aceitou a Cristo e a Verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Esse apelo mexeu com você, Michelson?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. O Vanderlei é mestre em fazer apelos. Desde o início dos estudos e quando me visitava em casa, ele não perdia a oportunidade de apelar para que eu me entregasse a Jesus. Quando ele falou de Paulo e Agripa e disse que eu precisava descer do muro da indecisão, não consegui mais resistir ao chamado do Espírito Santo.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Michelson disse que pregar o evangelho ajudou a fortalecer a fé dele. Você também pensa assim, Vanderlei?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Não consigo ver outra coisa na igreja que possa fortalecer a fé de um membro, em igual intensidade, como pregar o evangelho. A pessoa pode ser alimentada ou entretida dentro da igreja com a música, programas especiais, etc., mas, para ter a fé fortalecida, só pregando aos outros.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que conselho vocês dariam para os jovens que sentem vontade de partilhar o evangelho, mas não sabem como fazer isso? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vanderlei: &lt;/em&gt;hoje temos à disposição uma série de coisas que podemos fazer para partilhar o evangelho. Envolva-se com algumas delas e você sentirá, em pouco tempo, a diferença em sua vida.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Michelson:&lt;/em&gt; há muitas pessoas sinceras esperando para ouvir da esperança que temos. Muitas vezes me deitei de costas nas areias úmidas da praia do Rincão (no litoral sul-catarinense), onde meus pais têm uma casa de verão, e ficava me perguntando, ao olhar as estrelas: De onde viemos? Para onde vamos? Qual o sentido da vida? Somos tão pequenos em comparação com o Universo, será que temos mesmo valor para Deus? Estudar a Bíblia abriu-me os olhos e forneceu respostas para muitas perguntas que me atormentavam havia anos. Como posso manter essa revelação maravilhosa apenas comigo? Cada um tem seu círculo de amizades e é, em certa medida, responsável pela salvação dessas pessoas. Que tal orar a Deus para que Ele lhe prepare uma oportunidade de pregar a uma dessas pessoas? Experimente e você terá surpresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E para aqueles que não sentem vontade de evangelizar? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vanderlei:&lt;/em&gt; Ellen White dá a solução: “Meus irmãos e minhas irmãs, quereis romper o encanto que vos prende? Quereis despertar dessa indolência que se assemelha ao torpor da morte? Ide trabalhar, quer vos sintais dispostos a isto, quer não. Empenhai-vos em esforço pessoal para levar almas a Jesus e ao conhecimento da verdade. Em tal trabalho, encontrareis tanto um estímulo como um tônico; ele a um tempo despertará e fortalecerá” (&lt;em&gt;Testemunhos Seletos&lt;/em&gt;, v. 2, p. 128, 129).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Michelson:&lt;/em&gt; Antes de conhecer o Vanderlei, tive contato com uma adventista do sétimo dia no primeiro ano do ensino médio. Mas ela nunca falou de Jesus para mim e eu nem sabia a que religião ela pertencia (só soube disso quando a vi, tempos depois, na igreja). Ainda bem que Jesus não desistiu de mim e colocou o Vanderlei em meu caminho. Serei eternamente grato a ambos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Se você quiser conhecer mais da história de conversão do Michelson e da esposa dele, a Débora, leia o e-book &lt;a href="www.michelsonebook.blogspot.com"target="_blank"&gt;Deus Nos Uniu&lt;/a&gt;)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19768511-1211611116806229750?l=www.entrevistas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/1211611116806229750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/1211611116806229750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.entrevistas.criacionismo.com.br/2009/09/ele-nao-me-abandonou.html' title='“Ele não me abandonou”'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/Sr_JTsagWMI/AAAAAAAAJ8k/rSUcuhi-1dY/s72-c/michelson+vanderlei.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19768511.post-5927628884273708380</id><published>2009-09-17T04:29:00.000-07:00</published><updated>2009-09-21T15:05:43.767-07:00</updated><title type='text'>Púlpito virtual</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/SrId3059z2I/AAAAAAAAJ0Y/sdeCB5-0uws/s1600-h/vanessa.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 196px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/SrId3059z2I/AAAAAAAAJ0Y/sdeCB5-0uws/s200/vanessa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382397349592944482" /&gt;&lt;/a&gt;Vanessa Meira tem 31 anos e esbanja alegria e vontade de viver. Quem &lt;br /&gt;conhece a empolgação com que realiza seu trabalho voluntário de &lt;br /&gt;moderadora da maior comunidade direcionada a jovens adventistas no &lt;br /&gt;Orkut (que tem quase 70 mil membros), nem imagina as lutas que viveu &lt;br /&gt;no passado e a linda história da conversão pela qual passou. Natural de &lt;br /&gt;São Paulo, ela dá aula para o 5º ano do Ensino Fundamental no Colégio Adventista de Indaial, SC, e é casada com Isaac Malheiros Meira Jr., capelão do mesmo colégio. Nesta entrevista, concedida ao jornalista Michelson Borges, Vanessa conta um pouco de sua vida e fala do potencial evangelístico da web:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fale um pouco sobre sua vida antes de se tornar adventista.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive uma infância confusa. Meu pai vendia drogas, era usuário e praticava outras atividades ilegais. Uma hora era extremamente brincalhão, afetuoso... Mas, de repente, se tornava agressivo. Quebrava a casa inteira, batia na gente sem motivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia morávamos numa casa bonita, tínhamos tudo que queríamos... No outro, estávamos num barraco com poucos móveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe era uma mulher totalmente apaixonada. Suportava as loucuras do meu pai, vivia para ele. Não via esperança nos olhos dela e a gota d’água foi quando aos oito anos eu disse para meu pai que chamaria a polícia. Minha mãe percebeu o mal que toda aquela situação estava trazendo para os filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos nove anos de idade, fumei sozinha, no banheiro de casa. E bebia o restante de bebida que meu pai deixava nos copos espalhados pela casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a trabalhar bem nova e gostava de estudar, então, trabalhava o dia todo e estudava à noite. Sempre tive êxito em tudo o que fazia. Antes dos 18 anos, já era gerente de uma loja com vários funcionários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai foi preso algumas vezes e minha mãe sempre vendia tudo o que tinha para libertá-lo. A última prisão dele me marcou bastante. Eu já era adulta e as visitas que fiz ao presídio realmente me faziam mal. Sentia pena do meu pai e raiva de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha vida em casa era um caos. Meus pais haviam se separado e eu sofria tentando lidar com isso. Minha mãe se casou com outro homem e a confusão só aumentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai cada vez mais viciado, conhecendo drogas novas e mais letais. Me doía vê-lo se destruindo. Ele continuava se mantendo com atividades ilegais e muitas vezes o via na rua drogado ou bêbado e me escondia. Com vergonha, com pena, com raiva... E muito culpada por fugir do meu próprio pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu buscava alívio bebendo muito. Passei a usar drogas, fumava demais, vivia na rua, em festas... Eu estava literalmente perdida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como entrou em contato com a mensagem adventista?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a mensagem que me encontrou. Era um domingo e em meu bairro estava acontecendo uma gincana bastante tradicional ali. Eu já tinha bebido muito, o dia estava terminando, quando conheci uns jovens que foram participar da gincana. Eles moravam em outro bairro e foram ali só pra isso. Eles eram muito divertidos e acabei me envolvendo com um deles. E num papo meio “fim de festa”, falamos brevemente sobre Deus. Ele estava afastado da Igreja Adventista, mas “louco” pra voltar para os braços de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frequentei igrejas batistas e resistia bravamente à mensagem adventista. Mas num morno culto de quarta-feira, na Igreja Adventista de Ermelinda, senti o toque do Espírito Santo e vi que era inútil procurar a verdade em outro lugar. Fui batizada em 1994.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como a filha de um traficante acabou casando com um pastor?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algum tempo depois, já batizada, meu namoro com aquele rapaz terminou. Chateada e sozinha, fui visitar a Igreja Adventista da Concórdia. Lá alguns jovens estavam montando um coral e resolvi fazer o teste. O pianista era um rapaz magrinho, estudante de Engenharia. Passei no teste, me tornei a secretária do coral e amiga da irmã do Isaac, o pianista. A família dele me adotou e me deu fortes alicerces para minha fé. Eu e o Isaac éramos amigos apenas e uns quatro anos depois ele foi para o Unasp estudar Teologia. Eu sentia a falta dele e só então decidimos namorar. Namoramos a distância e nos casamos no civil, por procuração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que mais a atraiu na mensagem adventista?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já estava buscando a Deus há um tempo. Frequentei muitas igrejas evangélicas. Mas quando li a respeito do sábado, percebi que estava faltando algo. Resisti por um tempo. A Igreja Adventista era um ambiente muito diferente do que eu estava acostumada. Mas as amizades que fiz na igreja foram fundamentais. Os amigos seguraram minha mão e não soltaram mesmo. Graças a Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;No estilo de vida adventista, o que para você foi mais difícil de adotar?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vestuário foi uma luta. Nunca tinha vestido saia na vida. Eu usava muitas gírias. Morria de medo de conversar com as senhoras da igreja. E os hábitos saudáveis? Quando alguém me perguntava: “Você come carne?”, eu pensava: “Ora e quem não come? Que pergunta!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha, acredite em mim, foi uma mudança radical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E a sua família?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai faleceu em 2005. Sofri muito por talvez não ter usado bem as oportunidade que Deus me deu ao lado dele. Será que ele sabia que Deus o amava, apesar de tudo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe fica feliz em ver que estou bem. Sempre que vamos a Belo Horizonte, ela e minha irmã vão à igreja. Elas gostam muito de ouvir meu marido pregar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu irmão trabalha muito e as algemas de que um dia Jesus me livrou ainda o prendem. Mas creio em um milagre na vida dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém se converteu na minha família, por enquanto, mas a mudança nessa família já começou em mim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como surgiu a ideia de criar a comunidade de jovens adventistas no Orkut?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comunidade foi criada em agosto de 2004 na intenção de unir os jovens adventistas que estavam ali pelo Orkut, fazer novas amizades, trocar experiências... O rapaz que a criou a abandonou e o Rodrigo Mengue a assumiu e recrutou jovens para ajudar na moderação. E a notícia foi se espalhando. Passei a fazer parte no mês seguinte ao da criação da comunidade. Os outros moderadores gostaram da minha participação e me convidaram para ajudá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que tipo de manutenção a comunidade exige? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos que apagar postagens e tópicos inconvenientes, moderar a participação dos membros e aplicar as regras da comunidade. Muitas pessoas são realmente assíduas e participam todos os dias. Acredito que, em média, temos uns 600 &lt;em&gt;posts &lt;/em&gt;diários. O movimento é maior em feriados e férias. A maioria quer apenas socializar, trocar experiências, pedir oração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nossa comunidade tem uma variedade incrível de membros: pessoas que não têm religião, que não creem em Deus, jovens adventistas atuantes, jovens afastados de Jesus, e muitos críticos. E cada dia, mais jovens nos procuram. Aceitamos como membros de 30 a 50 jovens por dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente dá trabalho. Mas somos cinco moderadores (além do Rodrigo). Leonardo, Bruno, Jonatas e Tiago. Sou a “luluzinha” do “clube do bolinha”. Os meninos são muito estudiosos e trabalhamos em equipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conte alguma história marcante desses anos de existência da comunidade.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início do ano, uma moça chamada Panmella Veras criou um tópico dizendo que estava afastada e que queria voltar. Ela participava em outros tópicos e comecei a orar por ela. Eu estava certa de que ali estava mais um filho pródigo. Ela, de fato, voltou para Jesus e está firme em sua decisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas situações me tocam especialmente. E são frequentes os casos. Alguns estão sem coragem de visitar uma igreja real e encontram na comunidade uma “igreja virtual”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos ignorar um grupo de mais de 60 mil pessoas reunidas em nome da Igreja. Ainda não presenciei um evento denominacional que pudesse reunir tantos jovens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como você avalia o uso da internet como instrumento de pregação?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem vantagens e desvantagens. A impessoalidade é uma desvantagem. Muitos estão se afastando do convívio com pessoas e acabam trocando o real pelo virtual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A abrangência e o acesso rápido são pontos positivos. O Brasil é o país campeão de uso de sites de relacionamentos. São muitos brasileiros ligados a esse tipo de ferramenta. A internet permite que você interaja com pessoas que, às vezes, não querem mostrar o rosto, mas que estão sofrendo e querem mudar de vida. Muitos jovens têm dificuldade de olhar nos olhos do pastor e dizer o que estão passando. Mas se expressam bem em um e-mail ou scrap.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quais os assuntos mais debatidos na comunidade?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas dúvidas a respeito de textos bíblicos, dúvidas sobre os escritos de Ellen White, a credibilidade da Bíblia, música, sexo e comportamento em geral. Aquelas dúvidas clássicas, tipo “Pode ou não pode fazer tal coisa”, são bem comuns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que cuidados os jovens devem ter ao usar o Orkut e outros sites de relacionamento?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que o grande risco seja a exposição da imagem e da vida pessoal e o contato com uma variedade incrível de pessoas. O jovem que cria um perfil cheio de informações pessoais está se expondo e expondo sua família a tantos riscos quanto nossa imaginação possa supor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a possibilidade de contato com pessoas de outros Estados e até de outros países é uma faca de dois gumes. Existem inúmeros perfis falsos com pessoas mal-intencionadas abusando da boa fé de muitos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19768511-5927628884273708380?l=www.entrevistas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/5927628884273708380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/5927628884273708380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.entrevistas.criacionismo.com.br/2009/09/pulpito-virtual.html' title='Púlpito virtual'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/SrId3059z2I/AAAAAAAAJ0Y/sdeCB5-0uws/s72-c/vanessa.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19768511.post-6311742463455876457</id><published>2009-09-15T03:47:00.000-07:00</published><updated>2009-09-15T03:51:06.328-07:00</updated><title type='text'>O evangelho e a rede</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/Sq9xACPJzkI/AAAAAAAAJwg/15xJLEvqMQU/s1600-h/Jobson.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 152px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/Sq9xACPJzkI/AAAAAAAAJwg/15xJLEvqMQU/s200/Jobson.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381644325145398850" /&gt;&lt;/a&gt;Jobson Dornelles Santos nasceu em 1962, em São Paulo, SP. Estudou no Instituto Adventista de São Paulo (Iasp), no Unasp, campus São Paulo, onde se formou em Teologia em 1985, e no Unasp, campus Engenheiro Coelho, onde cursou o mestrado e o doutorado em Teologia Pastoral. Foi pastor distrital por 11 anos em Mato Grosso e Goiás, capelão do Hospital Adventista de Belém por dois anos e nos últimos dez anos tem trabalhado no Sistema Adventista de Comunicação em diversas funções: diretor da Escola Bíblica, tradutor, produtor e apresentador do programa “Lugar de Paz”. Atualmente trabalha no departamento de Web Móbile como coordenador de evangelismo via internet. Em julho, Jobson defendeu sua tese doutoral sobre o uso evangelístico da internet pela Igreja Adventista do Sétimo Dia. Depois de aprovado sem observações pela Banca, concedeu esta entrevista ao jornalista Michelson Borges:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por que você decidiu pesquisar sobre o evangelismo via internet?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia de pesquisar o uso da internet para o evangelismo surgiu de um diálogo com o Dr. Alberto Timm, meu orientador de tese no programa de doutorado em Teologia oferecido pelo Salt, campus Engenheiro Coelho. O Dr. Timm me incentivou a descobrir maneiras pelas quais esse meio de comunicação poderia contribuir para o cumprimento da missão evangélica. Desde o princípio, me empolguei com o tema e com muito prazer me dediquei a explorá-lo. A pesquisa de nove anos resultou numa tese de doutorado com 386 páginas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fale um pouco sobre a história do evangelismo adventista na internet.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro site adventista em língua portuguesa, o www.cvvnet.org, foi lançado em 1994 por Cleandro Viana. O primeiro site adventista institucional brasileiro foi criado em 1995 pelo ministério “Está Escrito”, o qual, mais tarde, no mesmo ano, passou a integrar o site do então recém-criado Sistema Adventista de Comunicação, www.sisac.org.br. Outras iniciativas voluntárias e institucionais se seguiram nesse período de pioneirismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos de 1996 e 1997, vemos o surgimento principalmente de sites institucionais como os de sedes de Associações, de Uniões e da Divisão Sul-Americana, www.dsa.org.br. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 1998 a 2001, observou-se uma diversificação nos domínios adventistas. Surgiram sites de igrejas locais, evangelísticos, educacionais, de músicos, do ministério jovem, entre outros. Nessa época, foram lançados portais que se tornaram muito acessados como o www.advir.com.br, o www.bibliaonline.net e o www.jesusvoltara.com.br.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de 2002, começaram a surgir sites adventistas especializados como o portal www.educacaoadventista.org.br, elaborado pela Agência de Desenvolvimento Web da USB, estabelecida no campus do IAP. Um site desenvolvido por profissionais e mantido por trabalhadores de tempo integral tem bem mais condições de sobressair no competitivo mundo cibernético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criação do departamento de internet da Novo Tempo, em 2008, por ocasião da campanha Impacto Esperança (www.esperanca.org.br), representou o reconhecimento, por parte da Igreja, da importância de se utilizar melhor esse poderoso meio de comunicação de massa. A partir de 2009, o departamento passou a contar com cinco funcionários de tempo integral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem atualmente mais de 800 sites e blogs adventistas em língua portuguesa, a maioria fruto de iniciativas pessoais. Esses sites têm sido um aporte para a Igreja Adventista do Sétimo Dia em sua missão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual é o papel da internet na pregação do evangelho e que vantagens esse recurso tem sobre outras mídias?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rádio e a TV têm alcance geográfico limitado e exigem investimentos elevados. A internet permite a divulgação mundial de conteúdos com investimentos relativamente pequenos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imprensa, o rádio e a TV são veículos de comunicação &lt;em&gt;um para todos&lt;/em&gt;, em que um emissor envia mensagens para grande número de receptores. A internet é um veículo de comunicação &lt;em&gt;todos para todos&lt;/em&gt;, em que é possível não apenas enviar informações, mas também receber retorno da parte dos usuários conectados, o que a torna excelente ferramenta para a evangelização mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por meio de serviços como pedidos de oração, cursos bíblicos e redes sociais, é possível estabelecer relacionamentos de qualidade com pessoas que estão em busca de Deus e encaminhá-las para igrejas locais. Muitas dessas pessoas se integram a comunidades adventistas e são batizadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em que aspectos a Igreja precisa, como organização, avançar na pregação virtual?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os principais desafios que se apresentam para o êxito do evangelismo adventista via internet são: falar a linguagem da sociedade, superar desafios tecnológicos, desenvolver conteúdos de qualidade, capacitar colaboradores voluntários e alcançar eficácia na visitação aos interessados. Esses objetivos são muito abrangentes e não poderão ser alcançados por esforços independentes sem o apoio da estrutura organizacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arne Fjeldstad, doutor em teologia pela Universidade de Fuller, afirma que “um dos principais desafios para a pregação do evangelho através da internet é o domínio das novas tecnologias”. Para Allan Beeber &amp; Siam Rogers, “o que precisamos fazer é integrar alta tecnologia com alta simpatia, o que é tanto uma arte como uma ciência”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fim de se obter os melhores resultados na utilização da internet em esforços evangelizadores adventistas, é importante estabelecer um núcleo responsável pelo evangelismo via internet, prática já adotada por outras organizações religiosas. Essa equipe precisa ser composta por pelo menos quatro profissionais de tempo integral: (1) um diretor de evangelismo; (2) um programador web; (3) um coordenador de voluntários; e (4) um coordenador de interessados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Evangelizar pela internet é bem mais do que colocar conteúdos religiosos na web.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, e uma das áreas mais importantes diz respeito à capacitação dos colaboradores. Atualmente, o www.bibliaonline.net, site adventista oficial de estudos bíblicos para a América do Sul, tem oito mil colaboradores voluntários cadastrados como intercessores, conselheiros e instrutores bíblicos via internet. A previsão é de que nos próximos cinco anos sejam 18 mil colaboradores. O apoio adequado a esses dedicados missionários exige alguém competente para assessorá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A principal tarefa do coordenador de interessados é a de criar condições para que visitadores adventistas possam atender adequadamente aos interessados. Por meio de um cadastro de interessados disponível, mediante senha, através da internet, cada igreja, pastor ou Associação pode saber quais estão mais próximas de uma decisão ao lado de Deus, em sua região geográfica. A partir dessa informação, esforços missionários poderão ser direcionados aos mais receptivos, possibilitando maior colheita evangelística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O núcleo responsável pelo evangelismo via internet deverá também criar mecanismos para evangelizar através de celulares e outros aparatos tecnológicos que possam surgir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante a igreja compreender que, sem os devidos investimentos em recursos humanos e financeiros, não há como se tornar relevante na competitiva rede mundial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em sua pesquisa, você constatou que mais de 60% das iniciativas evangelísticas na web são de irmãos voluntários. Como você vê isso?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A igreja, como organização, jamais terá condições de criar e manter sites em todas as áreas necessárias e importantes. Os membros voluntários que têm se dedicado a estabelecer sites e blogs evangelizadores dão uma significativa contribuição para a missão da Igreja e precisam ser incentivados em suas atividades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Necessitam-se milhares de sites e blogs a respeito dos mais variados assuntos. Cada iniciativa deve ter seu espaço, sua relevância e seu público específico. O ideal é que cada site adventista se especialize num segmento e estabeleça parcerias com sites que ofereçam serviços de qualidade em outras áreas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você também propõe uma coordenação por parte da Igreja. Como e por que isso deveria ser feito?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os muitos sites e blogs adventistas existentes em língua portuguesa correm o risco de atuar nas mesmas áreas com multiplicidade de esforços na realização das mesmas tarefas. Apenas um trabalho coordenado permitirá a ocupação de maior número de áreas estratégicas com menor desperdício de recursos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe enorme boa vontade, por parte dos líderes voluntários de sites e blogs, em colaborar com a Igreja Adventista do Sétimo Dia, mas essas pessoas precisam receber orientação e motivação. Encontros presenciais e à distância, promovidos pela organização adventista, são necessários a fim de que esses sites alcancem eficácia em seus esforços e avancem como uma frente unida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos tomar o exemplo de uma rede de oração, um serviço que abre portas para amizades significativas e gera confiança na equipe de colaboradores do site evangelizador. Sem a coordenação da Igreja, provavelmente existiriam 50 ou 100 redes de oração pequenas competindo umas com as outras, exigindo diversas pessoas dando treinamento aos voluntários. Caso a Igreja assuma a coordenação desse serviço, poderia haver uma rede de oração oficial, a qual seria replicada em centenas de sites e blogs adventistas. O treinamento dos intercessores seria feito por uma equipe central com inúmeros benefícios em termos de eficiência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O site/blog que decidisse participar dessa grande rede de oração poderia escolher exibir os pedidos e agradecimentos recebidos apenas no site de origem ou o total dos itens recebidos por todos os sites. A programação computacional para tal rede de oração já existe e foi feita por Marcelo Castello, atualmente desenvolvedor da Novo Tempo. Entretanto, o maior desafio, neste caso, não é o tecnológico, mas sim ações de liderança que permitam a adesão de inúmeros sites e blogs a esse sistema. A coordenação dessa rede de oração poderia ficar a cargo da Novo Tempo, instituição responsável pela utilização dos meios de comunicação de massa na América do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dê sugestões de como um site ou blog pode ser usado para evangelizar.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos primeiros aspectos a serem considerados ao se criar um blog ou site é determinar o público-alvo e a área de atuação do site. Esses dois aspectos interagem entre si e determinam, em grande medida, as pessoas que haverão de acessar o site/blog e ser beneficiadas com os conteúdos e serviços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Mark Kellner, um site de organização religiosa deve buscar três coisas: (1) apresentar uma mensagem persuasiva; (2) atualizar com frequência seus conteúdos; e (3) responder rapidamente às perguntas. Um site ou blog que persiga esses três objetivos, receberá crescente número de usuários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devem ser feitos esforços para tornar a rede mundial um veículo de transmissão de valores cristãos, em vez de ser um meio de comunicação que traga problemas aos usuários que o utilizam de forma inadequada.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De que forma o evangelismo pela internet poderia ser mais pessoal, já que não existe “batismo” via internet?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para algumas pessoas, a internet é um ambiente distante e impessoal. Entretanto, pesquisas demonstram que os relacionamentos desenvolvidos através da web têm as mesmas qualidades dos relacionamentos presenciais. Num relacionamento à distância, muitas vezes a pessoa expressa opiniões e sentimentos que não teria coragem de expressar de forma presencial. O conselho brasileiro de psicologia já aceita o aconselhamento através da internet, realizado por profissionais treinados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem algumas maneiras pelas quais é possível estabelecer relacionamentos significativos por meio da internet. Uma delas é a troca de e-mails. Outra é a troca de mensagens instantâneas ou debates em chats ou fóruns. Outra ainda é participar de redes sociais. Através desses meios é possível repartir conhecimentos e experiências num clima de amizade e respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao perceber que um serviço de respostas bíblicas e aconselhamento teria grande chance de beneficiar significativamente a vida dos internautas, o site www.bibliaonline.net passou a oferecer esses serviços com excelentes resultados. De 2001 a 2008, foram recebidas 53 mil perguntas bíblicas e de aconselhamento, 80 mil alunos de cursos bíblicos e 393 mil pedidos de oração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os brasileiros são muito sociáveis e grandes adeptos das redes sociais, mas, a fim de capitalizar essas características, é preciso haver pessoas suficientes para estabelecer pontes com os internautas. Caso a Igreja Adventista do Sétimo Dia invista no treinamento de evangelizadores via internet, colherá bons resultados evangelísticos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conte uma ou duas experiências marcantes de evangelismo pela web.&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Giovana Rocha, advogada de 27 anos de idade, havia feito quatro cursos bíblicos via internet oferecidos pelo site www.bibliaonline.net, e em cada um dos cursos solicitou visita. Ao ser visitada pelos colaboradores do site, na semana seguinte começou a frequentar a Igreja Adventista Central Paulistana, e, cinco meses depois, foi batizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dedicação dos colaboradores voluntários tem sido significativa nas decisões por Cristo. Marta Cristina de Castro Reis cadastrou-se como visitadora ao site www.bibliaonline.net em 2007. Nesse mesmo ano, teve a oportunidade de visitar uma pessoa na cidade de Cachoeira Paulista, SP, que havia solicitado visita após assistir a TV Novo Tempo. Marta visitou Maria de Lourdes, estudou a Bíblia com ela e, posteriormente, Maria foi batizada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Histórias como essas ilustram o modo como a internet tem contribuído para o batismo de diversas pessoas. Certamente, muitas outras pessoas foram beneficiadas e nada soubemos de suas histórias. Os relatos que chegaram até nós, entretanto, nos permitem perceber o potencial que o meio internético representa para a pregação do evangelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diversos meios de comunicação semeiam a mensagem do evangelho. A internet é o veículo ideal para a colheita do que foi semeado por diversas fontes, pois permite a identificação das pessoas interessadas e facilita o atendimento a elas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19768511-6311742463455876457?l=www.entrevistas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/6311742463455876457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/6311742463455876457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.entrevistas.criacionismo.com.br/2009/09/o-evangelho-e-rede.html' title='O evangelho e a rede'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/Sq9xACPJzkI/AAAAAAAAJwg/15xJLEvqMQU/s72-c/Jobson.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19768511.post-3363349281258924290</id><published>2009-09-03T16:20:00.000-07:00</published><updated>2009-09-04T11:12:50.551-07:00</updated><title type='text'>Pastor adventista fala sobre criacionismo na Univille</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/SqBQM8h_tyI/AAAAAAAAJrM/iKx7P0TZObU/s1600-h/Douglas1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 188px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/SqBQM8h_tyI/AAAAAAAAJrM/iKx7P0TZObU/s200/Douglas1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377386138417739554" /&gt;&lt;/a&gt;Douglas Reis nasceu em Guarulhos, SP, em 1981. É formado em Teologia pelo Unasp, campus Engenheiro Coelho, em 2002. Depois de um período como obreiro bíblico em Juiz de Fora, MG, São Luís, MA, e em São Paulo, casou-se (em janeiro de 2006) com Noribel Kirsch de Oliveira Reis (formada em Pedagogia também pelo Unasp). O casal foi chamado para Corumbá, MS, onde o pastor Douglas trabalhou como capelão do colégio adventista da cidade. Ainda em 2006, foram chamados para Itajaí, SC, onde ficaram até o ano passado. Em 2009, o pastor Douglas assumiu a capelania do Colégio Adventista de Joinville – unidade Saguaçu (CAJ). Mantem o blog Questão de Confiança e tem um livro a ser lançado pela Casa Publicadora Brasileira – &lt;em&gt;Enfraquecido Pela Visão&lt;/em&gt;. Nesta entrevista concedida a Michelson Borges ele fala sobre a palestra que apresentou na Univille:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como surgiu a oportunidade de falar sobre criacionismo no campus da Univille?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A princípio, a universidade havia convidado um palestrante de São Paulo para representar o criacionismo em um debate, durante os eventos em comemoração ao Dia do Biólogo. Uma vez que não conseguiram confirmar com ele, buscaram junto à educação adventista um representante do criacionismo. Pela proximidade de nossa unidade escolar com a Univille, foi-me feito o convite. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As palestras eram alusivas ao Dia do Biólogo. Como não biólogo, você preferiu falar sobre as cosmovisões que sustentam os modelos que tratam das origens. Por que resolveu ir por esse caminho?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rubem Alves diz que a ciência moderna é uma deformação do senso comum. Essa é uma afirmação contundente, mas nos ajuda a pensar que, de alguma maneira, a concepção atual de fazer ciência não reflete o objetivo inicial dos primeiros cientistas, os quais buscavam uma forma unificada de conhecimento, sem descartar outras áreas do saber na busca de respostas para suas indagações. Acho oportuno refletir sobre nossas práticas científicas, questionando as motivações e verificando se as evidências favorecem nossa visão de mundo, ou se nos forçam a alterar a cosmovisão que abraçamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por que intitulou sua palestra de “Evolução, criação e o making-off da ciência”? Que “making-off” é esse?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O objetivo era retomar contribuições da filosofia humanista à ciência, bem como ressaltar o impulso que o cristianismo deu à pesquisa científica. Quando falo de Humanismo, valho-me da classificação que Oss Guinnes usa em seu &lt;em&gt;The Dust of Death&lt;/em&gt;, quando fala de três períodos humanistas: na Grécia antiga, na Renascença e durante o Iluminismo. Certamente, muito do aspecto antirreligioso que determinados cientistas apresentam se deve ao Iluminismo. As visões de mundo teísta e humanista formam um substrato, o qual precisa ser levado em conta, a fim de entendermos o &lt;em&gt;modus operandi&lt;/em&gt; da ciência moderna. Conhecer os bastidores filosóficos da ciência ajuda a redefinir seu potencial e sua limitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você falou sobre as contribuições do cristianismo para a ciência. Que contribuições foram essas?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudioso Paolo Rossi ressalta que a Reforma deu um aspecto redentivo à cultura; outros autores se referem ao “mandato cultural”, a ordem divina para criarmos cultura. Sob o impulso da Reforma, não só as ciências, mas as artes plásticas, a música, a filosofia e outras áreas da cultura ganharam um sopro de vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Especialmente no que se refere às ciências, a noção de um Deus que criou o Mundo, mas que não faz parte do mundo, desmistificou a natureza; se o mesmo Deus originalmente ordenara que o homem cuidasse da natureza, o que faz parte do conceito de mordomia cristã, conhecer a natureza e explorá-la era uma forma de cumprir essa ordem (como o filósofo elizabetano Francis Bacon frizava). Além dos fatores já citados, se Deus era definido pela Teologia como um Ser racional e o homem, por ser à imagem de Deus, possui racionalidade, entendia-se que a criação poderia ser compreendida racionalmente. Essas e outras proposições cristãs foram fundamentais para o desenvolvimento da ciência moderna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por isso você afirma que religião e ciência não são excludentes.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Os primeiros cientistas eram majoritariamente cristãos. Stephen Hawking, em livro recentemente lançado no Brasil, fala dos maiores cientistas de todos os tempos – e dentre os cientistas sobre os quais Hawking escreve, apenas Einstein não é propriamente um cristão (embora acreditasse em algum tipo de misticismo panteísta). Ainda hoje, cristãos continuam contribuindo com diversos ramos da atividade científica. Não há desarmonia entre religião e ciência, apenas entre religião cristã e ciência naturalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você tratou das insuficiências do darwinismo? Quais mencionou?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O darwinismo possui um componente filosófico, o naturalismo filosófico. Essa visão de mundo encara o mundo físico como uma caixa fechada, sem a intervenção de nada externo (ou seja, sobrenatural). Isso traz problemas para determinar as origens da vida, por exemplo. Afinal, na melhor das hipóteses, a seleção natural explicaria o desenvolvimento de novas espécies a partir de outras espécies (coisa que, efetivamente, ninguém conseguiu provar exaustivamente); ainda assim, como explicar o surgimento da primeira vida? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A evolução não explica a chamada sintonia fina do Universo – ou seja, o ajuste perfeito das leis físicas, que tornam possível a vida humana. Uma leve modificação na gravidade ou na posição do planeta Terra em relação ao Sol, e não haveria vida como a conhecemos. Será que o equilíbrio delicado nas leis físicas, o qual surpreende os estudiosos, é resultado de mero acaso?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No campo epistemológico, o darwinismo inspira menos confiança ainda. Darwin expressou, em carta datada de 3 de julho de 1881, a desconfiança em relação à mente humana, sendo que esta descendia da mente de animais inferiores. Assim, não se pode conhecer nada, porque nossa razão não é confiável! Também caem por terra as bases morais da humanidade (não existem mais categorias como “certo” ou “errado”, pois tudo se torna “natural”, fruto de um determinismo biológico).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fale um pouco a respeito da palestra de Marcos Ribeiro Balieiro, doutorando em Filosofia pela USP, convidado para defender o darwinismo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes, preciso ressaltar que, embora fosse um debate, o clima foi de respeito amistoso. Marcos Ribeiro argumentou que, com o início do método científico (Bacon), com a ideia posterior de falseabilidade (Karl Popper) e o trabalho de Thomas Khun (&lt;em&gt;A Estrutura das Revoluções Científicas&lt;/em&gt;), houve um desenvolvimento que descartou a concepção teísta. Após sua fala, vi-me forçado a lembrá-lo de que Bacon era um criacionista! Não só ele, evidentemente, mas muitos dos que ajudaram a construir a metodologia científica moderna também o eram. Entre eles, podemos citar Newton, Kepler, Pascal, entre outros. A argumentação é uma falácia genética – ainda mais porque, antes de Darwin, o filósofo Hebert Spencer já cunhava conceitos caros ao evolucionismo, como o conceito da “sobrevivência do mais apto” e de uma “gradual perfectibilidade dos seres vivos”. A mudança de paradigma se deveu mais a questões de preferência filosófica do que propriamente de evidências em sentido contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual foi a reação do auditório às palestras?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A princípio, ficaram ressabiados a respeito do criacionismo; depois, boa parte dos alunos da faculdade que estavam presentes mostrou-se interessada em saber mais sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Na seção de perguntas, quais mais lhe chamaram a atenção e por quê?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;As perguntas iniciais do público se dirigiram a mim, uma vez que defendia a posição com a qual eles tinham menos familiaridade. Fui questionado sobre meus motivos para confiar na Bíblia, uma vez que, supostamente, diversas teriam sido as alterações (e adulterações) efetuadas no texto bíblico. Respondi que havia vários motivos para se confiar nas Escrituras, sendo um deles a descoberta dos pergaminhos do Mar Morto (a partir de 1947, em Qumran). As 11 cavernas continham manuscritos da comunidade judaica conhecida como essênios. As cavernas mais importantes, 1, 4 e 11, guardavam manuscritos bíblicos mil anos mais antigos do que os que havia disponíveis na época. Apesar de pertencerem a épocas distantes, os manuscritos não tinham diferenças essenciais significativas. Normam Geisler afirma que o texto bíblico que temos hoje possui mais de 99% de confiabilidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também fui inquirido sobre a possibilidade de o criacionismo sofrer mudanças ou se ele estava fadado à estagnação. Nesse ponto, pude diferenciar as formas de se encarar ciência de suas bases epistemológicas. Tanto o criacionismo quanto o evolucionismo trabalham com hipóteses, levantamento de dados, aquisição de conhecimento, etc. Mas suas bases filosóficas não mudam. Citei que uma mudança que o criacionismo sofreu se deveu justamente à seleção natural - sabe-se hoje que os organismos podem apresentar pequenas mudanças (chamadas por alguns de microevolução), embora tais mudanças não gerem modificações tão profundas. A aceitação da seleção natural (de forma restrita) revela que o criacionismo, enquanto prática científica, pode e continuará a crescer, embora a base teísta-cristã não sofra alteração. O mesmo se pode afirmar sobre o naturalismo filosófico por trás do evolucionismo - ele não muda enquanto “crença”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em sua opinião, como o criacionismo deve ser apresentado nos campi seculares?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que a promoção de debates e o diálogo entre correntes diferentes de pensamento correspondem a oportunidades para que pessoas de mente aberta pesem as evidências por si mesmas, considerando qual posição aponta o melhor caminho. Para isto, mais cristãos, em diversas áreas, precisam se engajar e adquirir treinamento em apologia, a fim de apresentar “a razão de sua fé”, mas com “mansidão e temor” (1Pe 3:15).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;No encerramento do debate, o moderador Tascísio Possamai (geólogo da Univille) disse que as portas da universidade estariam abertas para que adventistas participassem de debates futuros. A que você atribui essa abertura?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao poder de Deus. Minha esposa, Noribel, e a professora Odete Pasold, diretora do CAJ, estavam presentes e oraram o tempo todo. No fim de semana anterior, eu havia jejuado pelo assunto. Também no dia sofri de forte crise renal e estive durante algumas horas hospitalizado. A todo instante, Deus estava me dizendo que não seria pelo meu poder ou conhecimento, mas pela influência da Pessoa de Seu Espírito que as pessoas entenderiam algo sobre Ele. Este é o trabalho da apologia, no dizer de alguns estudiosos cristãos: ela não converte, mas funciona como catalisador, removendo barreiras de preconceito e antagonismo, para que o Espírito Santo trabalhe com a mente das pessoas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19768511-3363349281258924290?l=www.entrevistas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/3363349281258924290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/3363349281258924290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.entrevistas.criacionismo.com.br/2009/09/pastor-adventista-fala-sobre.html' title='Pastor adventista fala sobre criacionismo na Univille'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/SqBQM8h_tyI/AAAAAAAAJrM/iKx7P0TZObU/s72-c/Douglas1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19768511.post-651078003459451219</id><published>2009-07-26T20:21:00.000-07:00</published><updated>2009-07-26T20:48:44.018-07:00</updated><title type='text'>Entrevista para o Correio Braziliense</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/Sm0eyvCjAoI/AAAAAAAAJWE/n9yug2o3HhM/s1600-h/correio.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 178px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/Sm0eyvCjAoI/AAAAAAAAJWE/n9yug2o3HhM/s200/correio.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362976588237570690" /&gt;&lt;/a&gt;No fim do mês de junho, o jornalista Michelson Borges concedeu esta entrevista ao jornal &lt;em&gt;Correio Braziliense &lt;/em&gt;(leia também a reportagem &lt;a href="https://www.correioweb.com.br/cbonline/ciencia/pri_cie_177.htm"target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quais são as principais ideias e linha de pensamento do criacionismo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O criacionismo bíblico é uma associação coerente entre a ciência experimental e a religião bíblica. Seu objetivo é entender a realidade, especialmente no que diz respeito à origem e destino do Universo e da vida. Outras linhas de pensamento, como o darwinismo, também se valem desse tipo de associação, neste caso, entre a ciência e o naturalismo filosófico. Assim, ambos os modelos têm um componente científico e outro metafísico. Qualquer paradigma que busca compreender eventos passados únicos e irreproduzíveis (cientificamente não testáveis ou não falseáveis), utilizará, necessariamente, argumentos científicos e metafísicos na construção de modelos. Portanto, nenhum desses paradigmas deveria ser traduzido como uma teoria puramente científica (ou seja, um conjunto conciso de afirmações que explicam um conjunto abrangente de fenômenos). Da mesma forma, o evolucionismo não deveria ser confundido com filosofia (ou naturalismo filosófico), bem como o criacionismo não seria sinônimo de religião (ou conhecimento bíblico). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A discussão entre criacionismo e evolucionismo é antiga. Por que para a sociedade científica é tão difícil aceitar as ideias criacionistas?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justamente porque muitos consideram o criacionismo como um modelo apenas religioso, sem levar em conta seu aspecto científico. Portanto, muito dessa rejeição aos criacionistas tem origem no preconceito. Criacionistas, embora reconheçam a Bíblia Sagrada como fonte de princípios morais e de respostas satisfatórias para as perguntas fundamentais da humanidade, também fazem boa ciência e se pautam pelo método científico. Dentre os vários cientistas criacionistas atuais que fazem pesquisas relevantes, podem-se destacar dois biólogos norte-americanos: Leonard Brand e Harold Coffin. Ambos têm artigos publicados nos mais prestigiados periódicos científicos, respectivamente, sobre baleias fossilizadas da Formação Pisco (Peru) e sobre as florestas petrificadas de Yellowstone (EUA). No Brasil, destaca-se o químico e professor da Unicamp, Dr. Marcos Eberlin, que dirige o Laboratório Thomson de espectrometria de massas, é membro da Academia Brasileira de Ciências e o terceiro cientista brasileiro mais citado em publicações científicas de renome. Para eles, é possível fazer boa ciência e defender o criacionismo bíblico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “sociedade científica”, como quaisquer outras sociedades, é fruto de seu meio cultural e é influenciada por ele. Após o Iluminismo, o mundo ocidental assistiu a uma crescente rejeição à religião institucionalizada. Mas isso nem sempre foi assim. Cientistas do quilate de Galileu e Newton não apenas ajudaram a criar o método científico, como eram profundamente religiosos. Newton e Pascal estudavam avidamente as Escrituras e não viam incompatibilidade alguma entre ciência e religião. Os criacionistas de hoje se consideram em boa companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A teoria da evolução descrita por Darwin é realmente possível? Ela pode ser complementada pela teoria da criação?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se dizer que Darwin acertou no varejo, mas errou no atacado. Traduzindo, ele teve o brilhante &lt;em&gt;insight &lt;/em&gt;da seleção natural, que é capaz de promover a microevolução, ou variação de baixo nível. Mas a macroevolução – o conceito de que todos os seres vivos se originaram de um único ancestral comum – se trata de extrapolação não confirmada pelos fatos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simpatizantes do modelo criacionista que tenham tido formação acadêmica entendem a importância da teoria da evolução e reconhecem a contribuição dada por Darwin à comunidade científica. Há aspectos no evolucionismo fundamentados, os quais são úteis para a compreensão de muitos fenômenos naturais, assim como para a interpretação de dados. A esses aspectos nenhum criacionista que tenha formação científica se opõe. Porém, como em toda teoria, há alguns pontos no evolucionismo que não são sustentáveis e devem ser questionados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo: a teoria da evolução não consegue explicar a origem da vida por processos naturais, a partir de matéria não viva; também não consegue explicar a origem da informação genética de sistemas irredutivelmente complexos; não consegue explicar o aumento de complexidade que teria acontecido nos organismos durante o processo evolutivo, ou seja, não consegue explicar a origem de novos órgãos, sistemas de órgãos e novos planos corporais. Em relação ao registro fóssil, a teoria da evolução não consegue explicar a Explosão Cambriana (surgimento repentino de formas de vida complexas no registro fóssil); e também não consegue explicar a falta de formas de transição entre os principais grupos de organismos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você acredita que seja possível misturar as crenças religiosas nas pesquisas científicas sobre a criação do mundo? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não creio que seja interessante misturar crença com pesquisa científica. A ciência deve continuar funcionando à luz do naturalismo metodológico (que é bem diferente do naturalismo filosófico). Mas a Bíblia bem poderia fornecer algumas linhas de pesquisa, especialmente quando se percebe que o paradigma darwinista encontra limitações, insuficiências e becos sem saída. Por exemplo: quando os geólogos se deparam com as vastas camadas da coluna geológica observadas no Grand Canyon, que supostamente estiveram expostas cada uma a muitos milhares de anos, e não encontram nelas vestígios de erosão, deveriam ter a liberdade de racionar sob as premissas de outro modelo. O que aqueles estratos plano-paralelos indicam? Uma superposição rápida e catastrófica de sedimentos. Bem, a Bíblia sugere um tal cenário ao falar do dilúvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro exemplo: a biologia darwinista não consegue explicar a origem da informação complexa especificada presente no DNA. Mas, para o criacionista, que também pesquisa e estuda essa maravilhosa complexidade, o enigma é simples: informação pressupõe uma fonte informante inteligente e muito poderosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, o verdadeiro embate entre as argumentações evolucionistas e criacionistas está centrado na existência ou não de planejamento e intenção nas coisas existentes. Dentro desses limites, a discussão poderia ser puramente científica. Enquanto o evolucionismo defende a ideia de acaso e aleatoriedade, buscando explicar a vida como o resultado de causas puramente naturais, o criacionismo defende a ideia de propósito e planejamento, buscando explicar a vida como resultado da ação criadora de um Deus que ainda hoje se relaciona com o ápice de sua criação: o ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por que você decidiu criar um blog sobre o assunto?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque me dei conta de que, de modo quase geral, a grande imprensa não tem tratado do assunto com o mínimo de neutralidade que seria esperado. Alguns veículos já classificaram os criacionistas como “aniti-intelectuais”, “obscuros”, “esquizofrênicos” e até “criminosos”! As pessoas que leem essas matérias e não procuram aprofundamento em livros e outras publicações criacionistas terão uma visão muito distorcida do criacionismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criei o criacionismo.com.br como jornalista preocupado em mostrar o “outro lado da moeda” e levar a público uma discussão que muitas vezes fica restrita aos círculos acadêmicos. Amo a ciência, amo o jornalismo e amo o meu Criador. Era o mínimo que eu podia fazer pelos três.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19768511-651078003459451219?l=www.entrevistas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/651078003459451219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/651078003459451219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.entrevistas.criacionismo.com.br/2009/07/entrevista-para-o-correio-braziliense.html' title='Entrevista para o &lt;em&gt;Correio Braziliense&lt;/em&gt;'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/Sm0eyvCjAoI/AAAAAAAAJWE/n9yug2o3HhM/s72-c/correio.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19768511.post-6261510084051301754</id><published>2009-07-13T06:44:00.000-07:00</published><updated>2009-07-13T06:55:22.392-07:00</updated><title type='text'>No compasso certo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/Sls8vHuxkMI/AAAAAAAAJO4/acsTkuT3S8c/s1600-h/bartolomeu.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 149px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/Sls8vHuxkMI/AAAAAAAAJO4/acsTkuT3S8c/s200/bartolomeu.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357942961914089666" /&gt;&lt;/a&gt;Bartolomeu Rodrigues Lima, 44 anos, é natural de Maragogipe, BA, e estuda Música no Centro Universitário Adventista de São Paulo, campus Engenheiro Coelho. No intervalo de seu trabalho como segurança do colégio, concedeu esta entrevista a Michelson Borges e falou sobre o milagre que Deus operou em sua vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como teve início sua carreira musical?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 18 anos, comecei a tocar nas igrejas católicas de minha cidade, em um grupo de jovens. Eu não era católico praticante; ia à igreja mais pela música. Depois, fui chamado para tocar contrabaixo no Trio da Prefeitura de Maragogipe. Após algum tempo nesse trio, recebi convite para tocar na cidade de Feira de Santana, como guitarrista de uma banda que se apresentava em bailes. Permaneci nessa banda por aproximadamente três anos. Lá, a gente tocava de tudo: de Michael Jackson a samba!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguir, voltei para Maragogipe, onde passei a tocar noutra banda. Sempre tive vontade de tocar nessa banda porque ela era formada por bons músicos e tinha instrumentos de qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa época, passamos a viajar muito pelo Brasil, fazendo &lt;em&gt;shows &lt;/em&gt;e apresentações em programas de TV. Toquei com vários artistas, como Beto Barbosa, Netinho, Ricardo Chaves e outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi assim o início da minha carreira musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que instrumentos você toca?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contrabaixo, guitarra, violão (que é o meu forte) e bandolim. Além disso, gosto de compor e fazer arranjos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como seu gosto pela música foi despertado?&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu gosto pela música começou por volta dos 15 anos. Lembro que minha babá tinha um sobrinho chamado Jorge, que tocava violão. Eu aproveitava os “cochilos” dela para pegar o violão do Jorge e tocar. Foi assim que tive o interesse despertado pela música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é realmente coisa de Deus, porque nunca tive professor de música. Aprendi a tocar apenas observando os músicos. Hoje, procuro adquirir os conhecimentos teóricos, e Deus está me dando a oportunidade de estudar no curso de Música no Unasp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como foi sua vida no mundo dos &lt;em&gt;shows &lt;/em&gt;e espetáculos?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia, logo que comecei a tocar e viajar, tive o desprazer de experimentar maconha. Experimentei e gostei. Infelizmente, o consumo de drogas é muito comum no meio artístico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, saí do grupo na Bahia e fui para o Rio de Janeiro. Houve um desentendimento no grupo, que resultou na minha saída. Foi muito desagradável, porque essa era a minha fonte de renda. Na mesma época, perdi a namorada. Então, meu mundo realmente desabou! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1993, me convidaram para ir ao Rio de Janeiro fazer uma excursão musical com um grupo de Castro Alves, Bahia. Fizemos essa turnê, mas nosso empresário, que era muito esperto, nos “passou a perna”. Então, o grupo resolveu voltar para a Bahia. Mas decidi ficar porque não queria rever minha ex-namorada. Eu ainda gostava dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;No Rio, sua experiência com as drogas foi ainda pior?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Eu estava lá, sem dinheiro e sem instrumento musical. O pessoal da banda havia retornado para a Bahia me deixando naquela situação, porque eles não tinham condições de me pagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não tinha instrumento, um rapaz, que nem me conhecia, me emprestou um violão. Então, passei a tocar MPB em barzinhos, fazendo voz e violão. Depois de dois meses, devolvi o violão ao rapaz e peguei outro emprestado com um professor de teatro de Vassouras, RJ. Graças a esse instrumento, consegui comprar um violão importado, o mesmo que está comigo até hoje. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toquei em Vassouras por seis anos. Depois, fui para a cidade de Miguel Pereira, onde passei a morar e tocar em um hotel. Lá, as coisas começaram a melhorar, financeiramente. Então, além da maconha, passei a consumir cocaína. Por duas ou três vezes, passei tão mal que pensei que fosse morrer. Eu usava drogas mais para acompanhar os amigos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como Deus começou a chamá-lo para fora dessa vida?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Bahia, tive uma namorada evangélica. Ela se chama Rosângela e há aproximadamente sete anos se tornou adventista. Certo dia, quando já era adventista, Rosângela sonhou que eu estava muito mal. A irmã dela, quando soube do sonho, disse que ela deveria me procurar e falar de Jesus para mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um tempo depois, Rosângela me encontrou no Rio de Janeiro, guiada pela oração. Ela orou a Deus pedindo que a ajudasse a me encontrar. E assim foi feito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosângela ligou para mim, no hotel, para contar o sonho. Ela disse que eu devia procurar urgentemente uma igreja, pois Satanás queria tirar minha vida. Mas eu não deveria ir para qualquer igreja, e sim para a Igreja Adventista. Eu ainda não conhecia a Igreja Adventista, mas Rosângela já havia se informado sobre o lugar em que havia um templo perto de onde eu morava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de ir para a Igreja Adventista, eu já havia sido batizado na Igreja Universal, já tinha participado da Igreja Metodista e havia ido algumas vezes à Assembleia de Deus. Quando voltava dos cultos, eu costumava chorar em meu quarto. Lia a Bíblia e chorava, dizendo para Deus que não queria mais aquela vida para mim. Certamente, o Espírito Santo de Deus já estava me impressionando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da realização profissional e financeira, eu não era feliz. Mesmo quando frequentava essas igrejas, não havia mudanças em minha vida. Continuava bebendo, usando drogas, etc. E o vazio interior só aumentava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosângela também me escreveu uma carta, dizendo que eu corria risco de morte, mas que Deus havia falado para ela que não ia deixar Satanás tirar minha vida, pois eu pertencia a Ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois desse apelo, fui visitar a Igreja Adventista de Paty do Alferes, que fica a alguns minutos da cidade de Miguel Pereira, RJ. Logo percebi que se tratava de uma igreja diferente, pois as pessoas não gritavam, não se atiravam ao chão. Aquele lugar havia me impressionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a frequentar aquela igreja. Certo dia, perguntei a uma irmã, chamada Hilda, se eu poderia tocar violão na hora do louvor. Ela amavelmente me disse que eu não poderia tocar porque ainda não era batizado. Então, eu disse a ela que um dia iria tocar lá na igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou, a irmã Hilda foi para o Japão dizendo que iria orar por mim. E, quando ela voltou, eu já estava batizado. Ao me ver, ela chorou de emoção!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Foi difícil abandonar os vícios?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto fazia estudos bíblicos, antes de ser batizado, Deus tirou de mim toda a vontade que eu tinha de consumir drogas. Depois de ter ido à igreja por duas ou três vezes, naturalmente parei de beber, de fumar cigarro e maconha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o pastor achou que eu já tinha condições de ser batizado. Meu batismo foi no dia 5 de maio de 2007. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E sua vida profissional?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente, tive que abrir mão de parte da minha renda por não mais trabalhar aos sábados. Depois, tive que parar definitivamente de tocar em barzinhos, pois percebi a incompatibilidade disso com a vida cristã. Então, as coisas começaram a ficar difíceis. Foi então que um amigo que conhecia a professora Ana Schäeffer, do Unasp, perguntou se ela não poderia abrir um espaço para eu tocar no colégio. Ela me convidou para fazer uma apresentação durante a Semana de Letras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o apoio financeiro dos irmãos da igreja de Miguel Pereira, fui para o Unasp fazer minha apresentação. Permaneci no colégio por uma semana e gostei muito do lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebendo meu interesse, a professora Ana se prontificou a falar com o pastor Paulo Martini, diretor da instituição, para ver se ele poderia conseguir algum trabalho a fim de que eu pudesse custear os estudos no colégio. Mas isso era bem difícil, pois havia muitas pessoas na fila buscando uma vaga. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, eu sabia que, se fosse da vontade de Deus que eu estudasse no colégio, Ele iria providenciar todos os recursos para que isso acontecesse. Ele prepararia o caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei para o Rio de Janeiro e, algum tempo depois, o Unasp me chamou para trabalhar como um dos seguranças no colégio. O salário não é como na época em que eu tocava, mas o pouco que ganho é abençoado. Antes, o que eu ganhava não era suficiente para pagar as contas. Agora, graças a Deus, consigo manter as finanças sob controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como está sua vida hoje? Aquele vazio interior que você sentia já foi preenchido?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora é só paz e amor! Estou tranquilo, com o coração sossegado. A única coisa que me preocupa é melhorar minha vida espiritual, minha conduta. Oro para que Deus me transforme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, para mim, música só em louvor a Deus! Em meu coração, sinto que não posso mais abandonar meu Senhor Jesus Cristo. O que Ele fez por mim não tem preço. Ele me tirou da lama e da miséria em que eu vivia. Posso ver o quanto Jesus me ama!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hoje, como você vê a música secular? Você acha que ela afasta de Deus o cristão?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com certeza! Existem algumas músicas que até nos passam uma mensagem bonita; elas podem não falar exatamente de Deus, mas também não nos trazem pensamentos ruins. Mesmo assim, a música é um instrumento muito forte nas mãos de Satanás. Ele a usa para desvirtuar as pessoas. É triste ver isso acontecendo mesmo dentro da nossa igreja. Temos que tomar muito cuidado com o louvor que vamos apresentar a Deus. Nosso louvor é para o Deus Todo-poderoso. Temos que oferecer o melhor para Ele, porque Ele sempre faz o melhor por nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em sua opinião, qual é a melhor música para se oferecer a Deus?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos que buscar aquilo que é mais tradicional da igreja, especialmente os hinos do &lt;em&gt;Hinário Adventista&lt;/em&gt;. Devemos oferecer a Deus um louvor mais suave, sem gritaria. Ellen White diz que nosso louvor deve ser para adorar a Deus, e não para satisfazer nosso ego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, na igreja, vemos pessoas gritando demais, usando ritmos mundanos. Devemos cantar com mais simplicidade e reverência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quais são seus planos para o futuro?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, não tenho muita preocupação com relação ao futuro. Minha única preocupação é estar ligado a Jesus Cristo dia a dia, fazendo sempre o meu melhor para Ele, ajudando as pessoas naquilo que eu puder, cumprindo a vontade de Jesus. Quero que meu futuro corresponda às expectativas de Deus para minha vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19768511-6261510084051301754?l=www.entrevistas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/6261510084051301754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/6261510084051301754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.entrevistas.criacionismo.com.br/2009/07/no-compasso-certo.html' title='No compasso certo'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/Sls8vHuxkMI/AAAAAAAAJO4/acsTkuT3S8c/s72-c/bartolomeu.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19768511.post-8266545989888770564</id><published>2009-06-17T18:32:00.000-07:00</published><updated>2009-06-17T18:38:29.433-07:00</updated><title type='text'>Jornalista criacionista</title><content type='html'>O jornalista Michelson Borges concedeu esta entrevista à aluna de jornalismo Ana Manoela Reis Rios, do Centro Universitário Adventista (Unasp), campus Engenheiro Coelho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Na sua infância você tinha algum sonho, que hoje realizou?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre sonhei em trabalhar como desenhista ou escritor. De certa forma, pude ver realizados ambos os desejos. Um sonho que não realizei foi o de ser cientista. No entanto, como divulgador de assuntos científicos por conta do ministério criacionista, também me sinto realizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você já escreveu vários livros para crianças. De onde partiu esse desejo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando descobri o criacionismo, já era jovem e cursava o ensino médio. Fiquei muito chateado e me senti lesado ao perceber que minha educação havia sido unilateral. De repente, me dei conta de que havia passado por um verdadeiro processo de lavagem cerebral, um tipo de doutrinação darwinista (embora tenha certeza de que muitos de meus bons professores nem soubessem disso). No curso de Química, ouvi a respeito da síntese de aminoácidos e do “surgimento” da vida. Quando comecei a estudar mais a fundo o criacionismo, notei que havia inconsistência no modelo evolucionista. Mas ninguém mais percebia isso, pois o edifício conceitual já lhes havia sido construído na mente. Ninguém mais questionava o “fato” da evolução e da geração espontânea. Por isso resolvi escrever. O livro infantil que mais me agradou produzir com essa temática foi o “Se Deus Fez, Se Deus Não Fez”, que procura mostrar os dois lados da moeda. O que a criança vai ser quando crescer é uma questão de escolha dela, mas, pelo menos, que ela tenha contato com essas duas visões de mundo para que um dia tome sua decisão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Desde quando você é adventista? Em algum momento você já sentiu vontade de sair da igreja? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui batizado em dezembro de 1991, mas comecei a estudar a Bíblia com um jovem adventista cerca de dois anos antes. Eu era católico praticante. Fazia palestras para freiras, tomava parte em eventos diocesanos e liderava grupos de jovens. Cheguei a fazer estágio em um seminário para amadurecer a ideia de ser padre (esse era o sonho da minha mãe que agora sonha em me ver pastor...). Minha mudança não foi fácil. Relutei muito, estudei outras religiões nesses dois anos e enfrentei muitas barreiras. Mas, quando me tornei adventista, sabia exatamente o que estava fazendo. Por isso, nunca me passou pela cabeça a ideia de deixar a igreja, porque nunca pensei em abandonar o Senhor desta igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Li vários artigos publicados por você, sobre família, inclusive num blog seu com sua esposa. Como a família cristã pode vencer as dificuldades colocadas pela mídia no século 21?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo o mínimo de contato com essa mídia. Pode parecer um contrassenso ouvir isso de um jornalista. Pode até mesmo parecer meio alienante. Mas como a pergunta se refere à família, creio que essa seja a melhor postura. Para você ter uma ideia, minhas filhas (uma tem sete anos e a outra tem três) praticamente desconhecem a programação dos canais abertos e não temos TV paga. Selecionamos muito bem os DVDs que elas assistem, monitoramos o acesso à internet e temos certeza de que elas não perdem nada com isso; muito pelo contrário. Ambas desenham muito bem e a mais velha tem até um blog (www.giovannaborges.com). Foi ela que me pediu para ser blogueira, aos seis anos, e foi ela quem estabeleceu o alvo de escrever um texto por semana. Quem me dera ter perdido menos tempo com desenhos animados e histórias em quadrinhos para me dedicar a ler bons livros e a escrever, como faz minha filha. Além de tudo isso, o tempo que não perdemos com a TV, por exemplo, podemos dedicar a brincadeiras em família e ao culto familiar, todas as noites. Fico muito feliz ao vê-las cantar com entusiasmo e ouvir as histórias bíblicas com atenção. Esse interesse não é fruto do acaso. Um dia elas terão tempo e necessidade de estar mais informadas por meio da mídia. Quando isso acontecer, o caráter delas estará devidamente bem formado e elas terão condições de fazer escolhas sábias, escolhendo as pedras preciosas em meio a tanto lixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Onde você estudou para se formar jornalista? Era uma faculdade secular? Como você enfrentava as barreiras com os colegas e professores?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formei-me pela Universidade Federal de Santa Catarina. O secularismo era tão forte que, como jovem recém-convertido, até pensei em trancar a matrícula para cursar teologia. Mas fui incentivado a continuar no curso, dando o meu testemunho. Entendi que deveria ser amigo de todos, se quisesse que eles apreciassem meu estilo de vida. Então passei a orar para que Deus me ajudasse a ver a linha de demarcação entre amizades e princípios – até onde eu poderia ir sem transgredi-los. E a experiência foi muito boa. Fiz boas amizades. Dei estudos bíblicos para colegas e até consegui fazer um trabalho de conclusão envolvendo a história da Igreja Adventista no Brasil; uma grande reportagem que acabou publicada pela CPB com o título “A Chegada do Adventismo ao Brasil”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Todos o conhecem por ser um jornalista criacionista. Qual é sua visão para defender essa teoria, quando muitos são evolucionistas?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheço bem o ônus de ter assumido essa posição. Mais do que em anos passados, ser criacionista hoje é ser visto como retrógrado, anticientífico, fundamentalista e outros adjetivos nem um pouco amigáveis. Mas o jornalista, embora jamais consiga ser imparcial, deve ser honesto primeiramente consigo mesmo. Por isso, o que falo e escrevo sobre o assunto é feito com honestidade. É fruto de minha busca pessoal. Sou criacionista e jamais vou esconder isso por conveniência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Seu mestrado é em Teologia. Você já pensou em exercer a função pastoral numa igreja convencional?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho bem claro que meu “púlpito” é a internet, são os livros e demais impressos. Mas sempre tive muito carinho pelas atividades na igreja, tanto que sou ancião de igreja há vários anos, sempre procuro dar estudos bíblicos para pessoas interessadas em conhecer melhor a Palavra de Deus e gosto muito de pregar e apresentar palestras. Mas, como sou obreiro na causa de Deus, estou aqui para servir e ir aonde Ele me enviar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como você vê a participação dos membros da igreja quando o assunto é criacionismo. Eles estão preparados, ou nem se importam com esse assunto?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que o interesse tem crescido, até porque esta época demanda isso dos adventistas. Nunca antes houve tanta discussão em torno das origens. Volta e meia aparece uma revista ou é veiculada uma reportagem na TV tratando da controvérsia entre o criacionismo e o darwinismo. Cedo ou tarde, alguém vai perguntar ao adventista por que ele acredita que o relato dos primeiros capítulos de Gênesis é real e não alegórico; por que ele acredita no dilúvio; e como pode ter certeza de que a macroevolução não é um fato. Afinal, por que guarda o sábado, se a Criação segundo a Bíblia não é factual? O que lamento é que muitos de nossos irmãos ainda desconhecem os rudimentos da ciência e, às vezes, se atrevem a fazer afirmações que apenas denigrem a imagem dos criacionistas. A regra deveria ser: se sabe do assunto, não se acanhe; se não sabe, vá estudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual é a relevância desse assunto para a salvação pessoal?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém deixará de ser salvo porque não entende de datação radiométrica, complexidade irredutível, ou porque não sabe que a explosão cambriana e os trilobitas podem ser explorados como bom argumento criacionista. A salvação consiste numa relação íntima com Jesus e na aceitação dos méritos dEle pela fé. Mas as evidências podem ajudar a fortalecer a fé e podem abrir os olhos de pessoas cuja mente é mais inquiridora. Dessa forma, a biologia, a geologia e outras áreas do saber podem acabar levando a pessoa ao Criador de todo o conhecimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;No livro “Nos Bastidores da Mídia”, você escreve de forma bem expressiva, e fala sobre como desmascarar as ciladas de Satanás. Como que foi para reunir todas essas ideias e colocá-las em ordem?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, o livro nasceu de algumas palestras que eu ministrava em igrejas e escolas. Ao fim dessas apresentações, algumas pessoas me perguntavam se eu tinha algo publicado sobre o assunto e me dei conta de que um livro assim era necessário. Eu já tinha praticamente todo o material como fruto de pesquisas de quase dez anos. O trabalho para o livro consistiu em organizar tudo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em sua opinião, como esses meios manipulam as pessoas?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Principalmente por meio da repetição. Goebbels já dizia que “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”. É isso o que a mídia faz. Ela martela nossas convicções até conseguir abrir uma fresta que, com o tempo, se transforma numa brecha. Por isso é tão difícil falar sobre criacionismo, ressurreição e mortalidade da alma, pureza mental e física, e por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por que as pessoas preferem ficar diante da TV em vez de ler um bom livro?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque não querem se esforçar. É a cultura do menor esforço. Por que ler um livro se a TV, além de mais atraente aos olhos, me entrega o conteúdo “mastigado”? Só que a mente se acostuma com aquilo em que se demora. Que tipo de mente você quer? O tipo esponja que só absorve conteúdos sem entender bem o que recebe (e que, consequentemente, é dominada por outras mentes), ou o tipo cujo discernimento claro o ajuda a entender criticamente a realidade? Nunca nos esqueçamos de que quem não lê, mal ouve, mal fala, mal vê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Na sua visão, qual é o papel do jornalista criacionista no século 21?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li na &lt;em&gt;Veja &lt;/em&gt;desta semana (17/6/09) entrevista com o grande escritor e jornalista Gay Talese. Segundo ele, “de todas as profissões, se um jovem estiver interessado em honestidade e não estiver interessado em ganhar muito dinheiro, eu aconselharia o jornalismo, que lida com a verdade e tenta disseminar a verdade... Acho uma profissão honrosa, honesta. Tenho orgulho de ser jornalista”. Creio que ele resume bem o papel do jornalista criacionista: o desejo de lidar com a verdade e disseminá-la. Devemos estar mais preocupados em estar do lado da verdade do que em tê-la ao nosso lado. Buscar as evidências e os fatos levem aonde levar. Promover o debate e a divulgação de ideias que mostrem que os criacionistas podem contribuir educadamente nas discussões científicas, porque também estudam e fazem boa ciência. Enfim, se alguém pode ajudar a quebrar o preconceito e mostrar a verdadeira “cara” dos criacionistas, esse é o jornalista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19768511-8266545989888770564?l=www.entrevistas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/8266545989888770564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/8266545989888770564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.entrevistas.criacionismo.com.br/2009/06/jornalista-criacionista.html' title='Jornalista criacionista'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19768511.post-9190039019035972170</id><published>2009-06-03T15:31:00.000-07:00</published><updated>2009-06-03T15:35:02.460-07:00</updated><title type='text'>Como falar do criacionismo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/Sib6OkZwBLI/AAAAAAAAI-c/KTwR2EUzw5E/s1600-h/michelson+borges.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 167px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/Sib6OkZwBLI/AAAAAAAAI-c/KTwR2EUzw5E/s200/michelson+borges.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343233136118465714" /&gt;&lt;/a&gt;Esta entrevista com o jornalista Michelson Borges, feita por Emanuelle Sales, foi publicada no &lt;a href="http://www.igrejaunasp.org.br/entrevistas/entrevistas.htm"target="_blank"&gt;site do Unasp&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Num mundo de céticos, qual é a melhor forma de apresentar as provas da crença criacionista?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente, é interessante mostrar para o cético o que é o verdadeiro ceticismo. Eu não considero o ceticismo uma coisa totalmente negativa. Um dos doze discípulos era ligeiramente cético e Jesus não o repreendeu por isso. Esse era Tomé. Ele buscava experimentar por si mesmo aquilo que os outros falavam. Claro que Jesus enalteceu aqueles que sem tocar creram, mas ele não repreendeu Tomé por querer tocar. Existe uma frase que sempre levo comigo que diz: “Não tenha medo da dúvida se tiver disposição para crer.” A melhor forma de apresentar o criacionismo é convidar os céticos a serem céticos de verdade, questionar tudo e buscar evidências que sejam sólidas para sua futura crença. Nós temos bastantes evidências para apresentar; veja quantas descobertas da arqueologia bíblica, da biologia molecular que apontam um design da vida. Então, mostre os fatos e deixe que os céticos tirem suas próprias conclusões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como o senhor afirma, a natureza tem as digitais do Criador. O que nela mais te impressiona e te faz ver melhor essas marcas?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que a complexidade num amplo espectro. Os próprios darwinistas afirmam essa complexidade. Por exemplo, Richard Dawkins. no livro &lt;em&gt;O relojoeiro cego&lt;/em&gt;, diz que o núcleo de uma ameba tem tanta informação quanto em toda a enciclopédia de 30 volumes da Barsa. Saindo desse espectro e indo para outro, o cérebro humano é uma máquina tão complexa que faz você ver que a ideia de vida simples não existe. Toda vida, da mais simples até a mais complexa, revela que houve um planejamento. Mas, sem dúvida, o que mais me fascina é ver o céu à noite. Eu acho impressionante olhar as estrelas. Claro que meus olhos não alcançam tudo, mas vejo fotos revelando as galáxias, a nebulosa de Helix que tem o formato de um olho, outra que tem o formato de um DNA. Eu creio que são pinceladas de Deus numa noite para a gente lembrar que Ele existe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quais são as maiores dificuldades encontradas por alguém que trabalha em favor da pregação criacionista?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, a angústia de querer mostrar uma coisa que você sente e crê de todo o coração às pessoas que escolheram, &lt;em&gt;a priori&lt;/em&gt;, não crer. Dizem que nós temos a mente fechada, mas na verdade nós abrimos a mente para o natural e o sobrenatural, enquanto os naturalistas fecham a mente para o sobrenatural. Então, com essa metodologia um tanto limitadora que não admite a existência de algo que não seja natural, ou cientificamente demonstrado, é realmente complicado você tentar mostrar que existe algo além. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra dificuldade é ter que adequar nossa linguagem ao vocabulário científico. Muitos usam de falácias e falam do darwinismo sem ter muito conhecimento, e ao falarem “verdades” sem consistência acabam desacreditando o próprio criacionismo. Nós, criacionistas, temos que ser mais multidisciplinares que os darwinistas. Temos que transitar em vários campos do saber: a arqueologia, a biologia, a física, a teologia – e isso causa um grande desgaste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que todo adventista deve saber sobre ciência?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, deve saber o que é ciência. É importante saber diferenciar a ciência experimental da ciência histórica, porque hoje se confundem muito. Por exemplo, quando se fala da origem da vida, as pessoas acham que isso é ciência experimental, mas não é, porque não tem como demonstrar em laboratório como a vida funcionou no começo. Tem que simular um suposto ambiente primordial sem ter certeza de que foi aquele. A ciência experimental também está do nosso lado porque os criacionistas não são anticientíficos, eles vão a laboratórios, pesquisam, estudam a realidade química, a biológica e tudo que foi criado. Se você entender o que é ciência e suas ramificações, fica mais fácil dialogar com um darwinista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vários livros e filmes ateístas são lançados no mercado literário e cinematográfico. Como o teísmo se encontra nesse ambiente?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente nós estamos vivendo o renascimento da religiosidade na era pós-moderna. Esse crescimento não é do teísmo, mas sim da espiritualidade. As pessoas estão mais abertas à crença e à religião, mas não necessariamente a Deus. Eu creio que o teísmo está em desvantagem nessas produções. Ou se vê ateísmo sendo divulgado, ou as crenças espiritualistas. A realidade pós-moderna é descompromissada com igreja e regras; as pessoas querem mais uma vivência espiritual e livre. Vemos o crescimento dos novos ateus e de uma religiosidade esvaziada também crescendo bastante. Nas produções de Hollywood, em vários filmes, em revistas e livros, vemos a transposição dessa realidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dicas de livros.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Não tenho fé suficiente para ser ateu&lt;/em&gt; (Norman Geisler &amp; Frank Turek)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Em defesa da fé &lt;/em&gt;(Lee Strobel) &lt;br /&gt;&lt;em&gt;Em defesa de Cristo&lt;/em&gt; (Lee Strobel)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Um ateu garante: Deus existe&lt;/em&gt; (Antony Flew) &lt;br /&gt;&lt;em&gt;A alma da ciência&lt;/em&gt; (Nacy Pearcey)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19768511-9190039019035972170?l=www.entrevistas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/9190039019035972170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/9190039019035972170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.entrevistas.criacionismo.com.br/2009/06/como-falar-do-criacionismo.html' title='Como falar do criacionismo'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/Sib6OkZwBLI/AAAAAAAAI-c/KTwR2EUzw5E/s72-c/michelson+borges.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19768511.post-4098547339755989692</id><published>2009-05-29T09:36:00.000-07:00</published><updated>2009-05-29T10:12:45.837-07:00</updated><title type='text'>A origem das línguas e das etnias</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/SiAXg7I0ivI/AAAAAAAAI9M/-O0q_-eGeFA/s1600-h/Orlando+Ritter.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 169px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/SiAXg7I0ivI/AAAAAAAAI9M/-O0q_-eGeFA/s200/Orlando+Ritter.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341295012459350770" /&gt;&lt;/a&gt;O criacionismo defende que, após a Criação, havia uma só língua, ou seja, uma só estrutura linguística, com um vocabulário comum, como pode ser observado em Gênesis 11:1. Entretanto, essa língua comum foi um dos fatores utilizados pelo ser humano para violar uma das primeiras recomendações divinas, a de encher e dominar a Terra. De fato, opondo-se a esse claro desígnio de Deus, o ser humano começou a construir uma cidade e uma torre, “para não serem espalhados pela superfície da Terra”. Foi essa, em parte, a razão pela qual o mesmo Deus que havia dado a linguagem aos homens deu origem a várias famílias linguísticas (Gn 11:7), em resultado do que a humanidade acabou se espalhando por todo o planeta. O ponto de vista criacionista, baseado no relato bíblico, explica assim não só a unidade, mas também a diversidade das línguas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sobre isso que o professor &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=bDYfs8q1V8M&amp;feature=channel_page"target="_blank"&gt;Orlando Rubem Ritter&lt;/a&gt; fala nesta entrevista concedida ao jornalista Michelson Borges. Ritter é natural de Porto Alegre. Formado em Matemática pela USP, é também mestre em Educação pela Andrews University, nos Estados Unidos. Além de ter sido diretor de faculdades e fundador de escolas, foi professor de Matemática e Física por mais de 30 anos, e professor de Ciência e Religião por mais de 40 anos. Foi também coordenador do curso de Pedagogia do Centro Universitário Adventista, campus São Paulo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fale um pouco sobre a variedade linguística e étnica no mundo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A variedade é um fato marcante neste planeta. Enquanto seres humanos foram capazes de pintar a Capela Sistina e compor belíssimas sinfonias, há tribos que ainda não sabem usar o fogo. É um grande contraste. No que diz respeito aos aspectos étnicos, ou raciais,* e linguísticos, também há grande variedade. Só na África são mais de mil etnias. Os ramos linguísticos são cerca de cinco mil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[*Nota do entrevistador: No entanto, em nível genético, essa diferença acaba sendo mínima, o que está de acordo com a visão criacionista. Note o que a revista &lt;em&gt;Veja &lt;/em&gt;publicou, em sua edição de 5 de maio de 1999 (p. 113): “Pesquisas de cientistas da Universidade da Califórnia, campus de San Diego, indicam que a humanidade por um tempo esteve às raias da extinção, e as razões apresentadas para tanto vão desde a provável queda de um meteoro que teria dizimado muitas espécies de vida, a epidemias por doenças trazidas por grupos nômades, mudanças bruscas na temperatura, etc. (E por que não um dilúvio global?) O fato é que foi descoberto que ‘a diversidade genética das pessoas, mesmo entre populações distintas e de lugares muito distantes entre si, como a Amazônia e a Sibéria, é muito pequena. ... Isso leva à conclusão de que ‘os seres humanos descendem todos de um pequeno grupo de ancestrais’. Daí entra a explicação de que uma imensa mortandade teria ocorrido em algum ponto da pré-história, ninguém sabendo exatamente o que ocorreu. A variedade genética da humanidade hoje é muito pequena para uma árvore evolucionária que tem tantos elementos e ramificações’, afirmou o coordenador da pesquisa, David Woodruff. ... ‘É como se fôssemos todos clones de uma única matriz, como na experiência com a ovelha Dolly.’”]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Existe consenso com relação à origem comum de toda a humanidade, a partir de um casal original?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. É a Antropologia Descritiva (ou a Etnologia) que estuda as etnias humanas. A Linguística* estuda as línguas. Conhecer a origem das etnias e das línguas é realmente algo empolgante. A origem comum da humanidade a partir de um par original é chamada monogenismo, e esse conceito também se aplica à origem das línguas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos utilizar a Bíblia como fonte de hipóteses, sustentadas, é claro, por evidências, para ter uma ideia de como se deu a origem das etnias e das diversas línguas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[*Nota do entrevistador: A Linguística Histórica surgiu no fim do século 18, com a descoberta feita na Índia – por um juiz britânico que se inclinou ao estudo das línguas e suas relações – de que muitas línguas da Europa e do Oriente estavam reunidas como em uma família, à qual se deu o nome de indo-europeu.] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que a Bíblia fala sobre o primeiro homem?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adão, ou Adam, em aramaico, quer dizer “tornar vermelho” ou “ficar vermelho”, o que sugere que a pele dele tinha coloração avermelhada (e é bom lembrar que ele foi feito da terra). Na tradição hindu, aparece o ancestral Adamu; e na tradição sumeriana, a mais antiga civilização pós-diluviana, aparece Adapa. Segundo essa tradição, Adapa vivia num país onde não havia morte, o ar era puro e a água, limpa. Mas Adapa acabou perdendo o direito à imortalidade. Várias culturas possuem relatos que mostram uma origem comum para a humanidade, com Adão e Eva, no Jardim do Éden.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por que o mundo antediluviano não promovia muita variabilidade?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A humanidade primeva vivia em um mundo bem diferente. O apóstolo Pedro fala do “mundo daquele tempo” ou “mundo de então” (2 Pedro 3:6), deixando clara a idéia de que o mundo antediluviano era bem diferente do nosso. Os criacionistas e os evolucionistas concordam em que havia um único continente, a Pangea, com clima e topografia diferentes dos atuais. Esses fatores, e outros, promoviam a relativa invariabilidade de então, situação que perdurou até o Dilúvio.*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[*Nota do entrevistador: A ação da seleção natural ocorrendo nos diferentes ambientes pós-diluvianos juntamente com o total isolamento geográfico a que as populações humanas estavam submetidas no passado, pode ser uma boa explicação para a origem das etnias humanas. Por exemplo, se após o Dilúvio um grupo de indivíduos migrou para o sul da África, acabou se isolando totalmente dos grupos que viviam na Ásia, pois as viagens eram difíceis naquele tempo, e eles nunca mais voltaram a casar entre si. Em lugares quentes, como a África, a pele negra apresenta vantagem em relação à pele branca; então, os indivíduos que nasciam com pele mais escura levavam vantagem seletiva em relação aos indivíduos de pele mais clara. Com o passar de muitos anos e total isolamento reprodutivo (ou seja, esses indivíduos de pele mais escura não se casavam com os de pele clara, pois estavam isolados geograficamente), a pele gradualmente se tornou mais escura. Atualmente estamos vendo o processo inverso acontecer: devido às facilidades de transporte, as barreiras geográficas estão sendo quebradas. Pessoas de etnias diferentes estão se casando e gradualmente estão desaparecendo as diferenças marcantes entre as “raças”.] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As características dos filhos de Noé sugerem alguma coisa ao pesquisador?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noé tinha 480 anos quando Deus lhe ordenou construir a arca. Com 500 anos nasceu-lhe o primeiro filho: Jafé. Os dois seguintes, nasceram com dois anos de diferença cada: Sem e Cão. Creio que as características diferenciadas entre eles seja uma possibilidade de explicação para a variação étnica verificada entre os humanos.* &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jafé possivelmente tenha nascido com a pele diferente da dos pais e um pouco mais clara, considerando-se as etnias que se originaram dele, ou seja, os caucasianos. Curiosamente, o significado do nome Sem é “nome”. Isso mesmo. Nunca vi alguém chamado “Nome”, mas o plano de Deus era que esse filho de Noé preservasse justamente o nome da família e o nome de Deus. Sem originou os povos semitas que, de fato, contribuíram para manter viva a religião monoteísta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cão significa “quente”. Possivelmente sua bagagem genética tenha sido remodelada por Deus para enfrentar as regiões mais quentes que haveria no mundo, após o Dilúvio. Mas é claro que também devemos levar em conta o fato da adaptação biológica natural e o fator isolamento geográfico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gênesis 9:19 diz que desses três homens – Sem, Cão e Jafé – se povoou a Terra, originando-se as etnias e as línguas. O mundo passou por grande fragmentação geográfica e mudanças climáticas e topográficas, o que favoreceu a variabilidade em diversos aspectos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[*Nota do entrevistador: Essa diferença também poderia ser explicada pelas esposas dos filhos de Noé. Elas poderiam ser bastante diferentes entre si. Assim, entre os netos de Noé já poderia haver certa diferenciação. Mas certamente essas diferenças se acentuaram mais com o isolamento geográfico que ocorreu depois do Dilúvio.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por que o senhor acha que Deus promoveria essa diferenciação entre eles ou teria dotado a humanidade com essa capacidade adaptativa?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo aqui a presciência de Deus em dotar a humanidade renascente com características que lhes ajudariam a se adaptar melhor ao estranho mundo pós-diluviano. Além disso, era também uma forma de conter a maldade, isolando os povos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coincidentemente com a visão bíblica, os etnólogos classificam as etnias a partir de três grandes “raças” e troncos linguísticos. Mas o centro de dispersão, segundo a Bíblia, fica na Ásia Menor, no Cáucaso, ou terra de Ararate, e não na África, como querem alguns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, na África, na última metade do século 20, foram encontrados fósseis de criaturas com aparência e características simiescas, como baixa capacidade craniana, membros aptos para agarrar e segurar, mas com o andar ereto, dentes pequenos, etc., e foram chamados de australopitecineos (&lt;em&gt;Australopithecus africanus &lt;/em&gt;foi o nome de um dos primeiros encontrados).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por causa das marcas humanas e de acordo com teorias correntes, muitos foram levados a considerá-los como antepassados pré-humanos e a África, como o “berço da humanidade”. Nesse contexto, causou muita sensação o achado de um esqueleto quase completo de australopiteco, que inclusive recebeu o nome de Lucy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 1960 foram descobertos, num desfiladeiro da África Oriental, fragmentos fósseis de uma criatura jovem com abóbada craniana maior que a dos australopitecos. Como nas vizinhanças desse local alguns anos antes haviam sido encontradas pedras lascadas de modo bastante rude, presumiu-se que tivessem sido produzidas por essa criatura, razão pela qual foi-lhe dado o nome de &lt;em&gt;Homo habilis&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como era de se esperar, alguns viam nessa criatura um elo intermediário entre os gêneros Australopithecus e Homo. Contudo, após estudos posteriores e não pouca discussão, prevaleceu a tendência de considerá-la como um australopiteco, por causa de características tipicamente simiescas nas proporções corporais e na dentição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não parece simples colocar os australopitecos numa linha filogenética evolutiva indo do macaco em direção ao homem. O peso das características simiescas é muito grande e são observados diferentes graus de variabilidade nas diversas partes do corpo, não permitindo formar uma linha evolutiva, mas sim uma disposição em mosaico dentro do grupo. Por isso, para muitos, parece prevalecer a ideia de considerar os australopitecos apenas como um grupo diferente e peculiar de primatas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os traços peculiares dos três filhos de Noé podem ser identificados ainda hoje?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida. Até hoje os povos semitas (descendentes de Sem) podem ser reconhecidos pelos traços fisionômicos. As línguas que falam, apesar das variações, também podem ser identificadas através dos sons guturais fortes, como no árabe, e das raízes trilíteras, compostas unicamente de consoantes (só mais tarde os massoretas acrescentaram vogais ao hebraico). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jafé deu origem aos povos indo-europeus, ou caucasianos, ou ainda arianos. Os jafetitas, além de povoarem a Europa, imigraram para o vale do Rio Indo (Índia), ocorrendo a miscigenação com os povos que lá já havia. Os hindus têm, portanto, ascendência jafetita e sua língua tem como base o sânscrito, que é uma língua jafetita. Dessa língua surgiu uma grande família que originou idiomas como o latim, o grego e o português, “a última flor do Lácio”. São línguas agradáveis, “de cultura” e ampla flexão nominal e verbal, que permitem expressar ideias profundas, o que não ocorria com as línguas semíticas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos sete filhos de Jafé, Gômer, originou os europeus; Javã originou os gregos; Magog, os povos eslavos (russos); e Madai, os medo-persas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cão, por sua vez, deu origem às etnias negróides, australóides e mongolóides – ou camíticas. Suas línguas sofreram grande fragmentação. São silábicas e aglutinantes. Exemplo: Itatiaia, palavra indígena que significa pedra (ita) de muitas pontas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do filho mais velho de Cão, Cush, surgiram os cushitas, que deram origem aos etíopes, sudaneses e núbios, ou seja, os negros. Ninrod, também filho de Cão, fundou Babel, onde houve a grande fragmentação linguística. Misrain originou os egípcios; e Canã, que quer dizer púrpura, deu origem aos cananitas. Quando os gregos entraram em contato com os cananitas, na costa mediterrânea, chamaram-nos de fenícios, que quer dizer justamente púrpura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fale um pouco mais sobre as características das três grandes etnias.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os semitas tinham propensão à religiosidade. Agarravam-se a Deus, ou a deuses. Como disse, o hebraico, por exemplo, é uma língua rígida, invariável, própria para transmitir verdades imutáveis. Cogitavam do mundo espiritual, característica que nossa cultura cristã herdou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jafetitas, por causa de sua linguagem e estrutura mental, tinham vocação intelectual. Suas línguas eram próprias para a literatura, a poesia e o canto. Buscavam a &lt;em&gt;verdade&lt;/em&gt;, o que fizeram de fato os grandes filósofos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já os povos camíticos foram os desbravadores do mundo. Preocupavam-se mais com o “aqui e agora”, eram práticos. Desenvolveram tecnologia náutica e de outras naturezas. Veja o bumerangue dos aborígenes australianos, por exemplo. Uma maravilha da engenharia. Quando os outros povos se lançaram a descobrir novos territórios, os descendentes de Cão já estavam lá. Tome como exemplo a América.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se pode ver, todas essas etnias têm características positivas que ajudaram a humanidade, de uma ou de outra forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que dizer sobre os restos fossilizados de seres humanos com marcas divergentes das normalmente apresentadas pelo homem atual (&lt;em&gt;Homo sapiens&lt;/em&gt;) e encontrados no Vale de Neanderthal, na Alemanha, e posteriormente em muitos lugares da Europa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um esqueleto completo, encontrado em 1908, na gruta Chapelle-aux-Saints, na França, que serviu de base para a descrição desse homem fóssil pelo paleontologista francês Marcelin. Conhecido como “homem das cavernas”, o neanderthal era baixo, atarracado, com cabeça volumosa (capacidade craniana igual à do homem moderno), face longa, ossos nasais enormes e desenvolvidos, osso frontal fugidio, arcadas superciliares salientes, órbitas enormes e arredondadas, e outras marcas diversas, consideradas primitivas, que lhe davam um aspecto um tanto bestial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve ter sido dos primeiros habitantes da Europa, onde enfrentou as agruras de um clima hostil e condições ambientais extremamente adversas. A adaptação ao frio daquelas regiões, segundo a regra de Állen, teria resultado em criaturas humanas com cabeça grande, corpo atarracado e estatura baixa, como ainda hoje se pode observar nos esquimós e nos lapões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, segundo a mesma regra, a adaptação ao calor implicaria no desenvolvimento de criaturas com estatura elevada, membros longos e crânios pequenos, com capacidade variando entre 750 e 1.300 cm3, como pode ser verificado nos restos do chamado &lt;em&gt;Homo erectus&lt;/em&gt;, encontrados na Ásia e na África (Homem de Java ou &lt;em&gt;Pithecantropus erectus&lt;/em&gt;, Homem de Pequim, Homem da Rodésia, etc.). Num contexto criacionista, parece certo considerar o Homo erectus como uma variedade do Homo sapiens profundamente modificada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não parece difícil concluir que imediatamente após o dilúvio universal tenha havido condições para o aumento da variabilidade em pequenas populações, especialmente se sujeitas a isolamento geográfico, a profundas e rápidas mudanças ambientais e aos ataques da entropia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num tal contexto, haveria condições para a sobrevivência de eventuais aberrações decorrentes de genes mutantes que se espalhariam com mais facilidade graças à diminuição da competitividade resultante do pequeno número de indivíduos e do surgimento rápido de novas condições ambientais entrando em cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que pode ter ocorrido com populações desgarradas logo após o Dilúvio. Pequenas populações enfrentando condições muito adversas tendem a sofrer acentuada variabilidade física, preservando, contudo, suas marcas culturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, grandes populações tendem a sofrer menor variabilidade física em vista da possível eliminação de genes aberrantes, podendo ao mesmo tempo, em tal contexto, desenvolver maior variabilidade cultural, como se pode observar no estudo dos povos e etnias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À luz da visão criacionista, não parece tão difícil explicar a tremenda diversidade física e cultural humana, evidente não só na humanidade do passado, mas em pleno século 21.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quais o senhor acha são as maiores evidências de que o homem foi criado por Deus?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um grande número de atributos que conferem ao homem &lt;em&gt;status &lt;/em&gt;singular que jamais poderia ter se desenvolvido gradualmente a partir de atributos animalescos. Tampouco poderiam existir num mundo sem significado ou propósito. Vejamos alguns:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Capacidade para raciocínio abstrato e para o uso de linguagem complexa.&lt;/em&gt; É significativa a conclusão de linguistas de que as línguas possuem uma subestrutura universal que compreende a gramática, o vocabulário e, eventualmente, a fonologia. Por isso, não existem “línguas primitivas” ou “pré-línguas”, mesmo entre os povos considerados atrasados. Por outro lado, é reconhecida a existência de uma superestrutura não universal transmitida culturalmente, o que explica a existência de “línguas de cultura”, mostrando que a língua que a pessoa fala e o modo como é falada influi na vida intelectual. Os seres humanos estão, portanto, pré-programados para a fala, o que é em si forte evidência de desígnio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Capacidade de produzir cultura &lt;/em&gt;“cultivando” a mente ao prover-lhe conhecimento e ao interagir com outros nos modos de pensar, crer, relacionar-se e comportar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Senso de história e temporalidade.&lt;/em&gt; É marca humana &lt;em&gt;sui generis &lt;/em&gt;descobrir-se imerso no tempo, “datado”, sentindo o presente, o hoje, sem a ele ficar preso, podendo atingir o ontem, o passado, e reconhecer o amanhã, o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Senso de responsabilidade e dever.&lt;/em&gt; Tremenda é a peculiar capacidade humana de possuir e de poder desenvolver uma consciência que o dirige ao que é certo, de acordo com códigos morais que o homem pode conhecer, entender, cumprir e ele mesmo elaborar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Transcendência.&lt;/em&gt; O ser humano, embora consciente da realidade objetiva na qual se situa e imerso na matéria, é capaz de libertar-se da unidimensionalidade e do seu senso de finitude e transcender ao sobrenatural e ao espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Capacidade de fazer escolhas livres.&lt;/em&gt; Outro grande atributo do ser humano que normalmente possui o senso de que “existe” e não meramente de que “vive” ou “acontece”. Ele é capaz de defrontar escolhas e opções, refletir antes de agir, e depois de haver optado e já tendo agido, bem ou mal, sente ainda que poderia ter agido diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Apreciação da beleza e gratificação estética&lt;/em&gt; são outras marcas essencialmente humanas.* Apenas um ser muito singular em toda a natureza seria capaz de extasiar-se ante um amanhecer, ante uma noite estrelada ou na contemplação de uma paisagem calma. Somente o ser humano é capaz de apreciar a beleza, que parece estar sendo esbanjada, às vezes parece escondida e outras vezes se encontra até perdida na bagagem genética dos seres vivos. Interessante... há a beleza que parece propositalmente existir para ser apreciada e há o ser humano que, de propósito, parece feito para apreciá-las, desde o ciciar da brisa mansa até os acordes de uma Nona Sinfonia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que apreciamos a beleza, desfrutamos a música, e temos essa grande indagação quanto à existência? Essas características mentais parecem ir além do nível mecanicista e estar acima dos requisitos de sobrevivência esperados da seleção natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Feitos incríveis da humanidade.&lt;/em&gt; É realmente notável perceber as culminâncias atingidas pela humanidade. Em todos os domínios do conhecimento e das realizações, são notáveis as realizações humanas, alcançadas em decorrência da tremenda força do espírito humano, capaz de enfrentar obstáculos e desafios os mais diversos e atingir alturas quase inimagináveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impressionante o elenco de obras humanas, desde o busto de Nefertiti (rainha egípcia do 14º século a.C.), até a estátua de Moisés, esculpida por Michelangelo; desde a pintura da Capela Sistina, até os Girassóis de Van Gogh; desde a obra &lt;em&gt;Les Misérables&lt;/em&gt;, de Victor Hugo, até &lt;em&gt;Os Sertões&lt;/em&gt;, de Euclides da Cunha; desde o Salmo 19, de Davi, até a obra &lt;em&gt;Kosmos&lt;/em&gt;, de Alexander von Humboldt; desde a &lt;em&gt;Didática Máxima&lt;/em&gt;, de Johan Amos Commenius, até o livro &lt;em&gt;Educação&lt;/em&gt;, de Ellen G. White.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notáveis são no ser humano seus atributos racionais, morais, estéticos e espirituais, que quando cultivados permitem não só empreender a busca da verdade, mas desenvolver o amor, a bondade, o desprendimento, como se observa, por exemplo, nas vidas de Albert Schweitzer, Madre Tereza de Calcutá e tantos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamentavelmente, está sendo consumada a grande tragédia humana, que consiste na opção pelo acaso e na renúncia a uma origem nobre. A comunidade intelectual, e especialmente a comunidade científica, escolheu a visão naturalista do mundo como cenário para a ciência, limitando assim o conhecimento e estreitando a visão de mundo. A visão naturalista, tanto quanto a visão criacionista, são emolduradas por pressuposições e atos de crença. A opção depende muito da formação, do contexto vivencial e da estrutura mental de cada um. É só pensar e escolher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[*Nota do entrevistador: Sobre o ponto de vista evolucionista, a própria evolução da linguagem não teria explicação sem a aceitação de uma convivência social de grupos de seres humanos &lt;em&gt;cooperando &lt;/em&gt;entre si. Assim, não se pode adotar a hipótese da sobrevivência do mais apto por seleção natural, o que serve de alerta em relação à aplicação indiscriminada dos conceitos biológicos darwinistas – questionados até mesmo no âmbito da própria Biologia – a outros setores da ciência. Outra dificuldade para o evolucionismo é explicar o surgimento da capacidade de raciocínio abstrato, que envolve a potencialidade cerebral para a compreensão e a utilização dos conceitos de concreto e abstrato. Max Müller, o eminente filólogo alemão, contemporâneo de Darwin, confrontando-o, criticou a teoria da evolução com as seguintes palavras: “É nosso dever advertir aos ilustres discípulos de Darwin que, antes de conseguirem uma verdadeira vitória, antes de poderem declarar que o homem descende de um animal mudo, devem cercar formalmente uma fortaleza que não se renderá por uns poucos tiros disparados ao acaso – a fortaleza da linguagem, que até o momento permanece inamovível exatamente na fronteira entre o reino animal e o homem” ("Linguagem e Antropologia", citado em &lt;em&gt;Folha Criacionista &lt;/em&gt;nº 22, p. 46).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Curiosamente, o que não se conseguiu na Biologia, no sentido de se construir uma árvore genealógica dos seres vivos (o que confirma a estrutura conceitual criacionista, segundo a qual os seres vivos foram criados independentemente, “cada um segundo a sua própria espécie”), está se conseguindo aos poucos na Linguística, já que os fatos apontam para uma árvore com muitos galhos e um tronco comum (confirmando, também, a posição criacionista baseada no relato de Gênesis, e estando plenamente de acordo com as declarações do apóstolo Paulo, feitas no Areópago de Atenas, perante os mais ilustres sábios da época: “O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo Ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas ... de um só fez toda a raça humana para habitar sobre a face da Terra” (Atos 17:24, 26).]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[*Nota do entrevistador: É interessante ler o que Darwin escreveu a seu amigo norte-americano Asa Gray, em &lt;em&gt;The Life and Letters of Charles Darwin&lt;/em&gt;, v. 2, p. 296: “Lembro-me muito bem do tempo quando pensar no olho me fazia esfriar todo, mas já superei esse estágio da doença, e agora pequenos particulares insignificantes de estrutura muitas vezes me deixam muito pouco à vontade. A visão de uma pena na cauda de um pavão, toda vez que a observo, me deixa doente!”]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19768511-4098547339755989692?l=www.entrevistas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/4098547339755989692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/4098547339755989692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.entrevistas.criacionismo.com.br/2009/05/origem-das-linguas-e-das-etnias.html' title='A origem das línguas e das etnias'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/SiAXg7I0ivI/AAAAAAAAI9M/-O0q_-eGeFA/s72-c/Orlando+Ritter.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19768511.post-881936473677493142</id><published>2009-03-02T19:07:00.000-08:00</published><updated>2009-03-24T16:15:08.953-07:00</updated><title type='text'>O criacionismo no ano de Darwin</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/Sa36dQrVxRI/AAAAAAAAIEc/dy-RDC372QY/s1600-h/gibson.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 171px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/Sa36dQrVxRI/AAAAAAAAIEc/dy-RDC372QY/s200/gibson.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309174916339582226" /&gt;&lt;/a&gt;James Gibson é Ph.D em Biologia pela Universidade de Loma Linda e sempre esteve relacionado com pesquisa e ensino criacionistas. De 1967 a 1980, lecionou na Califórnia e em Serra Leoa, na África. Desde 1994, é o diretor do Geoscience Research Institute, instituto de pesquisas mantido nos Estados Unidos pela Igreja Adventista do Sétimo Dia. É casado com Dorothy, com quem tem duas filhas: Deborah e Karina. Durante o 6º Encontro Nacional de Criacionistas realizado no Unasp, campus São Paulo (em janeiro de 2009), concedeu esta entrevista a Michelson Borges:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Desde quando existe o Geoscience Research Institute (GRI) e qual a missão dele?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O GRI foi estabelecido em 1958. Sua missão é estudar a relação entre a ciência e a Bíblia, orientar a igreja com respeito a esse relacionamento e dar assistência na evangelização especialmente dos secularizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como o GRI é visto por outros centros de pesquisa e pelos darwinistas?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei exatamente como o GRI é visto pelos evolucionistas, mas como somos criacionistas, possivelmente não sejamos bem vistos por eles. De fato, há quem diga que os criacionistas não são bons cientistas, mas, mesmo para esses, o GRI está entre os melhores centros de pesquisa criacionistas. Para manter essa boa imagem e melhorá-la, devemos continuar participando de pesquisas e publicando esses estudos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Descreva brevemente o trabalho do GRI.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhamos em duas frentes: (1) fazemos pesquisas e (2) partilhamos essas descobertas por meio de publicações e palestras. Temos uma revista chamada Origins, que é publicada em inglês, português e francês [no Brasil ela é publicada pela Sociedade Criacionista Brasileira]. Nela, divulgamos os resultados de nossas pesquisas. Também participamos de seminários, conferências e “escolas de campo”, com pesquisas e palestras &lt;em&gt;in loco&lt;/em&gt;. Além disso, temos recursos que podem ser encaminhados para professores que apresentam bons projetos de pesquisa. Alguns pesquisadores do GRI têm recebido artigos científicos para revisar, antes da publicação. Mas nesse tipo de trabalho os nomes não são divulgados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O senhor participou dos seis encontros criacionistas do Brasil nestes últimos 20 anos. Como avalia a importância desses eventos?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A igreja no Brasil é grande e importante. Tem muitos membros preparados e um sistema educacional bastante forte, de forma que é importante que os professores dessa rede tenham bastante informação para não terem medo de discutir em classe as questões que dizem respeito à controvérsia entre o criacionismo e o evolucionismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei muito feliz com a pré-inauguração do Museu de Ciências Naturais Orlando Ritter e com os materiais disponibilizados em língua portuguesa pela Sociedade Criacionista Brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em linhas gerais, quais as principais evidências da existência do Deus Criador?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso mencionar resumidamente três: (1) o ajuste fino do Universo, (2) a existência de estruturas irredutivelmente complexas nos seres vivos, que tinham que funcionar perfeitamente desde que foram criadas, ou não chegariam aos nossos dias, e (3) a informação complexa existente no material genético. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Podemos aceitar a seleção natural?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seleção natural é uma boa explicação para pequenas variações nos seres vivos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Isso é microevolução?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prefiro usar a expressão “diversificação de baixo nível”. Algumas espécies isoladas podem variar e se tornar novas espécies; isso é aceito pelos criacionistas. Mas a seleção natural não explica como uma célula pode se tornar um organismo com várias células coordenadas. Também não explica como se pode ir da reprodução assexuada para a sexuada. Seleção natural pode explicar a variação, mas não explica como um novo órgão e um novo plano corporal podem surgir. Usando uma comparação, a seleção natural pode explicar como se regula um motor, mas não como se &lt;em&gt;faz &lt;/em&gt;um motor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E as mutações?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mutação é perda de informação e não ganho. Além disso, mutações capazes de favorecer um ser vivo são bastante raras. Mutações que pudessem dar origem a novas informações demandariam mais tempo do que o estimado para a formação de todo o Universo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quais os maiores desafios para os pesquisadores criacionistas?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destaco dois: como explicar o conjunto do registro fóssil e como explicar a datação radiométrica. No que diz respeito ao registro fóssil, há detalhes que exigem melhor explicação de nossa parte, como a organização dos fósseis de forma específica e ordenada nos estratos da coluna geológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O MEC não quer que o criacionismo seja ensinado nas escolas públicas. Qual a sua opinião sobre isso?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas escolas confessionais, é natural e esperado que se ensine o que a igreja que a mantém crê. Nas escolas públicas, é difícil ter uma abordagem equilibrada. Um dos extremos é dizer que não devemos ensinar nada sobre Deus, sobre &lt;em&gt;design &lt;/em&gt;inteligente. A visão oposta é querer que se ensine uma visão religiosa particular. Parece-me que a visão mais equilibrada consiste em reconhecer que existe a possibilidade da ação sobrenatural na natureza. É &lt;em&gt;possível &lt;/em&gt;que Deus tenha criado, mas em ciência não se leva isso em consideração. Assim, não se ensina uma visão religiosa, mas se reconhece que Deus existe. O &lt;em&gt;Design &lt;/em&gt;Inteligente é uma abordagem que pode ser adotada nas escolas públicas, já que procura detectar evidências de planejamento na natureza, sem se preocupar necessariamente com quem a planejou. Proibir o ensino do &lt;em&gt;Design &lt;/em&gt;Inteligente é tão tendencioso quanto proibir o ensino da religião. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ultimamente, a mídia vem criticando muito o criacionismo. A que se deve esse preconceito?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez porque a mídia teme o poder da religião. Preocupada com a liberdade de expressão, ela teme que as pessoas religiosas, ao chegar ao poder, possam ameaçar a liberdade de imprensa. Além disso, a religião costuma falar sobre comportamento, controle das paixões, e muitas pessoas não gostam disso; por isso, procuram afastar a visão religiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que os criacionistas podem fazer para melhorar o diálogo com os darwinistas?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo discutir que a teoria da evolução não é uma boa teoria, mas é incorreto dizer que a pessoa que crê nela seja má. Esse é um modo de fazer inimigos e não amigos. Outro problema é que muitas vezes os criacionistas fazem afirmações não precisas e usam maus argumentos. Temos que ser mais humildes, respeitosos e cuidadosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Às vezes, dá-se a impressão de que apenas o darwinismo é científico e de que o criacionismo é teológico ou filosófico. Isso é assim mesmo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atividade sobrenatural não faz parte da definição comum da ciência. Criacionismo envolve a participação do sobrenatural. Então, se você usa a definição comum da ciência, criacionismo não pode ser ciência. Infelizmente, nossa cultura tende a tornar equivalentes ciência e verdade. Ciência é uma palavra mágica. Precisamos cuidar com o significado das palavras e reconhecer que nossas ideias podem ser verdade, mas não necessariamente científicas. A crença de que toda verdade vem da ciência é chamada cientismo [ou cientificismo]. Muita gente é “crente” no cientismo. Quando alguém diz que determinada afirmação não é científica, quer dizer que ela não é verdade. Algumas vezes, deveríamos discutir certas coisas retirando a palavra “científico”. Isso forçaria as pessoas a procurar explicar melhor suas afirmações e crenças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora discordemos do naturalismo filosófico, podemos nos valer do naturalismo metodológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida. Como criacionistas, podemos perfeitamente fazer trabalhos científicos, usando o método científico, sem apelar para o sobrenatural, embora sejamos capazes de enxergar como Deus Se relaciona com nossas descobertas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Neste ano, comemoram-se os 200 anos do nascimento de Darwin e os 150 anos da publicação de &lt;em&gt;A Origem das Espécies&lt;/em&gt;. Outros cientistas mais importantes como Newton e Einstein não recebem todo esse louvor. Por quê?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que isso se deva principalmente à idéia de que Darwin libertou a humanidade das imposições e dogmas da igreja. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por que a causa criacionista é tão importante para os adventistas?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o criacionismo aponta para Deus em contraste com Darwin, que acabou tirando Deus do processo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Recentemente o GRI estabeleceu uma filial no Brasil, no Unasp, campus Engenheiro Coelho. Por que essas iniciativas são importantes?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O GRI é importante porque ajuda a igreja a não esquecer Deus como Criador. Além disso, mostramos para os membros da igreja e para os estudantes que os crentes não precisam ter medo da ciência. A ciência não é nossa inimiga. A filosofia naturalista, sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Suas palavras finais.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não devemos basear nossa fé na habilidade de provar as coisas. Devemos baseá-la no conhecimento da Bíblia, mesmo não tendo todas as respostas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19768511-881936473677493142?l=www.entrevistas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/881936473677493142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19768511/posts/default/881936473677493142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.entrevistas.criacionismo.com.br/2009/03/o-criacionismo-no-ano-de-darwin.html' title='O criacionismo no ano de Darwin'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/Sa36dQrVxRI/AAAAAAAAIEc/dy-RDC372QY/s72-c/gibson.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19768511.post-6985451127547303859</id><published>2009-02-15T13:03:00.000-08:00</published><updated>2009-02-17T07:48:12.162-08:00</updated><title type='text'>Gazeta do Povo dá espaço a biólogo criacionista</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/SZrbwZuDOII/AAAAAAAAH-Q/wdI_owC-Wn0/s1600-h/tarcisio.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 146px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/SZrbwZuDOII/AAAAAAAAH-Q/wdI_owC-Wn0/s200/tarcisio.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303793135766419586" /&gt;&lt;/a&gt;Deu no blog &lt;a href="http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/blog/tubodeensaio/conteudo.phtml?tl=1&amp;id=842618&amp;tit=Tarcisio-Vieira-biologo-para-que-o-criacionismo-seja-um-bom-modelo-precisa-reconhecer-que-o-evolucionismo-e-uma-boa-teoria"target="_blank"&gt;Tubo de Ensaio&lt;/a&gt;, do Marcio Campos (exemplo raro de bom jornalismo): “Uma das coisas que eu percebi no debate sobre o ensino do criacionismo nas escolas confessionais era que praticamente não se deu espaço aos criacionistas para explicar no que eles realmente acreditam. Por isso, procurei a Sociedade Criacionista Brasileira (SCB), que intermediou uma entrevista por e-mail com o biólogo Tarcísio da Silva Vieira [&lt;a href="http://michelsonentrevistas.blogspot.com/2008/09/ele-harmonizou-f-com-razo.html"target="_blank"&gt;já entrevistado por este blog&lt;/a&gt;], mestre pela Universidade de Brasília e professor universitário de Química Orgânica. Membro colaborador da SCB, Vieira expõe uma das vertentes do criacionismo, aponta compatibilidades com o evolucionismo e se diz contrário ao ensino do criacionismo nas escolas públicas.” Confira a íntegra da entrevista, que teve trechos publicados no jornal &lt;em&gt;Gazeta do Povo&lt;/em&gt; (um dos maiores jornais do Paraná):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em primeiro lugar, o que define um criacionista? Basta acreditar que Deus tirou o universo do nada, ou é preciso acreditar em outras intervenções criadoras de Deus?&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um aspecto de bastante relevância para aqueles interessados na controvérsia entre criacionismo e evolucionismo, e que não tem sido mencionado em tudo o que vem sendo veiculado na mídia, é que o termo “criacionismo” é bastante elástico. Há diversas vertentes intituladas igualmente como “criacionismo”. A Sociedade Criacionista Brasileira, por exemplo, divulga o criacionismo bíblico, que seria uma tentativa de associação entre o conhecimento científico e o conhecimento bíblico, desde que o primeiro não seja confundido com alguns pontos de vista que não são sustentáveis epistemologicamente dentro do próprio evolucionismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simpatizantes do modelo criacionista que tenham tido formação acadêmica entendem a importância da teoria da evolução e reconhecem a grande contribuição dada por Darwin à comunidade científica. Entendemos que há aspectos no evolucionismo bastante fundamentados, os quais são indispensáveis para a compreensão de muitos fenômenos naturais, assim como para a correta interpretação de dados experimentais. A estes aspectos nenhum criacionista que tenha formação científica se opõe. Porém, como em toda boa teoria, há alguns pontos no evolucionismo que não são sustentáveis e devem ser questionados, seja por um bom cientista ou por um bom estudante de ciências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também é preciso que se entenda que os simpatizantes do criacionismo bíblico têm a Bíblia como uma importante fonte de conhecimento. Diante desse fato, apenas para facilitar a compreensão, podemos dividir esses simpatizantes em dois grupos. No primeiro estariam aqueles que frequentam uma igreja e acreditam em Deus, em função do tipo de educação que receberam, ou por algum tipo de experiência que tiveram em sua vida, ou por qualquer outro motivo. Para eles, o relato bíblico é suficiente para que professem sua fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, diversos autores dos textos bíblicos instruem seus leitores a investigar a natureza – como Paulo, na carta aos Romanos (1:20) – a fim de que por essa investigação reconheçam a existência de um Criador. O segundo grupo de simpatizantes é o dos que pertenciam ao primeiro grupo (ou seja, que tiveram educação religiosa), entenderam o “recado da natureza” e tiveram a oportunidade de estudar ciências. Aos integrantes desse segundo grupo o relato bíblico também é suficiente para professarem sua fé, mas o conhecimento científico que adquiriram lhes permite também argumentar de maneira mais formal e racional a respeito daquilo em que acreditam, muitas vezes se contrapondo a alguns pontos de vista que não são sustentáveis epistemologicamente dentro do evolucionismo. Em qualquer desses grupos, permanece a convicção de que todos os atos referentes à criação feita por Deus, assim como o plano de redenção para toda a humanidade, são reais; esses são os atributos comuns aos proponentes dessa vertente do criacionismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quando se fala de criacionismo, costuma-se remeter à tradição judaico-cristã da narração da criação segundo o Gênesis. É possível conciliar o criacionismo com outras tradições religiosas?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que esse modo incorreto de associar o criacionismo unicamente à tradição judaico-cristã é decorrente, em parte, da constituição religiosa de nossa sociedade. Outro aspecto que conduz a esse tipo errôneo de associação é a falta de conhecimento, tanto por parte da maioria dos profissionais da imprensa quanto da maioria dos evolucionistas críticos do criacionismo, com relação à origem de toda essa controvérsia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É consenso entre a quase totalidade das pessoas (e isso também infelizmente se aplica àquelas que frequentam uma igreja) que o confronto entre as ideias evolucionistas e criacionistas é um “impasse” entre ciência e fé e é algo que surgiu com o advento do Cristianismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao primeiro ponto, eu me limitaria a dizer que os grandes ícones do desenvolvimento científico – dentre eles, só para citar os mais proeminentes em algumas áreas da Física, como Newton na óptica, na mecânica e na gravitação universal; Boyle no estudo dos gases; e Faraday e Maxwell no eletromagnetismo – que nos possibilitaram alcançar o patamar de conhecimento no qual nos encontramos compartilhavam, em sua quase totalidade, a fé em um Deus criador e pessoal. Essa fé os inspirava a desenvolver suas teorias e lhes permitia olhar com mais detalhes para a natureza, o que possibilitou a eles se tornarem homens e mulheres à frente de seu tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante disso fica evidente que a controvérsia entre criacionismo e evolucionismo não é uma dicotomia entre ciência e fé, como é grandemente alardeado pela mídia em geral. Aquelas pessoas conciliavam sua fé em Deus com suas pesquisas referentes aos fenômenos naturais, obtendo resultados que os destacaram não apenas no contexto em que viviam. O verdadeiro embate entre as argumentações evolucionistas e criacionistas está centrado na existência ou não de planejamento e intenção nas coisas existentes. Enquanto o evolucionismo defende a ideia de acaso e aleatoriedade, buscando explicar a vida como sendo o resultado de causas puramente naturais, o criacionismo defende a ideia de propósito e planejamento, buscando explicar a vida como sendo resultante da ação criadora de um Deus que ainda hoje se relaciona com o ápice de sua criação: o ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse conceito integrado no criacionismo permite ao verdadeiro interessado nessa controvérsia encontrar evidências do confronto dessas ideias em diversas civilizações, em períodos históricos muito antecedentes ao surgimento do Cristianismo e do Judaísmo. É propagado erroneamente, tanto pela imprensa quanto por livros didáticos, que os povos ditos pagãos tiveram contato com a ideia de um Deus único, criador e redentor apenas após o advento do Cristianismo. Contudo, um minucioso estudo da mitologia e da literatura mesopotâmica, egípcia, chinesa, romana e de lendas indígenas, dentre outras, indica o oposto daquilo que nos é tradicionalmente ensinado. Na Grécia, em torno de 300 a.C., havia intenso debate entre epicuristas (que dentre outras ideias defendiam que todas as coisas tiveram origem em causas naturais aleatórias) e estóicos, defensores de que todas as coisas tiveram origem pela intenção e propósito de um Deus criador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trecho abaixo, originalmente presente na obra de Cícero &lt;em&gt;De Natura Deorum&lt;/em&gt;, citado no livro &lt;em&gt;&lt;a href="http://criacionista.blogspot.com/2008/10/depois-do-dilvio.html"target="_blank"&gt;Depois do Dilúvio&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; (de autoria do historiador britânico Bill Cooper e publicado em português pela SCB), lança um breve lampejo sobre a argumentação dos simpatizantes do estoicismo: “Se existe algo na natureza que a mente humana, a inteligência, a energia e a força humanas não podem criar, então o criador dessas coisas deve necessariamente ser um ente superior ao homem. Os corpos celestes em suas órbitas eternas certamente não podem ser criados pelo homem. Eles, portanto, devem ter sido criados por um ser superior ao homem. (...) Somente um tolo arrogante imaginaria que nada houvesse no mundo todo maior do que ele próprio. Logo, deve existir algo maior do que o ser humano. E esse algo deve ser Deus.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nossos dias, o criacionismo formal como o conhecemos está associado às três grandes religiões monoteístas, Islamismo, Judaísmo e Cristianismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como o criacionismo interpreta a narração do Gênesis? Uma interpretação estritamente literal, ou questões como a dos “seis dias” podem ser vistas como metáfora?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os simpatizantes do criacionismo bíblico, a Bíblia é literal em todas as suas colocações, exceto em três situações. A primeira é aquela em que o próprio relato bíblico informa o contrário, como quando são utilizados metais preciosos para designar reinos poderosos e metais menos nobres para designar reinos menos poderosos, no livro de Daniel [cap. 2].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda situação ocorre quando transparece que o escritor não tinha em mente o intuito de transmitir conhecimento científico, mas sim de descrever um fenômeno na linguagem mais simples possível, de modo que aquela informação fosse compreensível por todos, e pode ser exemplificada com a passagem no livro de Josué, no qual o escritor menciona que o Sol se deteve nos céus, o que é interpretado por muitos, de maneira precipitada, como sendo uma alusão ao “fato” de que, para aquelas pessoas, o Sol girava em torno da Terra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, finalmente, o terceiro caso é aquele em que os conceitos que adquirimos em tempos recentes aparentemente contrastam com aquilo que era aceito popularmente no período em que um determinado texto bíblico foi escrito, por exemplo, no livro de Levítico, em que o morcego é classificado como ave, e não como mamífero. Acontece que a classificação taxonômica que utilizamos hoje é muitíssimo recente em comparação com o texto bíblico. Na época em que aquele livro foi escrito, e refletindo um critério bastante prático, era suficiente classificar os seres vivos em terrestres, aquáticos e alados, sendo esta última a classe na qual o morcego evidentemente se enquadrava.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Salvo essas situações (e obviamente outras que possam ser incluídas em contextos similares), entendemos a Bíblia sempre como literal, e isso inclui todo o livro de Gênesis; portanto, para nós os seis dias da Criação são literais, embora existam correntes teológicas que entendam esses dias como períodos não correspondentes a 24 horas. Outras vertentes do criacionismo consideram esses dias da Criação como longos períodos de tempo, correspondentes a eras, numa tentativa de associar o relato do livro de Gênesis aos fatos advindos da sucessão dos fósseis nas rochas sedimentares e as respectivas idades obtidas pelos métodos de datação radiométrica, associação esta de forma alguma aceita pelos simpatizantes do criacionismo bíblico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que outras vertentes do Criacionismo podem ser mencionadas?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Dentro das diferentes correntes criacionistas há pontos que são compatíveis com outras vertentes, e pontos de incompatibilidade. O fixismo, por exemplo, era utilizado no passado por teólogos no sentido de deixar claro para as pessoas da época que os seres haviam sido criados por Deus exatamente como são, ou seja, os seres originalmente criados por Deus não teriam sofrido nenhuma mudança significativa ao longo do tempo. Infelizmente essa era a ideia aceita pela sociedade (incluindo os naturalistas, ou seja, os cientistas daquela época).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir das observações e da publicação dos trabalhos de Darwin, o fixismo foi duramente criticado e caiu por terra, de forma que hoje nenhuma pessoa que tenha tido o privilégio de estudar ciências argumenta em favor daquelas ideias. Mesmo as observações cotidianas conduzem um indivíduo atento à conclusão de que os organismos sofrem modificações ao longo do tempo. Cientistas e estudantes sérios, simpatizantes do criacionismo bíblico, reconhecem essas variações e jamais argumentariam contra esse fato, uma vez que, além de verificarem o fenômeno da variação em seus estudos, a própria Bíblia nos permite chegar a conclusões sobre a variação dos organismos inicialmente criados por Deus (pena que isso não seja entendido por alguns teólogos em nossos dias). Contudo, dentro do modelo criacionista, essas variações têm um limite que abrange, em alguns casos, desde o taxon Espécie até o taxon Ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mídia, no entanto, com o intuito de desmoralizar o modelo criacionista e expor seus simpatizantes ao ridículo, tem procurado associar o criacionismo ao fixismo, o que é absurdo! Não se pode negar que alguns indivíduos pertencentes àquele primeiro grupo que eu mencionei no início realmente argumentem em favor do fixismo, mas é preciso lembrar que se trata de pessoas que não possuem formação científica. Veicular nos meios de comunicação que todo criacionista é fixista é no mínimo desonesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também é possível mencionar o pontuísmo ou Teoria do Equilíbrio Pontuado, uma argumentação proposta por Stephen Jay Gould e Niles Eldredge, na tentativa de explicar o aparecimento abrupto de novas espécies, no registro fóssil, que permanecem praticamente sem nenhuma alteração até a sua extinção, o que em princípio contrariava a evolução defendida por Darwin. Para maiores detalhes, indico o amplo livro de Gould &lt;em&gt;The Structure of Evolutionary Theory&lt;/em&gt;, recentemente lançado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o gradualismo, resumidamente, é aplicado pelos simpatizantes da teoria da evolução que defendem a mudança nos organismos através da acumulação de pequenas modificações ao longo de várias gerações, durante intervalos de tempo incomensuráveis, o que é incompatível com os dados obtidos da observação e da experimentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Afirma-se que o criacionismo, embora efetivamente possa ser considerado uma teoria, não poderia ser considerado teoria científica por não ser “falseável”, pelos critérios de Karl Popper. Como o senhor avalia essa observação?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui estão em jogo muitos critérios, definições e conceitos que conduzem a controvérsia entre criacionismo e evolucionismo para o campo da Filosofia. Vejamos a definição mais aceita daquilo que seja uma “teoria científica”, segundo o próprio Karl Popper: teoria científica é um modelo matemático que descreve e codifica as observações que fazemos. Assim, uma boa teoria deverá descrever uma vasta série de fenômenos com base em alguns postulados simples, como também deverá ser capaz de fazer previsões claras, as quais poderão ser testadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O criacionismo não preenche os critérios definidos por Popper, ou seja: diante do exposto, o criacionismo não passa nem perto de ser uma teoria científica! Porém, pode ser qualificado como um bom modelo, que em muitos pontos é sustentado pelas evidências científicas de que dispomos até o momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meu ponto de vista (que compartilho com muitos cientistas e pesquisadores simpatizantes do criacionismo bíblico), não vejo o criacionismo nem mesmo como uma teoria. Prefiro vê-lo como um modelo, uma vez que muitos postulados dentro do criacionismo não podem ser submetidos ao método científico (da mesma forma que os postulados do evolucionismo). Para exemplificar, lembremo-nos de dois “passos” importantes integrantes do método científico: observação e experimentação. Não podemos observar Deus criando a vida, nem se pode realizar um experimento em que, ao fim da análise dos dados obtidos, chegue-se à conclusão de que Deus existe ou não existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que muitos pontos dentro das teorias evolucionistas enfrentam a mesma dificuldade! Não é possível regredir no tempo e observar o surgimento espontâneo da vida, da mesma forma que não é possível reproduzir a extinção dos dinossauros. Alguns pontos no evolucionismo são reproduzíveis, apresentam uma modelagem matemática e é possível fazer boas previsões com eles, levando, assim, a uma boa teoria científica. Porém, esses pontos estão circunscritos àquele mesmo limite de variação mencionado anteriormente, limitando-se desde o taxon Espécie até, em alguns casos, ao taxon Ordem. Argumentações versando sobre modificações em taxa superiores (entre os taxa Ordem e Reino), na visão de um cientista criacionista, além de não se enquadrarem na definição de Popper, são extrapolações daqueles pontos situados no limite de variação citado acima. As teorias evolucionistas versando sobre essas modificações, a meu ver (e de muitos cientistas criacionistas), seriam mais bem definidas como modelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui é importante ressaltar que, mesmo que algo não seja considerado “teoria científica”, continua sendo válido o debate e o confronto de ideias. Há vários exemplos de modelos que foram amplamente debatidos no passado e foram sendo aperfeiçoados até se tornarem boas teorias científicas. O contrário também é verdadeiro. Uma teoria já estabelecida precisa ser debatida, criticada e revista. Há vários exemplos de teorias que receberam o &lt;em&gt;status &lt;/em&gt;de “científicas” e, após algum tempo, precisaram ser ampliadas ou mesmo reescritas. Um exemplo bem recente, ilustrativo desse tipo de situação, e que infelizmente foi divulgado em nosso país pela grande mídia, é o evento de julho de 2008 na cidade de Altenberg, na Áustria, quando estiveram reunidos 16 categorizados pesquisadores da área de Ciências Biológicas para propor uma “nova teoria evolutiva”. E o que chama bastante atenção nessa teoria é que ela não será selecionista! Em outras palavras, a nova teoria evolutiva não terá como um dos principais mecanismos propelentes da evolução das espécies a chamada “seleção natural”! Isso é muito importante para os estudantes de Ciências Biológicas, para os interessados na controvérsia entre criacionismo e evolucionismo e para o público em geral que tenha interesse em assuntos científicos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual a relação entre Criacionismo e Design Inteligente?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como mencionado anteriormente, o criacionismo (discorro sobre o criacionismo bíblico) utiliza conhecimento científico, buscando associá-lo à integridade do texto bíblico, visando à construção de um modelo coerente tanto com os fatos que ocorrem na natureza, transformados em conhecimento científico, quanto com o relato bíblico. Para o criacionista, a Bíblia e a natureza constituem revelações de (e sobre) Deus para o homem, e a ciência é o instrumento pelo qual buscamos conhecer a respeito da natureza criada por nosso Criador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tocante ao Design Inteligente (DI), questões referentes a qualquer tipo de expressão religiosa ou contida em qualquer escrito considerado sagrado são excluídas das argumentações de seus simpatizantes. O DI, ao contrário do criacionismo, reivindica o &lt;em&gt;status &lt;/em&gt;de teoria científica, sendo que os propelentes desse movimento já publicaram trabalhos versando sobre o assunto em numerosos periódicos, ocasiões nas quais seus críticos logo buscaram refutar suas argumentações por meio de outras publicações. Os simpatizantes do DI, numa posição diferente daquela dos simpatizantes do criacionismo, almejam a inserção de suas teses nos currículos escolares de nível básico e universitários, levando o debate e as discussões para dentro da academia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tocante à origem da vida, os simpatizantes do DI argumentam que a mesma não é resultado apenas de causas naturais, mas da ação de uma entidade inteligente que interveio nos processos naturais. Esse agente inteligente, ao contrário do Deus venerado pelo criacionista bíblico, não é identificado nas teses do DI, uma vez que não é o seu objeto de estudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, nesses dois distintos conjuntos, há pontos de intersecção onde tem início uma relação, muito mal interpretada pela mídia. Alguns simpatizantes do DI acreditam e buscam servir ao mesmo Deus que os criacionistas. Porém, um número significativo dos propelentes desse movimento é constituído por agnósticos e mesmo ateus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do modelo criacionista, algumas teses defendidas pelo DI são muito bem vistas e até utilizadas na construção do modelo, como, por exemplo, a ideia de complexidade irredutível (segundo a qual há estruturas biológicas que não poderiam ter evoluído de outras estruturas mais simples). Outras teses, no entanto, não são bem vistas, como, por exemplo, a argumentação em favor da panspermia (que defende a existência de “sementes de vida” espalhadas pelo Universo). Particularmente. tenho um bom relacionamento e um bom diálogo com alguns dos simpatizantes do DI, mas há criacionistas que são completamente contrários a esse tipo de aproximação, e vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a mídia descreve o DI como sendo criacionismo disfarçado, além de cometer grande desrespeito para com os integrantes de ambas as correntes, demonstra, pelo menos aos olhos dos familiarizados com a controvérsia entre criacionismo e evolucionismo, total ignorância em relação ao assunto. Ao repetir insistentemente esse tipo de raciocínio, fica evidente a total inércia dos repórteres em relação a fazer sua pesquisa antes de publicar algo sobre um assunto bastante amplo que conhecem apenas superficialmente, sendo quase sempre unilaterais em relação ao debate. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;No início o senhor afirmou que há pontos da teoria de Darwin que são compatíveis com o criacionismo. Quais são esses pontos, e como fazer essa compatibilidade?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Darwin fez grandes contribuições ao mundo científico com suas observações, revolucionando complemente a forma de se estudar a natureza, após publicar seus trabalhos. Tendo eu formação em Ciências Biológicas, jamais poderia negar isso. O mesmo acontece com outros criacionistas que tiveram uma formação em ciências. Junte-se a esse fato a própria definição de criacionismo bíblico e ficará claro que, para que o criacionismo seja um bom modelo, precisa reconhecer que o evolucionismo é uma boa teoria!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa afirmação causa um certo desconforto aos simpatizantes do criacionismo que não tiveram formação em ciências. Mas um bom estudante, um bom pesquisador ou cientista que seja simpatizante do criacionismo aceita e entende o fato de que as espécies sofrem modificações ao longo do tempo, de acordo com o ambiente em que se encontram e em função de diversos outros fatores. Esses profissionais entendem e estudam as mutações e o poder de transformação que elas carregam, aceitam e estudam a seleção natural em suas pesquisas, trabalham com programas computacionais que lhes fornecem dados relativos à flutuação de um dado gene numa certa população, atuam na área de Química Orgânica e estudam as reações químicas necessárias para o desenvolvimento e manutenção da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos esses pontos e alguns outros fazem parte da grande contribuição que Darwin deu ao mundo científico; todos eles são considerados e fazem parte do modelo criacionista. Os palestrantes da SCB deixam isso evidente no trabalho que vêm realizando em nosso país. Por isso, quando escritores desprovidos de conhecimento do que realmente é o modelo criacionista afirmam que as teses defendidas pelos simpatizantes do criacionismo vão contra o desenvolvimento de vacinas e antibióticos, ou mesmo contra o desenvolvimento científico, estão sendo desonestos e, permita-me dizer, jogando sujo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, vários cientistas e pesquisadores simpatizantes do criacionismo, do DI ou mesmo evolucionistas enxergam problemas com a abrangência das teorias evolucionistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E quais são as principais falhas que o criacionismo aponta nas teorias de Darwin?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ter contribuído de forma muito significativa com o conhecimento científico, as ideias desenvolvidas por Darwin eram, em sua grande maioria, restritas ao conhecimento que os biólogos tinham em seu tempo. Ao longo dos anos, novas tecnologias possibilitaram aos cientistas adquirir novos conhecimentos, como aconteceu com o advento dos microscópios de alta resolução, que permitiram um olhar muito mais preciso para as células que constituem os organismos vivos. Informações advindas de campos de estudos recentes, como a Bioquímica, a Genética e a Biologia Molecular, deixaram claro aos cientistas que a teoria da evolução, como proposta inicialmente por Darwin, carecia de ajustes. Em resposta a esse anseio surgiu o Neodarwinismo. Dessa forma, não apenas os simpatizantes do criacionismo têm feito críticas às teorias de Darwin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, as teorias da evolução como são apresentadas hoje, aos olhos não apenas dos simpatizantes do criacionismo, mas também aos de muitos evolucionistas, ainda apresentam pontos que não são corroborados pelo conhecimento científico que temos. Apesar disso, esses pontos são propagados e ensinados em escolas de nível básico e universidades quase de forma doutrinária, tanto que alunos, professores e pesquisadores que façam críticas e considerações sobre esses pontos são literalmente ridicularizados! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, dentro das teorias evolucionistas ainda não há uma explicação satisfatória para a origem da vida. Independentemente da abordagem que seja feita, todas as explicações dadas apresentam inconsistências com aquilo que já é bem estabelecido na Química, na Estatística, na Teoria de Probabilidades, na Termodinâmica ou em muitos outros campos do conhecimento. Não há dúvida de que moléculas de RNA apresentam atividades catalíticas; ou que ácidos graxos originam micelas (estruturas que supostamente teriam originado as membranas celulares, como aceito por muitos pesquisadores) sob certas condições; ou ainda, que seja possível obter compostos orgânicos a partir de matéria orgânica. As falhas apontadas nessas abordagens, entretanto, vão além dessas questões já bem conhecidas. Não tenho como adentrar aqui em questões técnicas a esse respeito, mas qualquer estudante ou pesquisador interessado nesse campo de estudo e que se disponha a fazer uma pesquisa nas publicações sobre o assunto reconhecerá o que digo acima. Apesar disso, os livros didáticos que abordam esse assunto não mencionam esses pontos; muito pelo contrário, transmitem a ideia de que essa é uma dificuldade superada pelas teorias evolucionistas. Dada a superficialidade com que a origem da vida é tratada nesses livros, aliada ao desinteresse por parte dos acadêmicos em se aprofundar mais nessa questão, os mesmos são facilmente convencidos dessa “verdade”.&lt;br /&gt
